Talmud Yerushalmi · Massechet Peá · Perek Zayin · Halachá 5
פֵּאָה

A vinha de quarto ano: a disputa entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre o quinto, a remoção e os dons dos pobres

Perek Zayin, Halachá 5 — quinta halachá do sétimo perek de Massechet Peá no Talmud Yerushalmi

Esta quinta halachá do Perek Zayin traz uma nova Mishná sobre kerem revai (a vinha em seu quarto ano de plantio, cujo fruto deve ser levado a Jerusalém e ali consumido em festa, ou resgatado por dinheiro): Bet Shamai diz que ela não tem o acréscimo de um quinto nem a obrigação de remoção (como o segundo dízimo tem), mas Bet Hilel diz que tem; Bet Shamai diz que ela se sujeita a bago isolado e a rebusca, resgatados pelos próprios pobres, mas Bet Hilel diz que tudo vai ao lagar (sem dons aos pobres, por ser equiparada ao segundo dízimo). A guemará traz o ensinamento de Rebbi, que restringe a posição de Bet Shamai apenas ao ano sabático, seguido pela cadeia de perguntas sobre a santidade da vinha de quarto ano, sua proibição ao enlutado recente, sua obrigação de remoção e a possibilidade de resgatá-la ainda ligada ao solo; a versão paralela de Rabán Shimon ben Gamliel, que estende a mesma isenção de Bet Shamai a todos os anos do septênio; a pergunta de Rebbi Zeira a Rebbi Abahu sobre a fonte bíblica do resgate; o ensinamento de Rebbi Aivu bar Nagri sobre as duas resgatações distintas do dízimo e da vinha de quarto ano; a baraita sobre se o gentio tem vinha de quarto ano, com a extensão de Rebbi Elazar e a discussão sobre a Síria; as perguntas de Shemuel bar Abba e de Cheifa comparando o ano sabático e a Síria; o ensinamento de Rebbi Yossei bei Rebbi Yehudá em nome de Rebbi Elazar bei Rebbi Shimon sobre os catorze anos que Israel levou para conquistar e dividir a terra; a leitura de Rebbi Yossei Haglili, que une os frutos do quinto ano aos do quarto; e o fechamento com a pergunta de Rebbi Yirmeyá sobre a obrigação de dízimos, a prática popular relatada por Rebbi Zeira, e o debate final sobre a massa de segundo dízimo em Jerusalém e sua obrigação de chalá.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

כֶּרֶם רְבָעִי בֵּית שַׁמַּאי אוֹמֵר אֵין לוֹ חוֹמֶשׁ וְאֵין לוֹ בֵּיעוּר. וּבֵית הִלֵּל אוֹמֵר יֵשׁ לוֹ. בֵּית שַׁמַּאי אוֹמֵר יֵשׁ לוֹ פֶרֶט וְיֵשׁ לוֹ עוֹלֵלוֹת וַעֲנִיִים פּוֹדִין לְעַצְמָן. וּבֵית הִלֵּל אוֹמֵר כּוּלּוֹ לְגַת.

Mishná: A vinha de quarto ano (plantada há quatro anos; o fruto do quarto ano deve ser levado a Jerusalém e ali consumido em júbilo, ou resgatado por dinheiro que se leva a Jerusalém, sendo equiparado ao segundo dízimo)Bet Shamai diz: não tem o acréscimo de um quinto (se resgatada pelo próprio dono, ao contrário do segundo dízimo, que exige acrescentar um quinto ao valor do resgate), e não tem a obrigação de remoção (a exigência de retirar o produto de casa ao fim do terceiro e do sexto ano do septênio, como se faz com o segundo dízimo). Mas Bet Hilel diz: tem (o quinto e a remoção, tratando-a em tudo como o segundo dízimo). Bet Shamai diz: a vinha de quarto ano se sujeita a bago isolado e a rebusca (os dons devidos aos pobres na vindima, tal como qualquer outra vinha comum), e os pobres os resgatam para si mesmos (o próprio pobre resgata sua parte, pois se trata de fruto comum, apenas com a santidade adicional de precisar ser consumido em Jerusalém). Mas Bet Hilel diz: tudo vai ao lagar (nenhuma parte se separa para os pobres, pois, sendo equiparada ao segundo dízimo, que não se sujeita aos dons dos pobres, também a vinha de quarto ano não se sujeita).

