Talmud Bavli · Massechet Berachot · Perek Dalet, Tefilat HaShachar
קֶבַע

A resolução final sobre repetir a Amidá por causa da She'elá, as leis de quem esquece Rosh Chodesh em "Retsê", o que é oração "fixa" segundo Rabi Eliezer e os sábios, a oração curta de quem caminha em lugar de perigo, o conselho de Eliyahu a Rav Yehuda, e o início da oração do caminho

Berachot 29b

O daf abre concluindo a harmonização deixada em aberto em 29a sobre repetir a Amidá por esquecimento de She'elá, distinguindo entre lembrar-se antes ou depois de "Shomea Tefilá". Segue-se uma sugya detalhada sobre quem esquece a menção de Rosh Chodesh em "Retsê" — quando voltar à "Avodá" e quando recomeçar do início, conforme já tenha ou não afastado os pés e conforme seu costume de dizer súplicas após a oração. A Mishná de Rabi Eliezer sobre oração "fixa" é então explicada por três sábios diferentes, seguida da lei de rezar com o sol se pondo ou nascendo. O daf passa à Mishná de Rabi Yehoshua sobre a oração curta de quem caminha em lugar de perigo, explica o sentido de "toda situação de risco", traz os textos alternativos dessa oração curta transmitidos por diferentes tanaítas, e fecha com o conselho de Eliyahu a Rav Yehuda — "não te irrites e não peques, não te embriagues e não peques, e ao sair de viagem, consulta teu Criador" — introduzindo o início do texto da oração do caminho, cuja continuação prossegue em 30a.

A resolução sobre She'elá · הָא דְּאִדְּכַר בָּתַר שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה

1Esta, quando se lembrou depois de "Shomea Tefilá"
Bavli · 29b — Guemará
הָא דְּאִדְּכַר בָּתַר ״שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה״.

Conclui-se aqui a harmonização iniciada no fim de 29a, entre a fonte que dispensa repetir a Amidá por esquecimento de She'elá e a baraita que exige repeti-la: esta (a baraita que exige a repetição), trata do caso em que se lembrou depois de "Shomea Tefilá" (já passou por essa bênção sem se lembrar de inserir o pedido de chuva, e por isso não tem mais nenhuma oportunidade estrutural de corrigi-lo dentro da Amidá — devendo, portanto, repeti-la desde o início).

Nota

O daf abre concluindo, em uma única frase, a distinção que ficara pendente ao final de 29a: quem se lembra do esquecimento da She'elá ainda antes de chegar a "Shomea Tefilá" pode inseri-la ali mesmo, sem repetir a Amidá; mas quem só se lembra depois de já ter passado por essa bênção não tem mais como corrigir o esquecimento dentro da própria oração, e por isso deve repeti-la — resolvendo assim, sem contradição, as duas fontes citadas.

Quem esquece Rosh Chodesh em "Retsê" · טָעָה וְלֹא הִזְכִּיר שֶׁל רֹאשׁ חֹדֶשׁ

2Disse Rabi Tanchum, disse Rav Assi, disse Rabi Yehoshua ben Levi: quem errou e não mencionou Rosh Chodesh na "Avodá" — volta à "Avodá". Lembrou-se na "Hodaá" — volta à "Avodá". Em "Sim Shalom" — volta à "Avodá". E se concluiu — volta ao início
Bavli · 29b — Guemará
אָמַר רַבִּי תַּנְחוּם אָמַר רַב אַסִּי אָמַר רַבִּי יְהוֹשֻׁעַ בֶּן לֵוִי: טָעָה וְלֹא הִזְכִּיר שֶׁל רֹאשׁ חֹדֶשׁ בָּ״עֲבוֹדָה״ — חוֹזֵר לָ״עֲבוֹדָה״. נִזְכַּר בַּ״הוֹדָאָה״ — חוֹזֵר לָ״עֲבוֹדָה״. בְּ״שִׂים שָׁלוֹם״ — חוֹזֵר לָ״עֲבוֹדָה״. וְאִם סִייֵּם — חוֹזֵר לָרֹאשׁ.

Disse Rabi Tanchum, disse Rav Assi, disse Rabi Yehoshua ben Levi: quem errou e não mencionou o acréscimo de Rosh Chodesh ("Yaale VeYavo") na "Avodá" (a décima sétima bênção, "Restitui-Te", onde essa menção deve ser inserida) — volta à "Avodá" (basta retornar a essa bênção e prosseguir dali, sem repetir toda a Amidá). Lembrou-se na "Hodaá" (a décima oitava bênção, de agradecimento) — volta à "Avodá". Lembrou-se já em "Sim Shalom" (a décima nona e última bênção) — volta à "Avodá". E se concluiu toda a Amidá, sem se lembrar antes — volta ao início (deve recomeçar toda a oração desde a primeira bênção).

