D'us pergunta, segundo a Guemará, por quem faltou hoje à sinagoga; o daf traz o costume de Abraham de ter um lugar fixo para orar, a recompensa oculta e desproporcional de cada ocasião de boas obras, o episódio do profeta Eliyahu com um sábio anônimo no mercado, a humilhação de depender de outra pessoa, o preceito de vigilância nas três orações diárias, as cinco vozes que acompanham a alegria do casamento, e o ensino de que o mundo inteiro foi criado por causa de quem teme a D'us.
E todos eles (os versículos) estão escritos juntos no (tefilin do) braço.
"E todos eles estão escritos no braço" — todos estes versículos estão escritos no (tefilin do) braço, num único compartimento, pois o do braço tem apenas um compartimento, como dizemos em Menachot (34b), e todas as passagens estão escritas nele.
A primeira linha de 6b fecha a discussão iniciada no fim de 6a sobre a distribuição dos cinco versículos de louvor entre os quatro compartimentos dos tefilin da cabeça de D'us: diferentemente da cabeça, o tefilin do braço tem um único compartimento, de modo que ali todos os versículos são simplesmente escritos juntos, sem necessidade de distribuí-los — encerrando, assim, todo o excurso sobre os tefilin Divinos que atravessou o fim de 6a.
Disse Ravin bar Rav Ada, disse Rabi Yitzchak: todo aquele que costuma vir à sinagoga e não veio um dia, o Santo, Bendito Seja, pergunta por ele, como está dito: "quem entre vós teme a D'us, que escuta a voz do Seu servo, que anda em trevas e não tem luz" (Isaías 50:10).
Se foi por causa de um preceito (que faltou), há luz para ele; e se foi por um assunto opcional (mundano), não há luz para ele.
"Que confie no nome de D'us" — qual é a razão (de ser tão exigido)? Porque deveria ter confiado no nome de D'us, e não confiou.
"Pergunta por ele" — qual é a situação de fulano, por que não veio. "Que teme a D'us" — pois costumava vir a Ele. "Que anda em trevas e não tem luz" — que agora foi a um lugar de escuridão, por afastar-se de madrugar às Minhas portas.
Ravin bar Rav Ada, em nome de Rabi Yitzchak, lê o versículo de Isaías sobre "andar em trevas" como referência literal a quem costuma frequentar a sinagoga e falta um único dia: D'us mesmo "pergunta" por ele. A Guemará distingue duas situações — se a ausência foi por uma mitzvá, a "luz" da própria mitzvá o protege; se foi por assunto mundano, não há tal proteção, precisamente porque deveria ter confiado que adiar seus afazeres até depois da oração não lhe traria prejuízo algum.
Disse Rabi Yochanan: no momento em que o Santo, Bendito Seja, vem à sinagoga e não encontra ali dez (pessoas), Ele imediatamente Se ira, como está dito: "por que vim e não havia ninguém? Chamei e não havia quem respondesse?" (Isaías 50:2).
"E não havia quem respondesse" — o número (mínimo) que pudesse responder um dito de santidade (como o Kedushá, que exige quorum).
Rabi Yochanan intensifica o ensinamento anterior: não é apenas que D'us nota a falta de um indivíduo, mas que Sua ira é imediata quando o próprio quorum de dez — necessário, segundo Rashi, para responder às partes da oração que exigem santidade pública, como a Kedushá — simplesmente não se forma. O mesmo versículo de Isaías, lido de outro ângulo, expressa agora a frustração Divina diante da sinagoga vazia.
Disse Rabi Chelbo, disse Rav Huna: todo aquele que fixa um lugar para a sua oração, o D'us de Abraham o assiste.
E quando morre, dizem sobre ele: "onde está o humilde, onde está o piedoso, dos discípulos de nosso pai Abraham?"
E de onde (se prova) que nosso pai Abraham fixou um lugar? Como está escrito: "e Abraham se levantou de madrugada ao lugar onde havia estado de pé" (Gênesis 19:27); e "estar de pé" só significa oração, como está dito: "e Pinchas se pôs de pé e orou" (Salmos 106:30).
