Talmud Bavli · Massechet Shabbat · Perek Bet · Bameh Madlikin
אִישְׁתַּנִּי שְׁמַיְיהוּ

A conclusão do debate sobre transportar o shofar e as trombetas, e a lista de Rav Chisda dos termos que trocaram de nome desde a destruição do Templo

Shabbat 36a — a continuação direta da última sugya de 35b sobre o shofar de uso individual

O daf abre concluindo o raciocínio suspenso no fim de 35b: se o shofar individual se resgata de muktzeh por servir para uma criança sorver água dele, a Guemará pergunta por que o mesmo não se diria do shofar comunitário, que também poderia servir para uma criança pobre beber — e traz ainda uma baraita que parece contradizer tudo o que foi dito, ensinando que tanto o shofar quanto as trombetas se transportam igualmente. A dificuldade é resolvida atribuindo-se as diferentes baraitot a três tanaím distintos — Rabi Yehuda, Rabi Shimon e Rabi Nechemia — cada um com sua própria posição sobre muktzeh. A Guemará então observa que, mesmo na baraita que proíbe expressamente transportar "o shofar", a palavra "shofar" ali designa na verdade o que hoje se chama trombeta, citando o ensinamento de Rav Chisda: três pares de termos trocaram de nome entre si desde a destruição do Templo — chatzotzeret (trombeta) e shofar; aravá (salgueiro) e tzaftzafá (álamo); patorá e patorta (mesas grande e pequena) —, com a consequência prática de cada troca explicada uma a uma: para o shofar tocado em Rosh Hashaná, para o lulav de Sucot, e para transações de compra e venda. Abaye acrescenta um quarto par à lista, hovlila e beit hakosot (partes do estômago do animal), com a consequência prática para as leis de treifá relativas a uma agulha encontrada na parede do órgão. O daf fecha com Rav Ashi acrescentando um quinto par, Bavel e Bursif, cuja consequência prática — relativa a documentos de divórcio — é apenas anunciada, sem detalhamento, no limite do daf.

A conclusão da sugya do shofar: a objeção da criança pobre e a baraita contraditória · חֲזֵי לְגַמֵּעַ לְתִינוֹק עָנִי

01A objeção: também o shofar comunitário poderia servir a uma criança pobre; a baraita que iguala shofar e trombetas; a resolução em três tanaím
Guemará; Baraita
לְתִינוֹק. בְּצִיבּוּר נָמֵי, חֲזֵי לְגַמֵּעַ לְתִינוֹק עָנִי? וְתוּ, הָא דְּתַנְיָא: כְּשֵׁם שֶׁמְּטַלְטְלִין אֶת הַשּׁוֹפָר כָּךְ מְטַלְטְלִין אֶת הַחֲצוֹצְרוֹת. מַנִּי? אֶלָּא לָא קַשְׁיָא: הָא רַבִּי יְהוּדָה, הָא רַבִּי שִׁמְעוֹן, הָא רַבִּי נְחֶמְיָה.

(Continuação direta da resposta de Abaye no fim de 35b:) ...para (que uma) criança (dele beba água). (Mas a Guemará objeta:) também no (shofar) comunitário, (ele) é próprio para (que dele) sorva água uma criança pobre (logo, essa razão não deveria distinguir o shofar comunitário do individual)! E mais: não se ensinou (numa outra baraita): assim como se transporta o shofar, assim também se transportam as trombetas? Como quem (seria essa opinião, que contradiz tudo o que já se disse)? Antes, não é (uma real) dificuldade: esta (baraita, que distingue shofar comunitário de individual, segue) Rabi Yehuda; esta (que iguala shofar e trombetas para permitir ambos, segue) Rabi Shimon; esta (que proíbe transportar mesmo o shofar, segue) Rabi Nechemia.

