79b se encerrara em aberto, na abertura da próxima cláusula da Mishná de 78b: "tinta, o suficiente para escrever..." — sem completar o objeto da medida. Confirma-se, pelo texto de Sefaria, que 80a completa exatamente essa frase em sua primeira linha, com uma baraita: duas letras em tinta, duas letras com a pena, duas letras no tinteiro — a medida da tinta sendo dada, portanto, pela quantidade suficiente para duas letras, em qualquer um dos três estágios em que se a retira (líquida na tinta, impregnada na pena, ou seca no tinteiro). Rava pergunta, deixando em teiku (sem resposta), qual seria a lei de uma só letra em cada um desses três estágios. Seguem-se, em nome de Rava, mais quatro ensinamentos ligados a essa mesma sugya da escrita e da retirada de objetos: quem retira duas letras e as escreve andando é obrigado, pois sua escrita já constitui sua colocação; quem retira uma letra, escreve-a, e volta a retirar outra letra numa segunda ação, é isento, pois a tinta da primeira já secou quando a segunda se completa; quem retira meia grogeret duas vezes, colocando cada metade separadamente, é isento, pois se ele levantou a primeira antes de colocar a segunda, a primeira se anula como se tivesse sido apanhada por um cão ou queimada; e quem retira meia grogeret duas vezes, fazendo a segunda passar por cima da primeira dentro de três palmos de altura, é obrigado, resolvendo-se uma aparente contradição com o próprio ensinamento de Rava sobre a exigência de colocação dentro de três palmos, pela distinção entre arremessar e fazer passar rente ao chão. Uma baraita ensina que duas retiradas de meia grogeret, num só esquecimento, obrigam, mas em dois esquecimentos, isentam — e Rabi Yossei estende essa isenção a um só esquecimento em dois domínios; Rabá qualifica essa isenção como válida apenas quando os dois domínios são separados por um domínio privado (não por um carmelit), qualificação que Abaie amplia para incluir também o carmelit (mas não um pisla, tronco deitado no domínio público) e que Rava amplia ainda mais, para incluir também o pisla, seguindo seu próprio princípio de que o domínio, para efeitos do Shabat, é semelhante ao domínio para efeitos dos documentos de divórcio (gets). A Guemará retorna então à lista de medidas da Mishná: o kohl, o suficiente para pintar um só olho — objeção resolvida pela distinção entre mulheres modestas (que só descobrem um olho) e mulheres das aldeias (que pintam ambos, por precisarem de menos modéstia); a cera, para tapar um pequeno furo de vinho; a cola, para a ponta da vareta dos caçadores de pássaros; o piche e o enxofre, para fazer um pequeno furo; a argila, para a boca do forno dos ourives de ouro — com a medida de Rabi Yehuda (a beirada de um fogão) reinterpretada como referindo-se a um fogão pequeno, para preservar a regra de que a medida dos sábios anônimos é sempre maior que a de Rabi Yehuda; e, por fim, o farelo, o suficiente para colocar na boca do mesmo forno dos ourives. A folha se encerra fechada, com a medida do farelo completa em si mesma; confirma-se, pelo texto de Sefaria, que 80b prossegue com um novo item da Mishná (o pelo, para amassar o barro), sem retomar nenhuma frase pendente.
Foi ensinado: duas letras em tinta, duas letras na pena, duas letras no tinteiro. Perguntou Rava: uma letra em tinta, uma letra na pena, uma letra no tinteiro — qual é a lei? Fica em pé, sem resposta (teiku).
A Mishná de 78b dera apenas o início da medida da tinta — "o suficiente para escrever..." —, sem completar o objeto. A baraita agora completa essa frase: a medida é a de duas letras, seja a tinta ainda líquida no próprio recipiente de tinta, seja já impregnada na pena, seja seca no tinteiro do escriba — em qualquer desses três estágios, a quantidade retirada precisa bastar para duas letras. Rava levanta uma dúvida não resolvida: se, em vez de duas letras completas, houvesse apenas uma letra em cada um dos três estágios (uma letra de tinta líquida, mais uma letra de tinta na pena, mais uma letra de tinta seca no tinteiro), essas frações se somariam para completar a medida de uma retirada proibida, ou não? A pergunta fica sem resposta (teiku).