Nota

Inicia-se uma nova sugya, estruturalmente paralela à de Guevurot Guechamim, She'elá e Havdalá: agora sobre o esquecimento da menção de Rosh Chodesh (ou, por extensão, de qualquer dia especial) na bênção de "Avodá". Enquanto ainda está dentro das últimas três bênçãos da Amidá, basta retornar à "Avodá" para inserir a menção; mas se já concluiu toda a oração sem se lembrar, deve recomeçá-la inteiramente do início.

3Disse Rav Papa filho de Rav Acha bar Ada: isto que dissemos que, se concluiu, volta ao início — não dissemos senão quando afastou os pés; mas se não afastou os pés, volta à "Avodá"
Bavli · 29b — Guemará
אָמַר רַב פָּפָּא בְּרֵיהּ דְּרַב אַחָא בַּר אַדָּא: הָא דַּאֲמַרַן סִייֵּם — חוֹזֵר לָרֹאשׁ, לָא אֲמַרַן אֶלָּא שֶׁעָקַר רַגְלָיו, אֲבָל לֹא עָקַר רַגְלָיו — חוֹזֵר לָעֲבוֹדָה.

Disse Rav Papa filho de Rav Acha bar Ada: isto que dissemos, que, se concluiu a Amidá sem se lembrar, volta ao início — não dissemos senão quando afastou os pés (deu os três passos para trás que encerram formalmente a oração); mas se não afastou os pés (ainda está de pé no mesmo lugar, mesmo já tendo terminado o texto), volta à "Avodá" (pois, enquanto não se afastou, a oração ainda é considerada, em certo sentido, em curso).

Nota

Rav Papa qualifica a regra anterior, introduzindo o critério físico e formal do "afastar os pés" — o gesto de recuar três passos que marca o encerramento oficial da Amidá — como o verdadeiro divisor entre "já concluiu" e "ainda não concluiu" a oração para efeitos desta lei.

4Disseram-lhe: de onde tens isso? Disse-lhes: ouvi de Abba Mari, e Abba Mari, de Rav
Bavli · 29b — Guemará
אֲמַר לֵיהּ: מְנָא לָךְ הָא? אֲמַר לֵיהּ: מֵאַבָּא מָרִי שְׁמִיעַ לִי, וְאַבָּא מָרִי מֵרַב.

Disseram-lhe (perguntaram a Rav Papa): de onde tens isso (qual a fonte para esta distinção entre afastar ou não os pés)? Disse-lhes: ouvi isto de Abba Mari (seu pai), e Abba Mari, por sua vez, ouviu de Rav (remontando a tradição, através de duas gerações, ao próprio Rav).

Nota

A pergunta busca validar a fonte da distinção de Rav Papa, e ele a rastreia por meio de uma cadeia de transmissão precisa — de seu pai, Abba Mari, que a recebera diretamente de Rav — conferindo-lhe autoridade tanaítica-amoraica firme.

5Disse Rav Nachman bar Yitzchak: isto que dissemos que, se afastou os pés, volta ao início — não dissemos senão quando não costuma dizer súplicas depois de sua oração; mas se costuma dizer súplicas depois de sua oração, volta à "Avodá"
Bavli · 29b — Guemará
אָמַר רַב נַחְמָן בַּר יִצְחָק: הָא דַּאֲמַרַן עָקַר רַגְלָיו חוֹזֵר לָרֹאשׁ לָא אֲמַרַן אֶלָּא שֶׁאֵינוֹ רָגִיל לוֹמַר תַּחֲנוּנִים אַחַר תְּפִלָּתוֹ, אֲבָל רָגִיל לוֹמַר תַּחֲנוּנִים אַחַר תְּפִלָּתוֹ — חוֹזֵר לַעֲבוֹדָה.

Disse Rav Nachman bar Yitzchak: isto que dissemos, que, se afastou os pés, volta ao início — não dissemos senão quando não costuma dizer súplicas depois de sua oração (pessoas que não têm o hábito de acrescentar preces pessoais após a Amidá, para quem o afastar dos pés marca de fato o fim definitivo); mas se costuma dizer súplicas depois de sua oração (mesmo já tendo se afastado, ainda está, para ele, dentro do período habitual de continuação da prece), volta à "Avodá" (pois seu costume pessoal estende o âmbito da oração além do simples afastar dos pés).

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
תחנונים – כגון אלהי נצור לשוני מרע שאנו אומרים בעמידה אחר תפלה:

"Súplicas" — como a prece "meu D'us, guarda minha língua do mal", que dizemos de pé, depois da oração (a Amidá).

