O daf abre completando a baraita paralela à Mishná sobre saudações durante a Keriat Shemá, agora com a formulação plena de Rabi Meir e Rabi Yehudá. Seguem-se três perguntas práticas a Rabi Chiya e a Rabi Ami sobre interromper no Halel e na Meguilá e sobre provar comida em jejum, e depois um conjunto de ensinamentos de Rav, Shmuel, Rabi Zeirá e outros sobre a gravidade de saudar ou cuidar de negócios antes de orar, e sobre o significado de uma noite sem sonhos. O daf se encerra citando novamente a Mishná sobre os pontos "entre as seções" e trazendo, em nome de Rabi Abahu em nome de Rabi Yochanan, a decisão de que a lei segue Rabi Yehudá — não se interrompe entre "Elohechem" e a bênção "Emet veYatsiv" — e o início da razão dessa regra, que se completa no daf seguinte.
"E entre as seções, saúda-se por respeito e responde-se a saudação de paz a qualquer pessoa."
Este versículo conclui, já no início do daf 14a, a reformulação da Mishná deixada em suspenso ao final de 13b: a cláusula final atribuída a Rabi Yehudá — que, entre as seções, permite saudar por respeito e responder a saudação de paz a qualquer pessoa, respeitável ou não.
Foi ensinado também assim: aquele que lê o Shemá e encontrou-o seu mestre, ou alguém maior do que ele, entre as seções — saúda por respeito, e nem é necessário dizer que ele responde; e no meio — saúda por temor, e nem é necessário dizer que ele responde. Palavras de Rabi Meir. Rabi Yehudá diz: no meio — saúda por temor e responde por respeito; e entre as seções — saúda por respeito e responde a saudação de paz a qualquer pessoa.
A Guemará traz a versão completa e independente desta baraita, confirmando exatamente a leitura reformulada estabelecida ao final de 13b: Rabi Meir considera óbvia a permissão de responder onde já se permite saudar, tanto entre as seções quanto no meio; Rabi Yehudá, por sua vez, distingue os motivos — no meio, saúda-se por temor mas responde-se por respeito (um acréscimo real), e entre as seções, saúda-se por respeito e responde-se a qualquer saudação de paz.
Perguntou-lhe Achai, o tanaíta da escola de Rabi Chiya, a Rabi Chiya: no Halel e na Meguilá, o que vale quanto a interromper? Dizemos por argumento a fortiori: se a Keriat Shemá, que é de origem bíblica, permite interrupção — o Halel, que é de origem rabínica, não seria mais óbvio? Ou talvez a divulgação do milagre seja preferível (e por isso não se deva interromper)?
"Achai" — assim era o seu nome. "O tanaíta da escola de Rabi Chiya" — pois ele ensinava (a tradição oral) na casa de Rabi Chiya. "O que vale quanto a interromper" — para a saudação de paz.
A Guemará passa a três novas perguntas, formuladas por diferentes discípulos a seus mestres, sobre interromper atividades religiosas para saudar. A primeira, feita a Rabi Chiya, questiona se o Halel e a leitura da Meguilá de Ester — que também comportam pausas na Mishná recém-discutida para a Keriat Shemá — permitiriam interrupção pelo mesmo raciocínio, ou se a exigência de divulgar publicamente o milagre (parsumei nissa) tornaria essa interrupção mais grave.
Disse-lhe: interrompe-se, e não há problema nisso. Disse Rabá: nos dias em que o indivíduo completa o Halel (recita-o por inteiro, por ser obrigatório), entre um capítulo e outro interrompe-se; no meio de um capítulo, não se interrompe. E nos dias em que o indivíduo não completa o Halel (recita-o de forma abreviada, sendo apenas costume), mesmo no meio de um capítulo interrompe-se.
"Nos dias em que o indivíduo completa o Halel" — pois é obrigatório para toda pessoa, e são vinte e um dias no ano, como dizemos no tratado Arachin (10a).
