Talmud Yerushalmi · Massechet Kilayim · Perek Vav · Halachá 2
כִּלְאַיִם

O arís que sai do terraço, a regra da aparência, e a declividade entre dois níveis

Perek Vav, Halachá 2, no Talmud Yerushalmi, Massechet Kilayim

Segunda halachá do Perek Vav de Massechet Kilayim, continuação direta do capítulo aberto em 6:1: a Mishná trata do arís (treliça de videiras) que sai de um terraço (socalco elevado)Rabi Eliezer ben Yaakov diz que, se quem está de pé no chão consegue colher tudo, isso proíbe quatro côvados no campo, e se não, proíbe apenas o que está diante dele; e Rabi Eliezer diz que também quem planta uma fileira na terra e uma no terraço, se este é dez palmos mais alto, elas não se combinam, e se não, combinam-se. A guemará traz três decisões atribuídas a Bet Shamai por causa da aparência (mar'it ha-ayin: poda do vinhedo rente ao chão sujeita a orlá, monte de leket, shikchá e peá sujeito à teruma grande, e o morto que contamina quatro côvados na via pública por sua honra), transmitidas por Rabi Shmuel bar Nachman e Rabi Yonatan, com Rabi Yoná ligando o mesmo princípio de aparência à própria Mishná do arís e do terraço; discute-se qual dos dois níveis, a fileira ou o terraço, conta como "mais alto", resolvido por Rabi Maná ao declarar a declividade um domínio à parte; segue uma digressão sobre a Mishná de Shabat de quem lança quatro côvados contra a parede, com a proposta de Rav Chisda sobre algo que se estende obliquamente, a explicação de Rabi Yochanan, transmitida por Rabi Chiya, do bolo de figos gorduroso que gruda, e a pergunta de Rabi Chagai a Rabi Yossei sobre se isso não prova que a declividade do terraço conta como embaixo; e fecha com o caso de duas hortas superpostas — uma feita vinhedo, outra não —, e o debate entre Rabi Bun bar Chiya, Rabi Zeirá e Rabi Yossei sobre até onde se pode semear em cada uma delas.

A Mishná · מַתְנִיתִין

עָרִיס שֶׁהוּא יוֹצֵא מִן הַמַּדְרֵגָה. רִבִּי לִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב אוֹמֶר אִם עוֹמֵד בָּאָרֶץ וּבוֹצֵר אֶת כּוּלּוֹ הֲרֵי זֶה אוֹסֵר אַרְבַּע אַמּוֹת בַּשָּׂדֶה וְאִם לָאו אֵינוֹ אוֹסֵר אֶלָּא כְנֶגְדּוֹ. רִבִּי לִעֶזֶר אוֹמֵר אַף הַנּוֹטֵעַ אַחַת בָאָרֶץ וְאַחַת בַּמַּדְרֵגָה אִם גָּבוֹהַּ עֲשָׂרָה טְפָחִים אֵינָהּ מִצְטָרֶפֶת עִמָּהּ וְאִם לָאו הֲרֵי זוֹ מִצְטָרֶפֶת עִמָּהּ.

Mishná: Um arís (treliça de videiras) que sai de um terraço (socalco elevado do terreno). Rabi Eliezer ben Yaakov diz: se, estando de pé no chão, alguém colhe tudo (todas as videiras da fileira, no mesmo plano de trabalho), eis que isso proíbe quatro côvados no campo (vizinho, como espaço de trabalho do arís); e se não (se não consegue colher tudo estando no chão), não proíbe senão o que está diante dele (apenas a faixa correspondente à parte que se colhe de baixo). Rabi Eliezer diz: também quem planta uma fileira na terra e uma no terraço — se este é dez palmos mais alto que aquela, ela (a fileira de cima) não se combina com ela (a de baixo, para juntas formarem vinhedo); e se não (se a diferença de altura é menor que dez palmos), eis que esta se combina com ela.

