O daf abre completando a explicação do ensinamento de Rabi Berechya que fechou 55a: o sol e a lua do sonho de José não se cumpriram porque, naquela hora, sua mãe Rachel já não estava viva. Segue o ensinamento de Rabi Levi de que se deve esperar por um sonho bom até vinte e dois anos, calculado a partir do sonho de José. Rav Huna ensina que ao homem bom não se mostra sonho ruim, e ao homem mau não se mostra sonho bom, exemplificado por David e Achitofel, com a discussão sobre o versículo "nenhum mal te sucederá" e a distinção entre o próprio não ver o sonho ruim e outros sonharem com ele em seu lugar; segue-se que sete noites sem sonho algum é sinal de mal, e a conclusão de que o justo vê o sonho mas não sabe o que viu. Rabi Yochanan ensina que quem sonha e fica angustiado deve levar o sonho para ser "melhorado" perante três pessoas, com a fórmula response e a leitura de três versículos de reviravolta, três de resgate e três de paz. Segue a longa oração composta por Amemar, Mar Zutra e Rav Ashi para quem sonhou e não sabe o que sonhou, a recitar diante dos sacerdotes na hora da bênção sacerdotal; a fórmula contra o olho mau invocando a descendência de José, que não é dominada pelo olho mau; e o costume de Rava de não revelar sua doença no primeiro dia. Seguem os ensinamentos de Shmuel sobre versículos ligados a sonhos verdadeiros e vãos, e a resolução de Rava de que a diferença está entre sonho trazido por um anjo e sonho trazido por um demônio. A sugya narra então a história de Rabi Banaa e os vinte e quatro intérpretes de sonhos de Jerusalém, cada um dando uma interpretação diferente que se cumpriu, ensinando que todos os sonhos seguem a boca de quem os interpreta, com a fonte de Rabi Elazar e a ressalva de Rava de que isso vale quando a interpretação corresponde ao conteúdo do próprio sonho; o caso do copeiro e do padeiro de Paró, cada um vendo o sonho do outro; o ensinamento de Rabi Yochanan de que um versículo que vem à boca ao amanhecer é uma pequena profecia, e os três sonhos que sempre se cumprem — o da manhã, o sonhado por um amigo sobre si, e o interpretado dentro de outro sonho, com a opinião adicional do sonho repetido. O daf fecha com o ensinamento de Rabi Shmuel bar Nachmani em nome de Rabi Yonatan: só se mostra ao homem aquilo que já estava em seus pensamentos do coração, com as fontes de Nevuchadnetzar e Daniel, e a conclusão de Rava de que ninguém sonha com uma palmeira de ouro ou com um elefante passando pelo buraco de uma agulha — coisas que a mente nunca concebeu.
E naquela (vehahi) hora (shaata), sua mãe (imeih) já não (la) estava viva (havat) — isto é, concluindo o ensinamento de Rabi Berechya que fechou o daf anterior, a Guemará explica por que, no sonho de José, apenas o prostrar-se das onze estrelas — seus irmãos — se cumpriu, mas não o do sol e da lua — seu pai e sua mãe: Rachel já havia morrido ao dar à luz Binyamin antes desse episódio, de modo que aquele elemento do sonho jamais poderia se realizar literalmente, confirmando que nem todo sonho verdadeiro se cumpre por inteiro.
"E naquela hora" — quando (de) ele sonhou (chalam), sua mãe (imeih) já não (la) estava viva (havat) — isto é, Rashi esclarece que já no momento mesmo do sonho de José, Rachel havia falecido, tornando impossível o cumprimento literal daquele elemento.
Conclusão do ensinamento sobre o sonho de José: o sol e a lua não se cumpriram porque, já na hora em que José sonhou, sua mãe Rachel havia morrido.