Rabi Chiya responde afirmativamente e sem reservas: pode-se interromper também no Halel. Rabá, porém, refina a regra, distinguindo entre os dias em que o Halel completo é obrigatório — nos quais a interrupção só é permitida entre capítulos, e não em seu interior — e os dias em que se recita apenas o Halel abreviado, de caráter costumeiro, nos quais a interrupção é permitida mesmo no meio de um capítulo.
É assim mesmo?! Mas eis que Rav bar Sheva chegou à casa de Ravina, e eram dias em que o indivíduo não completa o Halel, e ele (Ravina) não interrompeu para ele!
A Guemará traz um caso concreto que parece contradizer a regra de Rabá: em um dia de Halel abreviado — quando, segundo a regra, seria permitido interromper até no meio de um capítulo —, Ravina não interrompeu sua recitação para saudar Rav bar Sheva, que o visitava.
Diferente é o caso de Rav bar Sheva, pois ele não era importante aos olhos de Ravina.
A Guemará resolve a dificuldade explicando que o caso não refuta a regra geral: Ravina simplesmente não considerava Rav bar Sheva alguém suficientemente importante para justificar a interrupção — não porque a regra de Rabá estivesse errada, mas porque a permissão de interromper pressupõe uma saudação a alguém digno de respeito.
Perguntou-lhe Ashyan, o tanaíta da escola de Rabi Ami, a Rabi Ami: aquele que está em jejum, o que vale quanto a provar (um pouco de comida, sem engolir)? Talvez seja permitido, pois ele aceitou sobre si a abstenção de comer e beber — e isso (provar) não é nem comer nem beber. Ou talvez: ele aceitou sobre si a abstenção de prazer (qualquer satisfação do paladar) — e isso (provar) há (prazer).
"O que vale quanto a provar" — o guisado, para saber se precisa de sal ou de tempero.
Uma terceira pergunta, agora a Rabi Ami, aborda um tema distinto, mas relacionado pela estrutura da dúvida: aquele que está em jejum pode provar um pouco de comida — como um cozinheiro que verifica o tempero de um guisado, conforme explica Rashi — sem engoli-la? A dúvida depende de definir exatamente o que a aceitação do jejum abrange: apenas comer e beber propriamente, ou também qualquer prazer gustativo.
Disse-lhe: prova-se, e não há problema nisso. Foi ensinado também assim: a prova (de comida) não requer bênção, e aquele que está em jejum prova, e não há problema nisso.
"A prova" — a prova de um guisado.
Rabi Ami resolve a dúvida a favor da leniência: provar comida, mesmo em jejum, é permitido e não constitui violação do voto. Uma baraita confirma essa conclusão, acrescentando ainda que tal prova, por não constituir uma refeição propriamente dita, sequer requer o recital de uma bênção antes de ser feita.
Até que quantidade se pode provar sem que isso conte como comer?
A Guemará levanta uma questão adicional: sendo permitido provar, é preciso ainda estabelecer um limite quantitativo além do qual o ato deixaria de ser mera "prova" para se tornar uma refeição real, proibida durante o jejum.
Rabi Ami e Rabi Assi provavam até a medida de um revi'it (um quarto de um log).
"Um revi'it" — um quarto de log (medida de volume).
A Guemará responde com a prática concreta de dois sábios: Rabi Ami e Rabi Assi costumavam provar comida, mesmo em jejum, até a medida de um revi'it — quantidade que se tornou o limite prático aceito para essa leniência.
Disse Rav: todo aquele que dá saudação de paz a seu companheiro antes de orar é como se o tivesse feito em um altar pagão (bamá), pois está dito: "Cessai de confiar no homem, cujo sopro está em suas narinas, pois em que (bameh) é ele estimado?" (Yeshayahu 2:22). Não leias "bameh" (em que), mas sim "bamá" (altar).