A Halachá · הֲלָכָה ב

01A regra da aparência: poda rente, o monte de leket, e o morto na via pública
Yerushalmi · Kilayim 6:2
רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר נַחְמָן רִבִּי יוֹנָתָן בְּשֵׁם רִבִּי לִיעֶזֶר הַגּוֹמֵם אֶת כַּרְמוֹ פָּחוֹת מִטֶּפַח חַיָיב בְּעָרְלָה מִפְּנֵי מַרְאִית הָעַיִן דִּבְרֵי חֲכָמִים עַד שֶׁיִּגּוֹם מֵעִם הָאָרֶץ. רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר נַחְמָן בְשֵׁם רִבִּי יוֹנָתָן בְּשֵׁם רִבִּי לִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב הָעוֹשֶׂה כְּרִי מִן הַלֶּקֶט וּמִן הַשִּׁכְחָה וּמִן הַפֵּיאָה חַיָיב בִּתְרוּמָה גְדוֹלָה מִפְּנֵי מַרְאִית הָעַיִן. רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר נַחְמָן בְשֵׁם רִבִּי יוֹנָתָן וְרִבִּי לִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב מִשֵּׁם בֵּית שַׁמַּי הַמֵּת מְטַמֵּא אַרְבַּע אַמּוֹת בִּרְשׁוּת הָרַבִּים מִפְּנֵי כְבוֹדוֹ. רִבִּי מָנָא אָמַר הָדָא אֲחָרָיָיתָא מִשּׁוּם בֵּית שַׁמַּי. רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן אָמַר כּוּלְְּהוֹן מִשּׁוּם בֵּית שַׁמַּי. אָמַר רִבִּי יוֹנָה אוּף הָדָא דְתַנִּינָן מִפְּנֵי מַרְאִית הָעַיִן. דִּלֹּא כֵן מַה בֵּין הָעוֹמֵד בָּאָרֶץ מַה בֵּין הָעוֹמֵד בַּמַּדְרֵיגָה.

Halachá: Rabi Shmuel bar Nachman, Rabi Yonatan, em nome de Rabi Eliezer: quem poda seu vinhedo rente, a menos de um palmo (de altura sobre o solo), fica obrigado por orlá (como se fosse plantação nova) por causa da aparência; segundo as palavras dos sábios, isso só se aplica quando poda rente ao próprio chão. Rabi Shmuel bar Nachman em nome de Rabi Yonatan em nome de Rabi Eliezer ben Yaakov: quem faz um monte (de grãos) do leket (espigas caídas na colheita), da shikchá (gavela esquecida) e da peá (canto do campo)dons deixados aos pobres, isentos de dízimo — fica obrigado à teruma grande por causa da aparência. Rabi Shmuel bar Nachman em nome de Rabi Yonatan, e Rabi Eliezer ben Yaakov em nome de Bet Shamai: o morto contamina quatro côvados no domínio público, por causa de sua honra. Rabi Maná disse: esta última afirmação é em nome de Bet Shamai (apenas). Rabi Yossei beRabi Bun disse: todas elas são em nome de Bet Shamai. Disse Rabi Yoná: também isto que ensinamos (na Mishná, sobre o arís que sai do terraço) é por causa da aparência. Pois, se não fosse assim, que diferença haveria entre quem está de pé no chão e quem está de pé no terraço (já que ambos, em tese, mantêm a mesma fileira única de videiras)?

