Mishná · Seder Nezikin · Tratado X (o último) · Completo — 20 de 20 mishnayot · Seder Nezikin completa

Massechet Horayot

מַסֶּכֶת הוֹרָיוֹת

O décimo e último tratado de Seder Nezikin — as leis do sacrifício trazido por erro de decisão do Beit Din (tribunal): quando o indivíduo que confiou na autoridade do tribunal está isento, e quando o próprio tribunal se torna obrigado

OrdemNezikin (Danos) — décimo e último tratado (completo)
Estrutura3 perakim, 20 mishnayot — o mais curto de toda a Ordem Nezikin
TemaAs leis do sacrifício (chatat) trazido quando o Beit Din HaGadol (Grande Tribunal) emite uma decisão errada, e a distinção entre quem se apoia na autoridade do tribunal e quem se apoia em si mesmo
GuemaráPossui Guemará própria no Talmud Bavli, iniciando em Horayot 2a, com o comentário de Rashi

Massechet Horayot, o décimo e último tratado de Seder Nezikin, é o mais breve de toda a Ordem: dedica-se inteiramente às leis do sacrifício trazido quando o Beit Din HaGadol (o Grande Tribunal, o Sinédrio de setenta e um) emite, por erro, uma decisão que autoriza a transgressão de uma mizvá da Torá. O Perek Alef estabelece a estrutura fundamental dessas leis: a isenção de quem age, por erro, apoiado numa decisão errada do tribunal, e a obrigação de quem já sabia do erro e mesmo assim agiu segundo ela (1:1); o caso em que o próprio tribunal já se retratara de sua decisão, mas o indivíduo, sem saber disso, agiu conforme a decisão original — controvérsia entre Rabi Shimon e Rabi Eliezer, e entre Rabi Akiva e Ben Azai (1:2); a distinção entre a decisão que nega por completo a existência de uma mizvá, isentando a todos, e a que erra apenas num detalhe de sua aplicação, obrigando o tribunal (1:3); os requisitos de unanimidade e de aptidão plena de todos os juízes para que a decisão seja válida, e a relação entre o estado de espírito do tribunal e o da congregação (1:4); e, encerrando o capítulo, a escala exata dos sacrifícios conforme toda a nação, sete tribos, ou uma única tribo tenha transgredido — controvérsia entre Rabi Meir, Rabi Yehudá, Rabi Shimon e os sábios (1:5). O Perek Bet volta-se ao sacrifício expiatório do próprio Sumo Sacerdote (Kohen Gadol) quando ele mesmo decide e transgride por erro, comparando sua responsabilidade à do tribunal para toda a congregação: sua decisão para si mesmo (2:1); expiar-se sozinho ou junto com a congregação (2:2); os dois requisitos que condicionam toda a responsabilidade comunitária (2:3); a impureza do santuário contrastada com a proibição da nidá (2:4); ouvir a voz do juramento, pronunciação dos lábios, e o estatuto singular do rei — controvérsia entre Rabi Yossei HaGlili e Rabi Akiva (2:5); a síntese completa da escala de oferendas por categoria de transgressor (2:6); e, encerrando o capítulo, os sacrifícios de culpa suspensa e certa, com as ressalvas finais de Rabi Shimon e Rabi Eliezer (2:7). O Perek Guimel, último do tratado, trata da relação entre o momento do pecado e a mudança de status do sacerdote ungido e do príncipe (3:1–3:2); do pecado anterior à nomeação e da definição precisa de "quem é o príncipe" (3:3); da definição de "quem é o ungido" e das leis comuns aos dois Sumos Sacerdotes (3:4); das diferenças de luto entre o Sumo Sacerdote e o sacerdote comum (3:5); dos princípios gerais de precedência — o mais frequente e o mais santo (3:6); da precedência entre homem e mulher (3:7); e, na mishná final de todo o tratado e de toda a Ordem Nezikin, da escala de linhagem de Israel, culminando na afirmação de que um mamzer sábio da Torá precede um Sumo Sacerdote ignorante, pois a sabedoria da Torá supera tudo (3:8).

Com o encerramento de Massechet Horayot, toda a Seder Nezikin está completa: dez tratados — Bava Kama, Bava Metzia, Bava Batra, Sanhedrin, Makot, Shevuot, Eduyot, Avodá Zará, Avot e Horayot. Segue-se agora o estudo das Ordens Kodashim e Tehorot.

Os 3 Perakim

Perek Alef — פֶּרֶק א׳ — A isenção de quem se apoia no tribunal, e a escala dos sacrifícios

Perek Bet — פֶּרֶק ב׳ — O sacrifício expiatório do Sumo Sacerdote

Perek Guimel — פֶּרֶק ג׳ — A escala de precedência e a sabedoria da Torá