Quem traz um get na Terra de Israel e adoeceu — envia-o pela mão de outro. E se lhe disse: "toma para mim dela tal objeto" — não o enviará pela mão de outro, pois não é sua vontade que seu depósito fique na mão de outro. — Dentro da Terra de Israel, o mensageiro que traz o get não precisa testemunhar perante a mulher que foi escrito e assinado em sua presença — sua única função é entregar o documento. Por isso, se adoece no meio do caminho, pode simplesmente enviá-lo com outro mensageiro, pois qualquer pessoa serve para completar essa entrega simples. Mas se, além do get, o marido também lhe pediu que trouxesse de volta algum objeto específico que havia deixado com a mulher — um depósito pessoal —, essa segunda missão é de natureza diferente: o marido confiou aquele objeto especificamente a este mensageiro, e presume-se que não deseja que seu depósito passe pelas mãos de um terceiro que ele não escolheu. Por isso, nesse caso, ele não pode repassar a tarefa a outro — deve ele mesmo, ou ninguém, cumprir a missão relativa ao objeto.
Rambam, no Perush HaMishná, conecta esta regra ao que já havia explicado sobre a diferença entre trazer o get dentro e fora da Terra de Israel.
Rambam remete ao que já foi explicado no primeiro perek: quem traz um get dentro da Terra de Israel não precisa fazer a declaração "em minha presença foi escrito e em minha presença foi assinado" — exigência reservada aos guitin vindos do exterior. Por isso, se adoece no caminho, é possível que ele envie o get pela mão de outro mensageiro, já que não há testemunho pessoal insubstituível a prestar. Mas essa permissão de repassar a missão vale apenas se ele adoeceu — não pode fazê-lo por mera conveniência.
Perush de Rashi sobre a Guemará (Guitin 29a), além de Rambam e Bartenura.
Rashi confirma que a razão de o mensageiro poder repassar sua missão livremente, dentro da Terra de Israel, é que ele não precisa testemunhar nada perante um tribunal — pode nomear outro mensageiro por si mesmo, sem necessidade de constituir um tribunal formal para isso (diferente do que ocorre com o get vindo do exterior, tratado na próxima mishná). Sobre o segundo caso, Rashi esclarece que a instrução do marido — "toma dela tal objeto quando lhe deres o get" — cria um encargo adicional e pessoal, que o mensageiro original não pode transferir a outro sem autorização.
Rambam sublinha que a permissão de repassar o get a outro mensageiro, dentro da Terra de Israel, depende estritamente de o mensageiro original ter adoecido — não é uma liberdade geral para qualquer mensageiro repassar sua missão a um terceiro por conveniência própria.
Bartenura confirma que dentro da Terra de Israel o mensageiro doente pode constituir por si mesmo um novo mensageiro, sem necessidade de tribunal — e que isso vale especificamente quando ele adoeceu. Sobre a instrução do marido para trazer de volta um objeto específico, explica que ela se refere ao momento em que o get for entregue à mulher: nesse caso, o mensageiro original não pode repassar a missão a outro, pois o marido confiou aquele encargo pessoalmente a ele.