O daf abre completando a resposta deixada em aberto ao final de 56b: a contradição sobre o elefante em sonho se resolve distinguindo o boi selado (arreado, pronto para o trabalho) do boi não selado — e, na sequência, uma pequena lista de nomes próprios (Huna, Chanina, Chananya, Yochanan) e do elogio fúnebre como presságios de milagre ou de salvação. A Guemará então lista o que se aguarda de quem responde "Amén, seja Seu grande nome bendito", de quem lê o Shemá, de quem coloca tefilin ou reza em sonho, e — em sequência surpreendente — o que se aguarda de quem sonha ter cometido incesto com a mãe, com uma noiva ou com a irmã, ou ter estado com mulher casada: sabedoria, Torá, entendimento e o Mundo Vindouro, respectivamente, cada leitura sustentada por um versículo e por uma condição que a limita. Segue-se uma extensa baraita, quase inteiramente devida a Rabi Chiya bar Abba e a ensinamentos anônimos, que percorre dezenas de símbolos de sonho — trigo e cevada, videira carregada e sorek, figueira e romã, oliveira e azeite, tâmaras, cabra e murta, etrog e lulav, ganso e galo, ovos e outros objetos frágeis, entrar numa cidade grande, tosquiar a cabeça, sentar-se numa banheira grande ou pequena, fazer as necessidades, subir ao telhado, rasgar as vestes, estar nu na Babilônia ou em Israel, ser detido por um guarda, entrar num lago ou numa floresta, o episódio de Rav Papa e Rav Huna filho de Rav Yehoshua, a sangria que perdoa pecados, a cobra que garante ou dobra o sustento, e por fim as bebidas em sonho, todas boas exceto o vinho, que é bom ou mau conforme quem o bebe — encerrando com o ensinamento de Rabi Yochanan de que para o erudito da Torá o vinho em sonho é sempre bom presságio.
Este (ha) caso de bom presságio é quando o elefante (pil) está selado (dimsarag) — isto é, arreado, preparado para o trabalho, sinal de que o milagre já está a caminho; este (ha) caso de mau presságio, contrário à baraita citada no fim de 56b é quando (de) não (la) está selado (mesarag) — o elefante sem arreio é apenas um animal comum, sem o significado especial de milagre; assim se resolve a contradição entre as duas baraitot. Aquele que vê (haroeh) Huna em sonho (bachalom) — um milagre (nes) lhe acontece (naaseh lo). Chanina, Chananya, Yochanan — milagres (nisei) de milagres (nisim) lhe acontecem (naasu lo) — pois todos estes nomes contêm a raiz "chen" (graça) ou aludem à raiz "nes" (milagre). Aquele que vê (haroeh) um elogio fúnebre (hesped) em sonho (bachalom) — desde o Céu (min hashamayim) tiveram piedade (chasu) dele (alav) e o resgataram (ufedauhu) — isto é, um sonho de morte e luto é, paradoxalmente, presságio de salvação de um decreto grave. E isto (vehanei) se aplica (milei) quando visto por escrito (bichtava) — o nome ou a palavra "hesped" precisam aparecer escritos no sonho, não apenas ouvidos, para que a interpretação favorável se aplique.
"Selado" — que (sheyesh) tem (lo) uma sela (ochaf) boa (yafeh) sobre suas costas (al gabav). "Um milagre lhe acontece" — a letra nun (nun) corresponde (keneged) à letra nun (nun) — isto é, o nome "Huna" começa com a mesma letra que "nes" (milagre), e por exemplo (uchegon) quando viu (sheraá) o nome (hashem) escrito (katuv). "Chanina" — muitos (harbeh) nuns (nunin), muitos (rabim) milagres (nisim) — o nome contém mais letras "nun", multiplicando o presságio. "E isto se aplica quando por escrito" — refere-se (kaei) a tudo (akulhu): que viu (sheraá) "Huna" ou (o) "Chanina" ou (o) esta (teiva zo) palavra (teivá) de "hesped" escrita (ketuvá), o que (demashma) significa que tiveram piedade dele e o resgataram — isto é, Rashi esclarece que a exigência de "visto por escrito" vale para todos os itens desta lista: nomes e a própria palavra "elogio fúnebre" precisam aparecer grafados no sonho para que a leitura favorável se confirme.
Resolve-se a contradição do fim de 56b: o elefante selado é bom presságio de milagre, o não selado não o é. Segue-se lista de nomes (Huna, Chanina, Chananya, Yochanan) e do elogio fúnebre como presságios de milagre e resgate, desde que vistos escritos no sonho.