Disse (amar) Rabi Levi: sempre (leolam) espere (yetzapeh) o homem (adam) por um sonho (lachalom) bom (tov) até (ad) vinte e dois (esrim ushtayim) anos (shaná). De onde (menalan) o sabemos? De (mi) Yosef, pois está escrito (dichtiv): "estas (eleh) são as gerações (toldot) de Yaakov: Yosef, com dezessete (sheva esreh) anos (shaná), etc." (Bereshit 37:2), e está escrito (uchtiv): "e Yosef tinha trinta (shloshim) anos (shaná) quando esteve (beomdo) diante de (lifnei) Paró, etc." (Bereshit 41:46). De (min) dezessete (shavserei) até (ad) trinta (telatin) quanto (kama) há (havei)? — treze (telat serei), e sete (vesheva) de fartura (desivea) e duas (vetartei) de fome (dechafna) — eis (ha) vinte e dois (esrim ushtayim) — isto é, somando os treze anos que se passaram entre o sonho de José aos dezessete anos e sua ascensão diante de Paró aos trinta, mais os sete anos de fartura e os dois primeiros anos da fome que já haviam decorrido quando seus irmãos desceram ao Egito, chega-se a vinte e dois anos até que o sonho das estrelas se cumprisse por completo.
"Espere" — que (she) se cumpra (yitkayem). "De José" — pois (she) não (lo) se cumpriram (nitkaymu) essas (hallalu) prostrações (hishtachavayot) até (ad) vinte e dois (esrim ushtayim) anos (shaná), quando (kesheyarad) Yaakov desceu (yarad) ao Egito (lemitzrayim), quando já (shekevar) havia (haya) a fome (haraav) por dois anos (shetei shanim), pois está escrito (dichtiv) "pois (ki) já são dois anos (zeh shenatayim) de fome (haraav)" (Bereshit 45) — isto é, Rashi confirma o cálculo, apoiando-se no versículo em que José, ao se revelar aos irmãos, diz que a fome já durava dois anos.
Ensinamento de Rabi Levi de que se deve esperar por um sonho bom até vinte e dois anos, calculado a partir do intervalo entre o sonho de José aos dezessete anos e o cumprimento completo das prostrações quando Yaakov desceu ao Egito.
Disse (amar) Rav Huna: ao homem (leadam) bom (tov) não (ein) se mostra (marin) a ele (lo) sonho (chalom) bom (tov), e ao homem (uleadam) mau (ra) não (ein) se mostra (marin) a ele (lo) sonho (chalom) ruim (ra) — isto é, ao justo mostra-se, ao contrário, um sonho ruim, para que se preocupe e não peque, e essa própria angústia expia por ele; e ao ímpio mostra-se um sonho bom, para alegrá-lo e fazê-lo consumir sua recompensa neste mundo.
"Ao homem bom mostra-se a ele sonho ruim" — para que (kedei) se preocupe (sheyidag) e não (velo) peque (yechta), e para que (veshe) sua tristeza (atzvono) lhe sirva de expiação (yechaper lo). "Ao homem mau mostra-se a ele sonho bom" — para (kedei) alegrá-lo (lesamcho), para que (she) consuma (yochal) seu mundo (olamo) — isto é, Rashi explica o propósito de cada inversão: o sonho ruim leva o justo a temer e a se corrigir, e o próprio sofrimento que sente já expia parte de seus pecados; o sonho bom faz o ímpio gastar sua porção de recompensa já nesta vida, através da alegria momentânea.
Ensinamento de Rav Huna: o justo recebe sonho ruim, para que a angústia o leve a se corrigir e expie por ele; o ímpio recebe sonho bom, para consumir sua recompensa já nesta vida através da alegria passageira.
Também se ensinou (tanya) assim (nami hachi): todos (kol) os anos (shenotav) de David ele não (lo) viu (raa) sonho (chalom) bom (tov), e todos (vechol) os anos (shenotav) de Achitofel ele não (lo) viu (raa) sonho (chalom) ruim (ra) — isto é, uma baraita confirma o ensinamento de Rav Huna com dois exemplos concretos: David, o justo, jamais teve um sonho bom em toda sua vida, e Achitofel, o ímpio conselheiro de Avshalom, jamais teve um sonho ruim.
Confirmação por baraita: David, exemplo de justo, nunca teve sonho bom; Achitofel, exemplo de ímpio, nunca teve sonho ruim.
