Talmud Yerushalmi · Massechet Peá · Perek Zayin · Halachá 7 (última do perek)
פֵּאָה

Quem consagra sua vinha ao Templo antes das olelot serem conhecidas, e o esquecimento na treliça e nas fileiras

Perek Zayin, Halachá 7 — última halachá do sétimo perek de Massechet Peá no Talmud Yerushalmi

Esta sétima e última halachá do Perek Zayin traz uma nova Mishná sobre quem consagra (hamakdish, isto é, dedica ao Templo) a sua vinha antes de as olelot (a rebusca) serem conhecidas (antes de se poder identificar quais cachos são olelot e quais não são) — nesse caso as olelot não pertencem aos pobres; mas desde que as olelot já ficaram conhecidas antes da consagração, elas pertencem aos pobres, com Rabi Yosei exigindo que se pague ao Hekdesh (o Templo) o valor do crescimento ocorrido depois da consagração; e fecha definindo o que é esquecimento no caso da videira em treliça (aris) e nas fileiras (rogaliot). A guemará discute as vigas e os frutos consagrados pelos antepassados por causa dos donos de punho, prova por uma baraita que a vinha de Hekdesh é isenta de orlá, quarto ano e olelot mas obrigada ao sétimo ano; explica a santidade do sétimo ano sobre o que é consagrado ao Senhor, com a pergunta de Rabi Chiya bar Aba sobre resgatar e comer sem comprar, com esse dinheiro, um instrumento para si mesmo; relata que houve um caso concreto e decidiram como Rabi Yosei; e fecha esclarecendo que o cego tem esquecimento, que na treliça o limite é poder apalpar com a mão, e que cada fileira nas rogaliot é uma unidade própria.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

הַמַּקְדִּישׁ אֶת כַּרְמוֹ עַד שֶׁלֹּא נוֹדְעוּ הָעוֹלֵלוֹת אֵין הָעוֹלֵלוֹת לָעֲנִיִים. וּמִשְּׁנוֹדְעוּ הָעוֹלֵלוֹת הָעוֹלֵלוֹת לָעֲנִיִים. רִבִי יוֹסֵי אוֹמֵר יִתְּנוּ שְׂכַר גִּידּוּלִין לְהֶקדֵּש. וְאֵי זוּ הִיא שִׁכְחָה בְּעָרִיס כָּל שֶׁאֵינוֹ יָכוֹל לִפְשׁוֹט אֶת יָדָיו לִיטְּלָהּ. וּבְרוֹגָלִיּוֹת מִשֶּׁיַּעֲבוֹר מִמֶּנָּה.

Mishná: Quem consagra a sua vinha (ao Templo, através de um voto de hekdesh) antes de as olelot serem conhecidas (antes de já se poder distinguir, na vinha, quais cachos são olelot e quais são cachos normais) — as olelot (que mais tarde vierem a aparecer nessa vinha) não pertencem aos pobres (pois no momento da consagração ainda não havia olelot identificável, e o que se consagrou passou inteiro ao Templo). E desde que as olelot já se tornaram conhecidas (antes de o dono consagrar a vinha) — as olelot pertencem aos pobres (pois já estavam separadas para eles antes da consagração, e a consagração não pode retirar dos pobres o que já lhes era devido). Rabi Yosei diz: devem dar o valor do salário do crescimento (o acréscimo de valor que as olelot ganharam, crescendo, depois de consagrada a vinha) ao Hekdesh (o Templo — ou seja, mesmo quando as olelot já eram conhecidas antes da consagração e por isso pertencem aos pobres, estes devem pagar ao Templo o valor correspondente ao crescimento que elas tiveram enquanto ainda estavam ligadas à vinha consagrada). E o que é esquecimento no caso da videira em treliça (aris) (a vinha apoiada e amarrada sobre uma armação elevada)? Tudo o que ele não pode estender as suas mãos para tomá-lo (isto é, o cacho que, por estar alto demais ou fora de alcance, ele não consegue pegar simplesmente esticando a mão, esse sim é esquecimento, devido aos pobres; o que está ao alcance da mão não é esquecimento, mesmo que tenha sido deixado para trás). E nas fileiras (rogaliot) (vinhas plantadas em fileiras baixas, junto ao chão)? Desde que ele já passou por ela (desde que o dono já concluiu a colheita daquela fileira e seguiu adiante, o que restou nela é esquecimento, devido aos pobres).