Aquele que responde (haoneh) em sonho "seja (yehei) Seu grande (rabá) nome (shemeih) bendito (mevarach)" — está garantido (muvtach lo) que (shehu) é filho (ben) do Mundo (haolam) Vindouro (haba). Aquele que lê (hakoreh) em sonho a leitura (kriat) do Shemá (shema) — é digno (raui) que (she) repouse (tishre) sobre ele (alav) a Presença Divina (shechiná), mas (ela) sua geração (dorо) não (she'ein) é merecedora (zakai) disso (lechach) — isto é, embora o próprio sonhador seja digno, o mérito coletivo de sua geração não basta para que o sonho se cumpra literalmente.
Sonhar responder "Yehei Shmeih Rabá" garante o Mundo Vindouro; sonhar ler o Shemá tornaria o sonhador digno de que a Presença Divina repousasse sobre ele, não fosse o mérito insuficiente de sua geração.
Aquele que coloca (hamaniach) tefilin (tefilin) em sonho (bachalom) — aguardará (yetzapeh) grandeza (ligdulá), pois foi dito (sheneemar): "e verão (veraú) todos (kol) os povos (amei) da terra (haaretz) que (ki) o nome (shem) do Eterno (Hashem) é chamado (nikra) sobre ti (alecha), etc." (Devarim 28:10). E foi ensinado (vetanya): Rabi Eliezer HaGadol diz (omer): estes (elu) são os tefilin (tefilin) da cabeça (sherosh) — isto é, o versículo sobre o "nome de Hashem chamado sobre ti" refere-se especificamente ao tefilin da cabeça, visível a todos. Aquele que reza (hamitpalel) em sonho (bachalom) — é bom (yafeh) presságio (siman) para ele (lo). E isto (vehanei) se aplica (milei) quando (de) não (la) terminou (sayem) a oração no próprio sonho — pois se ele acorda antes de terminar, é sinal de que está próximo de Deus, cuja proximidade o desperta.
"Quando não terminou" — que (she) despertou (naor) de seu sono (mishnato) antes que (kodem she) se afastasse (nistalek) da oração; sinal (siman) é (hu) de que está próximo (samuch) junto ao (etzel) Santo, bendito seja (HaKadosh Baruch Hu) — isto é, acordar no meio da própria oração, sem terminá-la, é sinal de intimidade com o Divino, que o interrompe precisamente por estar tão próximo.
Colocar tefilin em sonho anuncia grandeza, especificamente o tefilin da cabeça; rezar em sonho é bom presságio, desde que a oração não seja concluída dentro do próprio sonho.
Aquele que vem (haba) sobre (al) sua mãe (imo) em sonho (bachalom) — aguardará (yetzapeh) entendimento (levina), pois foi dito (sheneemar): "pois (ki) ao entendimento (lavina) tu clamarás (tikra)" (Mishlei 2:3, onde "im" também sugere "mãe"). Aquele que vem (haba) sobre (al) uma jovem (naará) noiva (meorasá) — aguardará (yetzapeh) Torá (letorá), pois foi dito (sheneemar): "Torá (torá) ordenou (tzivá) a nós (lanu) Moshé (Moshe), herança (morashá) da congregação (kehilat) de Yaakov (Yaakov)" (Devarim 33:4): não (al) leias (tikrei) "morashá" (morashá), mas (ela) "noiva" (meorasá) — trocadilho entre "herança" e "prometida". Aquele que vem (haba) sobre (al) sua irmã (achoto) em sonho (bachalom) — aguardará (yetzapeh) sabedoria (lechochmá), pois foi dito (sheneemar): "diz (emor) à sabedoria (lachochmá): minha irmã (achoti) és tu (at)" (Mishlei 7:4). Aquele que vem (haba) sobre (al) a esposa (eshet) de um homem (ish) em sonho (bachalom) — está garantido (muvtach lo) que (shehu) é filho (ben) do Mundo (haolam) Vindouro (haba). E isto (vehanei) se aplica (milei) quando (de) não (la) a conhecia (yada lah) nem (vela) pensou (harhar) nela (bah) na noite anterior (meurtá) — isto é, todas estas leituras favoráveis só valem quando o sonho não reflete simplesmente um pensamento ou desejo prévio do próprio sonhador, mas surge de modo espontâneo.
"Está garantido que é filho do Mundo Vindouro" — e toma (venotel) sua porção (chelko) e a porção (vechelek) de seu companheiro (chaveiro) no Jardim do Éden (Gan Eden), pois (de) se assemelha (dami) a "vir sobre" a esposa (eshet) de um homem (ish) — isto é, Rashi explica que este sonho é lido como presságio ainda maior do que os anteriores, garantindo ao sonhador porção dobrada no Mundo Vindouro.
Uma sequência de quatro sonhos de conteúdo proibido — incesto com a mãe, com uma noiva, com a irmã, e adultério com mulher casada — é lida, por trocadilho ou associação bíblica, como presságio de entendimento, Torá, sabedoria e o Mundo Vindouro, respectivamente, desde que o sonho não reflita mero pensamento prévio do sonhador.