"O D'us de Abraham" — que fixou um lugar para a sua oração. "O assiste" — do mesmo modo que assistia a Abraham.
Rabi Chelbo, em nome de Rav Huna, introduz um novo tema ligado à constância da oração: fixar um lugar habitual para orar traz consigo a assistência do próprio D'us de Abraham, e quem morre tendo essa prática é elogiado como discípulo do patriarca em humildade e piedade. A prova de que o próprio Abraham fixava lugar vem do versículo sobre ele voltando de manhã "ao lugar onde havia estado de pé" — identificando "estar de pé" com orar, por analogia ao episódio de Pinchas, que também "se pôs de pé e orou".
Disse Rabi Chelbo, disse Rav Huna: quem sai da sinagoga não deve dar passos largos. Disse Abaye: isso só se disse quanto a sair; mas quanto a entrar, é uma mitzvá correr, como está dito: "corramos para conhecer a D'us" (Oséias 6:3).
Disse Rabi Zeira: no início, quando eu via os Sábios correndo para a preleção em Shabat, eu dizia: "estes Sábios estão profanando o Shabat". Depois que ouvi o que disse Rabi Tanchum, em nome de Rabi Yehoshua ben Levi — que sempre se deve correr por causa de um assunto de halachá, mesmo em Shabat, como está dito: "irão após D'us, que rugirá como um leão" (Oséias 11:10) — eu também passei a correr.
"Não deve dar passos largos" — porque isso demonstra que a permanência na sinagoga lhe parece um fardo. "Corramos" — expressão de corrida; quem persegue, corre.
"Para a preleção" — para ouvir a exposição. "Os Sábios profanam o Shabat" — pois foi dito (Shabat 113b) que é proibido dar passos largos em Shabat, como está dito: "se afastares do Shabat o teu pé".
Rav Huna estabelece uma etiqueta corporal para a sinagoga — passos comedidos ao sair, para não parecer que a permanência ali é um fardo — que Abaye qualifica: a restrição vale só para a saída; para entrar, correr é a própria mitzvá, provado por Oséias. Rabi Zeira relata sua mudança de opinião pessoal: inicialmente via com maus olhos os Sábios correndo para a preleção em Shabat — quando normalmente é proibido dar passos largos nesse dia —, mas passou a fazer o mesmo ao aprender que correr por um assunto de halachá é permitido mesmo em Shabat.
Disse Rabi Zeira: a recompensa da preleção é (por) correr (até ela).
Disse Abaye: a recompensa da calá é (por) a aglomeração.
Disse Rava: a recompensa de uma tradição (de estudo) é (pelo esforço do) raciocínio.
Disse Rav Papa: a recompensa da casa de luto é (pelo) silêncio.
Disse Mar Zutra: a recompensa do jejum é (pela) caridade (dada).
Disse Rav Sheshet: a recompensa do elogio fúnebre é (por levantar) as vozes (em choro).
Disse Rav Ashi: a recompensa da casa de casamento é (pelas) palavras (de louvor aos noivos).
"A recompensa da preleção" — o principal ganho de recompensa das pessoas que correm para ouvir a exposição da boca de um Sábio é a recompensa da corrida, pois a maioria delas não entende o suficiente para depois transmitir corretamente o ensinamento em nome de seu mestre e assim receber a recompensa do próprio aprendizado.
"A recompensa da calá" — o Shabat antes da festa, quando todos se reúnem para ouvir as leis da festa.
"A recompensa de uma tradição é o raciocínio" — pois se esforça, se cansa e pensa para compreender a razão da questão.
"A recompensa do jejum é a caridade" — pois dão caridade à noite para o sustento dos pobres, no dia em que jejuaram.
"Levantar as vozes" — erguer a voz em lamento e angústia, para que os ouvintes chorem.
"Palavras" — alegrar o noivo com palavras.