A Halachá · הֲלָכָה ה

01Rebbi: Bet Shamai só isentou no ano sabático; nos demais anos, exige o quinto e a remoção
Yerushalmi · Peá 7:5
תַּנִּי רִבִּי אוֹמֵר לֹא אָמְרוּ בֵּית שַׁמַּאי אֶלָּא בִשְׁבִיעִית אֲבָל בִּשְׁאָר שְׁנֵי שָׁבוּעַ בֵּית שַׁמַּאי אוֹמְרִים יֵשׁ לוֹ חוֹמֶשׁ וְיֵשׁ לוֹ בִּיעוּר.

Foi ensinado: Rebbi diz: Bet Shamai não disse que a vinha de quarto ano carece do quinto e da remoção senão a respeito do ano sabático (o sétimo ano do septênio); mas nos demais anos do septênio, Bet Shamai diz: tem o acréscimo de um quinto e tem a obrigação de remoção.

02Segundo esse tanaíta, aprenderam a regra da vinha de quarto ano só a partir do segundo dízimo; sem segundo dízimo no ano sabático, não há vinha de quarto ano nele
Yerushalmi · Peá 7:5
עַל דַּעְתֵּיהּ דְּהָהֵן תַּנָּיָיה לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי בִשְׁבִיעִית. וְדִכְוָותָהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי בִשְׁבִיעִית.

Segundo a opinião (de Rebbi, refletindo) esse tanaíta (Bet Shamai): eles (Bet Shamai) não aprenderam as regras de plantação de quarto ano (o termo bíblico para o mesmo instituto) senão a partir do segundo dízimo (por comparação verbal ou analogia), do mesmo modo que dizes: não há segundo dízimo no ano sabático (pois, não havendo propriedade privada sobre o produto agrícola no ano sabático, também não há a instituição do segundo dízimo, que pressupõe posse privada). Assim também, do mesmo modo, não há plantação de quarto ano no ano sabático.

03A cadeia de perguntas: se não é comparável ao segundo dízimo, de onde vem sua santidade, sua proibição ao enlutado, sua remoção e seu resgate ainda ligada ao solo?
Yerushalmi · Peá 7:5
מֵעַתָּה אַל יְהִי לוֹ קְדוּשָׁה וּקְדוּשָׁתוֹ מֵאֵילָיו לָמְדוּ. קוֹדֶשׁ הִילּוּלִים. הֲרֵי הוּא כְקוֹדֶשׁ שֶׁקּוֹרִין עָלָיו. וִיְהֵא מוּתָּר לְאוֹנֵן. תַּנִּי מַגִּיד שֶׁהוּא אָסוּר לְאוֹנֵן. וִיְהֵא חַיָיב בְּבֵיעוּר. בְּגִין דְּרִבִּי שִׁמְעוֹן פּוֹטֵר מִן הַבֵּיעוּר. וְיִפָּדֶה בִּמְחוּבָּר לְקַרְקַע.

Se assim é (se, no ano sabático, a plantação de quarto ano se equipara ao segundo dízimo apenas por analogia, e não há segundo dízimo nesse ano), que ela (a plantação de quarto ano) não tenha santidade alguma (pois lhe faltaria a fonte que lhe dá santidade)! Mas a sua santidade se aprende por si mesma (de um versículo próprio, independente da comparação com o segundo dízimo): está escrito "santo para louvores" (Levítico 19:24) — eis que ele é como o santo fruto sobre o qual se recitam louvores (equiparado aos primeiros frutos, sobre os quais se proclama a declaração de Deuteronômio 26). E se assim, seria permitido ao enlutado recente (aquele entre a morte de um parente próximo e o sepultamento, a quem é proibido todo alimento consagrado)? Foi ensinado: o próprio versículo declara que a plantação de quarto ano é proibida ao enlutado recente. E se assim, teria ela a obrigação de remoção? Não, pois Rebbi Shimon a isenta da remoção (no caso paralelo dos primeiros frutos, na Mishná de Bikurim, e por analogia também aqui). E poderia ser resgatada ainda ligada ao solo (antes de ser colhida)?

04A versão de Rabán Shimon ben Gamliel: Bet Shamai isenta em todos os anos do septênio, não só no ano sabático
Yerushalmi · Peá 7:5
תַּנִּי רַבָּן שִׁמְעוֹן בֶּן גַּמְלִיאֵל אֶחָד שְׁבִיעִית וְאֶחָד שְׁאָר שְׁנֵי שָׁבוּעַ בֵּית שַׁמַּאי אוֹמְרִים אֵין לוֹ חוֹמֶשׁ וְאֵין לוֹ בֵּיעוּר. עַל דַּעְתֵּיהּ דְּהָדֵין תַּנָּיָיה לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כָּל עִיקָּר.