Disse (amar) Rabi Chiya bar Abba: aquele que vê (haroeh) trigo (chitim) em sonho (bachalom) — viu (raá) paz (shalom), pois foi dito (sheneemar): "aquele que estabelece (hasam) tua fronteira (gevulech) em paz (shalom), com a gordura (chelev) do trigo (chitim) te sacia (yasbiech)" (Tehilim 147:14). Aquele que vê (haroeh) cevada (seorim) em sonho (bachalom) — afastaram-se (saru) seus pecados (avonotav), pois foi dito (sheneemar): "e se afastou (vesar) teu pecado (avonecha), e teu erro (vechatatcha) será expiado (techupar)" (Yeshayahu 6:7, jogo entre "seorá", cevada, e "sar", afastou-se). Disse (amar) Rabi Zeira: eu (ana) não (la) subi (salki) da Babilônia (mibavel) à Terra de Israel (leEretz Yisrael) até que (ad de) vi (chazai) cevada (seorei) em sonho (bechelma) — isto é, esperou o presságio de expiação dos pecados antes de empreender a subida à Terra de Israel.
Trigo em sonho é lido como presságio de paz; cevada, como afastamento dos pecados — Rabi Zeira esperou sonhar com cevada antes de subir da Babilônia à Terra de Israel.
Aquele que vê (haroeh) uma videira (gefen) carregada (teuná) em sonho (bachalom) — sua esposa (ishto) não (ein) abortará (mapelet nefalim), pois foi dito (sheneemar): "tua esposa (eshtecha) como videira (kegefen) frutífera (poriyá)" (Tehilim 128:3). Se a videira for do tipo sorek (soreka) — aguardará (yetzapeh) o Mashiach (lamashiach), pois foi dito (sheneemar): "amarrando (osri) à videira (lagefen) seu jumentinho (iro), e à videira sorek (velasoreka) o filhote (beni) de sua jumenta (atono)" (Bereshit 49:11, bênção messiânica de Yaakov a Yehudá).
Videira carregada de frutos em sonho garante que a esposa não abortará; a videira do tipo "sorek" especificamente aponta para a vinda do Mashiach.
Aquele que vê (haroeh) uma figueira (teená) em sonho (bachalom) — sua Torá (torato) se preserva (mishtameret) em seu interior (bekirbo), pois foi dito (sheneemar): "aquele que guarda (notzer) a figueira (teená) comerá (yochal) seu fruto (piryá)" (Mishlei 27:18). Aquele que vê (haroeh) romãs (rimonim) em sonho (bachalom), se pequenas (zutrei) — frutificam (parei) seus negócios (iskeih) como (kerimoná) a romã (rimoná); se grandes (ravrevei) — crescem (ravei) seus negócios (iskeih) como (kerimoná) a romã (rimoná). Se partidas (palgei), se (im) for erudito (talmid chacham) — aguardará (yetzapeh) Torá (letorá), pois foi dito (sheneemar): "far-te-ei beber (ashkecha) do vinho (miyayin) aromático (harekach), do néctar (measis) de minha romã (rimoni)" (Shir HaShirim 8:2). E se (veim) for pessoa comum (am haaretz) — aguardará (yetzapeh) preceitos (lemitzvot), pois foi dito (sheneemar): "como (kefelach) gomo de romã (harimon) é tua têmpora (rakatech)" (Shir HaShirim 4:3). O que (mai) significa "tua têmpora" (rakatech) — mesmo (afilu) os vazios (reikanin) que há em ti (shebach) estão cheios (meleim) de preceitos (mitzvot) como (kerimon) uma romã — jogo entre "rakatech" (têmpora) e "reikanin" (vazios).
"Partidas" — romãs (rimonim) que (she) se dividiram (nechleku). "Aguardará Torá" — pois foi dito "far-te-ei beber do vinho aromático", isto é (hainu) Torá (torá). "Do néctar de minha romã" — o que (hanimtzatz) se espreme (min) das romãs (harimonim) — isto é, Rashi identifica o "vinho aromático" do versículo de Shir HaShirim com a Torá, e explica "assis" como o suco espremido da fruta.
A figueira em sonho preserva o conhecimento de Torá do sonhador; romãs pequenas ou grandes anunciam prosperidade proporcional nos negócios; romãs partidas anunciam Torá para o erudito e preceitos até para o ignorante, pois "mesmo os vazios estão cheios de mitzvot como uma romã".