"'Duas letras em tinta'" — tinta seca. "'Duas letras na pena'" — isto é, em qualquer caso em que a retire, sua medida deve bastar como duas letras. "'Tinteiro (kalmarin)'" — o tinteiro do escriba. "'Uma letra em tinta, uma letra na pena'" — a dúvida é se se somam ou não; e, se disseres que se resolva pela pena sozinha (já que carrega a tinta), não se obriga por ela, porque é acessória a uma medida menor que a exigida — pois aprendemos adiante (93b): quem retira alimento em quantidade menor que a medida, dentro de um recipiente, é isento também pelo recipiente, porque o recipiente lhe é acessório.
Disse Rava: se alguém retirou duas letras de tinta e as escreveu enquanto caminhava, é obrigado; sua escrita é, para ele, sua própria colocação. E disse Rava: se retirou uma letra e a escreveu, e voltou a retirar uma letra e a escreveu numa segunda ação — é isento. Qual a razão? No momento em que retirou a última, já faltava a medida da primeira.
Rava aplica o princípio geral de que carregar um objeto de um domínio a outro exige uma "colocação" (hanachá) final; no caso da escrita, o próprio ato de escrever já cumpre essa exigência, pois é nele que a tinta se deposita definitivamente — por isso, quem escreve duas letras enquanto ainda caminhava é obrigado, mesmo sem nunca ter parado para "colocar" a tinta separadamente. Já quem retira e escreve uma letra, e depois, numa ação distinta, retira e escreve outra letra, é isento — pois, segundo Rashi, ao se completar a segunda retirada, a tinta da primeira já secou, e a medida de duas letras nunca chega a se reunir num só ato de transgressão.
"'Enquanto caminhava'" — que não parou para descansar, o que tornaria o repouso de seu corpo uma colocação; mesmo assim, é obrigado, pois o principal repouso da tinta está na própria escrita. "'E voltou a retirar'" — num só esquecimento. "'Falta a medida da primeira'" — quando ela seca, falta a medida; e, ao se completar a segunda retirada, quando precisaríamos somá-las, não há aqui a medida de duas letras.
E disse Rava: se retirou meia grogeret (fruto seco, medida de proibição) e a colocou, e voltou a retirar meia grogeret e a colocou — a primeira se torna como se um cão a tivesse apanhado, ou como se tivesse sido queimada, e ele é isento. Mas por quê? Ela não está colocada? Isto é o que ele quis dizer: e se, antes, ele levantou a primeira antes da colocação da segunda — a primeira se torna como se tivesse sido apanhada ou queimada, e é isento. E disse Rava: se retirou meia grogeret e a colocou, e voltou a retirar meia grogeret e a fez passar por cima dela — é obrigado. Mas por quê? Ela não repousou! É quando a fez passar dentro de três palmos (tefachim).
Rava trata de dois casos de meia grogeret retirada duas vezes, cada metade abaixo da medida mínima de proibição (uma grogeret inteira). No primeiro caso, a Guemará esclarece que Rava não falava de alguém que simplesmente colocou as duas metades lado a lado (o que as somaria e obrigaria), mas de alguém que ergueu a primeira metade antes de colocar a segunda — anulando, assim, a primeira colocação, como se o objeto tivesse sido apanhado por um cão em pleno ar ou queimado, de modo que as duas metades nunca coexistem juntas e colocadas, e ele é isento. No segundo caso, porém, ao fazer a segunda metade passar por cima da primeira (sem erguê-la), ele é obrigado — o que parece contradizer a exigência de "colocação" real, mas se explica porque, dentro de três palmos de altura do chão, a mão que carrega o objeto já é considerada "colocada", sendo suficiente para unir as duas metades.
"'Mas por quê? Ela não está colocada?'" — pois, sendo num só esquecimento, as duas metades se somariam ao se completar a segunda retirada. "'Como se um cão a tivesse apanhado'" — pois aprendemos adiante (102a): quem arremessa, e um cão a apanha no ar, é isento, pois não houve colocação por sua força; e aqui também, ao se completar a segunda retirada, anula-se a colocação da primeira, e ela se torna como se não existisse.
Mas não disse Rava: dentro de três palmos, para os sábios, é necessária uma colocação sobre algo? Não há dificuldade: aqui (no caso que obriga) fala-se de quem faz passar rente ao chão; ali (no caso que exige colocação), de quem arremessa.