A Halachá · הֲלָכָה ז

01As vigas e os frutos consagrados pelos antepassados por causa dos donos de punho, e a pergunta sobre quem consagra campo de árvore
Yerushalmi · Peá 7:7
תַּמָּן תַּנֵּינָן מַתִּירִין בְּגֻמְזִיּוֹת שֶׁל הֶקְדֵּשׁ. אָמְרוּ לָהֶן חֲכָמִים אֵין אַתֶּם מוֹדִין לָנוּ בְּגִידּוּלֵי הֶקְדֵּשׁ שֶׁהֵן אֲסוּרִין. אָמְרוּ לָהֶן אֲבֹתֵינוּ כְּשֶׁהִקְדִּישׁוּ לֹא הִקְדִּישׁוּ אֶלָּא קוֹרוֹת מִפְּנֵי בַּעֲלֵי אֶגְרוֹף שֶׁהָיוּ בָאִין וְנוֹטְלִין אוֹתָן בִּזְרוֹעַ. מַה רִבָּנִין סָבְרִין מֵימַר קוֹרוֹת וּפֵירוֹת הִקְדִּישׁוּ. וַאֲפִילוּ תֵימַר קוֹרוֹת וּפֵירוֹת קוֹרוֹת הִקְדִּישׁוּ פֵירוֹת לֹא הִקְדִּישׁוּ. צְרִיכָה לְרַבָּנִין הַמַּקְדִּישׁ שְׂדֵה אִילָן מַהוּ שֶׁשִּׁיֵּיר לוֹ בְגִידוּלֵיהֶן. נִישְׁמְעִינָהּ מִן הָדָא מִשְּׁנוֹדְעוּ הָעוֹלֵלוֹת הָעוֹלֵלוֹת לָעֲנִיִים. שַׁנְיָיא הִיא שֶׁאֵין אָדָם מַקְדִּישׁ דָּבָר שֶׁאֵינוֹ שֶׁלּוֹ. מֵעַתָּה אֲפִילוּ לֹא נוֹדְעוּ הָעוֹלֵלוֹת יְהוּ הָעוֹלֵלוֹת שֶׁל עֲנִיִים. שַׁנְיָיא הִיא שֶׁהִיא כֶּרֶם הֶקְדֵּשׁ כְּהָדָא דְתַנִּי הַנּוֹטֵעַ כֶּרֶם לְהֶקְדֵּשׁ פָּטוּר מִן הָעָרְלָה וּמִן הָרְבָעִי וּמִן הָעוֹלֵלוֹת וְחַיָיב בִּשְׁבִיעִית.