Foi ensinado: Rabán Shimon ben Gamliel diz: tanto no ano sabático quanto nos demais anos do septênio, Bet Shamai diz: não tem o acréscimo de um quinto e não tem a obrigação de remoção (estendendo a isenção a todo o ciclo, e não apenas ao ano sabático). Segundo a opinião (refletida por essa versão d)esse tanaíta, eles (Bet Shamai) não aprenderam as regras de plantação de quarto ano a partir do segundo dízimo de modo algum (ou seja, não há qualquer comparação entre os dois institutos, o que explica por que a isenção vale em todos os anos, e não apenas quando falta o segundo dízimo).

05A mesma cadeia de perguntas se repete sobre a versão de Rabán Shimon ben Gamliel
Yerushalmi · Peá 7:5
מֵעַתָּה אַל יְהִי לוֹ קְדוּשָׁה וּקְדוּשָׁתוֹ מֵאֵילָיו לָמְדוּ. קוֹדֶשׁ הִילּוּלִים. הֲרֵי הוּא כְקוֹדֶשׁ שֶׁקּוֹרִין עָלָיו אֶת הַהַלֵּל. וִיְהֵא מוּתָּר לְאוֹנֵן. תַּנִּי מַגִּיד שֶׁהוּא אָסוּר לְאוֹנֵן. וִיְהֵא חַיָיב בְּבֵיעוּר. בְּגִין דְּרִבִּי שִׁמְעוֹן פּוֹטֵר בְּבֵיעוּר. וְיִפָּדֶה בִּמְחוּבָּר לְקַרְקַע.

Se assim é, que ela (a plantação de quarto ano) não tenha santidade alguma! Mas a sua santidade se aprende por si mesma: está escrito "santo para louvores" — eis que ele é como o santo fruto sobre o qual se recita o Halel (a mesma comparação aos primeiros frutos, aqui com a menção explícita do Halel recitado sobre eles). E se assim, seria permitido ao enlutado recente? Foi ensinado: o próprio versículo declara que é proibida ao enlutado recente. E se assim, teria ela a obrigação de remoção? Não, pois Rebbi Shimon a isenta da remoção. E poderia ser resgatada ainda ligada ao solo?

06A pergunta de Rebbi Zeira a Rebbi Abahu: de onde se aprende que a vinha de quarto ano precisa de resgate?
Yerushalmi · Peá 7:5
רִבִּי זְעִירָה בְּעִי קוֹמֵי רִבִּי אַבָּהוּ מְנַיִין שֶׁהוּא טָעוּן חִילּוּל קוֹדֶשׁ הִילּוּלִים קוֹדֶשׁ חִילּוּלִים לָא מִתְמַנְעִין רַבָּנִין בֵּין הֵ״י לְחֵי״ת.

Rebbi Zeira perguntou diante de Rebbi Abahu: de onde se aprende que ela (a vinha de quarto ano) precisa de resgate (quando não pode ser fisicamente levada a Jerusalém)? Respondeu-lhe: está escrito "santo para louvores" (kodesh hilulim)leia-se "santo para resgates" (kodesh chilulim, trocando a letra hê pela letra chet); os sábios não se abstêm de trocar entre a letra hê e a letra chet (por serem foneticamente próximas, permitindo essa leitura homilética alternativa da mesma palavra).

07Rebbi Aivu bar Nagri: há dois resgates distintos, um para o segundo dízimo e outro para a vinha de quarto ano
Yerushalmi · Peá 7:5
תַּנִּי רִבִּי אַיְיבוּ בַּר נַגַּרִי קוֹמֵי רִבִּי לָא דְּרִבִּי יִשְׁמָעֵאל אִם גָּאֹל יִגְאַל אִישׁ מִמַּעַשְׂרוֹ חֲמשִּׁיתוֹ יוֹסֵף עָלָיו. פְּרָט לְנֶטַע רְבָעִי שֶׁאֵין חַיָיבִין עָלָיו חוֹמֶשׁ. וְחָזַר וְתַנָּא קוֹמוֹי שְׁתֵּי גְאוּלּוֹת הֵן אַחַת לְמַעֲשֵׂר שֵׁנִי וְאַחַת לְנֶטַע רְבָעִי.

Ensinou Rebbi Aivu bar Nagri diante de Rebbi La, seguindo a leitura de Rebbi Ishmael sobre o versículo (Levítico 27:31): "Se um homem resgatar parte do seu dízimo, acrescentará a ele o seu quinto" — isso exclui a plantação de quarto ano, de modo que não ficam obrigados quanto a ela a acrescentar um quinto (o versículo fala apenas do segundo dízimo propriamente dito). E ele voltou e ensinou diante dele: há dois tipos de resgate: um para o segundo dízimo e um para a plantação de quarto ano (distintos entre si, um seguindo a opinião de Rebbi, o outro a de Rabán Shimon ben Gamliel).