A Guemará passa a um novo bloco de ensinamentos sobre a gravidade de antepor assuntos humanos à oração. Rav ensina, por meio de um jogo de palavras entre "bameh" (em que) e "bamá" (altar/lugar de culto), que saudar alguém antes de orar equivale, em gravidade simbólica, a erguer para essa pessoa um altar — pois se estaria dando à honra humana precedência sobre a honra devida a D-us.
E Shmuel disse: o versículo deve ser lido literalmente, no sentido de: por que o estimaste, a este (o homem), e não a D-us?
"E Shmuel" — não interpreta a expressão "bameh" (em que) como se fosse "bamá" (altar), mas conforme seu sentido literal: "em que o estimaste, a este" — que antepuseste a honra dele à Minha honra.
Shmuel oferece uma explicação alternativa ao mesmo versículo, sem recorrer ao trocadilho de Rav: lido em seu sentido literal, o versículo já repreende diretamente aquele que, ao saudar o companheiro antes de orar, deu à honra do homem precedência sobre a honra devida ao próprio D-us.
Levantou uma objeção Rav Sheshet: "entre as seções, saúda-se por respeito e responde-se"!
"Saúda-se por respeito" — mas eis que a Keriat Shemá é anterior à oração, e a Mishná ensina que se saúda.
Rav Sheshet objeta a partir da própria Mishná analisada nos dafim anteriores: se ela permite saudar por respeito durante a Keriat Shemá — que é lida antes da Amidá —, como pode Rav (ou Shmuel) afirmar que saudar antes de orar equivale a erguer um altar pagão?
Explicou-a Rabi Aba: trata-se de quem se antecipa e vai à porta dele (do companheiro, para saudá-lo antes da oração).
"Explicou-a Rabi Aba" — a isto que Rav e Shmuel proibiram. "Quem se antecipa à porta dele" — mas se o encontrou pelo caminho, saúda-o.
A Guemará resolve a contradição distinguindo dois casos: a proibição severa de Rav e Shmuel refere-se apenas a quem sai deliberadamente de seu caminho para ir à porta de outra pessoa e saudá-la antes de orar, buscando ativamente essa honra; mas o caso da Mishná, de encontrar alguém casualmente pelo caminho durante a Keriat Shemá, permanece permitido, sem essa gravidade.
Disse Rabi Yoná, disse Rabi Zeirá: todo aquele que cuida de seus próprios afazeres antes de orar é como se tivesse construído um altar pagão. Disseram-lhe: disseste "altar"? Disse-lhes: não, eu disse "é proibido".
A Guemará estende o princípio de Rav de "cuidar de saudações" para "cuidar dos próprios afazeres" antes de orar, com Rabi Zeirá empregando inicialmente a mesma imagem drástica do altar pagão; mas, ao ser questionado, ele mesmo modera sua formulação, esclarecendo que pretendia dizer apenas que tal prática é proibida, sem necessariamente equivaler à gravidade de uma transgressão de idolatria.
E isto está conforme o que Rav Idi bar Avin disse: Rav Idi bar Avin disse, em nome de Rav Yitzchak bar Ashian: é proibido ao homem cuidar de seus próprios afazeres antes de orar, pois está dito: "A justiça irá adiante dele, e porá no caminho os seus passos" (Tehilim 85:14).
Assim é a versão correta (do texto): "disse Rav Idi bar Avin, disse Rabi Yitzchak bar Ashian: é proibido ao homem cuidar de seus próprios afazeres antes de orar." "Justiça" — a oração, que o justifica perante seu Criador; e só depois "porá... os seus passos" nos caminhos dos seus afazeres.
Confirma-se a leniência anterior com uma nova fonte, agora explicitamente proibindo cuidar dos próprios afazeres antes de orar (sem a imagem do altar): o versículo dos Salmos é lido por Rashi como ensinando que a "justiça" — a própria oração, que justifica a pessoa diante de seu Criador — deve vir antes de qualquer providência para os assuntos pessoais.
