O daf abre completando a resposta de Rava que ficara cortada ao final de Shabat 66a: ao bastão dos idosos, que é puro de toda impureza embora se apoiem nele às vezes, Rava responde que ele foi feito apenas para endireitar o passo e corrigir a postura — não para que nele se apoie todo o peso do corpo —, ao passo que o compartimento de trapos do kav do amputado foi feito precisamente para nele se apoiar, e de fato nele se apoia; por isso, este último é impuro também por midrás. A Guemará então retoma a cláusula da mishná sobre a cadeira e seus apoios, que ensina serem impuros por midrás e proibidos tanto para sair em Shabat quanto para entrar no pátio do Templo: um tanna que recitava mishnayot diante de Rabi Yochanan ensinou o oposto — que se entra com eles no pátio —, e Rabi Yochanan o corrige, lembrando que ele próprio ensina que a mulher faz chalitzá com esse apoio, o que lhe dá pleno estatuto de calçado e, portanto, o exclui do pátio do Templo, como qualquer calçado. Pergunta-se então o que são as luktamin da mishná, e três amoraim oferecem definições diferentes — um burro de brinquedo carregado nos ombros, pernas de pau, ou máscaras. Abre-se então uma nova mishná, ainda dentro do mesmo perek: os filhos pequenos saem em Shabat com nós medicinais, os filhos dos reis com sinos de ouro, e o mesmo vale para qualquer pessoa, os sábios apenas tendo falado do caso comum. A Guemará expõe longamente essa mishná: o que são os nós — grinaldas da planta rubia, cujas propriedades curativas Abaye aprendeu de sua ama de leite, sujeitas porém a tantas condições que Rav Nachman bar Yitzchak zomba de sua eficácia; explica-se por que a mishná fala de filhos pequenos, chegando à explicação final de que se trata da tira do calçado direito atada ao braço esquerdo do filho com saudade excessiva do pai. Seguem-se outras curas transmitidas por Avin bar Huna em nome de Rav Chama bar Gurya — o copo quente virado sobre o umbigo, untar-se com óleo e sal para curar a embriaguez (com o costume da casa de Rav, de Rabi Chiya e de Rabi Yehuda HaNassi), "estrangular" o pescoço deslocado, e enfaixar o bebê recém-nascido —, com a discussão sobre quem transmitiu cada halachá em nome de quem. Voltando às fórmulas de sua ama de leite, Abaye ensina que todo encantamento se diz em nome da mãe e todo nó se ata à esquerda, e que o número de repetições segue o que foi especificado ou, na falta disso, quarenta e uma vezes. Uma baraita ensina sobre a pedra tekumá contra abortos, e seu peso equivalente, com a dúvida de Abaye sobre o peso do peso, que fica sem solução. Por fim, Abaye transmite, ainda em nome de sua ama, uma sequência de feitiços contra a febre — a moeda pesada em sal, a formiga levada num tubo selado, e o jarro de água emprestado e devolvido ao rio — e o daf se interrompe, mais uma vez, no meio de uma frase de Rav Huna, que prossegue apenas na abertura de Shabat 67a.
...o bastão dos idosos foi feito para regularizar o caminhar; aqui — o compartimento de trapos foi feito para se apoiar sobre ele, e o amputado de fato se apoia sobre ele.
Completa-se aqui a réplica de Rava que ficara cortada ao final de 66a. Ao bastão dos idosos, trazido por Abaye como prova de que o simples apoio ocasional não gera impureza de midrás, Rava responde traçando a distinção decisiva: o bastão não é feito para que nele se apoie o peso do corpo, mas apenas para corrigir os passos e endireitar a postura de quem já caminha com as próprias pernas; por isso permanece puro de tudo. Já o compartimento de trapos do kav foi feito precisamente para que o coto da perna nele se apoie — e de fato se apoia —, tornando-o impuro também por midrás, como sustentava Rava desde o início.
"Para regularizar o caminhar" — para corrigir seus passos e endireitar a postura, porque suas pernas e coxotes tremem, mas não para o apoio de todo o seu corpo.