08A baraita: Rebbi Yehudá diz que não há vinha de quarto ano para o gentio; os sábios dizem que há
Yerushalmi · Peá 7:5
תַּמָּן תַּנֵּינָן רִבִּי יוּדָה אוֹמֵר אֵין לְנָכְרִי כֶּרֶם רְבָעִי. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים יֵשׁ לוֹ. אָמַר רִבִּי לָעְזָר כֵּינִי מַתְנִיתָא אֵין לְנָכְרִי כֶּרֶם רְבָעִי כָּל עִיקָּר.

Ali (noutra Mishná, em Terumot 3:9) foi ensinado: Rebbi Yehudá diz: não há para o gentio vinha de quarto ano (mesmo que o gentio, voluntariamente, quisesse tratar seu fruto segundo essas regras, elas não se aplicariam). Mas os sábios dizem: há (se o gentio quiser observar a lei por conta própria, ela se aplica). Disse Rebbi Elazar: assim deve ser lida a Mishná: não há para o gentio vinha de quarto ano de modo algum (reforçando a leitura de Rebbi Yehudá, sem exceção).

09Rebbi Bibi em nome de Rebbi Elazar: segundo Rebbi, a posição de Rebbi Yehudá equivale à de Bet Shamai
Yerushalmi · Peá 7:5
רִבִּי בִּיבִּי אָמַר קוֹמֵי רִבִּי זְעִירָא בְּשֵׁם רִבִּי לָעְזָר אַתְיָא דְּרִבִּי יוֹדָה כְּבֵית שַׁמַּאי עַל דַּעְתֵּיהּ דְּרִבִּי כְּמַה דְּבֵית שַׁמַּאי אָמַר לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי בִשְׁבִיעִית. וְדִכְוָותֵיהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי בִשְׁבִיעִית. כֵּן רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְּתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי בְּסוּרִיָּא וְדִכְוָותֵיהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי בְּסוּרִיָּא.

Disse Rebbi Bibi diante de Rebbi Zeira, em nome de Rebbi Elazar: a posição de Rebbi Yehudá se equipara à de Bet Shamai. Segundo a opinião de Rebbi: do mesmo modo que Bet Shamai disse que não aprenderam as regras da plantação de quarto ano senão a partir do segundo dízimo, do mesmo modo como dizes que não há segundo dízimo no ano sabático, e assim, do mesmo modo, não há plantação de quarto ano no ano sabático — assim Rebbi Yehudá disse que não aprenderam as regras da plantação de quarto ano senão a partir do segundo dízimo, do mesmo modo como dizes que não há segundo dízimo na Síria (território de status intermediário, cf. o comentário abaixo), e assim, do mesmo modo, não há plantação de quarto ano na Síria.

10A objeção de Rebbi Zeira: Bet Shamai só negou o quinto e a remoção, não a lei toda
Yerushalmi · Peá 7:5
אָמַר לֵיהּ חֲמִי מַה אָמַר לֹא אָמַר אֵין לוֹ חוֹמֶשׁ וְאֵין לוֹ בֵּיעוּר הָא שְׁאָר כָּל הַדְּבָרִים יֵשׁ לוֹ. רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר אֵין לְנָכְרִי כֶּרֶם רְבָעִי בְסוּרִיָּא.

Disse-lhe (Rebbi Zeira a Rebbi Bibi): olha o que ele (Bet Shamai) disse! Ele não disse que a vinha de quarto ano carece de tudo, mas apenas: não tem o acréscimo de um quinto e não tem a obrigação de remoção; eis que quanto a todas as demais coisas, ela tem (a comparação de Bet Shamai com o segundo dízimo é parcial, restrita a esses dois pontos, e por isso não se pode concluir, por analogia, que a plantação de quarto ano deixaria de existir de todo onde não há segundo dízimo — o que enfraquece o paralelo proposto por Rebbi Bibi entre Bet Shamai e Rebbi Yehudá). Por isso, deve-se antes entender que Rebbi Yehudá diz: não há para o gentio vinha de quarto ano na Síria (ou seja, Rebbi Yehudá nega a plantação de quarto ano do gentio apenas na Síria, e não em toda parte, contrariando a leitura ampla que lhe atribuiu Rebbi Elazar antes).