Nota

Rav Nachman bar Yitzchak refina ainda mais a distinção, introduzindo o costume pessoal como fator relevante: para quem tem o hábito de prolongar sua permanência em oração com súplicas adicionais após a Amidá formal (como a prece "meu D'us, guarda minha língua"), o simples ato de afastar os pés não encerra ainda o período de oração — e por isso ele pode voltar apenas à "Avodá", sem necessidade de recomeçar tudo.

6Há quem diga: disse Rav Nachman bar Yitzchak: isto que dissemos que, se não afastou os pés, volta à "Avodá" — não dissemos senão quando costuma dizer súplicas depois de sua oração; mas se não costuma dizer súplicas depois de sua oração, volta ao início
Bavli · 29b — Guemará
אִיכָּא דְאָמְרִי אָמַר רַב נַחְמָן בַּר יִצְחָק: הָא דַּאֲמַרַן כִּי לֹא עָקַר רַגְלָיו חוֹזֵר לַעֲבוֹדָה לָא אֲמַרַן אֶלָּא שֶׁרָגִיל לוֹמַר תַּחֲנוּנִים אַחַר תְּפִלָּתוֹ, אֲבָל אִם אֵינוֹ רָגִיל לוֹמַר תַּחֲנוּנִים אַחַר תְּפִלָּתוֹ — חוֹזֵר לָרֹאשׁ.

Há quem diga uma versão alternativa desta mesma tradição: disse Rav Nachman bar Yitzchak: isto que dissemos, que, se não afastou os pés, volta à "Avodá" — não dissemos senão quando costuma dizer súplicas depois de sua oração; mas se não costuma dizer súplicas depois de sua oração (para quem o fim do texto formal da Amidá já é, por hábito, o fim de toda sua prece), volta ao início (mesmo sem ainda ter afastado os pés, pois para ele a oração já terminou no momento em que concluiu o texto).

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
אבל אם אינו רגיל – הויא סיום תפלתו כעקירה אפילו לא עקר:

"Mas se não costuma" — então a conclusão de sua oração equivale ao afastar dos pés, mesmo que não tenha de fato se afastado.

Nota

Uma versão invertida da mesma tradição de Rav Nachman bar Yitzchak inverte o peso do costume: aqui, é justamente para quem não tem o hábito de acrescentar súplicas que a simples conclusão do texto — mesmo sem o gesto físico de recuar — já equivale ao fim definitivo da oração, exigindo recomeço total; enquanto para quem tem esse costume, ainda há margem para retornar apenas à "Avodá".

O que é oração "fixa" · מַאי קֶבַע

7Rabi Eliezer diz: quem faz de sua oração algo fixo etc. O que é "fixo"? Disse Rabi Yaakov bar Idi, disse Rabi Oshaia: todo aquele cuja oração lhe parece um fardo. E os sábios dizem: todo aquele que não a diz em linguagem de súplicas. Rabá e Rav Yosef, ambos dizem: todo aquele que não sabe inovar algo nela
Bavli · 29b — Guemará (Mishná citada)
רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר כׇּל הָעוֹשֶׂה תְּפִלָּתוֹ קֶבַע וְכוּ׳: מַאי ״קֶבַע״? אָמַר רַבִּי יַעֲקֹב בַּר אִידֵּי אָמַר רַבִּי אוֹשַׁעְיָא: כֹּל שֶׁתְּפִלָּתוֹ דּוֹמָה עָלָיו כְּמַשּׂוֹי. וְרַבָּנַן אָמְרִי: כׇּל מִי שֶׁאֵינוֹ אוֹמְרָהּ בִּלְשׁוֹן תַּחֲנוּנִים. רַבָּה וְרַב יוֹסֵף דְאָמְרִי תַּרְוַיְיהוּ: כֹּל שֶׁאֵינוֹ יָכוֹל לְחַדֵּשׁ בָּהּ דָּבָר.

Cita-se a Mishná: Rabi Eliezer diz: quem faz de sua oração algo fixo etc. (sua oração não é considerada uma verdadeira súplica). O que é "fixo"? Disse Rabi Yaakov bar Idi, disse Rabi Oshaia: todo aquele cuja oração lhe parece um fardo (a sente como uma obrigação pesada a cumprir, e não como um momento de aproximação sincera). E os sábios dizem: todo aquele que não a diz em linguagem de súplicas (mas apenas recita o texto formalmente, sem tom de pedido genuíno). Rabá e Rav Yosef, ambos dizem: todo aquele que não sabe inovar algo nela (que não consegue acrescentar, em sua própria consciência, algo pessoal e renovado a cada vez que reza).

