A folha abre respondendo à pergunta implícita na citação que fechou 69b: por que a mishná trata de modo diferente quem conhece o essencial do Shabat mas erra quanto aos trabalhos (responsável por uma só oferenda, mesmo que tenha profanado vários Shabatot) e quem sabe que é Shabat mas erra quanto aos próprios trabalhos proibidos (responsável por cada trabalho separadamente)? Rav Safra propõe que a diferença está na direção do afastamento: no primeiro caso, é o conhecimento do Shabat que o faria parar; no segundo, é o conhecimento de que aquele ato é um trabalho proibido. Rav Nachman refuta essa distinção — afastar-se do Shabat e afastar-se dos trabalhos são, na prática, a mesma coisa, pois um implica o outro — e propõe, em vez disso, que a diferença está no número de erros: no primeiro caso, há um só erro contínuo (quanto ao calendário); no segundo, há muitos erros distintos (um para cada trabalho esquecido). A Guemará passa então a perguntar de onde se deriva, no texto bíblico, essa própria divisão dos trabalhos — que cada um gera responsabilidade separada. Shmuel deriva-a do versículo sobre os "profanadores" do Shabat, reinterpretando a multiplicação de mortes, no caso de erro, como multiplicação de oferendas. A Guemará questiona por que não usar, em vez disso, a fonte de Rabi Natan: uma baraita que primeiro deriva os trinta e nove trabalhos principais das palavras redundantes com que a Torá introduz o mandamento do Shabat, e depois deriva a divisão de responsabilidade através de um hekesh (comparação) entre todos os trabalhos e a acensão do fogo, destacada à parte no texto. Isso leva a uma disputa entre Rabi Yossei, que entende esse destaque como reduzindo a acensão a uma mera proibição sem karet, e o próprio Rabi Natan, que o entende como ensinando a divisão — disputa que explica por que Shmuel, seguindo Rabi Yossei, não podia usar essa fonte e precisou da sua própria. A Guemará então questiona por que não derivar a divisão de outra fonte usada por Rabi Yossei, em contexto diferente, sobre as oferendas pelo pecado em geral — o versículo "e fizer uma delas" — cuja explicação, pela leitura das letras excedentes de "uma" (achat/me'achat) e "delas" (henah/me'henah), gera a mesma dualidade de "uma que é elas, elas que é uma". A folha termina no meio da aplicação concreta dessa drasha, com o exemplo de quem escreve o nome "Shimon" — explicação que só se completa na folha seguinte, 70b.
Em que se diferencia o início da mishná, e em que se diferencia o fim? Disse Rav Safra: aqui, é pelo conhecimento do Shabat que ele se afasta do trabalho; e aqui, é pelo conhecimento do trabalho que ele se afasta. Disse-lhe Rav Nachman: acaso ele se afasta do Shabat senão por causa dos trabalhos, e acaso ele se afasta dos trabalhos senão por causa do Shabat?! Mas então, disse Rav Nachman: a oferenda que o Misericordioso obrigou — por quê é ela devida? Pelo erro. Ali, é um só erro; aqui, há muitos erros.
