O daf abre concluindo a frase que Rav Ashi deixara pela metade ao final de 6b: "como quando ele tem divisórias" — explicando que a Mishná de Sotá, ao chamar o campo aberto de domínio privado no verão, trata do caso excepcional em que ele possui divisórias parciais, tal como o karpef (recinto cercado) maior que dois se'ah que não foi cercado para fins de moradia, que Ula (citando Rabi Yochanan) classifica como tecnicamente domínio privado por ter divisória, ainda que lhe falte habitação. A Guemará então explica por que Rav Ashi não adotou a resposta de Ula, e por que Ula não adotou o raciocínio de Rav Ashi — uma diferença fundada na leitura exata da baraita, que fala em "domínio privado" e não seria chamada assim se descrevesse um karpef sem divisórias. Em seguida, a Guemará questiona por que a baraita de 6a também chamou de carmelit o canto do domínio público adjacente a ele, respondendo que se trata do canto onde a multidão às vezes se empurra e entra, mas cujo uso não é conveniente. Mais um ensinamento de Rabi Yochanan classifica o espaço entre as colunas do mercado como carmelit, e Rabi Zeira, em nome de Rav Yehudá, estende isso ao banco diante das colunas. Segue-se a lei de Rav Chisda sobre o tijolo empinado no domínio público: quem lança um objeto contra sua face é responsável, mas sobre seu topo é isento — com a condição de Abaie e Rava de que o tijolo tenha três tefachim de altura, e as opiniões sucessivas sobre espinhos, cardos e excremento na via pública. O daf fecha com a discussão sobre os limites de tamanho e altura da carmelit — não menos que quatro tefachim de largura, e alcançando até dez tefachim de altura —, ilustrada pelo caso da casa sem dez tefachim de altura interna cujo teto a completa, e pelo ensinamento de Shmuel a Rav Yehudá de não se ocupar com leis do Shabat acima de dez tefachim, concluindo com a regra de Rav Chisda de que o domínio privado se estende até o céu.
(Continuação da frase iniciada em 6b:) como quando ele (o campo aberto, no caso da Mishná de Sotá) tem divisórias. E (isso é) como aquilo que disse Ula, (citando) Rabi Yochanan: um karpef (recinto cercado) maior que dois se'ah, que não foi cercado para (fins de) moradia — mesmo (que tenha o tamanho de) um kor, e mesmo (de) dois kor — quem lança (um objeto) para dentro dele é responsável. Qual é a razão? É (uma verdadeira) divisória, apenas lhe falta habitação (para que seja plenamente considerado domínio privado, mas quanto à responsabilidade por lançar, já basta a divisória).
O daf abre completando a frase deixada pela metade ao final de 6b. Rav Ashi explica que a Mishná de Sotá, ao chamar o campo aberto de domínio privado no verão, refere-se ao caso em que esse campo possui divisórias ao redor — tal como um karpef (recinto cercado, geralmente destinado a guardar lenha ou como quintal) maior que a área de dois se'ah (o tamanho máximo que a lei permite carregar livremente dentro de um espaço não destinado à moradia), mas que não foi originalmente cercado com o propósito de nele morar. Ula, em nome de Rabi Yochanan, ensina que, ainda que esse karpef seja enorme — do tamanho de um ou até dois kor (medida bem maior que dois se'ah) —, quem lança um objeto do domínio público para dentro dele é responsável, pois, tecnicamente, há ali uma divisória válida por lei da Torá; falta-lhe apenas a qualidade de ser um lugar habitado, o que os Sábios levaram em conta apenas para proibir carregar livremente dentro dele (por decreto rabínico, equiparando-o à carmelit), mas não para isentar quem lança de fora para dentro.
"Como quando ele tem divisórias" — e (o texto) nos ensina que, ainda que sua cerca seja maior que dois se'ah e não tenha sido cercado para moradia — pois sua casa não é próxima a ele antes do cercamento —, e quanto a carregar dentro dele, é como carmelit, conforme dizemos em Eruvin, que não se carrega ali senão em quatro (amot); ainda assim, por lei da Torá, é domínio privado, e quem lança do domínio público para dentro dele é responsável.
