Talmud Yerushalmi · Massechet Demai · Perek Bet · Halachá 2
דְּמַאי

O que aceita sobre si ser confiável (neemán) dizima o que come, o que vende e o que compra, e não se hospeda com um am ha'aretz

Perek Bet, Halachá 2 — segunda halachá do segundo perek de Massechet Demai no Talmud Yerushalmi

Esta halachá abre uma nova Mishná, deslocando o eixo temático do Perek Bet da extensão geográfica da obrigação (tratada em 2:1) para a condição de confiabilidade (neemanut) daquele que aceita sobre si observar corretamente os dízimos. A Mishná ensina que tal pessoa dizima o que come, o que vende e o que compra, e não se hospeda com um am ha'aretz; Rabi Yehudá discorda quanto a este último ponto, e os sábios replicam que quem não é confiável quanto a si mesmo não pode ser confiável quanto ao de outros. A guemará reconcilia as cláusulas aparentemente redundantes da Mishná com uma baraita paralela, traz o costume antigo dos donos de casa de se hospedarem uns com os outros tratando seus produtos como corrigidos ao entrarem em suas casas, e discute longamente a disputa entre Rabi Yona e Rabi Yossei sobre se os chaverim (companheiros, observantes rigorosos) são suspeitos de comer produto não corrigido ou de servi-lo a outros, com o apoio dos sábios à posição de Rabi Yossei através da distinção entre o início e o fim da vida do chaver. Fecha com a distinção entre confiança perante um indivíduo e perante o público, o episódio de Rabi Zeira e Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, as regras sobre casais em que um cônjuge é confiável e o outro não, e as condições sob as quais um chaver pode servir numa festa de am ha'aretz, com o que isso estabelece como presunção (chazaká) para fins de dízimo.

A Mishná · מַתְנִיתִין

הַמְקַבֵּל עָלָיו לִהְיוֹת נֶאֱמָן מְעַשֵּׂר אֶת שֶׁהוּא אוֹכֵל וְאֶת שֶׁהוּא מוֹכֵר וְאֶת שֶׁהוּא לוֹקֵחַ וְאֵינוֹ מִתְאָרֵחַ אֶצֶל עַם הָאָרֶץ. רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר הַמִּתְאָרֵחַ אֶצֶל עַם הָאָרֶץ נֶאֱמָן. אָמְרוּ לוֹ עַל עַצְמוֹ אֵינוֹ נֶאֱמָן כֵּיצַד יְהֵא נֶאֱמָן עַל שֶׁל אֲחֵרִים.

Mishná: Aquele que aceita sobre si ser confiável (neemán, quanto à observância rigorosa dos dízimos) dizima o que ele come, e o que ele vende, e o que ele compra, e não se hospeda com um am ha'aretz (pessoa comum, não confiável quanto às leis de dízimo e pureza — pois hospedar-se com ele arrisca comer de seu produto não corrigido). Rabi Yehudá diz: aquele que se hospeda com um am ha'aretz é ainda assim confiável (pois presume-se que, sendo cuidadoso, ele mesmo dizimaria o que comesse ali). Disseram-lhe os sábios, em réplica: sobre si mesmo ele não é confiável (uma vez que se hospeda com quem não é confiável, arrisca comer sem dizimar) — como seria ele confiável sobre o produto de outros?

A Halachá · הֲלָכָה ב

01Reconciliando as cláusulas da Mishná com a baraita paralela: "o que come" e "o que compra para comer"; "o que vende" e "o que compra para vender"
Yerushalmi · Demai 2:2
מַה שֶׁהוּא לוֹקֵחַ עַל מְנָת לֶאֱכוֹל. וְהָא תַנֵּינָן אֶת שֶׁהוּא אוֹכֵל. אֶלָּא אֶת שֶׁהוּא לוֹקֵחַ עַל מְנָת לִמְכּוֹר. וְהָתַנֵּינָן אֶת שֶׁהוּא מוֹכֵר אֶלָּא אֶת שֶׁהוּא לוֹקֵחַ עַל מְנָת לִמְכּוֹר אֶת שֶׁהוּא מוֹכֵר מִפֵּירוֹת מִכְנָסוֹ.

