E o do norte: o portão da Faísca. E era como uma espécie de pórtico, e um andar superior estava construído sobre ele, onde os sacerdotes vigiavam por cima e os levitas por baixo; e tinha uma porta que dava para o Chel. Próximo a ele, o portão da Oferenda. Terceiro a ele, a Câmara da Fogueira.
Completa-se a descrição dos três portões setentrionais do átrio, começando pelo portão da Faísca — arquitetonicamente distinto, em forma de pórtico com andar superior, onde sacerdotes e levitas vigiavam em dois níveis, com acesso direto ao Chel, a faixa de terreno entre o muro do átrio e o do Monte do Templo.
Rambam explica que o “Chel” é um muro que circunda todo o átrio, do lado de dentro do muro da Casa, como se desenhará no capítulo seguinte a este.
Bartenura explica: “e era como uma espécie de pórtico” — dois muros, um de cada lado do portão, projetavam-se e saíam para fora do muro do átrio, em direção ao Monte do Templo, e um andar superior estava construído sobre esses dois muros.
“E tinha uma porta que dava para o Chel” — em um dos muros havia uma porta que saía para o Chel, isto é, o espaço dentro do muro do Monte do Templo, fora do átrio, chamado Chel. “O portão da Oferenda” — ali entravam as coisas santíssimas, cuja degolação era ao norte.
“Câmara da Fogueira” — chamada assim porque fogueiras ardiam ali continuamente, para que os sacerdotes se aquecessem, já que andavam descalços; e era uma casa grande, e em seus quatro cantos havia quatro pequenas câmaras, como se explica a seguir.