Quarta e última halachá do Perek Vav de Massechet Sheviit: a Mishná pergunta a partir de quando é permitido comprar verdura no pós-sabático — a partir de quando se fizer o equivalente à plantação precoce, isto é, quando o plantio tardio já se equipara ao precoce —, e traz que Rabi permitiu comprar verdura no pós-sabático imediatamente; e que não se leva óleo de queima nem frutos do sétimo ano da Terra de Israel para fora dela, nem se traz teruma de fora para dentro, com a exceção declarada por Rabi de que se leva para a Síria, mas não para fora da Terra. A guemará narra as sucessivas instituições que, no princípio, proibiam a verdura nas regiões fronteiriças da Terra de Israel e depois a permitiram, que proibiam trazer verdura de fora da Terra e depois a permitiram, e que por fim proibiam comprar verdura imediatamente após o sétimo ano — até que Rabi permitiu a compra imediata, exceto quanto à couve, gerando o protesto teatral dos habitantes de Tzipori, que vestiram uma couve em saco e cinzas e a levaram diante dele. Traz o episódio de Rabi e de Rabi Yosei bar Yehuda, hóspedes de Rabi Mana em Aco, a quem este serviu couve num dia e galinha no seguinte, por temer a proibição da verdura segundo a opinião de Rabi Yehuda. Discute então a distinção entre o voto genérico sobre "a verdura", que não inclui a verdura do campo, e o voto no sétimo ano, que a inclui — e o mesmo quanto à chicória, tornando-se ou não suscetível à impureza de alimentos —, ambos condicionados à permissão de importar verdura de fora da Terra; traz os limites de Gezib e de Amanus, que marcam a fronteira para esse efeito; discute a disputa entre Rabi Shimon e Rabi Shimon ben Elazar sobre onde se elimina (biur) os frutos do sétimo ano que saíram da Terra — no seu próprio lugar, ou de volta à Terra — e a posição intermediária de Rabi Hila; e fecha com o caso de Aristo, que trouxe bikurim (primícias) de Ispâmia e foram aceitos dele, e a distinção de Rabi Hoshaya entre os bikurim, que estão sob a responsabilidade do dono, e a teruma, que não está. Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Vav de Massechet Sheviit.
Mishná: A partir de quando é permitido a uma pessoa comprar verdura no pós-sabático? A partir de quando se fizer (a plantação tardia) equivalente a ela (à precoce). Se se fez a precoce, permitiu-se a tardia. Rabi permitiu comprar verdura no pós-sabático imediatamente. Não se leva óleo de queima (de teruma que se tornou impura) nem frutos do sétimo ano da Terra para fora da Terra. Disse Rabi: ouvi explicitamente que se leva para a Síria, mas não se leva para fora da Terra. Não se traz teruma de fora da Terra para a Terra. Disse Rabi: ouvi explicitamente que se leva da Síria, mas não se traz de fora da Terra.
Halachá: No princípio, a verdura era proibida nas regiões fronteiriças da Terra de Israel; instituíram que a verdura fosse permitida nas regiões fronteiriças da Terra de Israel. Ainda assim, era proibido trazer verdura de fora da Terra para a Terra; instituíram que fosse permitido trazer verdura de fora da Terra para a Terra. Ainda assim, era proibido comprar verdura no pós-sabático imediatamente. Rabi permitiu comprar verdura no pós-sabático imediatamente, exceto a couve (kapelota). O que lhe fizeram os habitantes de Tzipori? Vestiram-na de saco e cinzas, e a trouxeram diante de Rabi. Disseram-lhe: em que pecou esta, mais do que toda verdura, para que a proibisses a mim?
Halachá: Ulá bar Yishmael, em nome de Rabi Chanina: Rabi e Rabi Yosei bar Yehuda desceram a Aco, e foram recebidos na casa de Rabi Mana. Disse-lhe Rabi: faze-nos um prato de verdura. Ele lhe fez couve (kupad — uma verdura de identificação incerta). No dia seguinte, disse-lhe: faze-nos um prato de verdura. Ele lhes fez galinha. Disse Rabi: reconhece-se que este é da porta de Samael (o anjo acusador; isto é, um homem astuto). Disse-lhe Rabi Yosei, filho de Rabi Yehuda: nem sequer da porta de Samael é ele. E por que fez assim? Porque é discípulo dentre os discípulos de Rabi Yehuda, pois Rabi Yehuda dizia que a verdura é proibida nas regiões fronteiriças da Terra de Israel. Quando ele veio a (Rabi Yehuda), contou-lhe o episódio. Disse-lhe: deverias ter agido como nós.