A Guemará levanta uma contradição com outro ensinamento do próprio Rava, segundo o qual, mesmo dentro de três palmos de altura, os sábios exigem que o objeto repouse sobre alguma superfície, por menor que seja — o que pareceria contradizer a conclusão anterior, de que bastaria fazer a segunda metade passar por cima da primeira, sem repouso algum, para obrigar. A resposta distingue dois casos: quando o objeto é arremessado (zoreik), exige-se colocação real sobre algo; quando é carregado pela mão e feito passar rente ao chão (maavir), a própria mão que o segura, estando próxima do chão dentro de três palmos, já é considerada uma colocação suficiente, sem necessidade de repousar sobre outra superfície.
"'Para os sábios'" — que discordam adiante, sobre quem arremessa, e não sustentam o princípio de que "apanhado no ar é como colocado"; mesmo que o objeto passe rente ao chão, não se obriga até que repouse sobre algo, um espaço qualquer — e não exigimos um espaço de quatro palmos, já que está dentro de três; de todo modo, exigimos algum repouso. "'Quem faz passar'" — não precisa de nova colocação, pois o objeto já está colocado em sua mão, já que sua mão está próxima ao chão.
Ensinaram os sábios: se retirou meia grogeret e voltou a retirar meia grogeret, num só esquecimento, é obrigado; em dois esquecimentos, é isento. Rabi Yossei diz: num só esquecimento, para um só domínio, é obrigado; para dois domínios, é isento. Disse Rabá: e isso é quando há, entre os dois domínios, obrigação de oferenda pelo pecado (isto é, um domínio privado real os separa); mas se apenas um carmelit (domínio intermediário) os separasse, não se isentaria. Abaie disse: mesmo se apenas um carmelit os separasse (já bastaria para isentar); mas se apenas um pisla (tronco deitado no chão) os separasse, não. E Rava disse: mesmo se apenas um pisla os separasse (já bastaria). E Rava seguiu seu próprio raciocínio, pois disse Rava: o domínio, para efeitos do Shabat, é semelhante ao domínio, para efeitos dos gets (documentos de divórcio).
A baraita ensina que duas retiradas de meia grogeret cada, que juntas completariam a medida proibida, se unem e obrigam quando feitas num só esquecimento, mas se isentam quando feitas em dois esquecimentos distintos (pois cada uma, isoladamente, é uma transgressão diferente e menor que a medida). Rabi Yossei acrescenta que a isenção vale também quando as duas retiradas, mesmo num só esquecimento, ocorrem para dois domínios diferentes. Rabá restringe essa isenção aos casos em que os dois domínios estão de fato separados por um domínio privado real (que geraria obrigação de oferenda pelo pecado se atravessado do domínio público), mas não quando a separação é apenas um carmelit, um domínio de status intermediário. Abaie amplia a isenção também ao caso do carmelit; Rava a amplia ainda mais, incluindo até mesmo um simples pisla (um tronco deitado que atravessa o domínio público) como separação suficiente — seguindo seu próprio princípio, aplicado alhures, de que a definição de domínios para as leis do Shabat acompanha a mesma definição usada para as leis de entrega de um get.
"'Para dois domínios'" — e ambos são domínio público, mas há uma separação entre eles. "'E isso é quando há entre eles obrigação de oferenda pelo pecado'" — isto é, separados por um domínio privado; mas se um carmelit os separasse — como um quintal maior que dois se'ah, ou um campo aberto, ou duas casas, cada uma aberta para um domínio público diferente — e alguém retirasse meia grogeret desta casa para este domínio, e meia grogeret daquela casa para aquele domínio que se abre para ela, seria obrigado; pois, já que um domínio privado não os separa, é um único domínio. "'Pisla'" — um tronco deitado ao longo da largura do domínio público, preenchendo toda a sua largura; e o caso é de quem retirou meia grogeret de sua casa para um lado dele, e meia grogeret de sua casa para o outro lado. "'É semelhante ao domínio dos gets'" — pois, quanto aos gets, um pisla é um domínio à parte, como dissemos no tratado Guitin (77b): certo homem lançou um get à sua esposa em seu pátio; o get se desviou e caiu sobre um pisla; e ali se estabeleceu que ele lhe emprestara um lugar em seu pátio — um só lugar as pessoas costumam emprestar, dois lugares as pessoas não costumam emprestar.
