Segunda e última halachá do Perek Zayin de Massechet Sheviit — o menor capítulo do tratado, com apenas duas halachot. A Mishná traz que os lulavei zeradim (brotos novos de sarças) e as alfarrobas têm sobre si o sétimo ano, e seu equivalente monetário tem o sétimo ano; têm eliminação (biur), e seu equivalente monetário tem eliminação. Já os brotos do terebinto, do pistache e dos espinheiros têm sobre si o sétimo ano, e seu equivalente monetário tem o sétimo ano, mas não têm eliminação, nem seu equivalente monetário tem eliminação — exceto as folhas, que têm eliminação, porque caem de seu progenitor. A rosa, o kofer, o ktaf (seiva ou resina) e o lotet têm sobre si o sétimo ano, e seu equivalente monetário tem o sétimo ano, com Rabi Shimon dizendo que não há sétimo ano para o ktaf, porque não é fruto. Traz a regra da rosa nova preservada em óleo velho, que deve ser removida, e da velha em novo, que é obrigada à eliminação; e das alfarrobas novas preservadas em vinho velho e das velhas em vinho novo, ambas obrigadas à eliminação. Fecha com o princípio geral: tudo o que dá sabor é obrigado a ser eliminado quando de espécie diferente, e mesmo em quantidade mínima quando da mesma espécie — o sétimo ano proíbe em quantidade mínima quando da mesma espécie, e por transmitir sabor quando de espécie diferente. A guemará discute a aparente contradição entre a abertura do perek, onde não se conta pela raiz, e aqui, onde se conta pela raiz, resolvida por Rabi Pinchas com o critério de que os brotos terminam por endurecer e se tornam como o próprio caule; a regra de que tudo o que entra do sexto ano para o sétimo pertence ao sexto, exceto o agrião (que é como verdura), e a posição de Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan, de que não há tal regra, senão que pertence ao sétimo — com a objeção da sia, do ezov e da kornit, e a distinção de Rabi Yosei entre dízimos e sétimo ano, e entre a posse dos donos e a posse do pobre; as três versões tanaíticas sobre a eliminação das folhas preservadas junto com os brotos, atribuídas a Rabi Yehoshua e a Rabán Gamliel; a comparação de Rabi Pedat e Rabi Yosa, em nome de Rabi Yochanan, entre a opinião de Rabi Shimon aqui e a de Rabi Yehoshua quanto à seiva das folhas, das raízes e dos frutos verdes usada para coalhar, com a pergunta de Rabi Zeira a Rabi Pedat e a resposta de Rabi Yona sobre a diferença entre o ktaf, que é essencialmente seiva, e a árvore, que não o é, e entre a santidade do sétimo ano, que recai sobre o alimento animal, e a do orlá, que não recai; a pergunta se a seiva é fruto ou os frutos verdes são fruto, com a consequência oposta para a teruma em cada caso; e fecha com a explicação de Rabi Zeira sobre as duas condições distintas da rosa — preservada em óleo do sexto ano, ou preservada em óleo do oitavo ano. Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Zayin de Massechet Sheviit.
Mishná: Os lulavei zeradim (brotos novos de sarças) e as alfarrobas têm sobre si o sétimo ano, e seu equivalente monetário tem o sétimo ano; têm eliminação (biur), e seu equivalente monetário tem eliminação. Os brotos do terebinto, do pistache e dos espinheiros têm sobre si o sétimo ano, e seu equivalente monetário tem o sétimo ano; não têm eliminação, nem seu equivalente monetário tem eliminação. Mas as folhas têm eliminação, porque caem de seu progenitor. A rosa, o kofer, o ktaf e o lotet têm sobre si o sétimo ano, e seu equivalente monetário tem o sétimo ano. Rabi Shimon diz: não há sétimo ano para o ktaf, porque não é fruto. Uma rosa nova que foi preservada em óleo velho, a rosa deve ser removida (dada aos pobres, permanecendo o óleo com o dono); e a velha em nova, é obrigada à eliminação. Alfarrobas novas que foram preservadas em vinho velho, e as velhas em vinho novo, são obrigadas à eliminação. Este é o princípio geral: tudo o que dá sabor é obrigado a ser eliminado quando de espécie diferente da sua; e da mesma espécie, em qualquer quantidade. O sétimo ano proíbe, em qualquer quantidade, quando da mesma espécie, e quando de espécie diferente, ao transmitir sabor.
Halachá: No começo do perek (na primeira halachá) disseste que não se conta pela raiz (pois o luf selvagem e a randena têm eliminação apenas nas folhas, não na raiz, que perdura na terra); e aqui dizes que se conta pela raiz (pois os brotos não têm eliminação, como se fossem parte da raiz que perdura)? Disse Rabi Pinchas: ali, elas (a folha do luf e a randena) não terminam por endurecer; mas aqui, terminam por endurecer — visto que endureceram, tornaram-se como seu progenitor (o caule da árvore, que perdura, e por isso não têm eliminação).
Halachá: Foi ensinado: e todas (as plantas) que entraram do sexto ano para o sétimo pertencem ao sexto, exceto o agrião (edal), porque é como verdura (cujo estatuto se define pela colheita, não pelo florescimento). Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan: não há aqui a regra de que "do sexto para o sétimo pertence ao sexto", senão que pertence ao sétimo. Mas não se ensinou: a sia, o ezov e a kornit, que se levaram ao pátio — mas, se estava entrando do segundo ano para o terceiro, pertence ao terceiro; do sexto para o sétimo, pertence ao sexto? Aqui contas para trás (o ano que passou), e ali contas para diante (o ano que vem). Disse Rabi Yosei: no terceiro e no sexto ano, ainda que não haja neles segundo dízimo, há neles dízimos (do pobre); no sétimo ano não há dízimo algum. Não foi assim que disse Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan: não há aqui a regra de que "do sexto para o sétimo pertence ao sexto", senão que pertence ao sétimo (e então por que a sia, o ezov e a kornit seguem essa regra)? Ali (no caso da sia etc.) estão na posse dos donos; mas aqui (no sétimo ano) estão na posse do pobre. Prefere-se um (dízimo) certo a dois incertos.