E disse Rav Idi bar Avin, disse Rav Yitzchak bar Ashian: todo aquele que ora e, depois, sai a caminho — o Santo, bendito seja, cuida de seus afazeres, pois está dito: "A justiça irá adiante dele, e porá no caminho os seus passos".
O mesmo sábio acrescenta a recompensa correspondente: aquele que tem o cuidado de orar antes de sair para tratar de seus afazeres recebe, em troca, a garantia de que o próprio D-us se ocupará de seus assuntos — leitura complementar do mesmo versículo.
E disse Rabi Yoná, disse Rabi Zeirá: todo aquele que dorme sete noites sem sonho algum é chamado "mau", pois está dito: "e satisfeito passará a noite, não será visitado pelo mal" (Mishlei 19:23). Não leias "sabéa" (satisfeito), mas sim "sheva" (sete).
A Guemará muda de assunto para outro ensinamento de Rabi Zeirá, ligado ao versículo anterior apenas pela cadeia de transmissão: por meio de outro jogo de palavras entre "sabéa" (satisfeito) e "sheva" (sete), ensina-se que uma pessoa que passa sete noites seguidas de sono sem sonho algum recebe, por essa razão, a designação de "má" — talvez por indicar insensibilidade excessiva ou ausência de vida interior ativa.
Disse-lhe Rav Achá, filho de Rabi Chiya bar Aba: assim disse Rabi Chiya, disse Rabi Yochanan: todo aquele que se sacia a si mesmo de palavras de Torá e então dorme não lhe são anunciadas más notícias, pois está dito: "e satisfeito passará a noite, não será visitado pelo mal".
A Guemará traz uma leitura complementar, e mais benigna, do mesmo versículo: em vez de "sabéa" ser lido como "sheva" (relativo a noites sem sonho), pode-se lê-lo em seu sentido literal — "satisfeito" — referindo-se a quem se sacia de estudo de Torá antes de dormir, garantindo-lhe, por mérito próprio, proteção contra más notícias.
"Estes são os pontos chamados 'entre as seções' etc." (citação da Mishná, para nova análise).
A Guemará retoma a Mishná que enumera, um a um, os pontos exatos "entre os parágrafos" da Keriat Shemá e das bênçãos que o cercam — entre a primeira bênção e a segunda, entre a segunda e o Shemá, entre os três parágrafos do Shemá, e entre o terceiro parágrafo e a bênção "Emet veYatsiv" — para discutir a opinião de Rabi Yehudá, que isola este último ponto e proíbe a interrupção ali.
Disse Rabi Abahu, disse Rabi Yochanan: a lei é como Rabi Yehudá, que disse: entre "Elohechem" (a última palavra do terceiro parágrafo do Shemá) e "Emet veYatsiv" (a bênção que se segue) não se interrompe. Disse Rabi Abahu, disse Rabi Yochanan: qual é a razão de Rabi Yehudá? Porque está escrito: (a Guemará prossegue no daf seguinte, citando o versículo de Yirmeyahu que se une à última palavra do Shemá).
Chega-se aqui ao ponto central do daf: a Guemará decide, em nome de Rabi Yochanan, que a lei segue Rabi Yehudá — não se pode interromper entre a última palavra do Shemá, "vosso D-us", e a bênção seguinte, "Emet veYatsiv" ("verdadeiro e íntegro"). A frase que introduz a razão dessa regra — "porque está escrito" — é retomada e completada logo no início do daf 14b, com a citação do versículo "mas o Eterno D-us é verdade" (Yirmeyahu 10:10), que se une à palavra final do Shemá para formar uma única expressão contínua.
Ver também no Talmud Yerushalmi. Esta mesma razão — a ligação entre a última palavra do Shemá e a bênção "Emet veYatsiv" — aparece no Yerushalmi, Berachot 2:2, atribuída a Rabi Levi, com a citação completa dos dois versículos unidos.
Yerushalmi Berachot 2:2 →