Mas não (vehachtiv) está escrito (chtiv): "nenhum mal (lo teuneh eleicha raá) te sucederá" (Tehilim 91:10) — isto é, a Guemará objeta a Rav Huna a partir deste versículo, que parece prometer ao justo a total ausência de qualquer mal, incluindo sonhos ruins? E disse (veamar) Rav Chisda em nome de (amar) Rav Yirmeya bar Abba: que não (shello) te apavorem (yavhiluchá) nem (lo) sonhos (chalomot) ruins (raim) nem (velo) pensamentos (hirhurim) ruins (raim). "E praga (venega) não (lo) se aproximará (yikrav) de tua tenda (beoholecha)" (Tehilim 91:10) — que não (shello) encontres (timtza) tua esposa (ishtecha) em dúvida (sefek) de nidá (nidá) na hora (beshaá) em que (she) vens (ata ba) do caminho (min haderech) — isto é, o versículo é reinterpretado: ele não promete a ausência de todo mal, mas apenas que o justo não será apavorado por sonhos ou pensamentos ruins, e que não encontrará sua esposa em estado de impureza duvidosa ao voltar de viagem. Mas (ela) ele mesmo (ihu) não (la) o vê (chazei leih), outros (acharinei) o veem (chazu leih) por ele — isto é, resolvendo a objeção: o justo de fato não vê ele próprio o sonho ruim, mas outra pessoa pode sonhar em seu lugar algo referente a ele, de modo que o mal ainda assim se manifesta, sem que o próprio justo seja apavorado por vê-lo.
"E David não viu sonho bom, mas não está escrito, etc." — não (lo) lemos (garsinan) assim (hachi), mas (ela) lemos (garsinan): "mas não está escrito (vehachtiv) 'nenhum mal te sucederá', etc." — isto é, Rashi corrige a versão do texto: a objeção não é sobre David especificamente, mas uma dificuldade geral contra o ensinamento de Rav Huna. É difícil (kashya) para Rav Huna, que disse (deamar) que ao homem bom (leadam tov) se mostra (marin lo) sonho (chalom) ruim (ra), e se resolve (umeshani): ele mesmo (ihu) não (la) o vê (chazi), outros (acharinei) veem (chazu) por ele (leih) sonho (chalom) ruim (ra).
Objeção ao ensinamento de Rav Huna a partir do versículo "nenhum mal te sucederá", resolvida distinguindo entre o versículo, que garante ausência de terror por sonhos ruins e pureza da esposa, e o fato de que o próprio justo não vê o sonho ruim, mas outra pessoa pode sonhá-lo por ele.
E se (vechi) ele mesmo (ihu) não (la) o vê (chaza), é qualidade louvável (mealyuta)? — isto é, a Guemará questiona a própria resolução anterior: se o justo simplesmente não sonha nada, isso seria antes um sinal ruim, não uma bênção. Mas não disse (vehaamar) Rabi Zeira: todo aquele (kol halan) que passa a noite (halan) sete (shiva) dias (yamim) sem (belo) sonho (chalom) — é chamado (nikra) "mau" (ra), pois foi dito (shenneemar): "e satisfeito (vesavea) passará a noite (yalin), não (bal) será visitado (yipaked) pelo mal (ra)" (Mishlei 19:23) — não leias (al tikrei) "satisfeito" (savea), mas sim (ela) "sete" (sheva) — isto é, quem passa sete noites sem sonho será, sim, "visitado pelo mal", pois a ausência total de sonhos é sinal ruim. Antes (ela), isto é o que se diz (hachi kaamar): que ele viu (dechaza), mas não (vela) sabe (yada) o que (mai) viu (chaza) — isto é, a resposta final é que o justo de fato sonha, inclusive com o sonho ruim que lhe é destinado por seus poucos pecados, mas o esquece antes de acordar, de modo que não chega a se apavorar com ele nem perde o benefício de tê-lo sonhado.