A mishná que abre o perek (67a) distingue dois casos: quem conhece o essencial do Shabat, mas erra quanto ao calendário — não sabendo, a cada semana, qual dia é Shabat — e por isso realiza trabalhos em vários Shabatot sucessivos, sendo responsável por uma só oferenda no total; e quem sabe que é Shabat, mas erra quanto aos próprios trabalhos proibidos — não sabendo que certos atos configuram um dos trinta e nove trabalhos —, sendo responsável por cada trabalho separadamente, mesmo dentro de um só Shabat. É esse contraste que a Guemará agora examina, retomando a citação com que 69b terminou. Rav Safra propõe que a diferença está na direção da causa que o levaria a parar: no primeiro caso, bastaria informá-lo de que é Shabat para que ele parasse de trabalhar (pois ele já sabe que os atos em questão são trabalhos proibidos) — logo, seu erro é "quanto ao Shabat", e uma só oferenda cobre toda a sua ignorância contínua sobre o calendário. No segundo caso, informá-lo de que é Shabat não bastaria (pois ele já sabe disso); só informá-lo de que aquele ato específico é um trabalho proibido o faria parar — logo, seu erro é "quanto ao trabalho", e cada trabalho, sendo um erro à parte, gera sua própria oferenda. Rav Nachman refuta essa distinção: na prática, não é possível separar as duas causas, pois afastar-se do Shabat só ocorre por causa dos trabalhos que ele proíbe, e afastar-se dos trabalhos só ocorre por causa do Shabat que os proíbe — a informação de "é Shabat" e a informação de "isto é um trabalho proibido" acabam por revelar, em ambos os casos, a mesma coisa. Rav Nachman propõe então uma distinção diferente, não pela direção da causa, mas pela contagem do erro em si: no primeiro caso, há um só erro contínuo — a ignorância sobre qual dia é Shabat, que persiste ao longo de toda a viagem ou situação —, e por isso uma só oferenda cobre todos os trabalhos feitos sob esse único erro. No segundo caso, há muitos erros distintos — um esquecimento separado para cada trabalho que ele não sabia ser proibido —, e por isso cada um gera sua própria responsabilidade.
"Em que se diferencia o início" — é que, no caso de erro quanto ao Shabat e dolo quanto aos trabalhos, não é responsável senão por uma oferenda por todos os Shabatot; e, no fim, no caso de dolo quanto ao Shabat e erro quanto aos trabalhos, é responsável por cada trabalho e trabalho. "Aqui, é pelo conhecimento do Shabat que ele se afasta" — no início, quando lhe disserem "é Shabat", ele se afasta do trabalho e reconhece que pecou; e por isso ele traz a oferenda — logo, é um erro quanto ao Shabat, e é a respeito do Shabat que ele precisa trazer. "Aqui, é pelo conhecimento do trabalho que ele se afasta" — quando lhe dizem "é Shabat", ele não se afasta, pois isso ele já sabia; mas quando lhe dizem "este ato é um trabalho de peso", ele se afasta — por isso, é segundo o número dos trabalhos que ele traz a oferenda. "Acaso ele se afasta do Shabat senão por causa" — isto é, quando lhe fizeram saber que era Shabat, ele reconheceu que havia pecado quanto aos trabalhos; e acaso ele se afasta do trabalho senão por causa do conhecimento dos trabalhos, isto é, por meio do conhecimento dos trabalhos, senão por causa do Shabat — pois, quando lhe disseram que aqueles atos eram trabalhos, ele reconheceu que havia profanado o Shabat.
"É responsável por cada trabalho e trabalho" — de onde vem a divisão dos trabalhos? Disse Shmuel: disse o versículo: "os que a profanarem, certamente morrerão" (Êxodo 31:14) — a Torá multiplicou muitas mortes por uma só profanação. Isto está escrito a respeito de quem age dolosamente! Se não é assunto necessário para o dolo — pois já está escrito: "todo aquele que realizar trabalho será morto" (Êxodo 31:15) — aplica-o ao assunto do erro. E o que significa "será morto"? Será "morto" com dinheiro.
A Guemará passa agora a buscar a fonte bíblica para a própria regra citada na mishná: que cada trabalho, feito com erro quanto à sua proibição, gera responsabilidade separada. Shmuel deriva essa regra do versículo "os que a profanarem, certamente morrerão" — cuja expressão duplicada ("morte, morrerá") a Torá usa para multiplicar as "mortes" por uma só profanação contínua do Shabat, sugerindo que cada ato de trabalho, dentro dessa profanação, é tratado como uma transgressão à parte. A Guemará objeta que esse versículo trata do transgressor doloso — a quem cabe pena capital —, e não parece relevante ao erro, que exige oferenda, não morte. A resposta é que o versículo é redundante mesmo para o caso doloso, pois já haveria outro versículo ("todo aquele que realizar trabalho será morto") que cobre esse caso; por isso, o versículo dos "profanadores" deve ser lido como referindo-se, na verdade, ao caso do erro — e a "morte" que ele multiplica deve ser reinterpretada, no contexto do erro, como multiplicação de "morte" por meio de dinheiro, isto é, o pagamento representado pela oferenda trazida por cada trabalho separado.