"Como Ula" — que disse: é (uma verdadeira) divisória, a ponto de se chamar domínio privado, apenas lhe falta habitação, por isso é proibido carregar (ali) por decreto rabínico; e o fato de (a Mishná) ensinar "domínio público quanto à impureza" refere-se ao caso em que há aberturas em suas divisórias, e (as pessoas) entram por uma e saem por outra.
Está bem (explicado) por que Rav Ashi não disse como Ula (pois cada um tem seu próprio raciocínio); mas Ula, qual é a razão pela qual não disse conforme sua (própria) lei (a de Rav Ashi, quanto ao campo aberto)? Ele te diria: se (o campo aberto) tem divisórias, chamar-se-ia "campo aberto"?! É (então) um karpef! E Rav Ashi (responde que a baraita) ensina "domínio privado" (e não "carmelit", o que só se explica pela existência de divisórias).
A Guemará esclarece a diferença entre as duas respostas dadas à mesma dificuldade. Ula poderia objetar à resposta de Rav Ashi: se o campo, no caso da Mishná de Sotá, tivesse divisórias ao seu redor, ele não seria mais chamado de "campo aberto" (bikah), pois um espaço cercado por divisórias já tem outro nome técnico — karpef. Como a Mishná insiste em chamá-lo de "campo aberto" mesmo no caso do domínio privado de verão, isso sugere que não há divisórias reais, apenas a ausência de circulação (por estar cultivado ou por evitação das pessoas). Rav Ashi, por sua vez, responderia que a própria linguagem da baraita — que chama expressamente esse caso de "domínio privado" e não de "carmelit" — só se sustenta se houver de fato divisórias reais ali, pois sem elas a Mishná teria de usar a mesma terminologia de carmelit adotada em outros lugares.
"Ula" — que disse "por que (a Mishná) a chama de domínio privado" etc. (A Guemará pergunta:) por que razão não disse "como quando ele tem divisórias", e diria "domínio privado pleno", seguindo sua (própria) opinião, de que disse que "quem lança para dentro dele é responsável"?
"E Rav Ashi" — te diria: (a Mishná) ensina "domínio privado", e a carmelit o tanaíta não a chama de "domínio privado".
(A baraita de 6a diz:) "e a carmelit". Acaso todos eles (os outros exemplos já mencionados — mar, campo aberto, pórtico) não são também carmelit? (Por que mencioná-la separadamente?) Quando veio Rav Dimi, disse (em nome de) Rabi Yochanan: não foi necessário (mencioná-la) senão quanto ao canto adjacente ao domínio público. Pois, ainda que às vezes a multidão o empurre e entre para dentro dele, uma vez que seu uso não é conveniente, é semelhante à carmelit.
A Guemará questiona por que a baraita de 6a, depois de já ter mencionado o mar, o campo aberto e o pórtico como não sendo nem domínio privado nem domínio público, precisou acrescentar ainda "e a carmelit" como categoria à parte — já que todos aqueles exemplos já são, essencialmente, casos de carmelit. Rav Dimi, trazendo o ensinamento de Rabi Yochanan da terra de Israel para a Babilônia, explica que essa menção adicional refere-se a um caso específico e diferente: o canto (ângulo) de uma parede que fica junto ao domínio público. Ainda que a multidão, por vezes, se aperte contra esse canto e entre acidentalmente nele (pois não é um espaço propriamente fechado), seu uso não é conveniente para circulação franca, e por isso ele é tratado como carmelit, e não como domínio público pleno.
"Acaso todos eles" — aqueles, o mar, o campo aberto e o pórtico, não são eles a própria carmelit mencionada entre a contagem dos domínios? Eis que (a baraita) ensina "não é como domínio privado nem como domínio público, e não se transporta" etc.; disso se aprende que este é um terceiro domínio.
"Não foi necessário" — (a menção de) "carmelit" que (a baraita) ensina, senão para acrescentar outra carmelit, como o canto de um ângulo em que uma casa entra para dentro (dele), e deixou (parte) de seu terreno para o domínio público.
"Seu uso não é conveniente" — pois (as pessoas) não conseguem entrar ali de modo direto, pelo caminho de sua marcha; ou então, uma casa cuja face fica em diagonal, de modo que um de seus ângulos é adjacente ao domínio público, e o outro é afastado do domínio público e para dentro — o ângulo saliente impede a multidão de entrar diretamente dentro da entrada do outro ângulo.