11A pergunta de Shemuel bar Abba: por que não estender a mesma lógica ao terceiro e ao sexto ano do septênio?
Yerushalmi · Peá 7:5
שְׁמוּאֵל בַּר אַבָּא בְּעִי הָא בֵית שַׁמַּאי אָמַר לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי בִשְׁבִיעִית. וְדִכְוָותָהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי בִשְׁבִיעִית. וְדִכְוָותָהּ שְׁלִישִׁית וְשִׁישִּׁית הוֹאִיל וְאֵין בָּהֶן מַעֲשֵׂר שֵׁנִי לֹא יְהֵא בָהֶן נֶטַע רְבָעִי. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי שְׁלִישִׁית וְשִׁישִּׁית אַף עַל פִּי שֶׁאֵין בָּהֶן מַעֲשֵׂר שֵׁנִי יֵשׁ בָּהֶן מַעֲשֵׂר עָנִי. שְׁבִיעִית אֵין בָּהּ מַעֲשֵׂר כָּל עִיקָּר.

Shemuel bar Abba perguntou: eis que Bet Shamai disse que não aprenderam as regras da plantação de quarto ano senão a partir do segundo dízimo, do mesmo modo como dizes que não há segundo dízimo no ano sabático, e assim, do mesmo modo, não há plantação de quarto ano no ano sabático — assim também, do mesmo modo, no terceiro e no sexto ano do septênio, já que não há neles segundo dízimo (pois nesses anos vigora o dízimo do pobre, não o segundo dízimo), não deveria haver neles plantação de quarto ano! Respondeu Rebbi Yossei: no terceiro e no sexto ano, ainda que não haja neles segundo dízimo, há neles dízimo do pobre (que também pressupõe posse privada do produto, preservando assim a base para a plantação de quarto ano); no ano sabático, não há nele dízimo algum (nem segundo dízimo, nem dízimo do pobre, faltando toda base de posse privada).

12A pergunta de Cheifa: por que não aplicar o mesmo raciocínio à teruma da oferenda de agradecimento no deserto?
Yerushalmi · Peá 7:5
חֵיפָה שְׁאַל הָא רִבִּי יוּדָה אָמַר לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי בְסוּרִיָּא. וְדִכְוָותָהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי בְסוּרִיָּא. דִּכְוָותֵיהּ לֹא לָמְדוּ תְרוּמַת תּוֹדָה אֶלָּא מִתְּרוּמַת מַעֲשֵׂר כְּמַה דְְתֵימַר אֵין תְּרוּמַת מַעֲשֵׂר בַּמִּדְבָּר וְדִכְוָותֵיהּ לֹא תְהֵא תְרוּמַת תּוֹדָה בַּמִּדְבָּר. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי לֹא לָמְדוּ מִמֶּנָּה אֶלָּא לְשֵׁיעוּרִין.

Cheifa perguntou: eis que Rebbi Yehudá disse que não aprenderam as regras da plantação de quarto ano senão a partir do segundo dízimo, do mesmo modo como dizes que não há segundo dízimo na Síria, e assim, do mesmo modo, não há plantação de quarto ano na Síria — do mesmo modo, não aprenderam as regras da teruma (a porção separada) da oferenda de agradecimento (quatro tipos de pão exigidos por essa oferenda, Levítico 7:11-15, sem que a Torá especifique a quantidade de cada tipo) senão a partir da teruma do dízimo, do mesmo modo como dizes que não havia teruma do dízimo no deserto (pois não havia dízimos antes da entrada na Terra de Israel), e assim, do mesmo modo, não deveria haver teruma da oferenda de agradecimento no deserto! Respondeu Rebbi Yossei: não aprenderam a partir dela (a teruma do dízimo) senão quanto às proporções (a comparação com o dízimo serve apenas para fixar a quantidade — um décimo de cada tipo de pão —, e não para condicionar a própria existência da obrigação à existência do dízimo).

13Rebbi Yossei bei Rebbi Yehudá em nome de Rebbi Elazar bei Rebbi Shimon: Israel só ficou obrigado à plantação de quarto ano depois de catorze anos
Yerushalmi · Peá 7:5
תַּנִּי רִבִּי יוֹסֵי בֵּי רִבִּי יוּדָה רִבִּי לָעְזָר בֵּי רִבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר לֹא נִתְחַיְיבוּ יִשְׂרָאֵל בְּנֶטַע רְבָעִי אֶלָּא לְאַחַר אַרְבַּע עֶשְׂרֵה שָׁנָה שֶׁבַע שֶׁכִּיבְּשׁוּ וְשֶׁבַע שֶׁחִילְּקוּ. אָמַר רַב חִסְדָּא אַתְיָא דְּרִבִּי יוֹסֵי בֵּי רִבִּי יוּדָה כְּשִׁיטַּת דְּרִבִּי יוּדָה אָבוֹי.