Ensinou-se na mishná que a cadeira e seus apoios são impuros por midrás, e não se sai com eles em Shabat, e não se entra com eles no pátio do Templo. Um tanna ensinou diante de Rabi Yochanan o oposto: "entra-se com eles no pátio do Templo." Disse-lhe Rabi Yochanan: eu ensino que "a mulher faz chalitzá com ele" — e tu dizes "entra-se"?! Ensina: "não se entra com eles no pátio do Templo."
A Guemará volta à cláusula da mishná sobre a cadeira baixa e seus apoios de mão — que, ao contrário dos apoios de couro do amputado que caminha sobre os joelhos, são proibidos tanto em Shabat quanto no pátio do Templo. Um discípulo que recitava mishnayot diante de Rabi Yochanan ensinou essa cláusula invertida, permitindo a entrada no pátio. Rabi Yochanan o corrige: ele próprio transmite, sobre esse mesmo apoio, que a mulher pode fazer chalitzá com ele — o que lhe confere pleno estatuto de calçado — e, sendo calçado, aplica-se a regra geral de que não se entra calçado no pátio do Templo; logo, a versão correta é a que proíbe a entrada.
"Eu ensino que a mulher faz chalitzá com ele" — logo, chama-se de fato calçado.
Ensinou-se na mishná: "as luktamin são puras." O que são luktamin? Disse Rabi Abahu: um burro de brinquedo, carregado nos ombros. Rava bar Papa disse: pernas de pau. Rava bar Rav Huna disse: máscaras.
A Guemará esclarece o termo obscuro "luktamin", já mencionado na mishná (66a) como puro mas proibido para sair em Shabat, por não ser nem utensílio nem adorno. Três amoraim propõem três identificações diferentes: um brinquedo de madeira em forma de burro, carregado sobre os ombros de quem brinca, dando a impressão de ser carregado por ele; pernas de pau usadas como andas, para não sujar os pés na lama ou por diversão; ou máscaras usadas para assustar crianças.
"Um burro carregado nos ombros" — um burro de madeira carregado nos ombros; os bobos da corte o fazem, e parece que o burro monta sobre eles; e em nossa terra chama-se ardefisa. "Pernas de pau" — andas de madeira com que se caminha sobre a lama; e é difícil para mim: concedo que sejam puras de impureza por contato, por serem utensílios simples de madeira, mas por que são puras de midrás também? "Máscaras" — máscara amarrada sobre o rosto para assustar as crianças pequenas.
Os filhos pequenos saem em Shabat com nós medicinais, e os filhos dos reis com sinos de ouro; e o mesmo vale para qualquer pessoa — mas os sábios falaram apenas tendo em mente o caso comum.
Ainda dentro do mesmo perek (Bameh Isha Yotzah), uma nova mishná trata de amuletos e adornos infantis. Filhos pequenos podem sair em Shabat com certos nós atados como remédio popular, e os filhos dos reis, com sinos de ouro como enfeite. A mishná esclarece que a permissão não se limita a essas categorias sociais — qualquer pessoa poderia sair com tais objetos —, mas os sábios formularam a lei falando do caso mais comum: eram os filhos pequenos que usavam esses nós, e os filhos dos reis que usavam sinos de ouro.
Mishná: "com nós" — explica-se na Guemará. "Com sinos" — peças de ouro, para enfeite.
Guemará. O que são os nós? Disse Adda Mari, disse Rav Nachman bar Baruch, disse Rav Ashi bar Avin, disse Rav Yehuda: são grinaldas atadas da planta rubia.
A Guemará abre perguntando o que são os "nós" mencionados na mishná. Uma cadeia de quatro transmissores identifica-os como grinaldas feitas da planta rubia (usada também como corante vermelho), atadas ao corpo por suas supostas propriedades medicinais.
Guemará. "Adda Mari" — assim era seu nome. "Grinaldas de rubia" — a planta chamada granza, atada em nós e pendurada no pescoço como remédio; e não sei para qual doença.
Disse Abaye: disse-me minha ama de leite: três grinaldas — estabilizam a doença, sem deixá-la piorar; cinco — curam; sete — são eficazes até contra feitiçaria.