Halachá: Ali ensinamos: quanto a quem vota (abster-se) "da verdura" — é permitido nas verduras do campo, pois esta (designação) é apenas um nome atribuído. E foi ensinado a respeito: quem vota "da verdura" no sétimo ano é proibido também nas verduras do campo. Ensinou Rabi Krispa em nome de Rabi Chananya ben Gamliel, e disse a razão: isso se disse antes que Rabi permitisse trazer verdura de fora da Terra para a Terra; mas depois que Rabi permitiu trazer verdura de fora da Terra para a Terra, o sétimo ano é como os demais anos da semana (sabática). Rabi Yosei bar Chanina diz: as chicórias são consideradas importantes a ponto de se tornarem suscetíveis à impureza de alimentos no sétimo ano. Isso se disse antes que Rabi permitisse; mas depois que permitiu, o sétimo ano é como os demais anos da semana.
Halachá: Queriam dizer que (as opiniões anteriores) não divergem. Encontraram ensinado: Rabi Yehuda disse: até Gezib. Rabi Shimon diz: até Amanus (localidades que marcam, para este efeito, o limite entre a Terra de Israel e a Síria).
Halachá: Ensinou-se: os frutos da Terra que saíram para fora da Terra são eliminados (biur) no seu próprio lugar — palavras de Rabi Shimon. Rabi Shimon ben Elazar diz: traz-se-os de volta para a Terra e faz-se neles o biur ali, pois está escrito: "em tua terra estará toda a sua produção, para se comer" (Levítico 25:7). Disse Rabi Yaakov bar Acha: Rabi Imi, o Cohen, ensinou de acordo com a primeira versão, para leniência. Disse Rabi Hila: contanto que não os transporte de um lugar para outro.
Halachá: Ali ensinamos: Aristo trouxe bikurim (primícias) de Ispâmia (Hispânia), e aceitaram dele. E deveria também trazer teruma? Disse Rabi Hoshaya: os bikurim estão sob a responsabilidade do dono; a teruma não está sob a responsabilidade do dono. Se dissesses assim (que também se deve trazer teruma de tão longe), também eles (os encarregados de cobrá-la) a perseguiriam até lá.
Esta é a quarta e última halachá do Perek Vav de Massechet Sheviit. A Mishná pergunta a partir de quando é permitido comprar verdura no pós-sabático — a partir de quando a plantação tardia se equipara à precoce —, trazendo que Rabi permitiu a compra imediata; e trata das restrições a levar óleo de queima e frutos do sétimo ano para fora da Terra de Israel e a trazer teruma de fora para dentro, com a exceção declarada por Rabi quanto à Síria.
A guemará narra as sucessivas instituições que liberaram, primeiro, a verdura nas regiões fronteiriças da Terra de Israel, depois a importação de verdura de fora da Terra, e por fim a compra imediata no pós-sabático — exceto quanto à couve, o que gerou o protesto teatral dos habitantes de Tzipori, que vestiram uma couve em saco e cinzas e a levaram diante de Rabi. Traz o episódio, na mesma linha, de Rabi e de Rabi Yosei bar Yehuda, hóspedes de Rabi Mana em Aco, a quem este serviu couve num dia e galinha no outro por temer a proibição da verdura segundo a opinião de Rabi Yehuda, cujo discípulo era. Discute então a distinção entre o voto genérico sobre "a verdura", que não inclui a verdura do campo, e o voto feito no sétimo ano, que a inclui — e o mesmo quanto à condição da chicória perante a impureza de alimentos —, ambos condicionados à permissão de importar verdura de fora da Terra; traz os limites de Gezib e de Amanus, que demarcam a fronteira para este efeito; discute a disputa entre Rabi Shimon e Rabi Shimon ben Elazar sobre onde se elimina (biur) os frutos do sétimo ano que saíram da Terra — no seu próprio lugar, ou de volta a ela —, com a posição intermediária de Rabi Hila, que permite trazê-los de volta desde que não sejam depois transportados de um lugar a outro; e fecha com o caso de Aristo, que trouxe bikurim de Ispâmia e foram aceitos dele, e a distinção de Rabi Hoshaya entre os bikurim, que estão sob a responsabilidade do dono, e a teruma, que não está — razão pela qual não se pode generalizar a aceitação de uma para a outra.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Vav de Massechet Sheviit.