Foi ensinado: Rebbi Yossei bei Rebbi Yehudá, citando Rebbi Elazar bei Rebbi Shimon, diz: Israel não ficou obrigado à plantação de quarto ano senão depois de catorze anos (contados desde a entrada na Terra): sete em que conquistaram a terra, e sete em que a dividiram (entre as tribos, período durante o qual as regras agrícolas dependentes da posse individual da terra ainda não vigoravam plenamente). Disse Rav Chisda: a posição de Rebbi Yossei bei Rebbi Yehudá equivale ao método de Rebbi Yehudá, seu pai (Rebbi Yehudá bar Ilai).

14O paralelo completo: assim como o segundo dízimo só começou após catorze anos, também a plantação de quarto ano
Yerushalmi · Peá 7:5
כְּמַה דְּרִבִּי יוּדָה אָמַר לֹא לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְּתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי אֶלָּא לְאַחַר אַרְבַּע עֶשְׂרֵה שָׁנָה. וְדִכְוָותָהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא לְאַחַר אַרְבַּע עֶשְׂרֵה שָׁנָה. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי וְהוּא בְשִׁיטַּת בְּנוֹ סוּרִיָּא לְמֵדָה מֵאַרְבַּע עֶשְׂרֵה שָׁנָה אֵין אַרְבַּע עֶשְׂרֵה שָׁנָה לְמֵדָה מִסּוּרִיָּא.

Do mesmo modo que Rebbi Yehudá disse que não aprenderam as regras da plantação de quarto ano senão a partir do segundo dízimo, do mesmo modo como dizes que não há segundo dízimo senão depois de catorze anos, e assim, do mesmo modo, não há plantação de quarto ano senão depois de catorze anos. Disse Rebbi Yossei: e ele (Rebbi Elazar bei Rebbi Shimon) segue o método do seu filho (Rebbi Yossei bei Rebbi Yehudá): a regra da Síria se aprende a partir da regra dos catorze anos, mas a regra dos catorze anos não se aprende a partir da regra da Síria (ou seja, a fonte primária é a limitação temporal dos catorze anos; a limitação territorial da Síria é apenas uma extensão derivada dela, e não o contrário).

15Rebbi Yossei Haglili: o versículo une os frutos do quinto ano aos do quarto, ambos pertencentes ao proprietário
Yerushalmi · Peá 7:5
כְּתִיב וּבַשָּׁנָה הַחֲמִישִּׁית תֹּאכְלוּ אֶת פִּרְיוֹ. רִבִּי יוֹסֵי הַגָּלִילִי אוֹמֵר הֲרֵי אַתְּ כְּמוֹסִיף פֵּירוֹת חֲמִישִּׁית עַל פֵּירוֹת רְבִיעִית מַה פֵּירוֹת חֲמִישִּׁית לִבְעָלִים. אַף פֵּירוֹת רְבִיעִית לִבְעָלִים.

Está escrito (Levítico 19:25): "E no quinto ano comereis o seu fruto." Rebbi Yossei Haglili diz: eis que tu deves ler o versículo como quem acrescenta os frutos do quinto ano aos frutos do quarto ano (unindo os dois num só sentido): assim como os frutos do quinto ano pertencem ao proprietário, também os frutos do quarto ano pertencem ao proprietário (e não se sujeitam aos dons dos pobres, já que o quinto ano certamente não se sujeita).

16Rebbi Yochanan: Rebbi Yossei Haglili segue o método de Rebbi Yehudá, tratando o fruto como propriedade plena do dono
Yerushalmi · Peá 7:5
רִבִּי זְעִירָא רִבִּי יָסָא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן אַתְיָא דְּרִבִּי יוֹסֵי הַגָּלִילִי כְּרִבִּי יְהוּדָה. כְּמַה דְּרִבִּי יוּדָה עוֹשֶׂה אוֹתוֹ כִּנְכָסָיו כֵּן רִבִּי יוֹסֵי הַגָּלִילִי עוֹשֶׂה אוֹתוֹ כִּנְכָסָיו.

Rebbi Zeira e Rebbi Yasa, em nome de Rebbi Yochanan: a posição de Rebbi Yossei Haglili equivale à de Rebbi Yehudá (quanto ao caráter do fruto da plantação de quarto ano): do mesmo modo que Rebbi Yehudá o trata como propriedade plena de seus bens (sujeito às regras do segundo dízimo, mas incluído no patrimônio do dono, tal como discutido antes a respeito do quinto e da remoção), assim também Rebbi Yossei Haglili o trata como propriedade plena de seus bens.