Abaye, que fora criado por uma ama de leite depois de perder os pais ainda pequeno, transmite em seu nome uma escala de eficácia crescente conforme o número de grinaldas de rubia atadas: três mantêm a doença estável, cinco curam, e sete são eficazes até contra feitiçaria.
"Estabilizam" — mantêm a doença sem que cresça. "Cinco" — nós. "Curam" — o doente se cura.
Disse Rav Acha bar Yaakov: e isso vale apenas quando quem as usa não vê o sol nem a lua, não vê a chuva, e não ouve o som do ferro, nem o som do galo, nem o som de passos. Disse Rav Nachman bar Yitzchak: então caiu a largura no poço (o remédio de nada serve).
Rav Acha bar Yaakov acrescenta tantas condições ao funcionamento do remédio — que o paciente não veja sol, lua ou chuva, e não ouça ferro, galo ou passos — que Rav Nachman bar Yitzchak ironiza: com exigências assim, na prática o remédio nunca funciona, "caiu no fundo do poço".
"Passos" — pisadas. "Caiu a largura no poço" — caiu o remédio da rubia no poço, pois ninguém consegue se resguardar de todas essas condições.
Por que a mishná menciona especificamente filhos? Até filhas também poderiam se beneficiar! Por que especificamente pequenos? Até adultos também!
Se os nós de rubia têm valor medicinal genérico, a Guemará questiona por que a mishná restringiu sua menção a "filhos" e a "pequenos" — objeção que prepara a rejeição da identificação anterior e a busca de uma explicação mais precisa.
Mas então, o que são estes nós? São como aquilo que disse Avin bar Huna, disse Rabi Chama bar Gurya: o filho que sente saudade excessiva do pai — o pai toma uma tira do calçado direito e a ata no braço esquerdo do filho. Disse Rav Nachman bar Yitzchak: e teu sinal para lembrar o lado certo é: os tefilin (atados pela mão direita no braço esquerdo); e o inverso é perigoso (agrava a saudade).
Rejeitada a leitura genérica, a Guemará identifica os "nós" da mishná com um remédio bem mais específico: contra a saudade excessiva de um filho pequeno por seu pai, toma-se uma tira do calçado direito do pai e ata-se no braço esquerdo do filho. Isso explica por que a mishná fala de filhos — e não de filhas, pois a ligação afetiva descrita era vista como mais típica entre pai e filho — e de pequenos, os mais sujeitos a esse tipo de apego. O mnemônico de Rav Nachman bar Yitzchak fixa o lado: assim como os tefilin se atam da mão direita ao braço esquerdo, também aqui a tira vem do calçado direito para o braço esquerdo; invertê-lo seria perigoso, agravando o mal em vez de curá-lo.
"Por que especificamente filhos" — a Guemará questiona a Rav Yehuda: se os nós da mishná são para curar doença, por que especificamente filhos? "Saudade excessiva" — em francês antigo, tem saudade dele e não consegue se separar dele; e esse remédio não se aplica às filhas, pois o pai não as afaga tanto desde o início a ponto de terem tanta saudade dele. "Tefilin" — cuja mão direita os ata ao braço esquerdo — este é o sinal para a versão correta. "É perigoso" — pois faria com que o filho tivesse saudade demais.
Disse Avin bar Huna, disse Rav Chama bar Gurya: virar um copo quente sobre o umbigo em Shabat — é permitido. E disse Avin bar Huna, disse Rav Chama bar Gurya: é permitido untar-se com óleo e sal em Shabat.
Seguem-se outras práticas de cura transmitidas por Avin bar Huna em nome de Rav Chama bar Gurya: virar sobre o umbigo um copo que continha água quente, para tratar dores abdominais — o vácuo formado puxa e reacomoda os intestinos —; e untar as mãos e os pés com óleo e sal, remédio popular contra a embriaguez, como se explica a seguir.
"Virar o copo" — um copo que tem ainda vapor dentro, como quando dele se despejou água quente, e vira-se sobre o umbigo de quem sente dores no intestino; e o copo agarra a carne e puxa para si os intestinos, recolocando-os no lugar. "Untar-se" — nas palmas das mãos e dos pés.