Nota

O daf abre em continuidade direta com a última linha de 35b, onde Abaye havia justificado que o shofar de uso individual pode ser transportado em Shabat porque serve, secundariamente, para uma criança sorver água dele. A Guemará levanta de imediato uma objeção óbvia: essa mesma utilidade — servir de recipiente improvisado para uma criança beber — poderia igualmente se aplicar ao shofar de uso comunitário, especialmente para uma criança pobre sem outro utensílio à mão; a distinção de Rav Yosef entre uso individual e comunitário pareceria, então, insuficiente. A dificuldade se agrava com uma terceira baraita, que iguala explicitamente shofar e trombetas, permitindo transportar ambos — o que contradiz tanto a baraita que proíbe as trombetas quanto a que distingue shofar comunitário de individual. A Guemará resolve o impasse não por meio de uma distinção lógica única, mas atribuindo cada uma das três baraitot conflitantes a um tanaí diferente, cada um com sua própria posição geral sobre a categoria de muktzeh: Rabi Yehuda (mais estrito, distingue conforme o uso), Rabi Shimon (mais permissivo, não aceita muktzeh) e Rabi Nechemia (mais estrito ainda, exigindo uso principal permitido).

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "para a criança pobre" e a atribuição das baraitot aos três tanaím
לתינוק עני - שעל הציבור לפרנסו:

"Para a criança pobre" — pois cabe à comunidade sustentá-la (logo, o shofar comunitário também lhe seria útil).

הא ר' יהודה - שופר מיטלטל וחצוצרות אינן מיטלטלין דמוקצה הוא אבל שופר תורת כלי עליו כדאמרן לעיל:

"Esta (é) Rabi Yehuda" — (a baraita segundo a qual) o shofar se transporta e as trombetas não se transportam, pois (as trombetas são) muktzeh, mas o shofar tem sobre si a condição de utensílio, como dissemos acima.

הא - דקתני תרוייהו מטלטלין ר' שמעון היא דלית ליה מוקצה:

"Esta" — (a baraita) que ensina que ambos se transportam é (a opinião de) Rabi Shimon, que não sustenta (a categoria de) muktzeh.

הא - דקתני אף שופר אין מטלטלין ר' נחמיה דאמר אפי' תרווד אפי' טלית אין ניטלין אלא לצורך תשמישו המיוחד ועיקר שופר לאו לגמוע מים קאי:

"Esta" — (a baraita) que ensina que nem mesmo o shofar se transporta é (a opinião de) Rabi Nechemia, que diz: mesmo uma colher, mesmo um manto, não se levantam senão para a necessidade de seu uso específico, e o uso principal do shofar não é para sorver água.

Rav Chisda: três pares de termos trocaram de nome desde a destruição do Templo · אִישְׁתַּנִּי שְׁמַיְיהוּ

02O "shofar" da baraita é, na verdade, a trombeta; Rav Chisda: chatzotzeret e shofar trocaram de nome, com a consequência para o shofar de Rosh Hashaná
Guemará; Rav Chisda
וּמַאי שׁוֹפָר — נָמֵי חֲצוֹצְרוֹת. כִּדְרַב חִסְדָּא. דְּאָמַר רַב חִסְדָּא: הָנֵי תְּלָת מִילֵּי אִישְׁתַּנִּי שְׁמַיְיהוּ מִכִּי חֲרַב בֵּית הַמִּקְדָּשׁ: ״חֲצוֹצַרְתָּא״ — ״שׁוֹפָרָא״, ״שׁוֹפָרָא״ — ״חֲצוֹצַרְתָּא״. לְמַאי נָפְקָא מִינָּה? לְשׁוֹפָר שֶׁל רֹאשׁ הַשָּׁנָה.

E o que (quer dizer) "shofar" (na baraita que proíbe transportá-lo)? (Também ali, refere-se) às trombetas (propriamente ditas). Conforme (o ensinamento) de Rav Chisda. Pois disse Rav Chisda: estas três coisas trocaram seus nomes desde que foi destruído o Templo: "trombeta" (passou a se chamar) "shofar", "shofar" (passou a se chamar) "trombeta". Qual é a diferença prática (disso)? Para o shofar de Rosh Hashaná (que deve ser o instrumento curvo, chamado hoje de "trombeta" na linguagem popular).