Uma cadeia de sete ditos paralelos, de sete sábios diferentes, todos na mesma fórmula ("a recompensa de X é Y"), reduz cada ocasião comunitária ao seu ganho essencial e muitas vezes oculto. Rabi Zeira liga-se ao movimento anterior: a recompensa de ir à preleção é, para a maioria que não a compreende plenamente, o próprio esforço de correr até ela. Abaye repete a ideia de 6a sobre a aglomeração na calá, agora como recompensa em si. Rava valoriza o raciocínio do estudo acima da conclusão memorizada; Rav Papa, o silêncio respeitoso na casa de luto; Mar Zutra, a caridade que acompanha o jejum; Rav Sheshet, o choro provocado pelo elogio fúnebre; e Rav Ashi, as palavras de alegria dirigidas aos noivos no casamento. Em cada caso, o valor real da mitzvá é deslocado do resultado esperado para o esforço ou gesto humano que a acompanha.
Disse Rav Huna: todo aquele que reza atrás da sinagoga (de costas para ela) é chamado "ímpio", como está dito: "ao redor os ímpios andam" (Salmos 12:9).
Disse Abaye: isso só se disse quando não vira o rosto para a sinagoga; mas se vira o rosto para a sinagoga, não há problema nisso.
Certo homem rezava atrás da sinagoga, e não virava o rosto para a sinagoga. Eliyahu passou. Viu-o, apareceu-lhe como um árabe, e disse-lhe: "é assim que estás de pé diante do teu Amo?!" — desembainhou uma espada e o matou.
"Atrás da sinagoga" — todas as portas da sinagoga ficavam a leste, conforme foi ensinado na Tosefta de Meguilá (cap. 3): à semelhança do Templo e do Tabernáculo, os rostos (da congregação) ficam voltados a oeste e as costas a leste; e quem reza atrás da sinagoga e não vira o rosto para ela parece negar Aquele diante de quem a congregação reza. E isto — o dito de Rav Huna — Abaye o restringe ao caso em que não vira o rosto para a sinagoga.
"Passou como aquele árabe" — um mercador árabe. "É assim que estás?" — expressão equivalente a "fora", "sem permissão", como dizemos em Sucá (45b): "isto é o que entra fora (do recinto)".
Rav Huna qualifica de "ímpio" quem reza de costas para a sinagoga, aplicando o versículo dos ímpios que "andam ao redor" — segundo Rashi, porque as portas da sinagoga ficavam a leste, à semelhança do Templo, e virar as costas a ela é interpretado como um gesto de rejeição pública da direção para a qual a congregação reza. Abaye restringe a proibição a quem, além de estar de costas, também não vira o rosto de volta para a sinagoga. O relato que segue é um dos mais duros do Talmud: Eliyahu, disfarçado de mercador árabe, mata sumariamente um homem que rezava assim — uma narrativa que funciona como advertência extrema sobre a gravidade desse gesto de desrespeito, ainda que o próprio texto não pretenda estabelecer um precedente legal de violência.
Disse-lhe um dos Sábios a Rav Beivai bar Abaye — e há quem diga: Rav Beivai a Rav Nachman bar Yitzchak: o que significa "quando a vileza [kerum zelut] se exalta entre os filhos do homem" (final do mesmo versículo de Salmos 12:9)?
Disse-lhe: são coisas que estão no auge do mundo, e os filhos do homem as tratam com desprezo.
"Kerum zelut" — o final do versículo citado acima. "Coisas que estão no auge do mundo" — como a oração, que sobe às alturas.
Ainda a partir do mesmo versículo de Salmos citado no movimento anterior, a Guemará agora explora sua parte final. A resposta lê "kerum zelut" (a expressão hebraica ambígua) como referência às coisas mais elevadas e importantes do mundo — a oração e as mitzvot, segundo Rashi, que "sobem" às alturas — precisamente as que as pessoas mais frequentemente tratam com desprezo e negligência, um contraste irônico entre grandeza objetiva e desonra prática.
Rabi Yochanan e Rabi Elazar, ambos disseram: assim que um homem passa a depender de outras pessoas, seu rosto muda como o (pássaro) kerum, como está dito: "kerum zelut entre os filhos do homem".
O que é "kerum"? Quando veio Rav Dimi (da Terra de Israel), disse: há um pássaro nas cidades junto ao mar, e "kerum" é o seu nome; e quando o sol brilha, ele muda para várias cores.