"E se ele mesmo não o vê, é qualidade louvável" — visto que (keivan) não (dela) vê (chazi) sonho (chalom) ruim (ra), como (kedekaamar) se disse, que não (shello) o apavorem (yavhiluhu), e sonho (vechalom) bom (tov) não (lo) tanto mais (kol shekein) ele não (dela) vê (chazi), pois (deha) se ensinou (katani) que todos (kol) os dias (yamav) de David ele não (lo) viu (raah) sonho (chalom) bom (tov) — se assim (im ken) é, ele não (lo) vê (chazi) sonho (chalom) algum (kelal) — isto é, Rashi expõe a força da dificuldade: se o justo não vê nem o sonho ruim nem, por extensão, o bom, conclui-se que ele simplesmente não sonha. "Mas sete" — sete (sheva) noites (leilot) passa a noite (yalin) e não (velo) é visitado (yipaked) por sonho (bechalom) algum (beshum) — eis que (harei) ele é (hu) mau (ra), e o odeiam (sonim oto) e não (veein) lhe mostram (marin lo) nada (kelum). E se resolve (umeshani): "que viu (dechazi) e não (vela) sabe (yada) o que (mai) viu (chazi)" — ao homem bom (leadam tov) mostra-se (marin lo) sonho (chalom) bom (tov), e antes que (ad shelo) desperte (yakitz) ele se esquece dele (mishtakachat mimenu), para que (kedei) não (shello) se alegre (yismach) — isto é, Rashi ajusta a explicação final também ao sonho bom do justo: mesmo esse ele sonha, mas o esquece antes de acordar, para não desfrutar sua recompensa já neste mundo.
Refinamento final: o justo de fato sonha — inclusive o sonho ruim que lhe cabe — mas o esquece antes de despertar, de modo que não é apavorado por ele nem consome antecipadamente sua recompensa; sete noites inteiras sem sonho algum, por sua vez, são sinal de mal.
Disse (amar) Rav Huna bar Ami em nome de (amar) Rabi Pedat em nome de (amar) Rabi Yochanan: aquele que vê (haroeh) um sonho (chalom) e sua alma (venafsho) fica angustiada (aguma), vá (yelech) e o faça ser interpretado (veyiftrenu) perante (bifnei) três (shlosha) — isto é, quem sonha algo perturbador deve levar o sonho a três pessoas. "O faça ser interpretado"?! Mas não disse (vehaamar) Rav Chisda: sonho (chelma) não (dela) interpretado (mefashar) é como (keigarta) carta (igarta) não (dela) lida (mikarya) — isto é, a Guemará objeta usando a linguagem, pois o próprio Rav Chisda já ensinara que todo sonho deve ser interpretado, tornando redundante instruir apenas para os angustiados; a dificuldade real está no verbo, sugerindo antes um procedimento diferente de mera interpretação? Antes (ela), diga-se (eima): o faça ser melhorado (yetivenu) perante (bifnei) três (shlosha) — isto é, a Guemará corrige a expressão: não se trata de buscar uma interpretação, mas de um procedimento ritual para "melhorar" o sonho perante três pessoas. Que traga (laytei) três (telata) e lhes diga (veleima lehu): "um sonho (chelma) bom (tava) eu vi (chazai)" — isto é, ainda que o sonho pareça ruim, deve-se anunciá-lo como bom. E lhe digam (veleimru leih) aqueles (hanach): "bom (tava) ele é (hu) e bom (tava) que seja (lehevei), o Misericordioso (rachmana) o torne (leshaviyeih) bom (letav). Sete (sheva) vezes (zimnin) decretem (ligzeru) sobre ti (alach) dos Céus (min shemaya) que (dehevei) seja bom (tava), e que seja (veyehevei) bom (tava)". E que digam (veleimru) três (shalosh) reviravoltas (hafuchot), e três (veshalosh) resgates (pedujot), e três (veshalosh) pazes (shlomot) — isto é, os três presentes devem recitar juntos a fórmula acima e, em seguida, três versículos que mencionam reviravolta para o bem, três que mencionam resgate, e três que mencionam paz, todos aplicados ao sonhador.
Procedimento de Rabi Yochanan para "melhorar" um sonho angustiante perante três pessoas: o sonhador o anuncia como bom, os três respondem com uma fórmula de bênção, e recitam três versículos de reviravolta, três de resgate e três de paz.
Três (shalosh) reviravoltas (hafuchot) — "transformaste (hafachta) meu pranto (mispedi) em dança (lemachol) para mim (li), desataste (pitachta) meu saco (saki) e me cingiste (vateazreni) de alegria (simcha)" (Tehilim 30:12), "então (az) se alegrará (tismach) a virgem (betulá) na dança (bemachol), e os rapazes (vebachurim) e os anciãos (uzekenim) juntos (yachdav), e transformarei (vehafachti) seu luto (evlam) em júbilo (lesasson), etc." (Yirmiyahu 31:12), "e não (velo) quis (avá) o Eterno (Hashem) teu D'us (Elokecha) escutar (lishmoa) a (el) Bilam, e transformou (vayahafoch), etc." (Devarim 23:6) — isto é, três versículos em que D'us transforma tristeza, luto ou maldição em alegria e bênção, aplicados agora ao sonho do angustiado.