Ali (noutro lugar, em Sheviit) aprendemos: permitem (o uso, no sétimo ano,) das vigas (gumziot) do Hekdesh (mesmo que tenham crescido mais durante o ano sabático, pois foram consagradas como vigas, e não como fruto sujeito às leis do sétimo ano). Disseram-lhes os sábios: não admitis perante nós que o crescimento do Hekdesh é proibido (no sétimo ano — então como permitis o uso dessas vigas, se elas também cresceram nesse período)? Disseram-lhes (os que permitiam): os nossos pais, quando consagraram (essas árvores), não consagraram senão as vigas (isto é, apenas a madeira, o tronco em si, e não o fruto que viria a crescer depois), por causa dos donos de punho (assaltantes ou usurpadores violentos) que vinham e as tomavam à força (consagrando a madeira ao Templo, ela ficava protegida, pois ninguém ousaria roubar bens sagrados; mas o fruto, esse não foi incluído na consagração). O que pensam dizer os rabanan (os sábios que discordam)? Que consagraram vigas e frutos (juntos, e por isso o crescimento posterior também seria proibido). E mesmo que digas que consagraram vigas e frutos (no momento inicial), as vigas eles consagraram (apenas as que já existiam então), mas os frutos (que ainda viessem a crescer depois) não consagraram. Fica então em dúvida para os rabanan: quem consagra um campo de árvore (um pomar inteiro), o que se entende quanto a ele ter reservado para si o crescimento delas (o fruto que ainda vier a crescer depois da consagração — ficaria esse crescimento também consagrado, ou reservado ao dono)? Ouçamos disto (desta nossa Mishná, como resposta a essa dúvida): desde que as olelot já ficaram conhecidas, as olelot pertencem aos pobres (o que mostra que o crescimento posterior à consagração não fica automaticamente com o Templo, mas sim com quem já tinha direito a ele antes). É diferente (esse caso não prova nada para a dúvida dos rabanan), pois ninguém consagra algo que não é seu (as olelot já conhecidas antes da consagração nunca pertenceram ao dono da vinha para começo de conversa — elas já eram, desde que ficaram conhecidas, dos pobres, e por isso ele não podia consagrá-las junto com o resto). Mas então (se a razão é essa), mesmo que as olelot não tivessem ficado conhecidas (antes da consagração), as olelot (que viessem a aparecer depois) deveriam ser dos pobres (pois, sendo dom devido a eles por lei da Torá, o dono nunca teve poder de consagrá-las, conhecidas ou não)! É diferente (a Mishná não segue esse raciocínio, e há uma razão distinta), pois se trata de uma vinha de Hekdesh (uma vez consagrada a vinha inteira, ela passa a ter o estatuto de propriedade do Templo, com regras próprias), conforme aquilo que se ensinou (em uma baraita): quem planta uma vinha para o Hekdesh fica isento da lei de orlá (o fruto proibido dos três primeiros anos), e do fruto do quarto ano, e das olelot, mas fica obrigado às leis do sétimo ano (a vinha de Hekdesh segue um regime próprio, distinto do de uma vinha comum, e é por isso, e não pela razão anterior, que a olelot consagrada antes de conhecida não vai aos pobres).

02A santidade do sétimo ano sobre o que é consagrado ao Senhor, e a pergunta de Rabi Chiya bar Aba sobre resgatar e comer
Yerushalmi · Peá 7:7
רִבִּי זְעִירָא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן וְשָׁבְתָה הָאָרֶץ שַׁבָּת לַיי. דָּבָר שֶׁהוּא לַיי קְדוּשַׁת שְׁבִיעִית חָלָה עָלָיו. רִבִי חִיָיא בַּר אַבָּא בְּעָא קוֹמֵי רִבִּי מָנָא לְאוֹכְלוֹ בְּלֹא פִדְיוֹן אֵיפְשָׁר שֶׁאֵיפְשָׁר לְהֶקְדֵּשׁ לָצֵאת בְּלֹא פִדְיוֹן. לִפְדּוֹתוֹ וּלְאוֹכְלוֹ נִמְצָא כְּלוֹקֵחַ לוֹ קוֹרְדּוֹם מִדְּמֵי שְׁבִיעִית. אָמַר לֵיהּ הַגִּיזְבָּר מַחֲלִיפוֹ בְּיַד אַחֵר. אָמַר רִבִּי מַתַּנְיָה וְלָמָּה לֵי נָן פָּתְרִין לָהּ דִּבְרֵי הַכֹּל כַּיי דְּאָמַר רִבִּי יוֹחָנָן דִּבְרֵי רִבִּי יוֹסֵי מִפְּנֵי שֶׁקָּדַם נִדְרוֹ לְהֶבְקֵירוֹ. וְכָא מִפְּנֵי שֶׁקָּדַם הֶבְקֵר נִדְרוֹ לְהֶקְדֵּישׁוֹ.