"A divisão dos trabalhos" — isto é, que os corpos dos trabalhos se dividem em oferendas de pecado distintas, ainda que feitos num só esquecimento. "Certamente morrerão" — muitas mortes. "Com dinheiro" — para multiplicar as oferendas.
E que se derive dele a divisão dos trabalhos a partir de onde a deriva Rabi Natan! Pois ensina-se: Rabi Natan diz: "não acendereis fogo em nenhuma de vossas moradas no dia do Shabat" (Êxodo 35:3) — o que vem este texto ensinar? Porquanto está dito: "e Moshé reuniu toda a congregação dos filhos de Israel... estas são as palavras etc., seis dias se fará trabalho" (Êxodo 35:1–2). "Palavras", "as palavras", "estas são as palavras" — estes são os trinta e nove trabalhos que foram ditos a Moshé em Sinai.
A Guemará questiona por que Shmuel precisou derivar a divisão dos trabalhos de um versículo reinterpretado, quando já existe, numa baraita de Rabi Natan, uma derivação mais direta. Essa baraita começa explicando por que a proibição de acender fogo no Shabat é mencionada à parte, logo depois da introdução de Moshé à congregação sobre o mandamento geral do trabalho: a passagem introdutória usa três formas da palavra "coisas/palavras" — "devarim" (palavras, no plural, indicando ao menos dois), "ha-devarim" (com o artigo definido, acrescentando mais um) e "eleh ha-devarim" ("estas são as palavras", cujo primeiro termo, em gematria, vale trinta e seis) — somando trinta e nove, o número exato dos trabalhos principais proibidos no Shabat, revelados a Moshé no Sinai.
"O que vem ensinar" — pergunta-se assim porque, afinal, já está dito "não farás trabalho algum". "Palavras" — a forma plural dá a entender dois no mínimo; o artigo definido, "ha-", acrescenta um; eis três; "eleh" ("estas"), em gematria, vale trinta e seis — eis trinta e nove.
Poderia pensar que, se as realizou todas num só esquecimento, não é responsável senão por uma oferenda? O texto ensina: "na lavoura e na colheita, descansarás" (Êxodo 34:21). E ainda assim eu diria: pela lavoura e pela colheita é responsável por duas, e por todas as demais não é responsável senão por uma?! O texto ensina: "não acendereis fogo" — a acensão do fogo estava incluída no conjunto geral, e por que saiu dele, mencionada à parte? Para comparar-se a ela, e dizer-te: assim como a acensão, que é um trabalho principal (av melachá), e são responsáveis por ela em separado — também tudo que é um trabalho principal, são responsáveis por ele em separado.
A baraita de Rabi Natan continua: tendo estabelecido o número de trinta e nove trabalhos, ela ainda precisa provar que cada um gera responsabilidade separada, mesmo quando todos são feitos sob um único esquecimento. O primeiro passo vem do versículo "na lavoura e na colheita, descansarás" — que, ao mencionar separadamente dois trabalhos que já estariam incluídos na proibição geral, ensina que ao menos esses dois geram responsabilidade distinta. Mas isso ainda deixaria a suspeita de que só lavoura e colheita se dividem, e todos os demais trinta e sete trabalhos, se feitos juntos, gerariam apenas uma oferenda. O segundo passo resolve isso: a proibição de acender fogo, também mencionada à parte do conjunto geral, é usada por hekesh (comparação textual) para ensinar a regra geral — assim como a acensão do fogo, um "trabalho principal" (categoria fundamental, ao contrário das suas derivações), gera responsabilidade separada apesar de já estar incluída no proibição geral, também qualquer outro trabalho principal, dentre os trinta e nove, gera responsabilidade separada.