Quando veio Rav Dimi, disse (em nome de) Rabi Yochanan: (o espaço) entre as colunas (do mercado) é julgado como carmelit. Qual é a razão? Ainda que a multidão pise ali, uma vez que não lhes é conveniente (passar) diretamente, é semelhante à carmelit. Disse Rabi Zeira, (em nome de) Rav Yehudá: o banco que fica diante das colunas é julgado como carmelit.
Novo ensinamento trazido por Rav Dimi da terra de Israel: o espaço entre as colunas do mercado (onde os comerciantes penduravam mercadorias e se sentavam para vender) é classificado como carmelit. Ainda que multidões por vezes pisem ali, como as colunas estão dispostas de modo irregular, sem formar um caminho contínuo e direto, essa passagem não é uma via franca de circulação, e por isso o espaço não alcança o status de domínio público pleno, permanecendo como carmelit. Rabi Zeira estende essa mesma classificação ao banco (assento de pedra ou alvenaria) que ficava à frente das colunas, onde os vendedores se sentavam.
"Entre as colunas" — pois havia colunas na praça, e os mercadores penduravam nelas suas mercadorias, e também havia bancos diante delas, onde os mercadores se sentavam.
"Não lhes é conveniente diretamente" — pois havia muitas colunas, em comprimento e largura, umas não alinhadas com as outras.
Segundo quem disse "entre as colunas" (que essas são carmelit), com maior razão (vale a regra para) o banco. (Mas) segundo quem disse (apenas) "o banco" (que é carmelit): é o banco cujo uso não é conveniente (e por isso é carmelit), mas (o espaço) entre as colunas, cujo uso é conveniente — não (é carmelit, mas sim domínio público). Outra versão: mas (o espaço) entre as colunas, que às vezes a multidão o pisa (com frequência), é semelhante ao domínio público.
A Guemará esclarece a relação entre os dois ensinamentos. Segundo quem sustenta que o espaço entre as colunas já é carmelit (opinião mais abrangente), com maior razão o banco diante delas — de uso ainda menos conveniente para circulação — também é carmelit; nesse caso, Rabi Zeira apenas acrescentou um exemplo adicional, não contraditório. Mas há quem entenda que Rabi Zeira, ao mencionar apenas o banco, viesse na verdade discordar da primeira opinião: para ele, apenas o banco, de uso claramente inconveniente para caminhar, é carmelit, ao passo que o espaço entre as colunas, por onde de fato se caminha com regularidade, seria domínio público pleno (ou, segundo outra versão citada, ao menos comparável a ele, por ser pisado com frequência pela multidão).
Disse Rabá bar Sheila, (em nome de) Rav Chisda: um tijolo (que está) empinado no domínio público, e (alguém) lançou (um objeto mole) e (este) se colou em sua face — (o que lançou) é responsável. Sobre seu topo (se o objeto pousou ali) — é isento.
Nova lei introduzida por Rav Chisda: um tijolo comum (com cerca de três tefachim de comprimento e largura) que está de pé, empinado verticalmente, no domínio público. Se alguém lança um objeto mole (como massa de figo ou barro) que se cola em sua face lateral, abaixo de dez tefachim de altura, é responsável — pois essa face é considerada parte do domínio público, já que todo o espaço aéreo abaixo de dez tefachim, ainda que não tenha quatro tefachim de largura naquele ponto exato, é tratado como domínio público quando o objeto fica preso a uma superfície vertical e delimitada. Mas se o objeto pousa sobre o topo do tijolo — que, por ser estreito (menos de quatro tefachim de largura), é um "lugar isento" (nem domínio público nem privado) —, quem o lançou é isento de responsabilidade.
"Tijolo" — (um) tijolo comum, seu comprimento e largura (são de) três (tefachim), e sua espessura não tem medida fixa; há deles espessos, e há deles finos.
"E se colou em sua face" — como (uma bola de) figo prensado gorduroso, ou barro.