Rabi Zeira em nome de Rabi Yochanan: está escrito (Levítico 25:2): "e a terra descansará um sábado para o Senhor" (la-Shem)disto se aprende que algo que é consagrado para o Senhor, a santidade do sétimo ano recai sobre ele (mesmo que já tenha sido antes consagrado ao Templo por outro voto, a santidade própria do ano sabático ainda assim se sobrepõe a ele, pois tudo o que é "para o Senhor" fica sujeito a essa santidade). Rabi Chiya bar Aba perguntou perante Rabi Mana: pode-se comê-lo (o fruto do Hekdesh sujeito também à santidade do sétimo ano) sem resgate (prévio)? Respondeu-lhe: é possível que seja possível ao Hekdesh sair (de seu estatuto sagrado) sem resgate (não, isso não é possível — todo bem consagrado só perde a santidade através do ato formal de resgate)? Mas então, se for necessário resgatá-lo e depois comê-lo, quem faz isso se encontra como quem compra para si um machado (um instrumento qualquer) com o dinheiro do sétimo ano (o que é proibido, pois o dinheiro do sétimo ano só pode ser usado para comprar alimento, e o próprio fruto resgatado herdaria a santidade do sétimo ano, tornando o dinheiro pago por ele igualmente sujeito a essa restrição — logo, pagar o resgate ao tesoureiro do Templo pareceria equivaler a gastar esse dinheiro em algo que não é alimento). Disse-lhe o tesoureiro (a solução para essa dificuldade): ele o troca na mão de outro (o próprio dinheiro do resgate, uma vez entregue ao Templo, é então trocado de novo por alimento em poder de outra pessoa, preservando assim a santidade do sétimo ano até que finalmente seja consumido como alimento). Disse Rabi Matanya: e por que precisamos disto? Nós a resolvemos (a esta questão) segundo as palavras de todos (sem depender dessa solução do tesoureiro), como disse Rabi Yochanan: isto são apenas as palavras de Rabi Yosei (que exige o pagamento do crescimento ao Hekdesh), porque o seu voto (de consagração) precedeu o seu abandono (hefker — ou seja, o voto de consagrar a vinha veio antes de o dono abandonar as olelot aos pobres, e por isso, segundo Rabi Yosei, subsiste a obrigação de pagar ao Templo); mas aqui (no caso do fruto do sétimo ano sujeito a Hekdesh), é porque o abandono precedeu o seu voto de consagrá-lo (a santidade do sétimo ano, que é uma forma de hefker geral do produto da terra, já recaía sobre o fruto antes mesmo do voto de consagração — e por isso, aqui, não há a mesma dificuldade que levou à pergunta de Rabi Chiya bar Aba, dispensando a solução do tesoureiro).

03O relato de que houve um caso concreto e decidiram como Rabi Yosei
Yerushalmi · Peá 7:7
אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן מַעֲשֶׂה הָיָה וְהוֹרוּ כְּרִבִי יוֹסֵי.

Disse Rabi Yochanan: houve um caso (concreto, que veio perante os sábios), e decidiram (a halachá) conforme Rabi Yosei (confirmando na prática que, quando as olelot já eram conhecidas antes da consagração da vinha e por isso pertencem aos pobres, estes devem ainda assim pagar ao Hekdesh o valor do crescimento ocorrido depois de consagrada a vinha).

04O cego que tem esquecimento, distinguido do enforcado em treliça que pode apalpar
Yerushalmi · Peá 7:7
לֵית הָדָא פְלִיגָא עַל רִבִּי יוֹחָנָן דְּרִבִּי יוֹחָנָן אָמַר מִכֵּיוָן שֶׁעָבַר עָלָיו וּשְׁכָחוֹ הֲרֵי הוּא שִׁכְחָה. שַׁנְיָיא הִיא בְּעָרִיס שֶׁדַּרְכּוֹ לִבָּחֵן. וַאֲפִילוּ עַל רִבִּי הוֹשַׁעְיָא לֵית הִיא פְלִיגָא דְּרִבִּי הוֹשַׁעְיָא אָמַר רוֹמֵס הָיִיתִי זֵתִים עִם רִבִּי חִיָיא הַגָּדוֹל אָמַר לִי כָּל זַיִת שֶׁאַתְּ יָכוֹל לִפְשׁוֹט יָדָךְ לִיטְּלוֹ אֵינוֹ שִׁכְחָה. שַׁנְיָיא הִיא שֶׁכָּל רוֹגָלִיּוּת וְרוֹגָלִיּוּת אוּמָן בִּפְנֵי עַצְמוֹ.