02Fileira ou terraço: qual é "mais alto"? Rabi Maná: a declividade é domínio à parte
Yerushalmi · Kilayim 6:2
גְּבוֹהָה. מַה גְּבוֹהָה שׁוּרָה גְּבוֹהָ מַדְרֵיגָה. אִין תֵּימַר גְּבוֹהָה שׁוּרָה שׁוֹפֵעַ הַמַּדְרֵגָה כִלְמַטָּן. אִין תֵּימַר גְּבוֹהָה הַמַּדְרֵיגָה שִׁיפּוּעַ הַשּׁוּרָה מִלְּמַעֲלָן. וְהָתַנֵּי שְׁתֵּי שׁוּרוֹת בַּמַּדְרֵיגָה. אִית לָךְ מֵימַר גְּבוֹהָה שׁוּרָה. לֹּא גְּבוֹהָה מַדְרֵיגָה. אָמַר רִבִּי מָנָא כָּל אוֹתָן עֲשָׂרָה טְפָחִים שֶׁבַּמַּדְרֵיגָה עָשׂוּ אוֹתָם מָקוֹם בִּפְנֵי עַצְמוֹ.

Halachá: (A Mishná disse:) "Se mais alto (dez palmos)". Mas quem é mais alto — a fileira (de baixo, contando a partir de sua base), ou o terraço (medido a partir de seu próprio pé)? Se disseres que é a fileira que é mais alta (ou seja, mede-se a diferença a partir da base da fileira de baixo), a declividade do terraço (a parte inclinada, entre o pé e o topo) conta-se como pertencendo embaixo. Se disseres que é o terraço que é mais alto (mede-se a partir do topo do terraço), a declividade da fileira (a inclinação correspondente, do lado de baixo) conta-se como pertencendo em cima. Mas não ensinamos: "duas fileiras no terraço" (formam, sozinhas, um pequeno vinhedo em cima, independente da fileira isolada embaixo)? Podes dizer, então, que é a fileira que é mais alta (pois se a diferença fosse medida a partir da fileira de baixo, as duas fileiras de cima não seriam autônomas)? Não; é o terraço que é mais alto. Disse Rabi Maná: todos aqueles dez palmos que há no terraço (a própria declividade), fizeram deles um domínio à parte (que não se conta nem para cima, nem para baixo, resolvendo a contradição).

03Digressão de Shabat: lançar quatro côvados contra a parede, e o bolo de figos que gruda
Yerushalmi · Kilayim 6:2
תַּמָּן תַּנִינָן הַזּוֹרֵק אַרְבַּע אַמּוֹת בַּכּוֹתֶל לְמַעֲלָה מֵעֲשָׂרָה טְפָכחִים כְּזוֹרֵק בָּאֲוֵיר לְמַטָּה מֵעֲשָׂרָה טְפָחִים כְּזוֹרֵק בָּאָרֶץ. רַב חִסְדָּא אָמַר בְּמוֹדֵד לָכְּסֹן. וְאֵין סוֹפָהּ לֵירֵד. רִבִּי חִיָיא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן תִּיפְתָּר שֶׁהָיְתָה דְּבֵילָה שְׁמֵינָה וְהִיא נִיטּוֹחָה. רִבִּי חַגַּי בָּעֵי קוֹמֵי רִבִּי יוֹסֵי לֵית הָדָא אָמְרָה שִׁיפּוּעַ הַמַּדְרֵגָה כִלְמַטָּן. אָמַר לֵיהּ תַּמָּן זְרָעִין נֶהֱנִין מִן הַמַּדְרֵיגָה בְרַם הָכָא דֶּרֶךְ בְּנֵי אָדָם לִהְיוֹת שָׁפִין בָּהּ וְהִיא נוֹפֶלֶת. אִילּוּ אָמַר בְּשֶׁהָיָה שָׁם חוֹר וְהִיא נֶהֱנָה מִן הַחוֹר כְּשֵׁם שֶׁהַזְּרָעִין נֶהֱנִין מִן הַמַּדְרֵיגָה יָאוּת.

