Quinta halachá do Perek Chet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que não se dá o dinheiro ou o produto do sétimo ano em pagamento nem ao aguadeiro, nem ao dono da casa de banho, nem ao barbeiro, nem ao barqueiro — mas dá-se de beber ao aguadeiro, e a todos eles dá-se presentes gratuitos, sem vínculo de pagamento. A guemará traz o ensinamento de Rabi Yosei, que proíbe até mesmo dar de beber ao aguadeiro, em aparente contradição com sua própria posição, noutro lugar, sobre comprar água e sal com o dinheiro do sétimo ano; resolve a contradição distinguindo entre o uso geral, vedado, e o beber, permitido mesmo para Rabi Yosei — ou, alternativamente, distinguindo entre dar de beber a pessoas e dar de beber a animais; traz a baraita sobre a fonte de água pertencente aos moradores da cidade, na qual eles têm precedência sobre forasteiros, os forasteiros têm precedência sobre os animais destes, e a lavagem de roupa dos moradores tem precedência sobre a sobrevivência de forasteiros, com Rabi Yochanan identificando essa posição como a de Rabi Yosei e Rabi Mana explicando por que lavar a roupa é mais urgente do que banhar-se; e fecha com a história de Yehuda Ish Chutzi, que se escondeu três dias numa caverna à procura da razão pela qual a sobrevivência da própria cidade tem precedência sobre a de outra cidade, e a resposta que recebeu de Rabi Yosei bar Chalafta e de seu filho Rabi Avirodeimas, extraída do versículo sobre as cidades refúgio.
Mishná: Não se dá (o dinheiro ou o produto do sétimo ano, em pagamento por seu serviço) nem ao aguadeiro (o que extrai e vende água de poço ou de nascente), nem ao dono da casa de banho, nem ao barbeiro, nem ao barqueiro. Mas dá-se de beber ao aguadeiro. E a todos eles dá-se presentes gratuitos (sem que isso constitua pagamento pelo serviço prestado).
Halachá: Foi ensinado: Rabi Yosei diz: nem mesmo ao aguadeiro (se dá de beber com a água do sétimo ano). A posição de Rabi Yosei está em contradição com ela mesma: lá ele diz "não se compra com ele água e sal", e aqui ele diz assim (que nem mesmo ao aguadeiro se dá de beber).
Halachá: Disse Rabi Yosei (o amora, homônimo do tanna): sobre o que discordam? Sobre o uso geral (usar a água para qualquer finalidade que não seja alimentar-se); mas quanto a beber, também Rabi Yosei concordaria. Quem é o tanna de "mas dá-se de beber ao aguadeiro"? Rabi Yosei! Disse Rabi Yosei: é opinião de todos (não há disputa alguma); aqui se fala do ser humano, e ali se fala do animal.
Halachá: Foi ensinado: uma fonte de água pertencente aos moradores da cidade — eles e forasteiros, eles têm precedência sobre os forasteiros. Forasteiros e os animais destes, os forasteiros têm precedência sobre os animais destes. A lavagem de roupa dos moradores e a sobrevivência de forasteiros, a lavagem de roupa dos moradores tem precedência sobre a sobrevivência de forasteiros. Disse Rabi Yochanan: quem é o tanna que disse que lavar roupa é necessidade vital? Rabi Yosei! Pois foi ensinado: "não se dá dela nem para molhar nem para lavar roupa; mas Rabi Yosei permite para lavar roupa." A posição de Rabi Yosei está em contradição com ela mesma: lá ele diz que banhar-se não é necessidade vital, e aqui ele diz que lavar roupa é necessidade vital. Disse Rabi Mana: uma pessoa pode adiar o banho, mas ninguém adia a lavagem da roupa.
Halachá: Yehuda, homem de Chutzi (localidade não identificada com certeza), escondeu-se numa caverna três dias, querendo estabelecer a razão pela qual a sobrevivência desta cidade tem precedência sobre a sobrevivência de outra cidade. Foi ter com Rabi Yosei bar Chalafta, que lhe disse: onde estiveste? Respondeu-lhe: escondi-me numa caverna três dias, querendo estabelecer a razão pela qual a sobrevivência desta cidade tem precedência sobre a sobrevivência de outra cidade. Chamou Rabi Avirodeimas, seu filho, e disse-lhe: responde a isto, qual é a razão pela qual a sobrevivência desta cidade tem precedência sobre a sobrevivência de outra cidade? Disse-lhe: "estas cidades serão" (lido como "hão de viver", pela proximidade das letras heh e chet) — primeiro cada cidade viverá, e só depois "e seus arredores ao redor delas". Disse-lhe (Rabi Yosei bar Chalafta, a Yehuda Ish Chutzi): o que te impediu de estudar isso junto com teus companheiros?
Esta é a quinta halachá do Perek Chet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que não se dá o dinheiro ou o produto do sétimo ano em pagamento nem ao aguadeiro, nem ao dono da casa de banho, nem ao barbeiro, nem ao barqueiro, mas dá-se de beber ao aguadeiro, e a todos eles dá-se presentes gratuitos.
A guemará traz o ensinamento de Rabi Yosei, que proíbe até mesmo dar de beber ao aguadeiro, em aparente contradição com sua posição noutro lugar sobre água e sal; resolve a contradição distinguindo uso geral de beber, ou pessoa de animal; traz a baraita sobre a fonte de água da cidade e a precedência entre moradores, forasteiros e seus animais, com a lavagem de roupa reconhecida como necessidade vital por Rabi Yosei; e fecha com a história de Yehuda Ish Chutzi, que buscou por três dias numa caverna a razão pela qual a sobrevivência da própria cidade precede a de outra, resolvida por Rabi Yosei bar Chalafta e seu filho a partir do versículo sobre as cidades refúgio. Ainda não há correspondência temática verificada com a trilha paralela do Talmud Bavli.