Aquele que vê (haroeh) oliveiras (zeitim) em sonho (bachalom), se pequenas (zutrei) — frutificam (parei) e crescem (ravei) e permanecem (kaei) seus negócios (iskeih) como (kezeitim) as oliveiras (zeitim). E isto (vehanei) se aplica (milei) a frutos (peirei), mas (aval) se viu as árvores (ilanei) — terá (havyin leih) filhos (banim) numerosos (merubin), pois foi dito (sheneemar): "teus filhos (banecha) como (kishtilei) mudas (shtilei) de oliveiras (zeitim), etc." (Tehilim 128:3). Há (ika) quem diz (deamri): aquele que vê (haroeh) uma oliveira (zayit) em sonho (bachalom) — bom (tov) nome (shem) lhe advém (yotze lo), pois foi dito (sheneemar): "oliveira (zayit) viçosa (raanan), de belo (yefeh) fruto (peri) e forma (toar), o Eterno (Hashem) chamou (kara) teu nome (shemech)" (Yirmeyahu 11:16). Aquele que vê (haroeh) azeite (shemen) de oliva (zayit) em sonho (bachalom) — aguardará (yetzapeh) a luz (limor) da Torá (torá), pois foi dito (sheneemar): "e tomarão (veyikchu) para ti (elecha) azeite (shemen) de oliva (zayit) puro (zach)" (Shemot 27:20). Aquele que vê (haroeh) tâmaras (tmarim) em sonho (bachalom) — cessaram (tamu) seus pecados (avonotav), pois foi dito (sheneemar): "cessou (tam) teu pecado (avonech), filha (bat) de Tzion (Tzion)" (Eichá 4:22, jogo entre "tamar" e "tam").
Frutos de oliveira em sonho anunciam prosperidade nos negócios; as próprias árvores anunciam filhos numerosos; segundo outra opinião, a oliveira anuncia bom nome; o azeite anuncia luz de Torá; e as tâmaras anunciam o fim dos pecados, por associação com "tam" (cessou).
Disse (amar) Rav Yosef: aquele que vê (haroeh) uma cabra (ez) em sonho (bachalom) — ano (shaná) abençoado (mitbarechet) lhe advém (lo); se viu cabras (izim) no plural — anos (shanim) abençoados (mitbarchot) lhe advêm (lo), pois foi dito (sheneemar): "e o suficiente (vedei) leite (chalev) de cabras (izim) para teu pão (lelachmecha)" (Mishlei 27:27). Aquele que vê (haroeh) murta (hadas) em sonho (bachalom) — seus bens (nechasav) prosperam (matzlichin lo). E se (veim) não (ein) tem (lo) bens (nechasim) — uma herança (yerushá) lhe cai (nofelet lo) de outro lugar (mimakom acher). Disse (amar) Ulá, e há quem diga (veamri lah) que numa baraita (bematnita) se ensinou (tana): e isto (vehu) quando (de) a viu (chaza) em seus ramos (bechanayhu) — isto é, presa à planta, no lugar onde cresce, e não colhida. Aquele que vê (haroeh) um etrog (etrog) em sonho (bachalom) — é honrado (hadur hu) diante (lifnei) de seu Criador (konó), pois foi dito (sheneemar): "fruto (peri) de árvore (etz) formosa (hadar), ramos (kapot) de tamareiras (tmarim)" (Vayikra 23:40). Aquele que vê (haroeh) um lulav (lulav) em sonho (bachalom) — não (ein lo) tem senão (ela) um (echad) coração (lev) para com seu Pai (leaviv) que está nos Céus (shebashamayim) — jogo entre "lulav" e "lev" (coração).
"Seus bens prosperam" — como (kehadas) esta (zeh) murta, cujas folhas (shealav) se dispõem em trios (meshulashim) uma (zeh) sobre (al) a outra (zeh) como (kemin) uma trança (klia). "Em seus ramos" — em seu lugar próprio (al kanam bimkoman), ainda ligada (bemechubar) — isto é, Rashi explica que a murta simboliza prosperidade por sua folhagem entrelaçada, e que a condição de Ulá exige vê-la ainda presa à planta, não colhida ou solta.
Cabra ou cabras em sonho anunciam anos abençoados; murta anuncia prosperidade dos bens (ou herança inesperada, se vista ainda presa aos ramos); etrog anuncia honra diante do Criador; lulav anuncia coração único e sincero voltado a Deus.
Aquele que vê (haroeh) um ganso (avoz) em sonho (bachalom) — aguardará (yetzapeh) sabedoria (lechochmá), pois foi dito (sheneemar): "sabedorias (chochmot) na rua (bachutz) clamam (taroná)" (Mishlei 1:20, associando o grasnado do ganso ao clamor da sabedoria). E aquele que veio (vehaba) sobre ela (aleha) em sonho torna-se (havei) chefe (rosh) de academia (yeshivá). Disse (amar) Rav Ashi: eu (ani) a vi (reitiha), e vim (uvati) sobre ela (aleha), e subi (usleikit) à grandeza (ligdulá).
"Torna-se chefe de academia" — pois (she) proclama (machriz) e ordena (umetzaveh) aos muitos (larabim) — como o ganso que grasna alto e chama atenção. "Eu a vi, etc." — e por isso (veal ken) me tornei (naaseiti) chefe (rosh) de academia (yeshivá) em Mata Mechasya (Mata Mechasya).