"Responsável" — se lançou quatro amot, pois (o objeto) é como se estivesse depositado no domínio público, já que tudo abaixo de dez (tefachim é) domínio público, contanto que pouse abaixo de três (tefachim, onde é) como o próprio chão, ou no ar, como neste caso, em que se colou na parede; e conforme dizemos na Mishná mais adiante: quem lança quatro amot (e o objeto pousa) na parede, abaixo de dez tefachim, é como quem lança na terra, e é responsável. E quando (a Guemará) diz que abaixo de dez, (mas apenas) numa largura de quatro (tefachim, é) carmelit, e quando não tem largura de quatro (tefachim, é) lugar isento — isso se refere a um uso definido, como o topo de um tijolo ou a ponta de uma coluna; mas as laterais, nesse caso, onde a multidão não pisa, são domínio público, conforme se ensina: lançou e pousou na parede, abaixo de dez, é como quem lança na terra, e é responsável.
"Sobre seu topo, isento" — conforme Abaie e Rava estabelecem (a lei), quando (o tijolo) tem três (tefachim) de altura, pois a multidão não pisa ali, sendo (seu topo) um lugar à parte.
Abaie e Rava, que disseram ambos: e (isso é dito) contanto que (o tijolo) tenha três (tefachim) de altura, pois a multidão não o pisa. Mas (quanto a) espinhos e cardos, (o topo é lugar isento) ainda que não tenham três (tefachim de altura, pois a multidão evita pisá-los mesmo baixos). E Chiya bar Rav disse: mesmo (quanto a) espinhos e cardos (isso é verdade), mas (quanto a) excremento, não. E Rav Ashi disse: mesmo (quanto a) excremento (o topo é lugar isento).
Abaie e Rava qualificam a lei de Rav Chisda: o topo do tijolo só é considerado "lugar isento" (para onde pousar um objeto lançado não gera responsabilidade) se ele tiver ao menos três tefachim de altura — pois só então a multidão evita pisá-lo, tratando-o como um espaço à parte, distinto do chão do domínio público. Mas quanto a espinhos e cardos espalhados na via pública, mesmo que tenham menos de três tefachim de altura, seu topo já é considerado lugar isento, pois a multidão os evita por dor e desconforto, independentemente da altura. Chiya bar Rav estende ainda essa leniência: mesmo espinhos e cardos baixos contam como lugar isento, mas o excremento (que não fere ao ser pisado) não recebe esse tratamento especial mesmo que baixo — a multidão o pisaria sem hesitar. Rav Ashi, na opinião mais abrangente, sustenta que até o excremento, uma vez que a multidão evita pisá-lo por nojo, tem seu topo tratado como lugar isento.
"Espinhos" — (em francês antigo) dorça'i.
"Cardos" — (em francês antigo) iglatir.
"Ainda que não tenha três (tefachim de altura)" — é lugar isento por si só, pois a multidão não pisa sobre eles, para não se ferir.
"Mesmo espinhos e cardos" — que (as pessoas) pisam sobre eles com suas sandálias; mas (quanto a) excremento, ainda que não seja alto, não pisam sobre ele; e Rav Ashi disse: mesmo (quanto a) excremento.
Disse Rabá de Bei Rav Sheila: quando veio Rav Dimi, disse (em nome de) Rabi Yochanan: a carmelit não é menor que quatro (tefachim de largura). E disse Rav Sheshet: e (seu status) se mantém até dez (tefachim de altura). O que (significa) "e se mantém até dez"? Se dirias que, se há uma divisória (de) dez (tefachim, é então) que é carmelit, e se não (há), não é carmelit — e não é assim? Mas não disse Rav Gidel, (em nome de) Rav Chiya bar Yosef, (em nome de) Rav: uma casa que não tem dez (tefachim de altura) em seu interior, e seu teto a completa para dez — sobre seu telhado, é permitido carregar em todo ele; em seu interior, não se carrega senão quatro amot!
Novos ensinamentos sobre as dimensões mínimas e máximas da carmelit. Rabi Yochanan estabelece que um espaço só é classificado como carmelit se tiver ao menos quatro tefachim de largura (abaixo disso, é "lugar isento", sem nenhum dos quatro domínios plenos). Rav Sheshet acrescenta que essa classificação "se mantém até dez tefachim de altura" — mas a Guemará questiona o sentido exato dessa frase: se significasse que só é carmelit quando há uma divisória de dez tefachim (e sem ela não seria carmelit), isso contradiria o ensinamento de Rav (transmitido por Rav Gidel e Rav Chiya bar Yosef) sobre uma casa cujo interior tem menos de dez tefachim de altura, mas cujo teto (a espessura da própria estrutura do telhado) completa a medida para dez — nesse caso, é permitido carregar livremente em todo o telhado (por ser domínio privado, alcançando dez tefachim de altura total), mas dentro da casa só se pode carregar em quatro amot, como se fosse carmelit, mesmo sem qualquer "divisória de dez tefachim" adicional.