Rabi Ami e Rabi Asi, ambos disseram: é como se fosse julgado com dois julgamentos, fogo e água, como está dito: "fizeste homens cavalgarem sobre nossas cabeças, passamos pelo fogo e pela água" (Salmos 66:12).
"Assim que um homem depende de outras pessoas" — ele se torna vil aos olhos delas.
"Sobre nossas cabeças" — no sentido de ser (como) um credor sobre nós, que se traduz (em aramaico) "נושה" como "credor" — "כרשיא".
Rabi Yochanan e Rabi Elazar oferecem uma segunda leitura do mesmo versículo, agora não sobre a oração desprezada, mas sobre a humilhação de quem se torna dependente de outros: seu rosto "muda de cor" como o pássaro kerum — identificado por Rav Dimi como uma ave litorânea que muda de cor ao sol, imagem da vergonha visível no rosto de quem precisa pedir. Rabi Ami e Rabi Asi radicalizam a comparação: a dependência equivale a ser julgado com dois castigos simultâneos, fogo e água, aplicando um versículo de Salmos sobre opressão e provação.
E disse Rabi Chelbo, disse Rav Huna: sempre deve o homem ser cauteloso com a oração de Minchá, pois Eliyahu só foi respondido na oração de Minchá, como está dito: "e sucedeu que, subindo a oferenda de Minchá, aproximou-se Eliyahu o profeta, e disse... responde-me, D'us, responde-me" (I Reis 18:36-37).
"Responde-me" — que descesse fogo do céu; e "responde-me" — que não dissessem que era obra de feitiçaria.
Rabi Yochanan disse: também na oração de Arvit, como está dito: "seja firme minha oração como incenso diante de Ti, o erguer das minhas mãos como a oferenda da tarde" (Salmos 141:2). Rav Nachman bar Yitzchak disse: também na oração de Shacharit, como está dito: "D'us, de manhã ouvirás minha voz; de manhã Te apresentarei (a minha oração) e aguardarei" (Salmos 5:4).
Rav Huna estabelece a vigilância especial com a oração de Minchá com base no episódio de Eliyahu no Monte Carmelo, cuja súplica repetida ("responde-me, responde-me") a Guemará explica como dois pedidos distintos — que o fogo descesse, e que ninguém atribuísse o milagre à feitiçaria. Rabi Yochanan e Rav Nachman bar Yitzchak, não querendo que se pense que apenas a oração da tarde merece tal cuidado, estendem o mesmo princípio às orações de Arvit e Shacharit, cada um com seu próprio versículo de apoio dos Salmos — completando, assim, a vigilância exigida nas três orações diárias.
E disse Rabi Chelbo, disse Rav Huna: todo aquele que desfruta do banquete de um noivo e não o alegra transgride cinco vozes, como está dito: "voz de júbilo e voz de alegria, voz de noivo e voz de noiva, voz dos que dizem: agradecei a D'us dos exércitos" (Jeremias 33:11).
E se o alegra, qual é a sua recompensa? Disse Rabi Yehoshua ben Levi: merece a Torá, que foi dada com cinco vozes, como está dito: "e sucedeu, ao terceiro dia, ao amanhecer, que houve vozes e relâmpagos e uma nuvem pesada sobre o monte, e voz de shofar" etc.; "e sucedeu que a voz do shofar" etc. "e D'us lhe respondia com voz" (Êxodo 19:16,19).
Mas é assim? E não está escrito: "e todo o povo via as vozes" (Êxodo 20:15)?
Aquelas vozes eram de antes da entrega da Torá.
Rabi Avahu disse: é como se tivesse oferecido uma oferenda de agradecimento, como está dito (na continuação do mesmo versículo de Jeremias): "que trazem oferenda de agradecimento à casa de D'us". Rav Nachman bar Yitzchak disse: é como se tivesse reconstruído uma das ruínas de Jerusalém, como está dito: "pois restaurarei o cativeiro da terra como no princípio, disse D'us".