O ganso em sonho anuncia sabedoria, e vir sobre ele anuncia liderança de academia — presságio confirmado por Rav Ashi em experiência própria.
Aquele que vê (haroeh) um galo (tarnegol) em sonho (bachalom) — aguardará (yetzapeh) um filho (ben) varão (zachar). Se viu galos (tarnegolim) no plural — aguardará (yetzapeh) filhos (banim) varões (zecharim). Se viu uma galinha (tarnegolet) — aguardará (yetzapeh) um jardim (tarbitzá) agradável (naá) e alegria (gilá) — jogo de palavras entre "tarnegolet" e "tarbitzá... gilá". Aquele que vê (haroeh) ovos (beitzim) em sonho (bachalom) — sua situação está pendente (teluyá) de seu pedido (bakashato). Se se quebraram (nishtabru) — realiza-se (naaset) seu pedido (bakashato). E assim (vechen) nozes (egozim), e assim (vechen) pepinos (kishuim), e assim (vechen) todo (kol) utensílio (klei) de vidro (zechuchit), e assim (vechen) tudo (kol) que se quebra (hanishbarim) como estes (kaelu) — isto é, para todos estes objetos que ocultam algo comestível ou útil sob uma casca ou invólucro, é a quebra do invólucro que libera e realiza o pedido do sonhador.
"Tarbitzá" — jardim (gina), ou também (iy nami) casa (beit) de estudo (hamidrash); "tarbitzá naá vegilá" é acróstico (notarikon) de "tarnegol" (tarnegol). "Pendente de seu pedido" — em dúvida (besafek), como (ke) estes (hallalu) ovos (beitzim) em que (she) o alimento (haochel) está fechado (satum) dentro (bam). "Se quebraram" — foi revelado (nitgalá) o alimento (haochel) — isto é, Rashi explica a analogia: enquanto o alimento estiver oculto sob a casca, o pedido do sonhador permanece incerto; sua quebra corresponde à revelação do conteúdo e, portanto, à concretização do pedido.
Galo, galos e galinha em sonho anunciam filho, filhos varões, ou um lugar de alegria e estudo; ovos e outros objetos com casca ou invólucro (nozes, pepinos, vidro) mantêm o pedido do sonhador em suspenso até que se quebrem — o que realiza o pedido.
Aquele que entra (hanichnas) numa cidade grande (lakerach) em sonho — realizam-se (naasu lo) seus desejos (chafatzav), pois foi dito (sheneemar): "e os conduziu (vayancheim) ao porto (mechoz) de seu desejo (cheftzam)" (Tehilim 107:30). Aquele que tosquia (hamegaleach) sua cabeça (rosho) em sonho (bachalom) — bom (yafeh) presságio (siman) para ele (lo). Se tosquiou sua cabeça (rosho) e sua barba (uzekano) — para ele (lo) e para toda (ulechol) sua família (mishpachto).
"E os conduziu ao porto" — isto é (hainu) uma cidade grande (kerach). "Seu desejo" — sinal (siman) é (hu) de que seus desejos (chafatzav) se realizam (naasim). "Aquele que tosquia" — sinal (siman) de grandeza (gedulá) e esplendor (tiferet) é (hi) para ele (lo), como (kemo) "e se tosquiou e trocou de vestes, etc." (Bereshit 41, sobre Yosef antes de subir à grandeza).
Entrar numa cidade grande em sonho realiza os desejos do sonhador; tosquiar apenas a cabeça é bom presságio pessoal, e tosquiar cabeça e barba juntas estende o bom presságio a toda a família.
Aquele que se senta (hayoshev) numa banheira (baarevá) pequena (ketaná) em sonho — bom (tov) nome (shem) lhe advém (yotze lo). Numa banheira (baarevá) grande (gdolá) — a ele (lo) e a toda (ulechol) sua família (mishpachto). E isto (vehanei) se aplica (milei) quando (de) ela flutua (midalya) alto (dalouei) — isto é, quando a banheira, no sonho, se ergue como um navio sobre as águas, não quando afunda ou se enche.
"Numa banheira" — num navio (bisfiná). "Que flutua" — que (shehalechá) vai (holechet) na altura (begovah) do mar (shel yam) — isto é, Rashi identifica a "banheira" do sonho com um pequeno ou grande navio, e a condição favorável é que ele navegue erguido sobre as ondas, não submerso.
Sentar-se numa banheira (isto é, um navio) pequena, flutuando alto sobre o mar, traz bom nome ao sonhador; numa banheira grande, o bom presságio se estende a toda a família.
