Massechet Demai está traduzida por inteiro — 7 perakim, 1:1 a 7:8.
Perek Alef · פֶּרֶק רִאשׁוֹן
Perek Alef. Trata do demai — produto de um am ha'aretz sob dúvida quanto aos dízimos — e lista os produtos isentos até dessa suspeita por presumível origem abandonada (hefker), com as diferenças regionais entre Judeia e Galileia. Discute também as branduras próprias do demai (sem quinto, sem bi'ur, permitido ao enlutado, resgate simplificado), o rigor extraordinário de Rabi Pinchas ben Yair quanto ao dízimo, e fecha com as regras de separação do demai na vida comunitária, como o erruv e o zimun.
Perek Bet · פֶּרֶק שֵׁנִי
Perek Bet. Aborda a extensão geográfica da obrigação de dizimar como demai (produtos de exportação e as fronteiras da obrigação em várias regiões), e depois desloca o eixo para a confiabilidade (neemanut): quem se compromete a ser confiável, as condições de chaverut e suas restrições em relação ao am ha'aretz. Fecha com as regras sobre quais comerciantes podem vender demai, conforme vendam em medida fina ou grossa — encerrando o Perek Bet do tratado.
Perek Guimel · פֶּרֶק שְׁלִישִׁי
Perek Guimel. Trata da assistência aos pobres e hóspedes com demai, e das regras para quem colhe, compra ou transporta produto antes de dizimar (folhas cortadas, frutos apanhados no caminho, cestos escolhidos no mercado). Discute também o estatuto do trigo e dos frutos levados ao moinho ou depositados com cuti, am ha'aretz ou gentio, e fecha com os casos da pousadeira e da sogra, suspeitas de trocar o produto que lhes é entregue — encerrando o Perek Guimel.
Perek Dalet · פֶּרֶק רְבִיעִי
Perek Dalet. Centra-se na confiabilidade em torno do Shabat: quem compra demai de vendedor não confiável pode, no primeiro Shabat, comer com base na palavra dele (ou de um convite jurado), mas depois deve dizimar de fato, com regras semelhantes para quem dá nome ao dízimo sem separá-lo. Trata ainda de a quem se pode confiar ao mandar comprar produto por intermédio de outro, e de como avaliar a confiabilidade de quem se encontra numa cidade desconhecida.
Perek Heh · פֶּרֶק חֲמִישִׁי
Perek Heh. Trata do procedimento para separar teruma do dízimo, dízimo e challá em conjunto — do pão comprado do padeiro à proporção geral (um em trinta e três e um terço) — e das regras específicas para cada tipo de vendedor: padeiro, pelater, manpol, pobre, siton e baal habait, quanto a misturar compras sucessivas no cálculo do dízimo. Fecha com os casos de produto de gentio, cuteu e Israel, o vaso perfurado equiparado à terra, e as regras finais de teruma sobre demai e produto certo.
Perek Vav · פֶּרֶק שִׁשִּׁי
Perek Vav. Trata dos regimes de trabalho da terra — meeiro, arrendatário ou sócio de Israel, gentio ou cuteu — e de a quem cabem os dízimos em cada arranjo, incluindo os casos de cohen e levi como meeiros ou sócios, e das azeitonas destinadas a óleo. Discute ainda a divisão de heranças e sociedades mistas (judeu e gentio, ou guer e gói) quanto a tevel, idolatria e produto dizimado, e fecha com o am ha'aretz que pede a um chaver que lhe compre verdura ou pão.
Perek Zayin · פֶּרֶק שְׁבִיעִי
Perek Zayin. Trata do problema de dizimar em Shabat por meio de condições prospectivas firmadas na véspera — aplicadas ao convidado que não confia no anfitrião, ao vinho misturado no copo, ao trabalhador que come figos do patrão e ao vinho comprado dos cutim. Discute também as fórmulas de declaração para quem tem tevel fora de casa, os cálculos exatos de proporção quando tevel se mistura a produto já dizimado, e fecha com o caso das fileiras de jarros de vinho, cujo dízimo se localiza por posição — encerrando o Perek Zayin e o tratado.