17A pergunta de Rebbi Yirmeyá: se é propriedade plena, deveria estar sujeita a dízimos?
Yerushalmi · Peá 7:5
רִבִּי יִרְמְיָה בְּעִי קוֹמֵי רִבִּי זְעִירָא כְּדִבְרֵי מִי שֶׁהוּא עוֹשֶׂה אוֹתוֹ כִּנְכָסָיוֹ מַהוּ שֶׁיְּהֵא חַיָיב בְּמַעְשְׂרוֹת.

Rebbi Yirmeyá perguntou diante de Rebbi Zeira: segundo as palavras de quem o trata como propriedade plena de seus bens (Rebbi Yehudá e Rebbi Yossei Haglili), ficaria ele (o fruto da plantação de quarto ano) obrigado a dízimos (como qualquer produto agrícola comum, já que se trata de propriedade privada do dono)?

18A resposta pelo princípio de seguir a prática popular, e a réplica de que o público não age segundo Bet Shamai
Yerushalmi · Peá 7:5
אָמַר לֵיהּ כַּיי דְּאָמַר רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ בֶּן לֵוִי דְּאָמַר רִבִּי אָבִין בְּשֵׁם רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ בֶּן לֵוִי לֹא סוֹף דָּבָר הֲלָכָה זוּ אֶלָּא כָּל הֲלָכָה שֶׁהִיא רוֹפֶפֶת בְּבֵית דִּין וְאֵין אַתְּ יוֹדֵעַ מַה טִיבָהּ צֵא וּרְאֵה מַה הַצִּיבּוּר נוֹהֵג וּנְהוֹג. וַאֲנָן חָמֵיי צִיבּוּרָא דְּלָא מַפְרְשִׁין. אָמַר רִבִּי מָנָא אִילּוּ נֶאֱמַר כְּבֵית שַׁמַּאי וְיֵשׁ צִיבּוּר כְּבֵית שַׁמַּאי.

Disse-lhe (Rebbi Zeira a Rebbi Yirmeyá): conforme disse Rebbi Yehoshua ben Levique disse Rebbi Avin em nome de Rebbi Yehoshua ben Levi: não apenas nesta halachá, mas em toda halachá que estiver instável no tribunal, sem que saibas qual é a sua natureza correta: sai e vê o que o público pratica, e pratica tu também assim (segue o costume popular como critério de decisão). E nós vemos que o público não separa (dízimos do fruto da plantação de quarto ano — indicando que a prática segue quem o isenta de dízimos). Disse Rebbi Mana: essa prova só valeria se fosse dito que o público age conforme Bet Shamai — mas acaso há público que age conforme Bet Shamai (a prática popular normalmente não segue a opinião rejeitada de Bet Shamai, o que enfraquece a prova anterior)?

19Rebbi Avin: a isenção de dízimos se aprende diretamente do segundo dízimo, que também não é obrigado a dízimos
Yerushalmi · Peá 7:5
אָמַר רִבִּי אָבִין כְּלוּם לָמְדוּ נֶטַע רְבָעִי אֶלָּא מִמַּעֲשֵׂר שֵׁנִי כְּמַה דְּתֵימַר אֵין מַעֲשֵׂר שֵׁנִי חַיָיב בְּמַעְשְׂרוֹת. וְדִכְוָותָהּ אֵין נֶטַע רְבָעִי חַיָיב בְּמַעְשְׂרוֹת.

Disse Rebbi Avin: não aprenderam as regras da plantação de quarto ano senão a partir do segundo dízimo: do mesmo modo como dizes que o segundo dízimo não fica obrigado a dízimos (pois já é ele mesmo o dízimo, e não se dizima o dízimo já designado), assim também, do mesmo modo, a plantação de quarto ano não fica obrigada a dízimos (oferecendo uma resposta direta à pergunta de Rebbi Yirmeyá, sem depender da prática popular).