Aquele que faz suas necessidades (hanifneh) em sonho (bachalom) — bom (yafeh) presságio (siman) para ele (lo), pois foi dito (sheneemar): "apressa-se (mihar) o encurvado (tzoeh) a ser solto (lehipatecha)" (Yeshayahu 51:14). E isto (vehanei) se aplica (milei) quando (de) não (la) se limpou (kinach) no próprio sonho — isto é, quando o sonho termina no próprio ato de alívio, sem se completar a limpeza.
"Aquele que faz suas necessidades" — sinal (siman) é (hu) de que (she) sua sujeira (sirchono) e sua vergonha (uginuto) se separam (nifrash) e saem (veyotze) dele (mealav). "E isto quando não se limpou" — que (shelo) sujou (heemis) suas mãos (yadav) — isto é, Rashi explica que o presságio favorável está no ato de se aliviar do que suja, mas se o sonhador chega a sujar as próprias mãos ao se limpar, o sinal se perde.
Fazer as necessidades em sonho é bom presságio, pois representa livrar-se da própria sujeira e vergonha — mas apenas se o sonho não chega ao ponto de sujar as mãos ao se limpar.
Aquele que sobe (haoleh) ao telhado (lagag) em sonho (bachalom) — sobe (oleh) à grandeza (ligdulá). Se desceu (yarad) — desce (yored) de sua grandeza (migdulato). Abaye e Rava, que (deamri) ambos (tarvayhu) disseram: uma vez (keivan) que (she) subiu (alá) — já subiu (alá) — isto é, ainda que depois desça no mesmo sonho, o fato de ter subido já garante a ascensão, que não é anulada pela descida posterior. Aquele que rasga (hakorea) suas vestes (begadav) em sonho (bachalom) — rasgam-se (korim) para ele (lo) seu decreto (gzar dino) — isto é, um decreto ruim contra ele é anulado. Aquele que fica de pé (haomed) nu (arom) em sonho (bachalom), na Babilônia (bevavel) — fica de pé (omed) sem (belo) pecado (chet). Na Terra de Israel (beEretz Yisrael) — fica nu (arom) sem (belo) preceitos (mitzvot) — isto é, fora da Terra de Israel não há tantos preceitos dependentes da terra, então a nudez indica ausência de pecado; na própria Terra, onde há muitos preceitos, a nudez indica sua falta. Aquele que é detido (hanitpas) por um guarda (lesardiyot) em sonho — proteção (shmirá) lhe é feita (naaset lo). Se o colocaram (netanuhu) em correntes (bekolar) — acrescentaram-lhe (hosifu lo) proteção (shmirá) sobre (al) sua proteção (shmiratо). E isto (vehanei) se aplica (milei) a correntes (bekolar), mas (aval) corda (chavla) comum (bealma) — não (la) tem esse efeito de proteção redobrada.
"Na Babilônia fica de pé sem pecado" — pois (lefi) que (she) a terra fora de Israel (chutz laaretz) não tem (ein lah) méritos (zechuyot), mas (ela) há (yesh) pecado (avon) em habitá-la (bishivatah), e este (vezeh) que fica de pé (omed) nu (arom) está sem (belo) aqueles (otam) pecados (avonot). "Na Terra de Israel" — pois (she) muitos (harbeh) preceitos (mitzvot) dependem (tluyot) dela (bah), e este (vezeh) que fica de pé (haomed) nu (arom) é sinal (siman) de que (shehu) está desnudo (arom) de seus preceitos (mimitzvoteha). "Aquele que é detido por um guarda" — vigiam-no (shomrin oto) para que (shelo) não fuja (yivrach); logo (alma) sinal (siman) de proteção (shmirá) é (hu), que (she) o guardam (shomrin oto) de todo (midei) dano (hezek) — isto é, Rashi lê a detenção não como punição, mas como vigilância protetora contra males externos.
Subir ao telhado anuncia grandeza que persiste mesmo que o sonho continue com uma descida; rasgar as vestes anula um decreto ruim; a nudez em sonho tem sentido oposto na Babilônia (ausência de pecado) e na Terra de Israel (ausência de preceitos); e ser detido por um guarda, sobretudo em correntes, é sinal de proteção redobrada.
Aquele que entra (hanichnas) num lago (laagam) em sonho (bachalom) — torna-se (naaseh) chefe (rosh) de academia (yeshivá). Se entrou numa floresta (leyaar) — torna-se (naaseh) chefe (rosh) dos discípulos (livnei) reunidos (kalá) — isto é, o líder dos alunos que se reúnem periodicamente para ouvir e transmitir os ensinamentos do mestre.