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
כמשוי – והיינו לשון קבע חוק קבוע הוא עלי להתפלל וצריך אני לצאת ידי חובתי: מי שאינו יכול – לכוין לבו לשאול צרכיו: לחדש בה דבר – בבקשתו והיינו לשון קבע כיום כן אתמול כן מחר:

"Como um fardo" — e esta é a linguagem de "fixo": é como dizer "uma lei fixa é para mim rezar, e preciso cumprir minha obrigação". "Aquele que não consegue" — concentrar seu coração para pedir suas necessidades. "Inovar algo nela" — isto é, em seu pedido; e esta também é a linguagem de "fixo": como hoje, assim ontem, assim amanhã (sempre a mesma coisa, sem renovação).

Nota

A Guemará retoma a Mishná já citada no início do capítulo, sobre a advertência de Rabi Eliezer contra tornar a oração algo "fixo", e apresenta três explicações amoraicas complementares do termo: sentir a oração como um fardo obrigatório; recitá-la sem tom de súplica sincera; ou ser incapaz de inovar, a cada vez, algo pessoal em seu conteúdo — três faces de uma mesma advertência contra a oração mecânica.

8Disse Rabi Zeira: eu consigo inovar algo nela, mas temo me confundir
Bavli · 29b — Guemará
אָמַר רַבִּי זֵירָא: אֲנָא יָכֵילְנָא לְחַדּוֹשֵׁי בַּהּ מִילְּתָא, וּמִסְתְּפֵינָא דִּלְמָא מִטְּרִידְנָא.

Disse Rabi Zeira: eu consigo inovar algo nela (sou capaz de acrescentar, em minha própria oração, algum pedido ou reflexão pessoal e renovada), mas temo me confundir (receio que, ao tentar inovar, eu perca o fio do texto fixo e me atrapalhe, esquecendo onde estava).

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
דילמא מטרידנא – שמא אטעה ולא אדע לחזור למקום שהפסקתי:

"Temo me confundir" — isto é: talvez eu erre e não saiba retornar ao lugar onde parei.

Nota

Rabi Zeira admite pessoalmente sua capacidade de cumprir o critério de Rabá e Rav Yosef — inovar algo na oração — mas confessa uma preocupação prática: o risco de que a própria inovação o desoriente e o faça perder o lugar exato do texto fixo, revelando a tensão real entre espontaneidade e precisão litúrgica.

9Abaye bar Avin e Rabi Chanina bar Avin, ambos dizem: todo aquele que não reza com o crepúsculo do sol. Pois disse Rabi Chiya bar Abba, disse Rabi Yochanan: mandamento é rezar com o crepúsculo do sol. E disse Rabi Zeira: qual é o versículo? "Temer-te-ão com o sol, e diante da lua, gerações e gerações". Amaldiçoaram no ocidente a quem reza com o crepúsculo do sol. Por quê? Para que não se lhe atrapalhe a hora
Bavli · 29b — Guemará
אַבָּיֵי בַּר אָבִין וְרַבִּי חֲנִינָא בַּר אָבִין דְאָמְרִי תַּרְוַיְיהוּ: כֹּל שֶׁאֵין מִתְפַּלֵּל עִם דִּמְדּוּמֵי חַמָּה. דְּאָמַר רַבִּי חִיָּיא בַּר אַבָּא אָמַר רַבִּי יוֹחָנָן: מִצְוָה לְהִתְפַּלֵּל עִם דִּמְדּוּמֵי חַמָּה. וְאָמַר רַבִּי זֵירָא: מַאי קְרָאָה — ״יִירָאוּךָ עִם שָׁמֶשׁ וְלִפְנֵי יָרֵחַ דּוֹר דּוֹרִים״. לָיְיטִי עֲלַהּ בְּמַעְרְבָא אַמַּאן דִּמְצַלֵּי עִם דִּמְדּוּמֵי חַמָּה. מַאי טַעְמָא — דִּלְמָא מִיטַּרְפָא לֵיהּ שַׁעְתָּא.

Abaye bar Avin e Rabi Chanina bar Avin, ambos dizem uma quarta explicação de "fixo": todo aquele que não reza com o crepúsculo do sol (quem não se preocupa em fazer coincidir sua oração com o exato momento do nascer ou pôr do sol, mas a diz displicentemente em qualquer hora). Pois disse Rabi Chiya bar Abba, disse Rabi Yochanan: mandamento é rezar com o crepúsculo do sol. E disse Rabi Zeira: qual é o versículo que sustenta isto? "Temer-te-ão com o sol, e diante da lua, gerações e gerações" (Salmos 72:5, associando o temor a D'us aos momentos do nascer do sol e do aparecer da lua). Amaldiçoaram (reprovaram duramente) no ocidente (em Terra de Israel) a quem reza com o crepúsculo do sol (especificamente quanto à oração da tarde, Minchá). Por quê? Para que não se lhe atrapalhe a hora (há risco de que, ao adiar a oração para tão perto do pôr do sol, algum imprevisto o impeça de rezá-la a tempo, fazendo-o perder por completo a oportunidade).