Nota

A Guemará resolve a atribuição da terceira baraita — a que proíbe transportar mesmo "o shofar" — a Rabi Nechemia, mas acrescenta uma observação lexical importante: nessa baraita específica, a palavra "shofar" não designa o instrumento curvo tradicional, mas sim o que hoje se conhece popularmente como trombeta. Essa inversão de nomes é explicada pelo ensinamento de Rav Chisda, que lista três pares de termos hebraicos cujo significado se inverteu na linguagem cotidiana depois da destruição do Templo: o que antes se chamava "chatzotzeret" (trombeta, instrumento reto) passou a ser popularmente chamado de "shofar", e vice-versa. A consequência prática mais relevante dessa troca de nomes diz respeito à identificação correta do instrumento que deve ser usado ritualmente no shofar de Rosh Hashaná — que, segundo a lei, deve ser o chifre curvo, e não aquele que o povo, por hábito de linguagem, passou a chamar assim.

03Aravá e tzaftzafá trocaram de nome, com a consequência para o lulav
Rav Chisda
״עֲרָבָה״ — ״צַפְצָפָה״, ״צַפְצָפָה״ — ״עֲרָבָה״. לְמַאי נָפְקָא מִינָּה? לְלוּלָב.

"Aravá" (passou a se chamar) "tzaftzafá", "tzaftzafá" (passou a se chamar) "aravá". Qual é a diferença prática (disso)? Para o lulav (no qual se exige o verdadeiro salgueiro, e não o álamo popularmente chamado assim).

Nota

O segundo par de termos que trocaram de nome, segundo Rav Chisda, é o do salgueiro (aravá) e o do álamo ou choupo (tzaftzafá) — duas árvores de aparência semelhante, mas com folhas e ramos distintos. A consequência prática dessa inversão de nomenclatura é central para o cumprimento do preceito das quatro espécies em Sucot: a Torá exige especificamente o galho de aravá (salgueiro) como uma das quatro espécies do lulav, e é essencial saber identificar corretamente qual planta a Torá designa por esse nome, e não confundi-la com a árvore que a linguagem popular, depois da mudança, passou a chamar equivocadamente de "aravá".

04Patorá e patorta trocaram de nome, com a consequência para compra e venda
Rav Chisda
״פָּתוּרָה״ — ״פָּתוּרְתָּא״, ״פָּתוּרְתָּא״ — ״פָּתוּרָה״. לְמַאי נָפְקָא מִינָּה? לְמִקָּח וּמִמְכָּר.

"Patorá" (a mesa grande, passou a se chamar) "patorta" (a mesa pequena), "patorta" (passou a se chamar) "patorá". Qual é a diferença prática (disso)? Para a compra e a venda (onde é preciso saber com precisão qual mesa a outra parte tem em mente).

Nota

O terceiro par listado por Rav Chisda envolve dois termos aramaicos para mesa, um designando originalmente a mesa grande (patorá) e outro a mesa pequena (patorta), cujos usos populares também se inverteram. A relevância prática apontada pela Guemará, diferente dos dois casos anteriores (que envolvem preceitos rituais), é puramente comercial: em transações de compra e venda, quando um comprador encomenda uma "patorá" ou uma "patorta", é essencial que vendedor e comprador compartilhem o mesmo entendimento sobre qual tamanho de mesa está sendo referido, para que o acordo comercial não seja invalidado por um mal-entendido de linguagem.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "para o shofar de Rosh Hashaná", "tzaftzafá" e "patorá e patorta"
ומאי שופר - דקתני בההיא דר' נחמיה דאקדמית בה לחצוצרות לאיסורא וכיון דתני אין מטלטלין את השופר תו לא צריך למתני חצוצרות דכ"ש היא הואיל ואינו ראוי לגמע בו תינוק אלא שופר דתנא רישא הוא חצוצרות וחצוצרות דתנא בסיפא הוא שופר דאישתנו שמייהו כדרב חסדא:

"E o que (quer dizer) shofar" — (pergunta a Guemará) sobre aquela (baraita) de Rabi Nechemia, na qual se antecipou (a menção d)as trombetas para a proibição; e, uma vez que (a baraita) ensinou que não se transporta o shofar, já não precisaria ensinar (separadamente sobre) as trombetas, pois (a proibição destas seria) ainda mais evidente, visto que (a trombeta) não é própria para uma criança sorver (água) nela; antes, o "shofar" que (a baraita) ensinou no início são as trombetas (no sentido comum), e as "trombetas" que (a baraita) ensinou no final é o shofar (no sentido comum), pois trocaram seus nomes, conforme (o ensinamento de) Rav Chisda.

לשופר של ראש השנה - אין תוקעין אלא באותו שעם הארץ קורין חצוצרות והוא שופר או אם בא עם הארץ לשאול במה יתקע אומרים לו בחצוצרות:

"Para o shofar de Rosh Hashaná" — não se toca senão com aquele (instrumento) que o povo simples chama de "trombeta" e que (na verdade) é o shofar (curvo); ou, se vier um homem simples perguntar com que (instrumento) deve tocar, dizem-lhe: com a "trombeta" (usando o termo popular, para que ele compreenda corretamente).

צפצפה - פסולה ללולב ועלה שלה עגול וקנה שלה לבן כדאמרן בסוכה:

"Tzaftzafá" — é imprópria para o lulav, e sua folha é redonda e seu caule é branco, como dissemos (no tratado) Sucá.

פתורה - מתחילה היו קורין לגדול פתורה ולקטנה פתורתא ועכשיו נשתנו:

"Patorá" — no início, chamavam a (mesa) grande de "patorá" e a pequena de "patorta", e agora (os nomes) se trocaram.

05Abaye acrescenta hovlila e beit hakosot, com a consequência para a agulha encontrada no órgão do animal
Abaye
אָמַר אַבָּיֵי, אַף אָנוּ נֹאמַר: ״הוּבְלִילָא״ — ״בֵּי כָסֵי״, ״בֵּי כָסֵי״ — ״הוּבְלִילָא״. לְמַאי נָפְקָא מִינָּה — לְמַחַט שֶׁנִּמְצֵאת בְּעוֹבִי בֵּית הַכּוֹסוֹת, דְּמִצַּד אֶחָד כְּשֵׁירָה, וּמִשְּׁנֵי צְדָדִים טְרֵיפָה.

Disse Abaye: também nós diremos (um quarto exemplo semelhante): "hovlila" (passou a se chamar) "bei kasei", "bei kasei" (passou a se chamar) "hovlila". Qual é a diferença prática (disso)? Para uma agulha que se encontra na espessura (da parede d)o bei kasei (o omaso), pois, (se perfurou) de um só lado, (o animal) é casher, e, (se perfurou) de ambos os lados, (é) tereifá (imprópria).

Nota

Abaye acrescenta um quarto par de termos à lista de Rav Chisda, desta vez extraído da anatomia do sistema digestivo dos animais ruminantes: hovlila (o coágulo, referindo-se ao omaso, uma das câmaras do estômago) e beit hakosot ("casa dos copos", designando a mesma estrutura de outro ângulo), cujos nomes também se inverteram na linguagem popular. A relevância prática, neste caso, pertence às leis de treifá — os sinais que determinam se um animal abatido é próprio para consumo: quando se encontra uma agulha alojada na espessura da parede duplicada desse órgão, a lei distingue se a perfuração atravessa apenas uma das duas camadas da parede (caso em que o animal permanece casher, pois a camada intacta veda a perfuração) ou ambas as camadas (caso em que o animal é considerado tereifá, impróprio). Saber corretamente qual termo designa qual parte do órgão é, portanto, essencial para aplicar essa distinção com precisão.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "também nós diremos", hovlila, beit hakosot e a distinção de um e dois lados
אף אנו נאמר - אף אנו יכולים להוסיף אדרב חסדא לומר שגם זה נשתנה:

"Também nós diremos" — também nós podemos acrescentar (um exemplo) ao (ensinamento) de Rav Chisda, dizendo que também isto trocou (de nome).

