A Mishná desta halachá estabelece a regra de divisão dos grupos reunidos para comer: três, quatro ou cinco comensais não podem se dividir em subgrupos para o zimún; seis podem dividir-se até dez; e dez não podem dividir-se, a menos que cheguem a vinte. A halachá que a segue não comenta diretamente essa regra, mas desenvolve um tema adjacente do capítulo: o que fazer quando, à mesa, esquece-se de mencionar Shabat ou Rosh Chodesh no Birkat Hamazon. Traz a disputa entre Rav, que exige repetir a bênção, e Shmuel, que dispensa a repetição; a posição intermediária de Rabi Shimon bar Abba em nome de Rabi Yochanan sobre a dúvida quanto a Rosh Chodesh; uma baraita dissidente que distingue dias com sacrifício de mussaf dos que não têm; o episódio de Chanan bar Abba e os colegas, que repetiram o Birkat Hamazon ao perceber o esquecimento; a fórmula alternativa transmitida por Rav para quem já passou do momento de corrigir a bênção; e, por fim, a baraita dos dez homens que caminham pela estrada e comem do mesmo pão — cada um abençoando por si — em contraste com os que se sentam para comer, quando um só abençoa por todos, ilustrada pelo episódio de Rabi Yirmeyahu, que convidou seus colegas numa hospedaria.
"São autorizados a se dividir..." etc. Três que comeram juntos não são autorizados a se dividir (em grupos separados para o Birkat Hamazon). E o mesmo vale para quatro, e o mesmo para cinco. Seis podem se dividir em dois grupos de três) até dez. E dez não se dividem, a menos que sejam vinte.
Foi ensinado: se alguém estava sentado, comendo, em Shabat, e esqueceu e não mencionou o preceito de Shabat (no Birkat Hamazon), Rav disse: ele repete (a bênção do Birkat Hamazon, do início); e Shmuel disse: ele não repete.
Shimon bar Abba, em nome de Rabi Yochanan: se há dúvida se mencionou o preceito de Rosh Chodesh, ou se há dúvida se não mencionou, não se o faz repetir. Encontraram uma baraita que discorda: todo dia em que há sacrifício de mussaf, como Rosh Chodesh e os dias intermediários de festa, é preciso mencionar algo referente ao ocorrido daquele dia; se não mencionou, faz-se repetir. E todo dia em que não há sacrifício de mussaf, como Chanucá e Purim, é preciso mencionar algo referente ao ocorrido; se não mencionou, não se o faz repetir.
Chanan bar Abba e os colegas estavam sentados, comendo, em Shabat. Depois que comeram e recitaram a bênção (o Birkat Hamazon), ele se levantou e se foi. Quando voltou a eles, encontrou-os a abençoar de novo. Disse: acaso não abençoamos já? Disseram-lhe: abençoamos, e voltamos a abençoar, porque percebemos que esquecemos de mencionar Shabat. Não disse assim a tradição transmitida por Rabi Abba, em nome de Rabi Chuna — Rabi Yirmeyahu a transmitiu em nome de Rav: se alguém esqueceu e não mencionou o preceito de Shabat, diz: "que deu descanso a Seu povo Israel" (um acréscimo à bênção, em vez de repetir tudo do início). Isto vale tanto quando desviou sua mente (da refeição para outros assuntos) quanto quando não desviou sua mente.
Foi ensinado: dez homens que caminhavam pela estrada — ainda que todos comam de um único pão — cada um abençoa por si (individualmente, pois não formaram um grupo por decisão conjunta). Mas se se sentaram e comeram — ainda que cada um coma de seu próprio pão — um só abençoa por todos (pois sentar-se juntos os constitui em grupo para o zimún). Rabi Yirmeyahu convidou (fez o zimún com) os colegas numa hospedaria (mesmo ali, tratando-os como grupo por terem-se reunido para comer).
Esta quarta halachá do Perek Zayin comenta a Mishná que fixa quando um grupo reunido para comer pode se dividir em subgrupos para o zimún: três, quatro ou cinco não se dividem; seis podem dividir-se em grupos até chegar a dez; e dez não se dividem, a menos que sejam vinte — pois a partir de dez a fórmula do zimún passa a incluir o Nome divino, e não convém fragmentar esse quórum. A halachá, porém, segue um fio temático distinto, ligado à menção de dias especiais no Birkat Hamazon: traz a disputa entre Rav, que exige repetir a bênção inteira quando se esquece de mencionar Shabat, e Shmuel, que dispensa a repetição. Rabi Shimon bar Abba, em nome de Rabi Yochanan, trata do caso de dúvida quanto à menção de Rosh Chodesh, sem exigir repetição, posição que uma baraita dissidente contesta ao distinguir dias com sacrifício de mussaf — que exigem repetição se a menção foi omitida — dos dias sem mussaf, como Chanucá e Purim, que não a exigem. O episódio de Chanan bar Abba e os colegas, que repetiram o Birkat Hamazon inteiro ao perceber o esquecimento de Shabat, é então contrastado com a tradição transmitida por Rav, segundo a qual bastaria acrescentar a frase "que deu descanso a Seu povo Israel", solução válida tanto para quem se distraiu quanto para quem não se distraiu da refeição. A halachá se encerra com uma baraita que distingue dois cenários: dez homens que caminham juntos pela estrada, mesmo comendo de um único pão, não formam grupo e cada um abençoa por si; mas se sentaram juntos para comer, ainda que cada um coma de seu próprio pão, o ato de se sentar os une em grupo, e um só abençoa por todos — regra ilustrada pelo episódio de Rabi Yirmeyahu, que fez o zimún com os colegas numa hospedaria.