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
שאינו מתפלל עם דמדומי חמה – והיינו לשון קבע תפלתו עליו חוק קבוע לצאת ידי חובה ואינו מקפיד לחזר אחר שעת מצוה ועת רצון: עם דמדומי חמה – תפלת יוצר עם הנץ החמה ותפלת המנחה עם שקיעת החמה: ייראוך עם שמש – זו תפלת יוצר: ולפני ירח – זו מנחה: לייטי במערבא – על מי שמשהה תפלת המנחה עד דמדומי חמה שמא תטרף לו השעה ע"י אונס ועבר הזמן:

"Que não reza com o crepúsculo do sol" — e esta também é a linguagem de "fixo": sua oração é para ele uma lei fixa apenas para cumprir sua obrigação, e não se preocupa em buscar a hora do mandamento e o momento propício. "Com o crepúsculo do sol" — a oração de Yotser (a Shacharit da manhã) com o nascer do sol, e a oração de Minchá com o pôr do sol. "Temer-te-ão com o sol" — refere-se à oração de Yotser. "E diante da lua" — refere-se à Minchá. "Amaldiçoaram no ocidente" — a quem atrasa a oração de Minchá até o crepúsculo do sol, pois receiam que se lhe atrapalhe a hora por algum imprevisto e passe o tempo sem que tenha rezado.

Nota

A quarta e última explicação de oração "fixa" volta-se para a pontualidade: quem não se esforça para rezar exatamente no momento do nascer ou pôr do sol demonstra a mesma indiferença mecânica criticada por Rabi Eliezer. A Guemará, porém, também registra a reprovação inversa e específica dos sábios de Israel contra quem adia deliberadamente a Minchá para o último momento do crepúsculo, pelo risco prático de perder a oportunidade por completo.

A oração curta de quem caminha em lugar de perigo · תְּפִלָּה קְצָרָה

10Rabi Yehoshua diz: quem caminha em lugar de perigo reza uma oração curta etc., "toda situação de risco". O que é "toda situação de risco"? Disse Rav Chisda, disse Mar Ukva: mesmo na hora em que estás cheio de ira contra eles como uma mulher grávida, que estejam todas as suas necessidades diante de ti
Bavli · 29b — Guemará (Mishná citada)
רַבִּי יְהוֹשֻׁעַ אוֹמֵר הַמְהַלֵּךְ בִּמְקוֹם סַכָּנָה מִתְפַּלֵּל תְּפִלָּה קְצָרָה וְכוּ׳ בְּכָל פָּרָשַׁת הָעִבּוּר: מַאי ״פָּרָשַׁת הָעִבּוּר״? אָמַר רַב חִסְדָּא אָמַר מָר עוּקְבָא: אֲפִילּוּ בְּשָׁעָה שֶׁאַתָּה מִתְמַלֵּא עֲלֵיהֶם עֶבְרָה כְּאִשָּׁה עוּבָּרָהּ — יִהְיוּ כׇּל צׇרְכֵיהֶם לְפָנֶיךָ. אִיכָּא דְאָמְרִי אָמַר רַב חִסְדָּא אָמַר מָר עוּקְבָא: אֲפִילּוּ בְּשָׁעָה שֶׁהֵם עוֹבְרִים עַל דִּבְרֵי תוֹרָה — יִהְיוּ כׇּל צׇרְכֵיהֶם לְפָנֶיךָ.

Cita-se a Mishná: Rabi Yehoshua diz: quem caminha em lugar de perigo reza uma oração curta etc., "em toda situação de risco" (a Mishná ensina que essa oração curta deve ser dita em toda "parashat ha'ibbur"). O que é "toda situação de risco"? Disse Rav Chisda, disse Mar Ukva: mesmo na hora em que estás (D'us,) cheio de ira contra eles (contra o povo de Israel) como uma mulher grávida (prestes a explodir, no sentido de um sentimento de indignação contido e prestes a se manifestar), que estejam todas as suas necessidades diante de ti (mesmo em momentos de justa ira, que D'us continue atento aos pedidos de Israel). Há quem diga: disse Rav Chisda, disse Mar Ukva: mesmo na hora em que eles (o povo de Israel) transgridem as palavras da Torá — que estejam todas as suas necessidades diante de ti.