הובלילא - מתחילה היו קורין להמסס הובלילא ולבית הכוסות בי כסי ועכשיו נשתנו:

"Hovlila" — no início, chamavam (o órgão chamado) hamsés de "hovlila", e (o órgão chamado) beit hakosot de "bei kasei", e agora (os nomes) se trocaram.

המסס - הוא הסמוך לבית הכוסות עשוי סגלגל כמין כדור ובתוכו קליפות קליפות הרבה כגלגל של ריחים וקורין צינפי"ל ודופנו דק מאד:

"Hamsés" — é o (órgão) próximo ao beit hakosot, feito em forma arredondada como uma bola, e em seu interior há muitas camadas como a roda de um moinho, e (o povo) o chama de tzinfil, e sua parede é muito fina.

בית הכוסות - סוף הכרס שקורין פאנצ"א ויש בו עובי שקורין דובלון ותוכו עשוי כמין כוס עובי בית הכוסות דופן כפולה ודבוקין הכפלים זה בזה בשומן:

"Beit hakosot" — o final do rúmen, que (o povo) chama de pansa, e nele há uma espessura chamada doblon, e seu interior é feito como um copo; a espessura do beit hakosot é uma parede dupla, e as duas camadas estão coladas uma à outra por meio de gordura.

מצד א' - שלא ניקב אלא א' מן הכפלים כשרה שחבירו סותמו:

"De um lado" — (quando) não se perfurou senão uma das camadas, (o animal) é casher, pois a outra a veda.

מב' צדדין - שניקבו שניהם טריפה ובבית הכוסות הוא דאיכא לפלוגי בין צד א' לשני צדדין אבל בהמסס אפי' מצד א' שלא נראה הנקב לחוץ אין זו סתימה לפי שהדופן דק מאד:

"De dois lados" — (quando) ambas se perfuraram, (o animal) é tereifá; e é no beit hakosot que há lugar para distinguir entre um lado e dois lados, mas no hamsés, mesmo (perfurado) de um só lado, se a perfuração não aparece por fora, isso não é considerado vedação, porque a parede é muito fina (e não protege como no outro órgão).

06Rav Ashi acrescenta Bavel e Bursif, com a consequência anunciada para documentos de divórcio
Rav Ashi
אָמַר רַב אָשֵׁי, אַף אָנוּ נֹאמַר: ״בָּבֶל״ — ״בּוֹרְסִיף״, ״בּוֹרְסִיף״ — ״בָּבֶל״.

Disse Rav Ashi: também nós diremos (um quinto exemplo): "Bavel" (passou a se chamar) "Bursif", "Bursif" (passou a se chamar) "Bavel".

Nota

O daf se encerra com um quinto e último exemplo, trazido por Rav Ashi, já não mais do campo da natureza ou da anatomia, mas da geografia: os nomes das cidades da Babilônia, Bavel e Bursif, cuja identificação também se confundiu popularmente ao longo do tempo, cada uma passando a ser chamada pelo nome da outra. Diferentemente dos exemplos anteriores, a baraita não chega a especificar, dentro dos limites deste daf, qual seria a consequência prática dessa troca de nomes — a continuação do daf 36b esclarece que a relevância está nos documentos de divórcio (guitin), nos quais é essencial identificar com precisão o local onde o documento foi escrito ou entregue, já que um erro de localidade pode invalidar o get. Este ensinamento fecha, assim, a lista de Rav Chisda ampliada por Abaye e por Rav Ashi, e encerra a sugya do shofar que atravessou o final de 35b e todo o início de 36a.