O daf abre com a afirmação de Abaye de que Rabi Shimon ben Elazar (que ensinara, no final do daf anterior, que tudo o que sai da árvore não está sujeito à medida de três por três para tumá) e a escola tanaítica de Rabi Yishmael disseram, na verdade, a mesma coisa — cada um por sua própria via. A Guemará explica a fonte da escola de Rabi Yishmael: como a Torá menciona "vestimentas" (begadim) de modo genérico em vários lugares, e especifica em um deles que se trata de lã e linho, aplica-se a regra hermenêutica de que tudo o que é dito de modo genérico e depois especificado assume as características do caso especificado — de modo que toda menção genérica de "vestimenta" na Torá refere-se apenas a lã e linho, excluindo outros materiais, entre eles o que sai da árvore. Rava então precisa exatamente onde Rabi Shimon ben Elazar e a escola de Rabi Yishmael divergem, apesar de concordarem quanto à árvore: quanto à medida de três por três em outros tecidos (que não lã, linho, nem o que sai da árvore) — pano de pelos de cabra, por exemplo — Rabi Shimon ben Elazar sustenta que também eles ficam fora da lei da impureza nessa medida mínima, enquanto a escola de Rabi Yishmael entende que eles permanecem sujeitos a ela. A Guemará então estabelece, por meio de uma baraita, que todos concordam que lã e linho na medida de três por três se contaminam pela impureza de negaim (chagas), a partir da expressão redundante "e a vestimenta" no verso de Vayikra sobre tzaraat — e discute, com uma sucessão de perguntas e respostas, por que essa inclusão não poderia ter sido derivada por um simples raciocínio a fortiori (kal vachomer) a partir da impureza já sabida do tecido em fios soltos (trama e urdidura), concluindo que o kal vachomer funciona apenas para o próprio tamanho de três por três (útil tanto a ricos quanto a pobres), mas não para estendê-lo a outros tecidos — cuja exclusão é então buscada e encontrada em dois versos com a expressão "vestimenta de lã ou [vestimenta] de linho". O daf fecha recapitulando, para a posição de Rava, que a diferença prática entre Rabi Shimon ben Elazar e a escola de Rabi Yishmael está exatamente nessa medida de três por três aplicada a outros tecidos — tema que prossegue no início do daf seguinte (27a), com a pergunta de onde a escola de Rabi Yishmael tira essa mesma inclusão, a partir do verso "ou vestimenta".
Rabi Shimon ben Elazar e a escola de Rabi Yishmael disseram a mesma coisa (quanto a excluir o que sai da árvore da impureza de vestimentas). Rabi Shimon ben Elazar — é aquilo que dissemos (no final do daf anterior). A escola de Rabi Yishmael, qual é (sua fonte)? — Pois ensinava a escola de Rabi Yishmael: visto que se dizem "vestimentas" na Torá de modo genérico, e o texto especificou para ti, em uma delas, lã e linho — assim como ali (se trata de) lã e linho, também em toda (menção genérica se trata apenas de) lã e linho.
O daf prossegue diretamente a baraita de Rabi Shimon ben Elazar citada no final de 26a, que excluíra tudo o que sai da árvore (fibras vegetais brutas como cânhamo e algodão) da lei que torna um tecido de três dedos por três dedos suscetível à impureza. Abaye observa que essa posição coincide, na prática, com um ensinamento independente da escola de Rabi Yishmael, ainda que fundamentado por uma via diferente: um princípio hermenêutico de "genérico e específico" (kelal ufrat). Como a Torá menciona "vestimentas" repetidas vezes sem especificar o material — por exemplo, nas leis de impureza de répteis mortos, de contato com um cadáver, ou de emissão seminal — mas em um lugar específico (a lei de tzaraat, chagas, discutida logo a seguir) o texto detalha que se trata de lã e linho, aplica-se a regra de que essa especificação define o padrão para todas as demais menções genéricas. Conclui-se, assim, que sempre que a Torá fala de "vestimenta" sem qualificação, refere-se apenas a tecidos de lã ou linho — excluindo, portanto, o que provém da árvore, e also (como se verá no beat seguinte) outros materiais têxteis.
"Rabi Shimon ben Elazar e a escola de Rabi Yishmael disseram a mesma coisa" — pois de onde (tiraria) Rabi Shimon (a base para) excluir os demais tecidos da impureza, se não fosse por ter (concordado com) este (ensinamento) da escola de Rabi Yishmael? E, portanto, "o que sai da árvore" não foi dito com exatidão exclusiva, pois o mesmo vale para pelos de cabra e para tudo o que não é lã e linho; e, visto que (a baraita) mencionou "o que sai da árvore" quanto à (cobertura da) sucá, mencionou-o também quanto à impureza.