Halachá: A Mishná quis dizer, com "o que ele compra": o que ele compra a fim de comer. Mas não ensinamos já na própria Mishná "o que ele come" — por que repetir? Antes, a cláusula "o que ele compra" deve referir-se a o que ele compra a fim de vender. Mas não ensinamos já "o que ele vende" — por que repetir? Antes, o que ele compra a fim de vender é diferente do que ele vende dos frutos de sua própria colheita (a Mishná trata de dois casos distintos: o produto que ele mesmo produziu e vende, e o produto que ele compra de outros com a intenção de revendê-lo — ambos exigem dízimo separado por sua parte).

02Rabi Yehudá: os donos de casa nunca deixaram de se hospedar uns com os outros, mas tratavam seus produtos como corrigidos ao entrar em suas casas
Yerushalmi · Demai 2:2
תַּנִּי אָמַר רִבִּי יוּדָה מִימֵיהֶן שֶׁל בַּעֲלֵי בַּתִּים לֹא נִמְנְעוּ לִהְיוֹת מִתְאָרְחִין אֶצֶל בַּעֲלֵי בַּתִּים חֲבֵירֵיהֶם. אַף עַל פִּי כֵּן נוֹהֲגִין הָיוּ בְּפֵירוֹתֵיהֶן מְתוּקָּנִין לְתוֹךְ בָּתֵּיהֶן.

Foi ensinado: disse Rabi Yehudá: desde sempre os donos de casa (baalei batim, proprietários confiáveis) nunca deixaram de se hospedar uns com os outros, seus colegas (mesmo sabendo que hospedar-se com quem não é totalmente confiável poderia levantar dúvida). Ainda assim, costumavam tratar seus frutos como corrigidos ao trazê-los para dentro de suas casas (isto é, cada um cuidava de dizimar o próprio produto antes de servi-lo aos hóspedes, o que tornava seguro hospedar-se mutuamente, apoiando a posição de Rabi Yehudá na Mishná).

03A disputa entre Rabi Yona e Rabi Yossei: os chaverim são suspeitos de comer produto não corrigido, ou de dar de comer a outros?
Yerushalmi · Demai 2:2
אָמַר רִבִּי יוֹנָה חֲבֵירִין אֵינָן חֲשׁוּדִין לֹא לֶאֱכוֹל וְלֹא לְהַאֲכִיל. רִבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר חֲבֵירִין חֲשׁוּדִין לֶאֱכֹל וְאֵינָן חֲשׁוּדִין לְהַאֲכִיל. מַתְנִיתָא פְלִיגָא עַל רִבִּי יוֹסֵי. אָמְרוּ לוֹ עַל עַצְמוֹ אֵינוֹ נֶאֱמָן כֵּיצַד יְהֵא נֶאֱמָן עַל שֶׁל אֲחֵרִים.

Disse Rabi Yona: os chaverim (companheiros, observantes rigorosos de pureza e dízimo) não são suspeitos nem de comer produto não corrigido, nem de dar de comer a outros produto não corrigido. Rabi Yossei diz: os chaverim são suspeitos de comer produto não corrigido, por relaxamento pessoal, mas não são suspeitos de dar de comer a outros, pois isso envolveria desonestidade perante o próximo. Uma baraita discorda de Rabi Yossei: disseram-lhe a Rabi Yehudá, na Mishná: sobre si mesmo ele não é confiável — como seria ele confiável sobre o produto de outros? (isto mostra que a suspeita de comer sem dizimar já basta para desqualificar a confiança quanto a servir a outros, contrariamente à distinção de Rabi Yossei).