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
בכל פרשת העבור וכו' – כמו פרישת העבור: אפי' בשעה שאתה מתמלא עליהם עברה כאשה עוברה – והכי משמע בכל עניני פרישת העבור כגון עברה בעברה: יהיו כל צרכיהם – גלוים לפניך לרחם עליהם: אפי' בשעה שהם עוברים – ולשון פרשת העבור שהן פורשין לעבירה:

"Em toda situação de risco" etc.a expressão "parashat ha'ibbur" é entendida como "afastar-se da transgressão" (ibbur relacionado a avêra). "Mesmo na hora em que estás cheio de ira contra eles como uma mulher grávida" — e assim se explica toda a expressão "parashat ha'ibbur", como referência à ira sobre ira (um jogo de palavras entre "ibbur", gravidez, e "evrá", ira). "Que estejam todas as suas necessidades" — reveladas diante de ti, para teres piedade deles. "Mesmo na hora em que eles transgridem" — e a expressão "parashat ha'ibbur" refere-se, nesta versão, àqueles que se desviam para a transgressão.

Nota

A Guemará retoma a Mishná de Rabi Yehoshua sobre a oração curta de quem está em perigo, e investiga a expressão obscura "parashat ha'ibbur" citada em sua continuação, oferecendo duas explicações amoraicas que jogam com a semelhança sonora entre "ibbur" (gravidez, ou afastamento) e "evrá" (ira) ou "averá" (transgressão) — ambas sublinhando que mesmo em momentos de tensão entre D'us e Israel, a súplica por suas necessidades continua válida.

11Ensinaram os sábios: quem caminha em lugar de bandos de feras e assaltantes reza uma oração curta. E qual é a oração curta? Rabi Eliezer diz: "Faze tua vontade nos céus acima, e dá satisfação a teus temerosos abaixo, e o que é bom a teus olhos faze; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração"
Bavli · 29b — Guemará (Baraita)
תָּנוּ רַבָּנַן: הַמְהַלֵּךְ בִּמְקוֹם גְּדוּדֵי חַיָּה וְלִסְטִים מִתְפַּלֵּל תְּפִלָּה קְצָרָה, וְאֵיזֶה הִיא תְּפִלָּה קְצָרָה — רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר: ״עֲשֵׂה רְצוֹנְךָ בַּשָּׁמַיִם מִמַּעַל, וְתֵן נַחַת רוּחַ לִירֵאֶיךָ מִתַּחַת, וְהַטּוֹב בְּעֵינֶיךָ עֲשֵׂה, בָּרוּךְ אַתָּה ה׳ שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה״.

Ensinaram os sábios numa baraita: quem caminha em lugar de bandos de feras e assaltantes reza uma oração curta. E qual é a oração curta? Rabi Eliezer diz: "Faze tua vontade nos céus acima, e dá satisfação a teus temerosos abaixo, e o que é bom a teus olhos faze; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração".

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
עשה רצונך בשמים – שאין שם חטא ואין רצונך עליהם אלא לטוב ועבור לתחתונים על רצונך: ותן – להם ליראיך: נחת רוח – שלא יתערבב רוחם על ידי הבריות כגון ע"י חיות ולסטים: והטוב בעיניך עשה – אתה להם ודוגמא זו מצינו בספר שופטים ויאמרו בני ישראל חטאנו עשה אתה לנו (כטוב) [ככל הטוב] בעיניך אך הצילנו וגו':

"Faze tua vontade nos céus" — pois ali não há pecado, e tua vontade sobre eles (os seres celestiais) é apenas para o bem; e perdoa aos seres inferiores que transgridem tua vontade. "E dá" — a eles, a teus temerosos. "Satisfação" — para que seu espírito não se perturbe por meio das criaturas, como feras e assaltantes. "E o que é bom a teus olhos, faze" — Tu, para eles; e um exemplo semelhante encontramos no livro de Juízes: "e disseram os filhos de Israel: pecamos, faze Tu conosco conforme todo o bem a teus olhos, mas salva-nos" etc. (Juízes 10:15).

Nota

A Guemará traz a baraita completa que fundamenta a Mishná, com o texto integral da oração curta na versão de Rabi Eliezer — uma súplica breve e genérica que entrega inteiramente ao juízo divino a definição do que é bom, contentando-se em pedir proteção e satisfação espiritual para os temerosos de D'us.

12Rabi Yehoshua diz: "Ouve o clamor de teu povo Israel, e atende depressa a seu pedido; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração"
Bavli · 29b — Guemará (Baraita)
רַבִּי יְהוֹשֻׁעַ אוֹמֵר: ״שְׁמַע שַׁוְעַת עַמְּךָ יִשְׂרָאֵל, וַעֲשֵׂה מְהֵרָה בַּקָּשָׁתָם, בָּרוּךְ אַתָּה ה׳ שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה״.

Rabi Yehoshua diz um segundo texto para a oração curta: "Ouve o clamor de teu povo Israel, e atende depressa a seu pedido; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração".