Como no caso daquele Rav Huna, que voltava da casa de Rav, e Rav, que voltava da casa de Rabi Chiya, e Rabi Chiya, que voltava da casa de Rabi Yehuda HaNassi: quando estavam embriagados, traziam óleo e sal, e untavam com eles as palmas de suas mãos e as solas de seus pés, e diziam: "assim como este óleo se clareia, que se clareie o vinho de fulano, filho de fulana" (que ele fique sóbrio). E se não tinham óleo, ou não fazia efeito — traziam a tampa de barro do barril e a dissolviam na água, e diziam: "assim como esta tampa se clareia, que se clareie o vinho de fulano, filho de fulana."
A Guemará ilustra a prática do óleo e sal com um costume concreto: discípulos que voltavam embriagados da casa de seus mestres — Rav Huna da casa de Rav, Rav da casa de Rabi Chiya, e Rabi Chiya da casa de Rabi Yehuda HaNassi — untavam as palmas das mãos e as solas dos pés com óleo e sal, pronunciando uma fórmula que associava a clarificação do óleo à sobriedade desejada; na falta de óleo eficaz, usavam a tampa de barro do barril dissolvida em água, com a mesma fórmula.
"Aquele Rav Huna que voltava da casa de Rav" — pois vinha da casa de Rav, que era seu mestre; e assim Rav, da casa de Rabi Chiya, e Rabi Chiya, da casa de Rabi. "Estavam embriagados" — pois davam de beber vinho aos discípulos, e a eles, por serem importantes, faziam algo para dissipar seu vinho. "As palmas de suas mãos" — o interior de suas mãos, isto é, a palma. "Se clareia" — vai ficando límpido a cada momento pelo calor do corpo. "A tampa do barril" — a tampa de barro do barril. "Que se clareie esta tampa" — por causa da água.
E disse Avin bar Huna, disse Rav Chama bar Gurya: é permitido "estrangular" (enfaixar apertadamente o pescoço de quem deslocou uma vértebra) em Shabat. E disse Avin bar Huna, disse Rav Chama bar Gurya: enfaixar o bebê recém-nascido em Shabat — é permitido.
Mais duas práticas do mesmo par de transmissores: "estrangular" — termo que designa aqui o enfaixamento apertado do pescoço de quem teve uma vértebra deslocada, de modo a esticá-lo e recolocá-la no lugar, é permitido em Shabat; e enfaixar bem o recém-nascido, para reacomodar seus membros ainda moles e deslocados pelo parto, também é permitido.
"Estrangular" — quem teve deslocada uma vértebra do pescoço, e ela cai em sua garganta, pendura-se-o pela cabeça, para que o pescoço se estique — e isso se parece com um estrangulamento. "Enfaixar" — envolvê-lo em panos e atá-lo com uma faixa larga, e assim se ajeitam as juntas de seus membros, que são moles e se deslocam nas dores do parto; e chama-se, em língua estrangeira, enmailloter.
Rav Pappa ensina "filhos" (no plural, duas leis), Rav Zevid ensina "filho" (uma só lei). Rav Pappa ensina "filhos", e ensina ambas as leis em nome de Avin bar Huna. Rav Zevid ensina "filho" — a primeira, a dos nós, ele ensina em nome de Avin bar Huna, e esta, a de enfaixar, ele ensina em nome de Rabá bar bar Chana, pois disse Rabá bar bar Chana: enfaixar o bebê em Shabat — é permitido.
A Guemará esclarece uma divergência na tradição: Rav Pappa transmitia duas leis sobre "filhos" — a dos nós contra a saudade e a de enfaixar o bebê — ambas em nome de Avin bar Huna; Rav Zevid transmitia apenas uma lei sobre "filho" no singular, e explica-se que ele atribuía a primeira, sobre os nós, a Avin bar Huna, mas a segunda, sobre enfaixar o bebê, a uma tradição paralela de Rabá bar bar Chana.