"O texto ensina: 'na lavoura e na colheita, descansarás'" — isto é, que, da simples proibição "não acendereis", poderíamos derivar a regra geral logo ali, se não houvesse razão para objetar. "E ainda assim eu diria: pela lavoura e pela colheita é responsável por duas" — se as fez num só esquecimento, pois o versículo as tirou do conjunto geral para dividi-las em duas, dando a entender uma advertência para a colheita por si e uma advertência para a lavoura por si. "E por todas as demais, uma só" — pois o versículo geral as engloba num só trabalho e uma só proibição; e, quanto a algo que estava incluído no conjunto e saiu dele para ensinar, quando o propósito é "não ensinar" sobre si mesmo, mas sobre outra coisa, etc., não aplicamos a regra de julgá-lo por meio de conjunto e particular, pois isso resultaria em um conjunto expresso em proibição e um particular expresso em preceito positivo, e não se julga tal caso por conjunto e particular; ou então, lavoura e colheita seriam duas passagens que vêm juntas ensinar a mesma coisa, e duas passagens assim não ensinam uma à outra por hekesh, pois bastaria escrever uma só. "O texto ensina: 'não acendereis...'" — e lavoura e colheita ficam para outra derivação, seja segundo Rabi Akiva, que a deriva, em outro lugar (Rosh Hashaná 9a), quanto ao acréscimo do ano sabático; seja segundo Rabi Yishmael, quanto ao Shabat: assim como a lavoura é facultativa, também a colheita aqui mencionada é facultativa, para ensinar sobre a colheita do omer, que afasta o Shabat. "Estava incluída no conjunto" — isto é, na proibição de "não farás trabalho algum". "Para comparar-se a ela" — a saber, todos os demais trabalhos que estavam incluídos com ela no conjunto geral — pois esta é uma regra na Torá: tudo que estava incluído num conjunto e saiu dele para ensinar, se o propósito não é ensinar sobre si mesmo apenas, etc.
Shmuel entende o assunto como Rabi Yossei, que diz: a acensão do fogo saiu do conjunto geral, destacada, para constituir uma proibição simples, sem karet. Pois ensina-se: a acensão saiu para uma proibição simples — palavras de Rabi Yossei. Rabi Natan diz: saiu para dividir.
A Guemará explica agora por que Shmuel não usou a fonte de Rabi Natan: porque o próprio propósito do versículo da acensão do fogo é objeto de disputa. Rabi Natan (visto acima) entende que a acensão foi destacada do conjunto geral para ensinar, por hekesh, que cada trabalho principal gera responsabilidade separada. Mas Rabi Yossei discorda: para ele, a acensão foi destacada apenas para ensinar que ela própria — diferentemente dos demais trabalhos — é punida com uma simples proibição (sem a pena de karet ou apedrejamento que os outros trabalhos principais recebem). Shmuel, seguindo Rabi Yossei, não podia usar esse versículo como fonte para a divisão dos trabalhos, pois, segundo essa opinião, ele nada ensina sobre divisão — e por isso Shmuel precisou de uma fonte independente, o versículo dos "profanadores".
"Para uma proibição simples" — isto é, que não são responsáveis, por ela, de karet e apedrejamento, como pelos demais trabalhos, mas apenas o que está dito a respeito dela mesma. "Para dividir" — como dissemos, a saber, que assim como a acensão é destacada e peculiar, o mesmo se aplica aos demais.
E que se derive, para Shmuel, a divisão dos trabalhos a partir de onde a deriva Rabi Yossei em outro contexto! Pois ensina-se: Rabi Yossei diz: "e fizer uma delas" (Levítico 4:2) — às vezes são responsáveis por uma só oferenda por todas elas, e às vezes são responsáveis por cada uma e cada uma. E disse Rabi Yossei ben Rabi Chanina: qual é a razão de Rabi Yossei? "Uma" (achat), "de uma" (me'achat); "elas" (henah), "delas" (me'henah) — uma que é elas, elas que é uma.