Nota

A versão de Rabi Yehoshua, mais direta e específica que a de Rabi Eliezer, pede explicitamente que D'us ouça o clamor de Israel e atenda rapidamente seu pedido, sem delegar a definição do bem ao juízo divino.

13Rabi Elazar filho de Rabi Tzadok diz: "Ouve o grito de teu povo Israel, e atende depressa a seu pedido; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração"
Bavli · 29b — Guemará (Baraita)
רַבִּי אֶלְעָזָר בְּרַבִּי צָדוֹק אוֹמֵר: ״שְׁמַע צַעֲקַת עַמְּךָ יִשְׂרָאֵל, וַעֲשֵׂה מְהֵרָה בַּקָּשָׁתָם, בָּרוּךְ אַתָּה ה׳ שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה״.

Rabi Elazar filho de Rabi Tzadok diz uma terceira versão, quase idêntica à anterior: "Ouve o grito de teu povo Israel, e atende depressa a seu pedido; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração".

Nota

A versão de Rabi Elazar filho de Rabi Tzadok repete quase literalmente a de Rabi Yehoshua, trocando apenas "clamor" (shav'at) por "grito" (tza'akat) — uma variação mínima de vocabulário entre duas tradições muito próximas.

14Outros dizem: "As necessidades de teu povo Israel são muitas, e seu entendimento é curto. Seja de tua vontade, Eterno nosso D'us, que dês a cada um segundo seu sustento, e a cada corpo o que lhe falta; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração"
Bavli · 29b — Guemará (Baraita)
אֲחֵרִים אוֹמְרִים: ״צׇרְכֵי עַמְּךָ יִשְׂרָאֵל מְרוּבִּין וְדַעְתָּם קְצָרָה. יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ ה׳ אֱלֹהֵינוּ שֶׁתִּתֵּן לְכׇל אֶחָד וְאֶחָד כְּדֵי פַרְנָסָתוֹ, וּלְכׇל גְּוִיָּה וּגְוִיָּה דֵּי מַחְסוֹרָהּ, בָּרוּךְ אַתָּה ה׳ שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה״.

Outros dizem uma quarta versão: "As necessidades de teu povo Israel são muitas, e seu entendimento é curto (não sabem, por si mesmos, formular e discernir todas as suas próprias necessidades). Seja de tua vontade, Eterno nosso D'us, que dês a cada um e a cada um segundo seu sustento, e a cada corpo e a cada corpo o que lhe falta; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração".

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
ודעתם קצרה – ואינם יודעים לפרש צרכיהם:

"E seu entendimento é curto" — e não sabem discernir suas próprias necessidades.

Nota

A quarta versão, atribuída anonimamente a "outros", desenvolve uma ideia distinta das anteriores: ao invés de apenas pedir que D'us atenda ao pedido do povo, ela reconhece explicitamente a limitação humana de sequer saber articular corretamente suas próprias necessidades, confiando por isso inteiramente ao discernimento divino a tarefa de suprir a cada um o que de fato lhe falta.

15Disse Rav Huna: a halachá é como "outros"
Bavli · 29b — Guemará
אָמַר רַב הוּנָא: הֲלָכָה כַּאֲחֵרִים.

Disse Rav Huna: a halachá é como a opinião de "outros" (a quarta versão apresentada é a que deve ser efetivamente recitada como oração curta em lugar de perigo).

Nota

Encerrando a série de quatro versões tanaíticas para a oração curta, Rav Huna decide a halachá em favor da última — a de "outros" — que reconhece a incapacidade humana de discernir plenamente suas próprias necessidades e as entrega, por isso, ao juízo abrangente de D'us.

O conselho de Eliyahu e a oração do caminho · לָא תִּרְתַּח וְלָא תִּחְטֵי

16Disse-lhe Eliyahu a Rav Yehuda, irmão de Rav Sala, o Piedoso: não te irrites e não peques; não te embriagues e não peques; e quando saíres de viagem, consulta teu Criador e sai. O que é "consulta teu Criador e sai"? Disse Rabi Yaakov, disse Rav Chisda: esta é a oração do caminho. E disse Rabi Yaakov, disse Rav Chisda: todo aquele que sai de viagem precisa rezar a oração do caminho
Bavli · 29b — Guemará
אֲמַר לֵיהּ אֵלִיָּהוּ לְרַב יְהוּדָה אֲחוּהּ דְּרַב סַלָּא חֲסִידָא: לָא תִּרְתַּח וְלָא תִּחְטֵי. לָא תִּרְוֵי וְלָא תִּחְטֵי. וּכְשֶׁאַתָּה יוֹצֵא לַדֶּרֶךְ, הִמָּלֵךְ בְּקוֹנְךָ וָצֵא. מַאי הִמָּלֵךְ בְּקוֹנְךָ וָצֵא? אָמַר רַבִּי יַעֲקֹב אָמַר רַב חִסְדָּא: זוֹ תְּפִלַּת הַדֶּרֶךְ. וְאָמַר רַבִּי יַעֲקֹב אָמַר רַב חִסְדָּא: כׇּל הַיּוֹצֵא לַדֶּרֶךְ צָרִיךְ לְהִתְפַּלֵּל תְּפִלַּת הַדֶּרֶךְ.

