Quinta halachá do Perek Dalet de Massechet Sheviit: a Mishná ensina que aquele que apara as pontas das videiras e aquele que corta canaviais — Rabi Yosei HaGelili diz que deve afastar-se um palmo do solo, e Rabi Akiva diz que corta da forma costumeira, com machado, foice, serra ou o que quiser; e que uma árvore que se rachou pode ser amarrada no ano sabático, não para que sare, mas para que a rachadura não piore. A guemará traz o ensino sobre cortar canaviais, distinguindo o costume de cada lugar quanto a cortar ou arrancar, e a instrução de cortar acima de um palmo do chão; trata de quem corta madeira para vigas, que deve cortá-las de modo uniforme, sem alternar entre aplainar e entalhar em degraus; e traz o ensino de Rabán Shimon ben Gamliel de que, no lugar onde se costuma aplainar, se deve entalhar em degraus, e onde se costuma entalhar em degraus, se deve aplainar e decepar rente ao chão, contanto que não se corte com machado. Fecha explicando a disputa da mishná: Rabi Yosei HaGelili segue a opinião da Casa de Shamai, e Rabi Akiva segue a da Casa de Hilel, mas isso não decorre de um ensino explícito das duas casas sobre este ponto — a razão é que Rabi Yosei HaGelili temia que cortar sem deixar distância caracterizasse trabalho agrícola proibido.
Mishná: Aquele que apara as pontas das videiras e aquele que corta canaviais — Rabi Yosei HaGelili diz: que se afaste um palmo; e Rabi Akiva diz: que corte da forma costumeira, com machado, com foice, com serra, e com o que quiser. Uma árvore que se rachou, amarra-se no ano sabático — não para que sare, mas para que não piore.
Halachá: (Citando a Mishná:) "Aquele que derruba a oliveira..." etc. Ensinaram: aquele que corta canaviais — Rabi Yehuda diz: no lugar onde se costuma cortar, que arranque; no lugar onde se costuma arrancar, que corte; e corte deixando um palmo de altura. Aquele que corta madeira para vigas não deve aplainar e depois entalhar em degraus, nem entalhar em degraus e depois aplainar, mas deve ter a intenção de que o corte seja uniforme. Ensinaram: Rabán Shimon ben Gamliel diz: no lugar onde se costuma aplainar, que entalhe em degraus; no lugar onde se costuma entalhar em degraus, que aplaine e decepe rente ao chão — contanto que não corte com machado.
Halachá: Rabi Yosei HaGelili segue a Casa de Shamai, e Rabi Akiva segue a Casa de Hilel. E poderíamos, então, dizer que Rabi Yosei HaGelili segue a Casa de Shamai e Rabi Akiva segue a Casa de Hilel? Mas Rabi Yosei HaGelili temia o trabalho agrícola.
A Mishná desta halachá volta ao tema do corte de plantas no ano sabático, agora tratando de aparar as pontas das videiras — os brotos novos que ainda não formaram madeira — e de cortar canaviais: Rabi Yosei HaGelili exige que se deixe um palmo de distância do solo, tratando o corte rente como trabalho agrícola vedado, enquanto Rabi Akiva permite cortar da forma costumeira, com qualquer ferramenta. Ensina ainda que uma árvore rachada pode ser amarrada no ano sabático, desde que a intenção seja apenas impedir que a rachadura se alastre, e não curar ou fortalecer a árvore — o que constituiria trabalho agrícola proibido.
A guemará traz o ensino sobre cortar canaviais, que depende do costume local: onde se costuma cortar, deve-se arrancar; onde se costuma arrancar, deve-se cortar — sempre trocando o método usual por outro, e deixando ao menos um palmo de altura, para que a ação não pareça um corte profissional. Trata também de quem corta madeira para vigas, que não deve alternar entre aplainar e entalhar em degraus, mas cortar de modo uniforme, e traz o ensino paralelo de Rabán Shimon ben Gamliel, que também inverte o costume local — aplainando onde se costuma entalhar, entalhando onde se costuma aplainar, e decepando rente ao chão — mas proíbe, em qualquer caso, o uso do machado. Fecha explicando a base da disputa da mishná: Rabi Yosei HaGelili segue a posição mais restritiva, associada à Casa de Shamai, e Rabi Akiva segue a mais permissiva, da Casa de Hilel; mas a guemará observa que isso não decorre de um ensino direto das duas casas sobre aparar videiras ou cortar canaviais — a associação é inferida, e a razão da posição de Rabi Yosei HaGelili é seu receio de que o corte rente ao solo se pareça com trabalho agrícola proibido.