Não é isto (a regra da nossa Mishná, de que na treliça o esquecimento é apenas o que está fora do alcance da mão) uma discordância contra Rabi Yochanan? Pois Rabi Yochanan disse: uma vez que o dono já passou por ele (pelo cacho) e o esqueceu, eis que ele é esquecimento (mesmo que estivesse ao alcance da mão — bastaria o dono já ter passado adiante e esquecido dele, para que se tornasse esquecimento devido aos pobres; e isso pareceria contradizer a Mishná, que na treliça exige que esteja fora do alcance da mão). É diferente (a contradição não procede) no caso da treliça (aris), porque o seu costume é ser apalpado (mesmo depois de o dono já ter passado adiante colhendo, é comum ainda voltar a apalpar a treliça em busca de cachos escondidos entre as folhas, de modo que passar adiante não basta ali para caracterizar esquecimento — só o que estiver realmente fora do alcance da mão é que se torna esquecimento). E mesmo contra Rabi Hoshaya não é isto uma discordância, pois Rabi Hoshaya disse: eu estava pisando (colhendo, no lagar,) azeitonas com Rabi Chiya, o Grande; disse-me ele: toda azeitona que tu podes estender a tua mão para tomá-la não é esquecimento (o que pareceria contradizer, de novo, a regra de que basta já ter passado e esquecido). É diferente (também aqui a contradição não procede), pois cada fileira (rogaliot), uma por uma, é um trabalho (umán) à parte (cada fileira de árvores ou de videiras baixas constitui uma unidade de trabalho independente das demais, e por isso a regra de "já ter passado e esquecido" se aplica a cada fileira isoladamente, e não à árvore ou à vinha inteira; a azeitoneira, como a treliça, costuma ser revisitada dentro da mesma unidade de trabalho, e por isso ali também vale o critério do alcance da mão, e não o simples ter passado adiante).

Nota

Esta sétima e última halachá do Perek Zayin traz uma nova Mishná sobre quem consagra sua vinha ao Templo antes de as olelot serem conhecidas — nesse caso elas não vão aos pobres, mas passam integralmente ao Hekdesh; se já eram conhecidas antes da consagração, permanecem dos pobres, ainda que, segundo Rabi Yosei, estes devam pagar ao Templo o valor do crescimento posterior à consagração. A Mishná fecha definindo o esquecimento na videira em treliça, limitado ao que está fora do alcance da mão, e nas fileiras, a partir do momento em que o dono já passou por elas.

A guemará usa a nossa Mishná para tentar resolver uma dúvida sobre o crescimento de um pomar consagrado, à luz do caso paralelo das vigas de Hekdesh protegidas dos donos de punho, mas conclui que a razão real está no estatuto próprio da vinha de Hekdesh, isenta de orlá, quarto ano e olelot mas obrigada ao sétimo ano, conforme uma baraita; explica, com Rabi Zeira em nome de Rabi Yochanan, que tudo o que é consagrado "para o Senhor" recebe também a santidade do sétimo ano, resolve com o tesoureiro do Templo a dificuldade de Rabi Chiya bar Aba sobre resgatar e comer sem comprar, com esse dinheiro, um instrumento para si, e distingue essa dificuldade, segundo Rabi Matanya, do caso de Rabi Yosei, conforme a ordem entre voto e abandono; relata que houve um caso concreto decidido conforme Rabi Yosei; e fecha explicando, contra uma possível objeção a partir de Rabi Yochanan e de Rabi Hoshaya, que o cego tem esquecimento, mas que a treliça, por costumar ser apalpada de novo, e cada fileira, por ser um trabalho à parte, seguem o critério do alcance da mão, e não o simples fato de o dono já ter passado adiante. Com 7:7 encerra-se o Perek Zayin de Massechet Peá (confirmado via Sefaria que 7:8 não existe; o texto de 7.8 retorna vazio, com a referência seguinte já apontando para Peá 8:1).