"Lago" — que (sheyesh) tem nele (bo) canas (kanim) grandes (gdolim) e pequenas (uktanim), próximas (usmuchim) umas das outras (zeh lazeh); sinal (siman) para chefe (lerosh) de academia (yeshivá), pois (she) os grandes (hagdolim) e os pequenos (vehaktanim) se reúnem (mitkabtzim) juntos (yachad) em grande (gadol) ajuntamento (kibutz) e vêm (uvaim) ouvir (lishmoa) um discurso (drashá) de sua boca (mipiv). "Floresta" — árvores (ilanot) grandes (gdolim) e que (veeinan) não estão próximas (smuchim) umas das outras (zeh lazeh); também (af) este (zeh) é sinal (siman) para chefe (lerosh) dos discípulos (letalmidei) do mestre (harav), e ele é (vehu) "chefe dos filhos da assembleia" (rosh livnei kalá), pois (she) explica (mefaresh) aos discípulos (latalmidim) sua tradição (shmuatam) depois (achar) que o mestre (sheamad harav) se levanta, e eles (vehem) revisam (machzirin) sua tradição (shmuatam), e há (veyesh) discípulos (talmidim) que (shelo) não entendem (yavinu) as palavras (bedivrei) do mestre (harav) tão bem (kechol hatzorech) quanto necessário, e este (vezeh) lhes explica (mevinah lahem) — isto é, Rashi distingue as duas imagens: o lago, com canas grandes e pequenas próximas, representa a assembleia mista reunida ao redor do mestre principal; a floresta, com árvores grandes e espaçadas, representa o assistente que revisa e esclarece a tradição para os alunos que não a entenderam de imediato.
Entrar num lago em sonho anuncia liderança de uma academia inteira; entrar numa floresta anuncia liderança mais restrita, a de assistente que esclarece a tradição do mestre aos discípulos.
Rav Papa e Rav Huna filho (breih) de Rav Yehoshua viram (chazo) um sonho (chelma): Rav Papa, que (de) entrou (ayeil) no lago (leagma) — tornou-se (naasá) chefe (rosh) de academia (yeshivá). Rav Huna filho (breih) de Rav Yehoshua, que (de) entrou (ayeil) na floresta (leyaar) — tornou-se (naasá) chefe (rosh) dos discípulos (livnei) reunidos (kalá). Há (ika) quem diga (deamri): ambos (tarvayhu) entraram (ayelei) no lago (leagma), mas (ela) Rav Papa, que (de) pendurou (tlei) um sino (tavla) — tornou-se (naasá) chefe (rosh) de academia (yeshivá); Rav Huna filho (breih) de Rav Yehoshua, que (de) não (la) pendurou (tlei) sino (tavla) — tornou-se (naasá) chefe (rosh) dos discípulos (livnei) reunidos (kalá). Disse (amar) Rav Ashi: eu (ana) entrei (ayalit) no lago (leagma) e pendurei (uteлai) um sino (tavla) e o toquei (venabachi bah) ruidosamente (nabochei) — e por isso tornou-se, como já contara antes, chefe de academia.
"Pendurou um sino" — pareceu-lhe (nireh lo) que (shehaya) havia um sino (zog) e um badalo (veinbal) pendurado (taluy) em seu pescoço (betzavaro), emitindo (umashmia) som (kol); e é (vehu) sinal (siman) para chefe (lerosh) de academia (yeshivá), pois (she) faz ouvir (mashmia) sua voz (kol) aos muitos (larabim). "E o toquei ruidosamente" — chacoalhei-o (kishkashti) com som (bekol) — isto é, Rashi explica que o sino ao pescoço, cujo som se projeta para muitos, é o elemento distintivo entre chefe de academia e mero assistente, e que Rav Ashi confirma o presságio com sua própria experiência.
Episódio duplo sobre Rav Papa e Rav Huna filho de Rav Yehoshua: numa versão, o lago e a floresta distinguem seus destinos; noutra, ambos entraram no lago, e foi pendurar um sino sonoro que distinguiu o chefe de academia do chefe dos discípulos — presságio confirmado por Rav Ashi.
Ensinou (tani) um tanna (tana) diante (kameih) de Rav Nachman bar Yitzchak: aquele que faz sangria (hamakiz dam) em sonho (bachalom) — seus pecados (avonotav) são perdoados (mechulin) a ele (lo).
"Seus pecados são perdoados a ele" — pois (lefi) que (she) os pecados (haavonot) são chamados (kruyim) vermelhos (adumim), pois foi dito (sheneemar): "se (im) se avermelharem (yaadimu) como escarlate (katolá)" (Yeshayahu 1:18), e diz (veomer): "manchado (nichtam) está teu pecado (avonech)" (Yirmeyahu 2:22); e sinal (siman) é (hu) de que (she) se separam (porshin) dele (mimenu) — isto é, o sangue derramado na sangria do sonho representa os próprios pecados, "vermelhos" como o sangue, que se afastam do corpo do sonhador.
Fazer sangria em sonho é presságio de perdão dos pecados, associados à cor vermelha do sangue que se derrama e se afasta do corpo.