04As palavras dos rabinos apoiam Rabi Yossei: a distinção entre o início e o fim da vida do chaver, segundo Rabi Chanina e Rabi Yassa em nome de Rabi Yochanan
Yerushalmi · Demai 2:2
מִילֵּיהוֹן דְּרַבָּנִין מְסַיְיעִין עַל רִבִּי יוֹסֵי. דְּאָמַר רִבִּי חֲנִינָא רִבִּי יָסָא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן לֹא אָמַר רִבִּי יוּדָה אֶלָּא בְסוֹף אֲבָל בִּתְחִילָּה אוּף רִבִּי יוּדָה מוֹדֵי. אִין תֵימַר חֲבֵירִים אֵין חֲשׁוּדִין לֹא לוֹכַל וְלֹא לְהַאֲכִיל מַה בֵּין בִּתְחִילָּה מַה בֵּין בְּסוֹף. דְּתַנִּי הַמְקַבֵּל עָלָיו לִהְיוֹת נֶאֱמָן חוּץ מִדָּבָר אֶחָד אֵין מְקַבְּלִין אוֹתוֹ הֶחָשׁוּד עַל דָּבָר אֶחָד חָשׁוּד הוּא עַל הַכֹּל. רִבִּי יוּדָה אוֹמֵר אֵינוֹ חָשׁוּד אֶלָּא עַל אוֹתוֹ דָבָר בִּלְבַד.

As palavras dos rabinos apoiam Rabi Yossei. Pois disse Rabi Chanina, Rabi Yassa em nome de Rabi Yochanan: Rabi Yehudá na Mishná só falou a respeito de quem já é chaver no fim (isto é, depois de já ter aceitado sobre si a confiabilidade — nesse caso ele não é mais suspeito nem de comer nem de dar de comer, e por isso a Mishná lhe nega apenas o caso do hóspede); mas no início (antes de aceitar formalmente sobre si a confiabilidade), mesmo Rabi Yehudá concorda que ele é suspeito, tanto de comer quanto de dar de comer. Se disseres que os chaverim não são suspeitos nem de comer nem de dar de comer (a posição de Rabi Yona), que diferença haveria entre o início e o fim? Há sim diferença, pois foi ensinado: aquele que aceita sobre si ser confiável, exceto quanto a uma única coisa (isto é, com uma ressalva), não o aceitam como confiável — aquele suspeito quanto a uma coisa é suspeito quanto a tudo. Rabi Yehudá diz: ele não é suspeito senão quanto àquela coisa somente (mostrando que, antes da aceitação plena, mesmo Rabi Yehudá trata a suspeita como real e específica — o que só faz sentido segundo a leitura de Rabi Yossei, de que a suspeita de fato existe no início).

05O confiável em purezas é confiável em dízimos; a distinção entre confiança perante um indivíduo e perante o público; o caso de Rabi Zeira e Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak
Yerushalmi · Demai 2:2
תַּנִּי הַנֶּאֱמָן עַל הַטָּהֳרוֹת נֶאֱמָן עַל הַמַּעְשְׂרוֹת. תַּנִּיתָהּ רִבִּי יַנַּאי בֵּי רִבִּי יִשְׁמָעֵאל וְאָמַר טַעְמָא. הָדָא דְּתֵימַר בְּמִתְאָרֵחַ אֶצְלוֹ אֲבָל בְּרַבִּים אֵינוֹ נֶאֱמָן עַד שֶׁיְּקַבֵּל עָלָיו בְּרַבִּים. רִבִּי אַמִּי בְשֵׁם רִבִּי יַנַּאי אֲפִילוּ אֲנִי אֵינִי נֶאֱמָן עַד שֶׁנְּקַבֵּל עָלָיו בְּרַבִּים. רִבִּי זְעִירָא רִבִּי יָסָא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן אֲפִילוּ חָבֵר שֶׁשָּׁלַח לְחָבֵר צָרִיךְ לְעַשֵּׂר. רִבִּי זְעִירָא בְּעָא קוֹמֵי רִבִּי יָסָא כְּגוֹן אֲנִי לְרִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק וְרִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק לִי. אָמַר לֵיהּ מַה אַתְּ בְּעֵי מֵרִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק דְּכָל מַה דְּהוּא אֹכֶל מִן שׁוּקָא הוּא אֹכֶל.