A Guemará propõe uma nova solução: já que Rabi Yossei, segundo o qual a acensão do fogo não ensina divisão, tem uma outra fonte, em contexto diferente, para a mesma ideia de que às vezes há uma só responsabilidade e às vezes há responsabilidade separada — por que não usar essa fonte para explicar Shmuel? O versículo em questão, "e fizer uma delas" (Levítico 4:2), trata das transgressões em geral que exigem oferenda pelo pecado, e emprega uma redação com letras aparentemente excedentes: em vez de simplesmente "uma" (achat) e "elas" (henah), o texto escreve "de uma" (me'achat) e "delas" (me'henah), com a letra mem a mais em ambos os termos. Rabi Yossei ben Rabi Chanina explica que essa duplicação — "uma" e "de uma", "elas" e "delas" — ensina a dualidade: há situações em que "uma" (uma só transgressão, um só esquecimento) na verdade "é elas" (conta como múltiplas, gerando várias oferendas), e há situações em que "elas" (múltiplos atos) na verdade "é uma" (conta como uma só, gerando uma única oferenda) — dependendo se o esquecimento foi contínuo ou se houve consciência intermediária.
"E fizer uma delas" — o texto, dito a respeito das oferendas pelo pecado, deveria ter escrito "e fizer uma", e bastaria isso, sem mais; sobrou-lhe, então, a letra mem excedente de "me'achat" (de uma), e toda a palavra "mehenah" (delas), para servirem à derivação; e derive-se assim: às vezes, toda a ação de suas transgressões é considerada uma só, e às vezes é chamada "elas", no plural.
"Uma" (achat) — refere-se a quem escreve o nome Shimon por inteiro. "De uma" (me'achat) — e a explicação continua na folha seguinte.
Este último segmento da folha está gramaticalmente incompleto: a explicação de Rabi Yossei ben Rabi Chanina, aplicando a dualidade de "uma"/"de uma" e "elas"/"delas" ao exemplo concreto de quem escreve o nome "Shimon" — um dos exemplos clássicos, na Mishná, de trabalho de escrita que se divide (escrever o nome completo, ou apenas as duas primeiras letras, que por si mesmas já formam a palavra "Shem", nome, em outro contexto) —, é interrompida no meio da frase, imediatamente após "de uma" (me'achat), e retoma diretamente no início de Shabat 70b, confirmado de forma independente via Sefaria: "שֵׁם מִשִּׁמְעוֹן. ״הֵנָּה״ — אָבוֹת, ״מֵהֵנָּה״ — תּוֹלָדוֹת" ("nome, a partir de escrever Shimon por completo. 'Elas' — os trabalhos principais; 'delas' — as suas derivações"). Esta quebra de frase no limite exato da folha é uma ocorrência normal da paginação do Talmud impresso, e não um erro de tradução ou de transcrição.
"E disse Rabi Yossei ben Rabi Chanina: qual é a razão de Rabi Yossei" — isto é, o que ele deriva dessas letras, pois ainda resta explicar o mem de "mehenah" e o mem de "me'achat", para que propósito vieram. "Uma (achat), de uma (me'achat)" — bastaria escrever "achat", e escreveu "me'achat"; e, do mesmo modo, "henah" também bastaria escrever sem prefixo, para ensinar que às vezes a Escritura o chama de "henah"; mas escreveu "mehenah" — de modo que se derive tanto "achat" quanto "henah" sem o mem: às vezes "uma" que é "elas" — o Shabat, sendo uma coisa só, ele profana, mas há aqui muitas oferendas pelo pecado, que seguem os trabalhos; e às vezes "elas" que é "uma" — realizou muitos trabalhos, e não é responsável senão por um só. Pois, nesses dois casos, é possível entender "e fez uma" e ser responsável por "elas" (muitas); e também é possível dizer, do mesmo modo, "e fez uma", sendo que "elas" — ou seja, a sua ação — é considerada uma só, ainda que as transgressões sejam "elas" (muitas), e seja responsável por uma só. E o mem excedente vem ensinar ainda mais: que aquele que escreve o nome "Shem", a partir da intenção de escrever "Shimon" — ainda que sua intenção fosse fazer a palavra completa, já que as duas primeiras letras formam, em outro lugar, o próprio nome "Shem", é responsável; e é isto que se ensina por "me'achat" — quem realiza parte do trabalho, e não o todo, traz oferenda pelo pecado.