Disse-lhe Eliyahu (o profeta, num encontro relatado) a Rav Yehuda, irmão de Rav Sala, o Piedoso: não te irrites e não peques (evita a ira, pois ela conduz ao pecado); não te embriagues e não peques (evita o excesso de bebida, pela mesma razão); e quando saíres de viagem, consulta teu Criador e sai (antes de partir para uma jornada, busca a aprovação e a proteção divina). O que é "consulta teu Criador e sai"? Disse Rabi Yaakov, disse Rav Chisda: esta é a oração do caminho (a bênção específica recitada antes de iniciar uma viagem). E disse Rabi Yaakov, disse Rav Chisda: todo aquele que sai de viagem precisa rezar a oração do caminho.

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Bavli 29b
לא תרתח ולא תחטי – לא תכעוס שמתוך הכעס אתה בא לידי חטא: לא תרוי – לא תשתכר ביין: המלך – טול רשות:

"Não te irrites e não peques" — não te encolerizes, pois pelo meio da ira chegas a pecar. "Não te embriagues" — não te embebedes com vinho. "Consulta" — isto é: toma permissão.

Nota

A Guemará encerra a sugya sobre orações especiais com um breve relato do encontro entre o profeta Eliyahu e Rav Yehuda, do qual derivam três conselhos práticos de conduta: evitar a ira e a embriaguez, ambas portas para o pecado, e, ao sair de viagem, "consultar o Criador" — expressão que a Guemará identifica como referência à obrigação de recitar a oração do caminho antes de toda jornada.

17Qual é a oração do caminho? "Seja de tua vontade, Eterno meu D'us, que me conduzas em paz, e me faças caminhar em paz, e me apoies em paz, e me salves da mão de todo inimigo e emboscada no caminho, e envies bênção nas obras de minhas mãos, e me dês graça, benevolência e misericórdia a teus olhos e aos olhos de todos os que me veem; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração"
Bavli · 29b — Guemará
מַאי תְּפִלַּת הַדֶּרֶךְ? ״יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ ה׳ אֱלֹהַי, שֶׁתּוֹלִיכֵנִי לְשָׁלוֹם, וְתַצְעִידֵנִי לְשָׁלוֹם, וְתִסְמְכֵנִי לְשָׁלוֹם, וְתַצִּילֵנִי מִכַּף כׇּל אוֹיֵב וְאוֹרֵב בַּדֶּרֶךְ, וְתִשְׁלַח בְּרָכָה בְּמַעֲשֵׂי יָדַי, וְתִתְּנֵנִי לְחֵן לְחֶסֶד וּלְרַחֲמִים בְּעֵינֶיךָ וּבְעֵינֵי כׇּל רוֹאַי, בָּרוּךְ אַתָּה ה׳ שׁוֹמֵעַ תְּפִלָּה״.

Qual é a oração do caminho? "Seja de tua vontade, Eterno meu D'us, que me conduzas em paz, e me faças caminhar em paz, e me apoies em paz, e me salves da mão de todo inimigo e emboscada no caminho, e envies bênção nas obras de minhas mãos, e me dês graça, benevolência e misericórdia a teus olhos e aos olhos de todos os que me veem; bendito és Tu, Eterno, que ouve a oração".

Nota

A Guemará transmite o texto completo da oração do caminho, uma súplica por proteção física, sucesso material e favor social durante a jornada — que se tornaria, na prática halachica posterior, uma das bênçãos mais amplamente recitadas até hoje por quem viaja.

18Disse Abaye: sempre...
Bavli · 29b — Guemará
אָמַר אַבָּיֵי: לְעוֹלָם...

Disse Abaye: sempre... (a Guemará abre aqui uma nova consideração sobre a oração do caminho — se convém a cada pessoa recitá-la individualmente ou associar-se à formulação plural da congregação — cuja continuação, incluindo o texto proposto "Seja de tua vontade... que nos conduzas em paz" etc., prossegue no início de 30a.)

Nota

O daf termina em aberto, no meio da frase de Abaye, que introduzirá a recomendação de que a pessoa associe-se à congregação na formulação da oração do caminho, dizendo-a no plural ("que nos conduza", e não apenas "que me conduza"). A continuação e o texto completo dessa formulação plural abrem o daf 30a.