"Visto que se dizem 'vestimentas' na Torá de modo genérico" — como na impureza de répteis e na impureza do (contato com um) morto, pois está escrito, na impureza de répteis, "ou vestimenta ou couro"; e no (caso do) morto, "e toda vestimenta e todo utensílio de couro"; e assim também na emissão seminal, "e toda vestimenta e todo couro sobre o qual houver emissão seminal", etc.; e no tzitzit, "sobre as pontas de suas vestimentas".
"E o texto especificou para ti em uma delas" — na impureza de negaim (chagas), (o verso) generaliza primeiro e depois especifica: "e a vestimenta, quando nela houver a chaga da tzaraat" — generaliza; "em vestimenta de lã", etc. — especifica. Portanto, todas as demais menções genéricas de "vestimentas" aprendemos, pelo método do "onde encontramos" (binyan av), que se trata de um modelo geral que não é senão lã e linho.
Disse Rava: (a lei de) três por três em outros tecidos há (uma diferença prática) entre eles. Pois (a opinião) de Rabi Shimon ben Elazar — ele a tem (isto é, sustenta que outros tecidos também ficam fora da impureza nessa medida); para a escola de Rabi Yishmael — ela não a tem (isto é, sustenta que outros tecidos permanecem sujeitos à impureza nessa medida).
Depois de Abaye ter mostrado que Rabi Shimon ben Elazar e a escola de Rabi Yishmael concordam quanto ao ponto central — que o que sai da árvore fica fora da impureza de vestimentas na medida de três por três —, Rava precisa a diferença prática real entre as duas posições, que não são de fato idênticas em tudo. A questão recai sobre um terceiro tipo de material: tecidos que não são nem lã, nem linho, nem o que sai da árvore — por exemplo, pano feito de pelos de cabra ou de camelo. Segundo Rabi Shimon ben Elazar, que baseia sua regra na noção mais ampla de que a impureza de vestimentas (na medida mínima de três por três) está reservada apenas a lã e linho, esses outros tecidos também ficam isentos dessa impureza. Já a escola de Rabi Yishmael, cujo princípio hermenêutico (genérico e específico) tem um alcance mais estreito, aplicado apenas às fontes bíblicas que mencionam "vestimenta" de modo genérico, entende que outros tecidos — diferentemente do que sai da árvore — permanecem sujeitos à impureza na medida de três por três. Essa diferença prática é retomada e detalhada nos beats finais deste daf.
De qualquer modo, segundo a opinião de todos, (um tecido de) três por três em lã e linho se contamina por negaim (chagas). De onde o sabemos? Pois foi ensinado (numa baraita): "vestimenta" — não tenho (a partir deste termo) senão (a impureza de) vestimenta (inteira); três por três, de onde (se aprende)? — Vem o texto e diz: "e a vestimenta" (repetindo, com a partícula adicional "vav"). Mas diga que (esse acréscimo vem) para incluir (a impureza de um tecido de) três por três (por outra via)! Não é um kal vachomer (raciocínio a fortiori, que já bastaria para isso)? Ora, (se até a mera) trama e urdidura (soltas, sem tecido formado, já) se contaminam, (um pedaço já tecido de) três por três, é necessário perguntar?!
A Guemará estabelece agora um ponto em que ambas as posições concordam: um tecido de lã ou linho na medida de três dedos por três dedos certamente se contamina pela impureza de negaim (chagas na roupa, discutida em Vayikra 13). A fonte dessa lei está no verso "e a vestimenta, quando nela houver a chaga da tzaraat" — onde a letra "vav" ("e") no início de "vehabeged" é lida como uma adição redundante, servindo para incluir, além da vestimenta inteira, também um pedaço de tecido na medida mínima de três por três. A Guemará então levanta uma objeção: por que seria necessário um verso adicional para isso? Não bastaria derivá-lo por um raciocínio a fortiori (kal vachomer) a partir de uma lei já sabida — a de que a mera trama e urdidura (fios soltos, ainda não tecidos em pano) já se contaminam por negaim? Se até fios soltos, um material muito mais rudimentar e de uso limitado, já são suscetíveis à impureza, não seria óbvio que um pedaço de tecido já formado, na medida de três por três, também o seria?