Halachá: Quanto às folhas que foram preservadas junto com os brotos: há tanaítas que ensinam que tanto umas quanto os outros têm eliminação; e há tanaítas que ensinam que nem umas nem os outros têm eliminação; e há tanaítas que ensinam que as folhas têm eliminação, mas os brotos não têm eliminação. Quem diz que não têm eliminação (nem umas nem os outros) é Rabi Yehoshua; quem diz que as folhas têm eliminação, mas os brotos não têm eliminação, é Rabán Gamliel.
Halachá: Rabi Pedat, Rabi Yosa, em nome de Rabi Yochanan: a opinião de Rabi Shimon (de que o ktaf não tem sétimo ano, por não ser fruto) segue a de Rabi Yehoshua, pois ali ensinamos (tratado Orlá): disse Rabi Yehoshua: ouvi que aquele que coalha (faz queijo) com a seiva das folhas e com a seiva das raízes, é permitido; com a seiva dos frutos verdes (pagim), é proibido, porque é fruto. Disse Rabi Zeira a Rabi Pedat: assim como dizes que ali a halachá é conforme Rabi Yehoshua, dirias também aqui que a halachá é conforme Rabi Shimon? Disse Rabi Yona: acaso são semelhantes os casos? Pelo contrário: o ktaf é essencialmente seiva; a árvore não é essencialmente sua seiva. A santidade do sétimo ano recai sobre o alimento animal, mas a santidade do orlá nunca recai sobre ele. Disse Rabi Avin: tens ainda outra (explicação): Rabi Yehoshua a disse como tradição recebida; e Rabi Shimon a disse por si mesmo — por qual razão a disse?
Halachá: A seiva é fruto, ou os frutos verdes são fruto? (Isto é: o queijo é proibido porque a seiva do fruto verde é considerada fruto, ou porque a seiva em si não é fruto, mas o proveito derivado de um fruto de orlá é sempre proibido?) E se disseres que a seiva é fruto: se se fez isso (coalhou-se queijo) com (a seiva de) teruma, é proibido (a quem não é Cohen). E se disseres que os frutos verdes são fruto (e não a seiva): se se fez isso com teruma, é permitido. Por quê? Porque o proveito da teruma é permitido (apenas o próprio fruto da teruma é restrito), mas o proveito do orlá é proibido (mesmo através de sua seiva).
Halachá: Aqui (na Mishná) dizes "a rosa deve ser removida" (apenas ela, não o óleo), e ali dizes "é obrigado à eliminação" (tudo, inclusive o óleo)? Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan: são duas tanaítas (tradições) diferentes. Disse Rabi Zeira: eu posso explicá-las, referindo a rosa a duas condições distintas: "rosa nova preservada em óleo velho" — é a rosa do sétimo ano preservada em óleo do sexto ano (por isso só a rosa se remove, e o óleo, sendo de antes do sétimo, permanece com o dono); e "velha em nova" — é a rosa do sétimo ano preservada em óleo do oitavo ano (por isso tudo se elimina, pois a rosa do sétimo ano dá seu sabor ao óleo do oitavo).
Esta é a segunda e última halachá do Perek Zayin de Massechet Sheviit — o menor capítulo do tratado, com apenas duas halachot. A Mishná traz que os lulavei zeradim e as alfarrobas têm sétimo ano e eliminação, tanto no produto quanto em seu equivalente monetário; que os brotos do terebinto, do pistache e dos espinheiros têm sétimo ano mas não têm eliminação, exceto suas folhas, que caem do progenitor; que a rosa, o kofer, o ktaf e o lotet têm sétimo ano, com Rabi Shimon isentando o ktaf por não ser fruto; as regras da rosa nova em óleo velho e vice-versa, e das alfarrobas novas e velhas preservadas em vinho; e fecha com o princípio geral de que tudo o que dá sabor é eliminável quando de espécie diferente, e em qualquer quantidade quando da mesma espécie.
A guemará resolve a aparente contradição entre a abertura do perek, onde não se conta pela raiz, e aqui, onde se conta pela raiz, com o critério de Rabi Pinchas de que os brotos terminam por endurecer e se tornam como o próprio caule. Discute a regra de que o que entra do sexto ano para o sétimo pertence ao sexto, exceto o agrião, e a posição de Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan, de que essa regra não vale para o sétimo ano — objetada pelo caso da sia, do ezov e da kornit, e resolvida pela distinção de Rabi Yosei entre a posse dos donos e a posse do pobre. Traz as três versões tanaíticas sobre a eliminação das folhas preservadas com os brotos, atribuídas a Rabi Yehoshua e a Rabán Gamliel; a comparação de Rabi Pedat e Rabi Yosa, em nome de Rabi Yochanan, entre a opinião de Rabi Shimon aqui e a de Rabi Yehoshua sobre a seiva usada para coalhar, com a objeção de Rabi Zeira e a resposta de Rabi Yona sobre a diferença entre o ktaf, essencialmente seiva, e a árvore, que não o é; a questão se a seiva ou os frutos verdes são considerados fruto, com a consequência oposta para a teruma em cada hipótese; e fecha com a explicação de Rabi Zeira sobre as duas condições distintas da rosa — preservada em óleo do sexto ano, ou em óleo do oitavo ano.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Zayin de Massechet Sheviit.