Kohl (pó de antimônio para os olhos), o suficiente para pintar um só olho. Mas um só olho não se pinta! Disse Rav Huna: pois as mulheres modestas pintam um só olho. Levantaram uma objeção: Rabi Shimon ben Elazar diz: kohl, se para remédio, o suficiente para pintar um só olho; se para enfeitar-se, para os dois olhos. Explicou-a Hilel, filho de Rabi Shmuel bar Nachmani: quando aquilo foi ensinado, referia-se às mulheres das aldeias.
A Mishná dera a medida do kohl pelo suficiente para pintar um só olho. A Guemará objeta que ninguém pinta apenas um olho; Rav Huna responde que as mulheres modestas, que andam cobertas e só deixam um olho à mostra para ver, pintam apenas esse olho visível. Uma baraita de Rabi Shimon ben Elazar parece contradizer essa resposta, distinguindo entre kohl medicinal (um olho) e kohl de enfeite (dois olhos) — sem qualquer menção à modéstia. Hilel, filho de Rabi Shmuel bar Nachmani, resolve a contradição explicando que a baraita de Rabi Shimon ben Elazar fala das mulheres das aldeias, que, segundo Rashi, precisam de menos modéstia — pois ali não há riso nem leviandade, e a população é escassa — de modo que não cobrem o rosto e pintam os dois olhos por enfeite; já a resposta de Rav Huna, sobre pintar um só olho, refere-se às mulheres da cidade, mais modestas.
"'Mas um só olho não se pinta'" — mas sim os dois olhos. "'Modestas'" — que andam cobertas, e não descobrem senão um olho para ver, e pintam esse. "'Beironiyot'" — filhas das aldeias; elas não precisam de tanta modéstia, pois ali não há riso nem leviandade, e o povo é pouco, e não cobrem seus rostos, e pintam os dois olhos.
(Cera, o suficiente para colocar sobre a boca de um pequeno furo. Foi ensinado: o suficiente para colocar sobre a boca de um pequeno furo de vinho.) Cola, o suficiente para colocar na ponta do shafshaf (vareta com cola para capturar pássaros). Foi ensinado: o suficiente para colocar na ponta do shafshaf que está na ponta da vara dos caçadores de pássaros. Piche e enxofre, o suficiente para fazer etc. Foi ensinado: o suficiente para fazer um pequeno furo. Argila, o suficiente para fazer a boca de um forno etc. Isso quer dizer que a medida de Rabi Yehuda é maior? Mas não estabelecemos que a medida dos sábios anônimos é maior — pois nós aprendemos: Rabi Yehuda diz: o suficiente para dela se tirar a forma de um sapato para uma criança pequena! Diz, antes: o suficiente para revestir a beirada de um pequeno fogão. Farelo, o suficiente para colocar sobre a boca do forno dos ourives de ouro.
A Guemará retorna à sequência de medidas da Mishná, agora com pequenas glosas baraíticas para cada material. A cera é precisada como destinada a tapar um furo específico de vinho, não de azeite ou mel, que escorrem com mais dificuldade; a cola é precisada como a que se coloca na ponta do shafshaf, a vareta emplastada usada pelos caçadores de pássaros; piche e enxofre servem para fazer um pequeno furo. A argila levanta uma questão: a Mishná dá, para ela, a medida de Rabi Yehuda como "a beirada de um fogão" (pitput), que soa maior que a medida anônima de "a boca de um forno de ourives de ouro" — o que contrariaria a regra geral de que a medida dos sábios anônimos costuma ser maior que a de Rabi Yehuda, regra provada por uma Mishná em que ele dá uma medida menor (a forma de um sapato de criança) para outro material. A Guemará resolve reinterpretando a cláusula de Rabi Yehuda: não a beirada de um fogão grande, mas de um fogão pequeno — preservando, assim, a regra geral. Por fim, o farelo recebe a mesma medida da argila: o suficiente para cobrir a boca do forno dos ourives de ouro.
"'De vinho'" — para excluir azeite e mel, pois o vinho escorre por um furo pequeno mais facilmente que o azeite e o mel. "'O shafshaf que está na ponta da vara dos caçadores'" — colocam uma pequena tábua na ponta da vara e põem cola sobre ela; o pássaro pousa nela e fica grudado; e é preciso pôr ali bastante cola, para que o pássaro fique grudado. "'Para revestir'" — para tapar rachaduras nele.