Foi ensinado: aquele que é confiável quanto às purezas é confiável quanto aos dízimos. Rabi Yanai de Bei Rabi Yishmael ensinou-a (esta baraita) e disse a razão: isto se diz quando alguém se hospeda junto a ele individualmente; mas perante o público ele não é confiável, a menos que aceite sobre si a confiabilidade também perante o público (a aceitação individual não basta para estabelecer confiança geral e pública). Rabi Ami em nome de Rabi Yanai: mesmo eu não sou confiável perante o público, a menos que as pessoas aceitem sobre ele minha confiabilidade perante muitos (isto é, a menos que essa aceitação seja pública e coletiva, mesmo uma autoridade reconhecida como Rabi Yanai não teria automaticamente confiança geral). Rabi Zeira, Rabi Yassa em nome de Rabi Yochanan: mesmo um chaver que envia produto a outro chaver precisa dizimá-lo (a confiança mútua entre chaverim não dispensa a separação do dízimo antes do envio). Rabi Zeira perguntou diante de Rabi Yassa: e no meu caso, por exemplo, se eu enviasse produto a Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, e Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak enviasse a mim (precisaríamos dizimar mesmo entre nós dois)? Disse-lhe: o que precisas tu perguntar a respeito de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, visto que tudo o que ele come, ele come até mesmo produto comprado do mercado (sem qualquer preocupação adicional, por confiar plenamente na correção alheia — de modo que a pergunta de Rabi Zeira não se aplicaria a um caso como o dele)?

06Marido e mulher com confiabilidade desigual: hospedar-se e comprar quando um dos dois não é confiável
Yerushalmi · Demai 2:2
הוּא נֶאֱמָן וְאִשְׁתּוֹ אֵינָהּ נֶאֱמָנֶת לוֹקְחִין מִמֶּנּוּ וְאֵין מִתְאָרְחִין אֶצְלוֹ. אֲבָל אָמְרוּ הֲרֵי הוּא כְדָר עִם הַנָּחָשׁ בִּכְפִיפָה. אִשְׁתּוֹ נֶאֱמָנֶת וְהוּא אֵינוֹ נֶאֱמָן מִתְאָרְחִין אֶצְלוֹ וְאֵין לוֹקְחִין מִמֶּנּוּ אֲבָל אָמְרוּ תָבוֹא מְאֵירָה לְמִי שֶׁאִשְׁתּוֹ נֶאֱמָנֶת וְהוּא אֵינוֹ נֶאֱמָן.

Se ele é confiável e sua esposa não é confiável: compram produto dele (pois presume-se que ele mesmo dizima o que vende), mas não se hospedam junto a ele (por receio de que a esposa sirva algo que ela mesma preparou ou manuseou sem o devido cuidado). Mas disseram a respeito dele: eis que ele é como quem mora com uma cobra na mesma cesta (convivendo permanentemente com o risco introduzido pela esposa não confiável). Se sua esposa é confiável e ele não é confiável: hospedam-se junto a ele (pois presume-se que é ela quem prepara e cuida da comida servida em casa), mas não compram produto dele (pois o que ele vende de suas próprias transações pode não ter sido dizimado). Mas disseram: venha maldição sobre aquele cuja esposa é confiável e ele não é confiável (uma reprovação a tal homem, por depender da esposa para manter algo que ele próprio deveria observar).