Halachá: Ensinamos ali (noutra Mishná, de Massechet Shabat): quem lança algo a quatro côvados de distância contra a parede — acima de dez palmos, é como quem lança no ar (isento); abaixo de dez palmos, é como quem lança na terra (responsável). Rav Chisda disse: trata-se de algo que se mede (se estende) obliquamente (pela parede, e por isso "pousa" nela). Mas a guemará objeta: não terá ele, ao final, de descer (caindo, e então nunca teria realmente pousado)? Rabi Chiya em nome de Rabi Yochanan: explica-se que era um bolo de figos gorduroso, e ele grudou (na parede, permanecendo ali de fato). Rabi Chagai perguntou diante de Rabi Yossei: não diz isto (a mesma Mishná do arís e do terraço) que a declividade do terraço se conta como embaixo (contradizendo a conclusão anterior)? Disse-lhe: ali (no vinhedo), as sementes se beneficiam do terraço (a raiz se estende pela declividade e absorve dela); mas aqui (na parede da Mishná de Shabat), é costume das pessoas roçarem nela, e ela (a coisa lançada) cai. Se Rabi Chiya tivesse dito que havia ali um buraco, e que ela se beneficia do buraco assim como as sementes se beneficiam do terraço, estaria certo (mas não foi isso que ele disse).

04Duas hortas superpostas: semear até o espaço aéreo de dez, ou até o tronco das videiras
Yerushalmi · Kilayim 6:2
שְׁתֵּי גִינּוֹת זוֹ עַל גַּבֵּי זוֹ הַתַּחְתּוֹנָה עֲשׂוּיָה כֶרֶם וְהָעֶלְיוֹנָה אֵינָהּ עֲשׂוּיָה כֶרֶם. זוֹרֵעַ אֶת הָעֶלְיוֹנָה עַד שֶׁהוּא מַגִּיעַ לָאֲוֵיר עֲשָׂרָה. רִבִּי בּוּן בַּר חִיָיא בְּעָא קוֹמֵי רִבִּי זְעִירָא לֵית הָדָא אָמְרָה שִׁיפּוּעַ הַמַּדְרֵיגָה כִלְמַטָּן. אָמַר לֵיהּ מִשּׁוּם זְרָעִים נוֹטִין לַאֲוֵיר הַכֶּרֶם. הָעֶלְיוֹנָה עֲשׂוּיָה כֶרֶם וְהַתַּחְתּוֹנָה אֵינָהּ עֲשׂוּיָה כֶרֶם זוֹרֵעַ אֶת הַתַּחְתּוֹנָה וְאֶת הַמַּדְרֵיגָה עַד שֶׁמַּגִּיעַ לְעִיקַּר הַגְּפָנִים. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי לֵית כָּאן לְעִיקַּר הַגְּפָנִים אֶלָּא לְמַטָּה מִשְּׁלֹשָׁה. כְּהָדָא דְּתַנֵּי שָׁרְשֵׁי פֵּיאָה נִכְנָסִין לְתוֹךְ אַרְבַּע אַמּוֹת שֶׁבְּכֶרֶם. לְמַטָּה מִשְּׁלֹשָׁה טְפָחִים הֲרֵי אֵילּוּ מוּתָּרִין.

Halachá: Duas hortas, uma sobre a outra (em dois terraços superpostos): a de baixo é feita vinhedo, e a de cima não é feita vinhedo — semeia-se a de cima até chegar ao espaço aéreo de dez (palmos, contados a partir do chão da horta de baixo, incluindo a declividade). Rabi Bun bar Chiya perguntou diante de Rabi Zeirá: não diz isto que a declividade do terraço se conta como embaixo (pois se semeia acima dela, e não dentro dela)? Disse-lhe: a razão é que as sementes tendem a pender para o espaço aéreo do vinhedo (e não porque a declividade pertença, por si, embaixo). Se a de cima é feita vinhedo e a de baixo não é feita vinhedo, semeia-se a de baixo e o terraço até chegar ao tronco das videiras (de cima, medido por baixo). Disse Rabi Yossei: não há aqui a exigência de chegar ao tronco das videiras, senão até abaixo de três palmos do solo, como em toda outra medida de raízes; como se ensinou: raízes de peá (planta tintureira) que entram dentro dos quatro côvados que há no vinhedo, abaixo de três palmos, eis que estas são permitidas.

