Nos três primeiros jejuns, os homens do turno jejuam mas não completam, e os homens da família de serviço não jejuavam de modo algum. Nos três segundos, os homens do turno jejuam e completam, e os homens da família de serviço jejuam mas não completam. Nos sete últimos, tanto uns quanto outros jejuam e completam — palavras de Rabi Yehoshua. — Segundo Rabi Yehoshua, a severidade cresce em três estágios paralelos aos do Perek Alef: nos três primeiros jejuns, apenas o turno semanal jejua parcialmente; nos três segundos, o turno completa e a família diária começa a jejuar parcialmente; nos sete finais, ambos completam integralmente.
E os sábios dizem: nos três primeiros jejuns, tanto uns quanto outros não jejuavam de modo algum. Nos três segundos, os homens do turno jejuam mas não completam, e os homens da família de serviço não jejuavam de modo algum. Nos sete últimos, os homens do turno jejuam e completam, e os homens da família de serviço jejuam mas não completam. — Os sábios discordam quanto ao ritmo exato: para eles, o turno semanal só começa a jejuar (parcialmente) na segunda etapa, e a família diária só começa a jejuar (também parcialmente) apenas na etapa final — um estágio inteiro de atraso em relação à posição de Rabi Yehoshua, refletindo maior consideração pela necessidade desses grupos de manter plena força para o serviço do Templo.
É neste capítulo de Divrei HaYamim que se estabelece a origem da estrutura de vinte e quatro turnos sacerdotais (mishmarot) mencionada por Rambam em sua explicação desta mishná — cada turno servindo por uma semana no Templo, e cada turno subdividido em famílias de serviço (batei av) responsáveis por um dia específico dentro daquela semana. É exatamente essa estrutura dupla — o turno semanal mais amplo e a família diária mais restrita dentro dele — que a mishná pressupõe ao diferenciar o tratamento dado aos "homens do turno" e aos "homens da família de serviço" ao longo da escala de treze jejuns: os primeiros, com responsabilidade semanal mais ampla, podem jejuar parcialmente já numa etapa anterior; os segundos, encarregados do serviço concreto daquele dia específico, são poupados por mais tempo, precisamente para que não faltem forças físicas ao trabalho sacrifical diário do Templo.
Rambam detalha a estrutura de vinte e quatro turnos e a razão de poupar essas famílias, e Bartenura resume o motivo prático por trás de cada estágio.
"Nos três primeiros jejuns, os homens do turno jejuam etc." — já se mencionou, no final de Massechet Sucá, que havia vinte e quatro turnos sacerdotais, servindo cada turno por sua semana em ordem sucessiva; e dentro de cada turno havia famílias de serviço (batei av), cada uma servindo seu dia específico. E "homens da família de serviço" refere-se a toda a família que servia naquele dia particular — e eram tratados com mais leveza quanto ao jejum, por causa do serviço do Templo, para que seus corpos não enfraquecessem. E a halachá segue os sábios.
"Homens do turno" — havia vinte e quatro turnos sacerdotais, cada turno servindo em sua semana. "Homens da família de serviço" — o turno se divide em sete famílias, correspondendo aos sete dias da semana, cada uma servindo seu dia. "Jejuam mas não completam" — porque os primeiros jejuns não são tão severos, e por isso não se exige que completem, prevenindo assim que faltem forças caso o serviço se torne pesado demais para a família de serviço daquele dia.
Rashi explica o receio concreto por trás de poupar esses grupos: caso o serviço se torne pesado, são precisamente os homens do turno que vêm ajudar a família daquele dia.
"Homens do turno" — o turno sacerdotal daquela semana. "Mas não completam" — porque os primeiros jejuns ainda não são tão severos; e a Guemará explica a razão prática: para que, caso o serviço se torne pesado demais para os homens da família que serve naquele dia específico, os homens de todo o turno semanal possam vir ajudá-los — e se estivessem eles próprios jejuando plenamente, não teriam força suficiente para sustentar o trabalho do serviço sacrifical. "Homens da família de serviço" — o turno semanal se divide em sete famílias, correspondendo aos sete dias da semana, cada família responsável por seu próprio dia — Rashi deixa claro que toda a gradação desta mishná gira em torno de uma preocupação prática muito concreta: preservar a capacidade física de quem sustenta o serviço diário do Templo.