Seder Kodashim · Massechet Midot · Perek Hei · Mishná 2 de 4

As medidas do pátio de norte a sul

מִן הַצָּפוֹן לַדָּרוֹם מֵאָה וּשְׁלֹשִׁים וְחָמֵשׁ
Mishná (ed. Torat Emet, domínio público) · tradução original PT-BR

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Continuação da planta do pátio: a decomposição do eixo norte-sul, cento e trinta e cinco côvados, em rampa e altar, o intervalo até os anéis de abate, o lugar dos anéis, o trecho até as mesas, o trecho até os pilaretes, e o espaço remanescente junto à parede do pátio

De norte a sul, cento e trinta e cinco: a rampa e o altar, sessenta e dois. Do altar até os anéis, oito côvados; o lugar dos anéis, vinte e quatro; dos anéis até as mesas, quatro; das mesas até os pilaretes, quatro. Dos pilaretes até a parede do pátio, oito côvados; e o restante estava entre a rampa e a parede, e o lugar dos pilaretes.

Depois de decompor, na mishná anterior, o eixo leste-oeste do pátio, esta mishná faz o mesmo para o eixo norte-sul, cujo total — cento e trinta e cinco côvados — já fora anunciado na abertura do capítulo. A soma começa com a rampa de acesso ao altar (o kévesh) somada ao próprio corpo do altar, ocupando juntos sessenta e dois côvados; segue-se o espaço entre o altar e os anéis de ferro fixados ao chão, onde se amarravam os animais para o abate (oito côvados); o próprio lugar ocupado pelos anéis (vinte e quatro côvados); o trecho até as mesas de mármore onde se lavavam as entranhas (quatro côvados); e o trecho seguinte até os pilaretes de pedra (nanassin) usados para pendurar as carcaças (mais quatro côvados). Por fim, o espaço dos pilaretes até a parede do pátio, com oito côvados, e um resto final — que a mishná não quantifica precisamente — distribuído entre a rampa, a parede e o lugar dos pilaretes, completando a soma total de cento e trinta e cinco côvados descrita anteriormente no Perek Guimel, ao tratar do altar e dos utensílios de abate ao seu redor.

מִן הַצָּפוֹן לַדָּרוֹם מֵאָה וּשְׁלֹשִׁים וְחָמֵשׁ, הַכֶּבֶשׁ וְהַמִּזְבֵּחַ שִׁשִּׁים וּשְׁתַּיִם. מִן הַמִּזְבֵּחַ לַטַּבָּעוֹת שְׁמֹנֶה אַמּוֹת, מְקוֹם הַטַּבָּעוֹת עֶשְׂרִים וְאַרְבַּע, מִן הַטַּבָּעוֹת לַשֻּׁלְחָנוֹת אַרְבַּע, מִן הַשֻּׁלְחָנוֹת וְלַנַּנָּסִין אַרְבַּע. מִן הַנַּנָּסִין לְכֹתֶל הָעֲזָרָה שְׁמֹנֶה אַמּוֹת, וְהַמּוֹתָר בֵּין הַכֶּבֶשׁ לַכֹּתֶל וּמְקוֹם הַנַּנָּסִין:

Halachot · הֲלָכוֹת

Bartenura · Midot 5:2
מִן הַמִּזְבֵּחַ לַטַּבָּעוֹת. הֵיכָן הָיוּ הַטַּבָּעוֹת…

Bartenura observa que, embora esta mishná repita e detalhe a distribuição das medidas ao longo do eixo norte-sul do pátio — a rampa e o altar, o espaço até os anéis, o lugar dos próprios anéis, o trecho até as mesas e até os pilaretes, e o espaço final junto à parede —, o sentido concreto de cada uma dessas instalações (a localização exata dos anéis de amarrar os animais, as mesas de mármore para lavagem das entranhas, e os pilaretes usados para pendurar as carcaças) já foi explicado com detalhe no Perek Guimel deste tratado, ao descrever o altar e o espaço de abate ao seu redor; esta mishná apenas retoma essas mesmas instalações para encaixá-las na medida total de cento e trinta e cinco côvados do eixo norte-sul, completando assim, lado a lado com a mishná anterior, o levantamento completo da planta do pátio nos dois eixos.

Perush — os Mefarshim · הַמְּפָרְשִׁים

Massechet Midot não possui Guemará no Talmud Bavli — é um tratado de mishnayot puras, dedicado à descrição arquitetônica do Segundo Templo, sem comentário talmúdico amoraico. Por isso, o comentário de Rashi é omitido nesta e em todas as demais mishnayot deste tratado. Nesta mishná, o Rambam também não deixou comentário no Perush HaMishná que chegou até nós; por honestidade com as fontes, essa seção é omitida.