20O fechamento: a massa de segundo dízimo em Jerusalém e sua obrigação de chalá, segundo Rebbi Meir e Rebbi Yehudá
Yerushalmi · Peá 7:5
רִבִּי בָּא רִבִּי חִיָיא בְּשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן עִיסַּת מַעֲשֵׂר שֵׁנִי בִּירוּשָׁלַםִ כְּרִבִּי מֵאִיר פְּטוּרָה מִן הַחַלָּה כְּרִבִּי יוּדָה חַיֶיבֶת בְּחַלָּה. אָמַר רִבִּי יוֹנָה לֹא אָמְרוּ אֶלָּא בִּירוּשָׁלַםִ אֲבָל בִּגְבוּלִין לֹא. רִבִּי בָּא בַּר כֹּהֶן בְּעָא קוֹמֵי רִבִּי יוֹסֵי כְּדִבְרֵי מִי שֶׁהוּא מְחַיֵיב בְּפֶרֶט מַהוּ שֶׁתְּהֵא חַיֶיבֶת בְּחַלָּה. אָמַר לֵיהּ וְלֹא רִבִּי יוּדָה הִיא וְסָבְרִינָן מֵימַר כָּל הָדָא הִילְכְתָא רִבִּי יוּדָה כְּבֵית שַׁמַּאי.

Rebbi Ba e Rebbi Chiyá, em nome de Rebbi Yochanan: a massa feita com farinha comprada com dinheiro de segundo dízimo, em Jerusalém — segundo Rebbi Meir (para quem o segundo dízimo pertence a Deus, e não ao dono), fica isenta de chalá (a porção separada da massa e dada ao sacerdote, que só se deve "do teu" — de algo que é realmente teu); segundo Rebbi Yehudá (para quem o dono tem posse real sobre o segundo dízimo), fica obrigada a chalá. Disse Rebbi Yoná: isso (a isenção segundo Rebbi Meir) só foi dito a respeito de Jerusalém (onde o produto de segundo dízimo ainda pode ser consumido em sua forma original de fruto, sem resgate); mas fora dela, não (pois, uma vez resgatado o dízimo em dinheiro, o produto comprado com esse dinheiro se torna profano em todos os sentidos, e mesmo Rebbi Meir concordaria que a massa fica obrigada a chalá). Rebbi Ba bar Cohen perguntou diante de Rebbi Yossei: segundo as palavras de quem obriga a plantação de quarto ano a bago isolado (Bet Shamai, na nossa Mishná), ficaria ela obrigada a chalá (pergunta análoga, agora sobre a plantação de quarto ano, e não sobre o segundo dízimo)? Respondeu-lhe: não é essa a posição de Rebbi Yehudá? E é nossa opinião que, em toda essa halachá, Rebbi Yehudá segue Bet Shamai (que trata o fruto da plantação de quarto ano como propriedade plena do dono, obrigada portanto tanto a bago isolado quanto a chalá).

Nota

Esta quinta halachá do Perek Zayin abre com uma nova Mishná sobre kerem revai, a vinha em seu quarto ano de plantio, cujo fruto deve ser levado a Jerusalém e ali consumido, ou resgatado: Bet Shamai diz que ela não tem o quinto nem a remoção, mas os sábios de Bet Hilel dizem que tem; e Bet Shamai diz que ela se sujeita aos dons dos pobres (bago isolado e rebusca), resgatados pelos próprios pobres, enquanto Bet Hilel diz que tudo vai ao lagar, sem dons aos pobres.

A guemará traz duas versões da restrição da posição de Bet Shamai — de Rebbi, limitando-a ao ano sabático, e de Rabán Shimon ben Gamliel, estendendo-a a todo o septênio —, cada uma seguida pela mesma cadeia de perguntas sobre a santidade, a proibição ao enlutado recente, a remoção e o resgate ainda ligado ao solo. Segue-se a pergunta de Rebbi Zeira sobre a fonte bíblica do resgate, respondida por Rebbi Abahu com a troca homilética entre hê e chet; o ensinamento de Rebbi Aivu bar Nagri distinguindo dois tipos de resgate; a baraita sobre o gentio e a vinha de quarto ano, com as posições de Rebbi Yehudá e Rebbi Elazar e a extensão à Síria, debatida por Rebbi Bibi e Rebbi Zeira; as perguntas paralelas de Shemuel bar Abba (terceiro e sexto ano) e Cheifa (teruma da oferenda de agradecimento no deserto), ambas respondidas por Rebbi Yossei; o ensinamento de Rebbi Yossei bei Rebbi Yehudá sobre os catorze anos de conquista e divisão da terra; a leitura de Rebbi Yossei Haglili unindo os frutos do quinto ano aos do quarto, identificada por Rebbi Yochanan com o método de Rebbi Yehudá; e o fechamento com a pergunta de Rebbi Yirmeyá sobre a obrigação de dízimos, a resposta pela prática popular e sua réplica, a resposta direta de Rebbi Avin, e o debate final sobre a massa de segundo dízimo em Jerusalém e a obrigação de chalá, tanto para o segundo dízimo quanto para a própria plantação de quarto ano.