"Transgride cinco vozes" — despreza as cinco vozes com as quais o Santo, Bendito Seja, abençoou Israel.
"Aquelas vozes eram de antes da entrega da Torá" — as últimas vozes mencionadas são as mesmas de que se falou acima, e diz que eram visíveis; e ainda que a voz normalmente não seja visível, esta era.
"Que trazem oferenda de agradecimento à casa de D'us" — "pois restaurarei o cativeiro" etc. — é o final do mesmo versículo das cinco vozes citado acima.
Rav Huna liga o dever de alegrar o noivo a um versículo de Jeremias que menciona cinco "vozes" distintas do casamento, tornando quem não participa dessa alegria culpado de desprezá-las. Rabi Yehoshua ben Levi eleva a recompensa de quem alegra o noivo ao nível da própria entrega da Torá, também acompanhada — segundo a contagem da Guemará em Êxodo — de cinco vozes específicas; uma objeção sobre "o povo vendo as vozes" é resolvida distinguindo vozes anteriores e posteriores à entrega da Torá propriamente dita. Rabi Avahu e Rav Nachman bar Yitzchak acrescentam duas recompensas adicionais extraídas do mesmo versículo de Jeremias — equivalente a oferecer uma oferenda de agradecimento, ou a reconstruir uma ruína de Jerusalém — encerrando o bloco sobre a alegria do casamento.
E disse Rabi Chelbo, disse Rav Huna: todo homem que tem em si o temor do Céu, suas palavras são escutadas, como está dito: "no fim de tudo, tendo-se ouvido tudo: teme a D'us" etc. (Eclesiastes 12:13).
O que significa "pois isto é todo o homem"? Disse Rabi Elazar: disse o Santo, Bendito Seja: o mundo inteiro não foi criado senão por causa deste (que teme a D'us).
Rabi Abba bar Kahana disse: este é equivalente ao mundo inteiro. Rabi Shimon ben Azai diz — e há quem diga Rabi Shimon ben Zoma diz: o mundo inteiro não foi criado senão para fazer companhia a este.
"Por causa deste" — para que este fosse criado.
"Para fazer companhia" — "compagnie" em francês antigo (glosa de Rashi).
Rav Huna afirma que quem teme o Céu tem suas palavras respeitadas, com base num versículo de Eclesiastes. A Guemará então explora a frase final desse mesmo versículo, "pois isto é todo o homem", em três leituras progressivamente mais radicais: Rabi Elazar, em nome do próprio D'us, afirma que o mundo inteiro foi criado por causa desse único homem temente; Rabi Abba bar Kahana o declara equivalente a todo o mundo; e Rabi Shimon ben Azai (ou ben Zoma) vai além, dizendo que o mundo inteiro existe apenas para lhe fazer companhia — uma escalada retórica sobre o valor infinito de uma única pessoa justa.
E disse Rabi Chelbo, disse Rav Huna: todo aquele que sabe que seu companheiro costuma cumprimentá-lo com "shalom", deve antecipar-se a ele em cumprimentá-lo, como está dito: "busca a paz e persegue-a" (Salmos 34:15). E se (o outro) o cumprimentou e ele não devolveu, é chamado "ladrão", como está dito: "e vós consumistes a vinha, o roubo do pobre está em vossas casas" (Isaías 3:14).
"O roubo do pobre" — mas acaso o roubo do rico também não é roubo? Antes, (o versículo fala em) "roubo do pobre" porque ele nada tem para lhe ser roubado, exceto não lhe devolver a saudação de paz.
O daf se encerra com um ensinamento sobre a etiqueta da saudação: quem sabe que um companheiro costuma cumprimentá-lo deve tomar a iniciativa e saudá-lo primeiro, cumprindo o mandamento de "buscar a paz e persegui-la". A consequência de não devolver uma saudação recebida é surpreendentemente severa — ser chamado "ladrão" — e Rashi explica a aplicação do versículo de Isaías sobre "o roubo do pobre": mesmo o mais pobre dos homens, que nada mais possui para ser roubado, ainda tem a sua saudação de paz; negá-la de volta é a única forma de "roubá-lo".