Mas (veha) não se ensinou (tanya): seus pecados (avonotav) ficam ordenados (sedurin) contra ele (lo)! O que (mai) significa "ordenados" (sedurin) — ordenados (sedurin) para serem perdoados (limachel) — isto é, resolve-se a aparente contradição: "ordenados" não significa que os pecados permanecem contra o sonhador, mas que estão dispostos, prontos, para o perdão.
Contradição resolvida: "pecados ordenados" não significa que permanecem, mas que estão organizados e prontos para serem perdoados — confirmando o ensinamento anterior.
Ensinou (tani) um tanna (tana) diante (kameih) de Rav Sheshet: aquele que vê (haroeh) uma cobra (nachash) em sonho (bachalom) — seu sustento (parnasato) está preparado (mezumenet) para ele (lo). Se o mordeu (neshacho) — dobrou-se (nichpelá lo) seu sustento. Se o matou (harago) — perdeu-se (avdá) seu sustento (parnasato). Disse-lhe (amar leih) Rav Sheshet: tanto mais (kol shekein) se dobrou (shenichpelá) seu sustento (parnasato) — isto é, Rav Sheshet objeta que matar a cobra deveria ser ainda melhor presságio, já que ele próprio venceu o perigo. Mas (vela) não é assim (hi): Rav Sheshet é quem (hu de) viu (chaza) uma cobra (chivya) em seu sonho (bechelmeih) e a matou (uktaleih) — isto é, a Guemará explica que a objeção de Rav Sheshet não decorre de raciocínio objetivo, mas de seu próprio interesse: ele mesmo havia sonhado matar uma cobra e buscava, por isso, interpretar seu sonho da forma mais favorável possível.
"Seu sustento está preparado" — como (kenachash) a cobra, cujo (she) pão (lachmo) é o pó (afar), e lhe é disponível (umatzui lo) em todo lugar (bechol makom). "Se o matou" — a cobra (lenachash): "tanto mais se dobrou seu sustento" — objeção de Rav Sheshet. "Mas não é assim" — senão que (ela) Rav Sheshet interpreta (doresh) para seu próprio benefício (lehanato), para resolver (liftor) seu sonho (chalomo) para o bem (letová) — isto é, Rashi confirma que a réplica final da Guemará desqualifica o argumento de Rav Sheshet como interesse pessoal, não como halachá objetiva.
Ver uma cobra em sonho garante sustento; ser mordido por ela dobra o sustento; matá-la, porém, faz o sustento se perder — apesar da objeção interessada de Rav Sheshet, que havia sonhado matar uma cobra e buscava interpretação mais favorável a si mesmo.
Ensinou (tani) um tanna (tana) diante (kameih) de Rabi Yochanan: todo (kol) tipo (minei) de bebida (mashkin) é bom (yafin) para o sonho (lachalom), exceto (chutz min) o vinho (hayayin). Há (yesh) quem o bebe (shoteihu) e é bom (tov) para ele (lo), e há (veyesh) quem o bebe (shoteihu) e é mau (ra) para ele (lo). Há quem o bebe e é bom para ele — pois foi dito (sheneemar): "e o vinho (veyayin) alegra (yesamach) o coração (levav) do homem (enosh)" (Tehilim 104:15). E há quem o bebe e é mau para ele — pois foi dito (sheneemar): "dai (tenu) bebida forte (shechar) ao que perece (leoved), e vinho (veyayin) aos amargurados (lemarei nafesh)" (Mishlei 31:6).
"Há quem o bebe, etc." — portanto (lefichach) não há (ein) como estabelecer (laamod al) sua interpretação (pitrono) com certeza — isto é, Rashi conclui que, diferente das outras bebidas, o vinho não tem sentido fixo, dependendo de fatores que a Guemará não especifica.
Todas as bebidas em sonho são bom presságio, exceto o vinho, cujo sentido é ambíguo — bom para uns, mau para outros — sustentado por dois versículos opostos sobre seu efeito.
Disse-lhe (amar leih) Rabi Yochanan ao tanna (letana): ensina (teni): para o erudito (talmid chacham) que sonha com vinho, sempre (leolam) é bom (tov) para ele (lo), pois foi dito (sheneemar): "ide (lechu), comei (lachamu) de meu pão (velachmi), e bebei (ushtu) do vinho (beyayin) que preparei (masachti)" (Mishlei 9:5, palavras da Sabedoria personificada, convidando ao seu banquete) — isto é, para o erudito de Torá, cujo vinho em sonho remete à própria sabedoria que ele já possui, o presságio é sempre favorável, encerrando a longa baraita sobre a interpretação dos sonhos.
Encerramento da baraita: Rabi Yochanan corrige o ensinamento sobre o vinho para o caso do erudito da Torá, para quem o vinho em sonho é sempre bom presságio, associado ao convite da própria Sabedoria em Mishlei — com isso se conclui a longa discussão sobre símbolos de sonho iniciada no fim de 56b.