Se assim, (que a trama e a urdidura provam por kal vachomer, então) também (a medida de) três por três deveria vir por kal vachomer (sem necessidade alguma do verso)! Mas, antes: (a medida maior de) três dedos (por três dedos, aproximadamente um palmo,) que serve tanto a ricos quanto a pobres — essa (sim) vem por kal vachomer. (A medida menor de) três por três (dedos menores, cerca de um dedo por um dedo,) que serve apenas aos pobres, (mas) não serve aos ricos — essa não vem por kal vachomer. (Conclui-se, portanto, que) a razão (pela qual essa medida menor se contamina) é que o texto a escreveu; mas, se o texto não a tivesse escrito, não a aprenderíamos por kal vachomer.
A Guemará responde à própria objeção com uma distinção sutil entre duas medidas diferentes, ambas chamadas de modo semelhante mas referindo-se a tamanhos distintos: a medida maior — "três dedos por três dedos" (aproximadamente do tamanho de uma peça de vestuário útil tanto para um rico quanto para um pobre, que a usaria como remendo ou pano de uso) — essa sim pode ser derivada por kal vachomer a partir da trama e urdidura, pois tem utilidade universal. Já a medida menor discutida aqui — um pedaço de tecido do tamanho aproximado de um dedo por um dedo — tem utilidade restrita: serve apenas aos pobres (que reaproveitam retalhos pequenos, por exemplo como remendo simples ou pano de limpeza), mas não aos ricos, que não dariam uso a um pedaço tão pequeno. Como essa utilidade não é universal, o raciocínio a fortiori não se aplica automaticamente a ela — por isso a Torá precisou escrevê-la explicitamente através do verso "e a vestimenta". A conclusão metodológica é importante: onde a Torá escreveu algo explicitamente que poderia ter uma aparência de redundância, isso ensina que, sem essa escrita explícita, o kal vachomer sozinho não teria bastado.
Mas diga (que esse mesmo verso vem) para incluir (também a impureza de) três por três em outros tecidos (além de lã e linho)! Disse o texto: "vestimenta de lã e linho" (no verso da tzaraat) — vestimenta de lã e linho — sim (se contamina); qualquer outra coisa — não. Mas diga (então que) apenas (a medida pequena de) três por três (em outros tecidos) foi excluída, mas (a medida maior de) três dedos por três dedos (nesses mesmos outros tecidos) se contamina! Duas exclusões estão escritas: "vestimenta de lã ou [vestimenta] de linho" — uma para excluir (de outros tecidos a medida menor de) três por três, e uma para excluir (deles a medida maior de) três dedos por três dedos.
A Guemará retorna à pergunta central: se o verso "vestimenta de lã e linho" já restringe a impureza de negaim, por que não interpretá-lo apenas como uma exclusão da medida pequena de três por três em outros tecidos, deixando a medida maior (três dedos por três dedos, que já se contaminaria por kal vachomer a partir da trama e urdidura, sem depender de material específico) valer também para tecidos que não são lã ou linho? A resposta identifica, no texto bíblico, duas expressões de exclusão sobrepostas — "vestimenta de lã" e "ou vestimenta de linho" — cada uma servindo para excluir uma medida diferente de outros tecidos: uma exclui a medida pequena, e a outra exclui a medida maior. Assim, tanto a medida pequena quanto a grande, em tecidos que não sejam lã ou linho, ficam fora da impureza de negaim — sendo essa impureza reservada exclusivamente aos dois materiais mencionados explicitamente no verso.
E, para Rava, que disse que (a lei de) três por três em outros tecidos há (uma diferença) entre eles — (que) Rabi Shimon ben Elazar a tem, (e) a escola de Rabi Yishmael não a tem (quanto) à (medida de) três por três em outros tecidos (fica assim estabelecida a diferença prática entre as duas opiniões).
O daf fecha recapitulando, de forma quase repetitiva — um estilo característico das transições entre folhas no Talmud, quando a discussão de um tema se estende por mais de um daf —, a conclusão de Rava já apresentada no beat 02: a diferença prática entre a posição de Rabi Shimon ben Elazar e a da escola de Rabi Yishmael, ambas de acordo quanto ao que sai da árvore, está exatamente na medida de três por três aplicada a outros tecidos (nem lã, nem linho, nem madeira/fibra vegetal) — que Rabi Shimon ben Elazar exclui da impureza, e a escola de Rabi Yishmael inclui nela. Esta frase de transição introduz a pergunta que abre o daf seguinte (27a): de onde exatamente a escola de Rabi Yishmael extrai essa inclusão de outros tecidos na medida de três por três, resposta que a Guemará buscará a partir de um novo verso, "ou vestimenta".