Esta é a versão correta: "a carmelit não é menor que quatro" — (de) largura; e se não (tem essa largura), é lugar isento, e é permitido, de início, transportar dali para o domínio público e para o domínio privado.
"E se mantém" — em altura, até dez; e adiante (a Guemará) a explica.
"Se dirias que, se há uma divisória (de) dez" etc. — como um campo aberto cercado por uma parede, que é maior que dois se'ah, e não foi cercado para (fins de) moradia.
"E seu teto a completa" — (refere-se à) espessura de seu teto.
Mas o que (significa então) "e se mantém até dez"? Que até dez (tefachim de altura) é que é carmelit; acima de dez tefachim, não é carmelit. E (isso é) como aquilo que disse Shmuel a Rav Yehudá: (meu) agudo (aluno), não te ocupes com assuntos do Shabat acima de dez (tefachim). Para qual (propósito) legal (disse isso)? Se dirias que (o sentido é) que não há domínio privado acima de dez (tefachim) — mas não disse Rav Chisda: (quem) fincou uma cana no domínio privado, e (alguém) lançou (um objeto do domínio público) e (este) pousou sobre seu topo, mesmo (que a cana seja) alta cem amot — (o que lançou) é responsável, porque o domínio privado se eleva até o céu!
A Guemará corrige a leitura anterior: a frase de Rav Sheshet significa que a classificação de carmelit se aplica apenas até dez tefachim de altura — acima disso, o espaço aéreo deixa de ser carmelit (tornando-se um espaço neutro, sem estatuto de domínio, semelhante ao espaço acima de dez tefachim no domínio público). Isso é comparado ao ensinamento de Shmuel ao seu aluno Rav Yehudá, de não se preocupar com leis do Shabat referentes ao espaço acima de dez tefachim — indicando que ali as regras usuais de domínio não se aplicam da mesma forma. Mas a Guemará pergunta a que exatamente essa advertência se refere: não pode significar que não há domínio privado acima de dez tefachim, pois Rav Chisda ensina o oposto — uma cana fincada no domínio privado, ainda que suba a cem amot de altura, continua sendo domínio privado em toda sua extensão, pois o domínio privado, ao contrário do público e da carmelit, se estende indefinidamente para cima, "até o céu". O daf termina com essa distinção em aberto, preparando o terreno para a continuação em 7b.
"Até dez é que é carmelit" — o ar de um campo aberto, ou do mar, ou de um karpef maior que dois se'ah, mantém seu nome (de carmelit) até dez (tefachim); mas acima de dez, não há nome de carmelit sobre seu ar, em algo que não é definido, como a face de um tijolo ou a face de uma parede; ou (se alguém) apanhou (um objeto) do ar acima de dez, é permitido, de início, transportar dali para o domínio privado e para o domínio público, pois não há nome de carmelit sobre ele, do mesmo modo que o ar acima de dez no domínio público não é domínio público.
"Se dirias que não há domínio privado" — que domine no pátio, no ar acima de dez, mas (que ali) seja lugar isento, e (que esse ar) se anule também em relação ao domínio público.
"Fincou uma cana" — normalmente (a cana) não tem quatro (tefachim) de largura.
"E lançou" — do domínio público, e (o objeto) pousou sobre seu topo.
"É responsável" — (o objeto é considerado) como se estivesse depositado sobre o chão, pois não se exige, no domínio privado, que a deposição ocorra sobre um lugar de quatro (tefachim), conforme se explica adiante nesta sugiá. "Até o céu" — todo o ar que corresponde ao domínio privado, seja o ar de um pátio, seja o ar de uma coluna no domínio público que tem dez (tefachim) de altura e quatro de largura — o nome de domínio privado recai sobre ele, correspondentemente, até o céu.