07O chaver não deve servir em festa de am ha'aretz salvo se tudo estiver corrigido; o que isso estabelece como chazaká para dízimos
Yerushalmi · Demai 2:2
תַּנִּי לֹא יְשַׁמֵּשׁ חָבֵר בְּמִשְׁתֶּה עַם הָאָרֶץ וְלֹא בִסְעוּדַת עַם הָאָרֶץ אֶלָּא אִם כֵּן הָיָה הַכֹּל מְתוּקָּן וּמְעוּשָּׂר מִתַּחַת יָדוֹ וַאֲפִילוּ מֵינֶיקֶת שֶׁל יַיִן. וְאִם שִׁימֵּשׁ חָבֵר בְּמִשְׁתֶּה עַם הָאָרֶץ וּבִסְעוּדַת עַם הָאָרֶץ הֲרֵי זוּ חֲזָקָה לְמַעְשְׂרוֹת. רָאוּ אוֹתוֹ מֵיסַב אֵינָהּ חֲזָקָה אֲנִי אוֹמֵר עַל הַתְּנָאִין שֶׁבְּלִבּוֹ הוּא מֵיסַב. בְּנוֹ מֵיסַב אֶצְלוֹ צָרִיךְ לְעַשֵּׂר עַל יָדָיו. חֲבֵירוֹ אֵינוֹ צָרִיךְ לְעַשֵּׂר עַל יָדָיו.

Foi ensinado: o chaver não deve servir como assistente num banquete de am ha'aretz, nem numa refeição de am ha'aretz, a menos que tudo estivesse corrigido e dizimado sob suas próprias mãos (isto é, sob sua supervisão direta), e mesmo quanto à ama de leite que amamenta com vinho (um detalhe menor da refeição, que também deve estar sob seu controle). E se o chaver serviu num banquete de am ha'aretz e numa refeição de am ha'aretz sem essa condição, eis que isso é uma presunção (chazaká) quanto aos dízimos (isto é, presume-se que o próprio chaver relaxou sua observância, e sua confiabilidade fica em dúvida). Mas se apenas o viram reclinado à mesa, sem servir ativamente, isso não é presunção — pois eu digo que é sobre as condições que estão em seu coração (isto é, em silêncio, com a intenção de só comer o que ele mesmo verificou como corrigido) que ele se reclina. Se seu filho se reclina junto a ele na mesa de um am ha'aretz, o pai precisa dizimar por causa dele (pois o filho, sob a autoridade do pai, é como se fosse ele mesmo); mas se seu colega se reclina junto, o chaver não precisa dizimar por causa dele (pois o colega é responsável por si mesmo, e sua presença não implica falha de supervisão do anfitrião).

Nota

Esta segunda halachá do Perek Bet de Massechet Demai desloca o eixo temático da extensão geográfica (tratada em 2:1) para a condição de confiabilidade (neemanut). A nova Mishná ensina que quem aceita sobre si ser confiável dizima o que come, o que vende e o que compra, e não se hospeda com um am ha'aretz; Rabi Yehudá discorda quanto ao hóspede, e os sábios replicam que quem não é confiável sobre si mesmo não pode ser confiável sobre o de outros. A guemará reconcilia as cláusulas da Mishná com uma baraita paralela — distinguindo o que se compra para comer, o que se compra para vender e o que se vende da própria colheita — e traz o costume antigo dos donos de casa de se hospedarem mutuamente tratando seus produtos como corrigidos.

Discute então longamente a disputa entre Rabi Yona e Rabi Yossei sobre se os chaverim são suspeitos de comer produto não corrigido ou de servi-lo a outros, com uma baraita discordando de Rabi Yossei e as palavras dos rabinos, segundo Rabi Chanina e Rabi Yassa em nome de Rabi Yochanan, apoiando-o pela distinção entre o início e o fim da vida do chaver. Estabelece que o confiável em purezas é confiável em dízimos, mas distingue confiança perante um indivíduo de confiança perante o público, com as posições de Rabi Yanai e Rabi Ami, e traz o caso de Rabi Zeira perguntando a Rabi Yassa sobre o envio de produto entre chaverim, resolvido com referência à extrema confiabilidade de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak.

Fecha com as regras práticas sobre casais de confiabilidade desigual — quando se compra do marido mas não se hospeda em sua casa, ou se hospeda mas não se compra dele, conforme quem entre os dois é confiável — e com as condições sob as quais um chaver pode servir numa festa de am ha'aretz sem comprometer sua própria confiabilidade, incluindo a distinção entre servir ativamente e apenas estar reclinado à mesa, e entre a presença do próprio filho e a de um colega.