Nota

Esta é a segunda halachá do Perek Vav de Massechet Kilayim, continuação direta do capítulo aberto em 6:1 com a definição do arís. A Mishná desta halachá trata de um caso particular: o arís que sai de um terraço, isto é, uma fileira de videiras plantada de tal modo que parte dela está no nível do chão e parte se apoia sobre um socalco elevado do terreno. Rabi Eliezer ben Yaakov distingue pelo critério prático da colheita: se quem está de pé no chão consegue colher todas as videiras da fileira num único movimento, a fileira inteira é tratada como uma unidade só, proibindo os quatro côvados de espaço de trabalho no campo vizinho; caso contrário, proíbe apenas a faixa correspondente à parte alcançável de baixo. Rabi Eliezer acrescenta o caso de duas fileiras distintas, uma na terra e uma no terraço: elas só se combinam para formar vinhedo se a diferença de altura entre ambas for menor que dez palmos.

A guemará abre com uma sequência de três decisões atribuídas, em graus distintos de consenso entre os amoraítas, a Bet Shamai — todas fundamentadas no princípio de "por causa da aparência" (mar'it ha-ayin): a poda do vinhedo rente ao solo, que sujeita a plantação a orlá para não parecer replantio recente; o monte formado com leket, shikchá e peá, dons isentos de dízimo que, uma vez amontoados, passam a exigir separação de teruma grande para não parecerem produto comum não dizimado; e o próprio morto, cuja impureza se estende, por decreto, a quatro côvados na via pública, em respeito à sua honra. Rabi Yoná então liga esse mesmo princípio de aparência diretamente à Mishná do arís e do terraço: a razão de tratar diferente quem está de pé no chão e quem está de pé no terraço, quando ambos poderiam fisicamente alcançar as mesmas videiras, é evitar a impressão de que se colhe de um vinhedo maior do que na verdade existe. Segue-se uma análise técnica de qual dos dois níveis — a fileira de baixo ou o terraço de cima — conta como "mais alto" para efeito da medida de dez palmos, com a objeção de que duas fileiras autônomas sobre um terraço só fazem sentido se for o terraço, e não a fileira, o ponto de referência, resolvida por Rabi Maná ao declarar a própria declividade um domínio à parte, que não se soma nem para cima, nem para baixo. Uma digressão então recorre à Mishná paralela de Shabat sobre lançar um objeto a quatro côvados contra uma parede — acima de dez palmos, isento; abaixo, responsável —, com a proposta de Rav Chisda de que se trata de algo que se estende obliquamente pela parede, contestada pela pergunta óbvia de que tal objeto acabaria por cair, e resolvida pela explicação de Rabi Yochanan, transmitida por Rabi Chiya, de que se trata de um bolo de figos gorduroso que de fato gruda; a pergunta de Rabi Chagai busca usar essa mesma lógica para provar que a declividade conta como embaixo também no caso de Shabat, mas Rabi Yossei distingue os dois contextos — a raiz que se beneficia da terra da declividade não é o mesmo que um objeto lançado, que tende a cair por atrito. Fecha-se com o caso de duas hortas superpostas em dois terraços, uma feita vinhedo e outra não, com regras opostas conforme qual das duas está proibida: se é a de baixo, semeia-se a de cima até o espaço aéreo de dez palmos; se é a de cima, semeia-se a de baixo e a declividade até o tronco das videiras — medida que Rabi Yossei restringe, por analogia com a regra geral de raízes, a três palmos abaixo do solo. Massechet Kilayim, por ser um "tratado menor" dentro do Seder Zeraim, não recebeu Guemará no Talmud Bavli, nem comentário tradicional de Rashi; o texto aqui é o Yerushalmi em sua integridade.