"Ensina 'filhos'" — duas tradições que tratam de crianças pequenas, ensinava-as em nome de Avin bar Huna, em nome de Rav Chama bar Gurya. "Filho" — uma só tradição que trata de uma criança pequena, ensinava-a em seu nome. "Ambas" — a lei da saudade e a de enfaixar.
Disse Abaye: disse-me minha ama de leite: todas as fórmulas de encantamento se dizem no nome da mãe, e todos os nós se atam à esquerda. E disse Abaye: disse-me minha ama de leite: todas as fórmulas cujo número de repetições é especificado — seguem como foi especificado; e as que não são especificadas — repetem-se quarenta e uma vezes.
Abaye traz duas regras gerais que aprendeu de sua ama de leite sobre a prática dos encantamentos populares: identifica-se o paciente pelo nome da mãe (não do pai), e todos os nós se atam do lado esquerdo; e quanto ao número de repetições, segue-se o número especificado em cada fórmula, ou, na ausência de especificação, repete-se quarenta e uma vezes.
"Todas as fórmulas" — todos os encantamentos; e, por serem repetidos, umas vezes três, outras vezes mais, chamam-se "contagens". "No nome da mãe" — fulano, filho de fulana. "Cujo número é especificado" — todos os encantamentos em que se especifica quantas vezes se dirão e repetirão. "Seguem como foi especificado" — repetem-se conforme seu número; e os que não são especificados, sua repetição, de modo geral, é quarenta e uma vezes.
Ensinaram os sábios: sai-se com a pedra tekumá (que evita abortos) em Shabat. Em nome de Rabi Meir disseram: também com o objeto de mesmo peso da pedra tekumá. E não apenas para a mulher que já abortou, mas também para a que teme que venha a abortar. E não apenas para a que já está grávida, mas também para a que teme engravidar e abortar. Disse Rav Yeimar bar Shelamya em nome de Abaye: e isso vale apenas quando o objeto foi encontrado e pesado com essa intenção, comparando-o à pedra. Questionou Abaye: o objeto de mesmo peso do objeto de mesmo peso da pedra — qual é sua lei? Fica sem solução.
Uma baraita trata da pedra tekumá, usada como amuleto contra abortos, que se pode carregar em Shabat como um adorno. Rabi Meir estende a permissão a qualquer objeto cujo peso se compare ao dela, mesmo sem ser a pedra em si — e a permissão vale tanto para quem já abortou quanto para quem teme abortar pela primeira vez, e tanto para quem já está grávida quanto para quem apenas teme engravidar. Abaye restringe: a equivalência de peso só vale quando o objeto foi encontrado e pesado com essa intenção específica, não quando foi ajustado artificialmente; e ele próprio levanta uma dúvida ulterior — sobre um objeto pesado não contra a pedra, mas contra o objeto equivalente a ela —, dúvida que a Guemará deixa sem resposta (teiku).
"Pedra tekumá" — pedra que as mulheres grávidas carregam para não abortar, e chamam-na, em língua estrangeira, coutana. "Com o objeto de mesmo peso" — qualquer coisa que se pesou contra ela. "E não apenas para quem já abortou" — e não digas que só permitiram sair com ela para a mulher que costuma abortar seu feto, por já ter abortado outro antes. "E não apenas para quem já engravidou" — que já sabe que está grávida. "E isso vale quando foi encontrado e pesado com essa intenção" — quando o objeto se encontrou por si mesmo com o peso da pedra, e não que dele tiraram ou a ele acrescentaram para ajustá-lo de propósito.
E disse Abaye: disse-me minha ama de leite: para a febre de um dia — que se tome uma moeda de prata, nova e clara, e se vá ao lugar do sal, e se pese seu peso em sal, e se amarre o sal na abertura do decote do pescoço, com um fio feito de cabelo.
Abaye transmite, ainda em nome de sua ama de leite, uma série de feitiços populares contra a febre, começando com o mais simples: para a febre de um único dia, toma-se uma moeda de prata nova e brilhante, vai-se ao local onde se extrai sal, pesa-se uma quantidade de sal equivalente ao peso da moeda, e amarra-se esse sal, com um fio de cabelo, à altura do decote, junto ao pescoço.
"De um dia" — que o toma de febre todos os dias. "Moeda clara" — refinada e nova. "Ao lugar do sal" — ao local de evaporação das águas, onde se fazem canais à beira-mar para levar água a grandes tanques feitos para isso; e, quando se enchem, fecham-se os canais, e o sol evapora as águas, que são salgadas, e forma-se o sal. "Na abertura do decote do pescoço" — sob a garganta, na altura da abertura da túnica — segundo a explicação de meu mestre, Rabino HaLevi. "Fio de cabelo" — fio trançado de pelos.
E se isso não funcionar — que se sente numa encruzilhada, e quando vir uma formiga grande carregando algo, que a pegue e a coloque num tubo de cobre, e o feche com chumbo, e o sele com sessenta selos, e o sacuda, e o carregue, e diga a ela: "tua carga fique sobre mim, e minha carga fique sobre ti." Disse-lhe Rav Acha, filho de Rav Huna, a Rav Ashi: mas não seria que outra pessoa já a encontrou antes e se livrou de sua febre por meio dela (transferindo-lhe a doença)? Em vez disso, que diga a ela: "minha carga e tua carga fiquem sobre ti."
Se o primeiro remédio não surtir efeito, segue-se um segundo, mais elaborado: sentar-se numa encruzilhada e, ao avistar uma formiga grande carregando algo, capturá-la num tubo de cobre lacrado com chumbo e sessenta selos, sacudi-lo e carregá-lo, pronunciando uma fórmula de transferência da febre para a formiga. Rav Acha, filho de Rav Huna, objeta a Rav Ashi: se outra pessoa já usou essa mesma formiga para se livrar de sua própria febre por meio dessa fórmula, quem a repetir estaria, na verdade, recebendo de volta aquela doença alheia; por isso a fórmula deve ser reformulada para evitar esse risco.
"Encruzilhada" — lugar onde dois caminhos se separam. "Formiga grande" — formiga grande. "Que carrega algo" — que carrega alguma coisa. "Que a pegue" — a formiga. "Num tubo de cobre" — algo como um cano de cobre. "E o feche com chumbo" — feche sua boca com chumbo. "Selos" — selos, e não é exatamente sessenta que se menciona, nem exatamente selos com figura, mas muitas vedações, uma sobre a outra: cera sobre o chumbo, depois piche, depois barro. "E o sacuda" — que o balance. "E o carregue" — que o leve. "E diga a ela" — à formiga: "tua carga fique sobre mim" — o que carregavas, eu carregarei. "E minha carga" — minha doença. "Alguém a encontrou e se livrou por meio dela" — uma doença como esta é a que este faz, e quando lhe diz "tua carga fique sobre mim", esta é a doença de outra pessoa já transferida à formiga.
E se isso também não funcionar, que tome um jarro novo, e vá ao rio, e diga a ele: "rio, rio, empresta-me um jarro de água para o hóspede que me chegou." E que o gire sete vezes sobre a cabeça, e jogue a água para trás, e diga a ele: "rio, rio, toma de volta a água que me deste, pois o hóspede que me chegou, no seu dia veio e no seu dia partiu."
Um terceiro remédio, para quando os anteriores falham: tomar um jarro novo, ir ao rio e pedir emprestada, em fórmula dirigida ao próprio rio, água para "um hóspede" — a febre, tratada como visitante passageiro —; girar o jarro sete vezes sobre a cabeça, derramar a água para trás e devolvê-la ao rio, anunciando que o hóspede já partiu, como quem encerra a visita da doença no mesmo dia em que chegou.
"Jarro novo" — um pequeno utensílio de barro, novo. "Empresta-me" — empresta-me. "E que o gire sete vezes sobre a cabeça" — que o faça circular ao redor de sua cabeça.
Disse Rav Huna...
O daf se interrompe no exato início de uma nova transmissão de Rav Huna. A continuação, na abertura de Shabat 67a, revela que se trata de outro feitiço popular contra a febre — desta vez a "febre de três dias" (ishata tilta) — envolvendo espinhos de sete palmeiras, lascas de sete vigas, e outros elementos reunidos em sete, amarrados de modo semelhante aos remédios já descritos.