Os três versículos de "reviravolta" recitados no procedimento: sobre o pranto transformado em dança, o luto em júbilo, e a maldição de Bilam transformada em bênção.
Três (shalosh) resgates (pedujot), pois está escrito (dichtiv): "resgatou (padá) em paz (veshalom) minha alma (nafshi) da guerra (mikrav) contra mim (li), etc." (Tehilim 55:19), "e os resgatados (ufeduyei) do Eterno (Hashem) voltarão (yeshuvun), etc." (Yeshayahu 35:10), "e disse (vayomer) o povo (haam) a (el) Shaul: acaso (ha) Yonatan morrerá (yamut), que fez (asher assá) esta salvação (hayeshuá), etc." (Shmuel I 14:45) — isto é, três versículos sobre resgate — da guerra, do exílio, e da morte injusta —, aplicados ao sonhador para que seja resgatado de qualquer mal contido em seu sonho.
Os três versículos de "resgate": a alma resgatada da guerra, os resgatados do Eterno que voltam, e o povo que resgata Yonatan da morte.
Três (shalosh) pazes (shlomot), pois está escrito (dichtiv): "cria (borei) o fruto (niv) dos lábios (sefatayim), paz (shalom), paz (shalom) para o distante (larachok) e para o próximo (velakarov), disse (amar) o Eterno (Hashem), e o curarei (urfativ)" (Yeshayahu 57:19), "e um espírito (veruach) se vestiu (lavsha) em (et) Amasai, etc." (Divrei Hayamim I 12:19), "e direis (vaamartem) assim (koh): para a vida (lechai)! E tu (veatá), paz (shalom), e tua casa (uveitcha), paz (shalom), etc." (Shmuel I 25:6) — isto é, três versículos sobre paz, o último tirado das palavras de David a Naval, aplicados ao sonhador para que dele e de sua casa se afaste todo mal e venha a paz.
Os três versículos de "paz": o fruto dos lábios que traz cura e paz, o espírito de paz que veste Amasai, e a saudação de paz de David a Naval — encerrando a fórmula completa para melhorar o sonho perante três pessoas.
O Talmud Yerushalmi, Berachot 5:1, traz uma oração muito próxima para quem viu um sonho ruim, citando os mesmos três versículos de "reviravolta" usados aqui — Tehilim 30:12, Devarim 23:6 e Yirmiyahu 31:12.
Ver no Yerushalmi →Amemar e Mar Zutra e Rav Ashi estavam sentados (havu yatvei) juntos (bahadei hadadei). Disseram (amri): cada (kol) um de nós (chad vechad minan) diga (leima) algo (milta) que (dela) não ouviu (shemia leih) seu companheiro (lechavreih). Abriu (patach) um deles (chad minayhu) e disse (vaamar): aquele que (hai man) viu (dachaza) um sonho (chelma) e não (vela) sabe (yada) o que (mai) viu (chaza), que se levante (likum) perante (kamei) os sacerdotes (kahanei) na hora (beidana) em que (de) estendem (parsi) suas mãos (yedayhu), e diga (veleima) assim (hachi): "Senhor (ribono) do universo (shel olam), eu (ani) sou Teu (shelach) e meus sonhos (vachalomotai) são Teus (shelach), um sonho (chalom) sonhei (chalamti) e não sei (veeini yodea) o que ele é (mah hu). Seja (bein) que sonhei (shechalamti) eu (ani) para mim mesmo (leatzmi), seja (uvein) que sonharam (shechalmu) para mim (li) meus companheiros (chaveirai), seja (uvein) que sonhei (shechalamti) sobre (al) outros (acherim), se (im) bons (tovim) eles são (hem) — fortalece-os (chazkem) e reforça-os (veametzem) como os sonhos (kachalomotav) de Yosef. E se (veim) precisam (tzerichim) de cura (refuá) — cura-os (refaem) como as águas (kemei) de Mará por meio de (al yedei) Moshé Rabeinu, e como Miriam de sua tzaraat (mitzaratah), e como Chizkiyahu de sua doença (mecholyo), e como as águas (uchmei) de Yericho por meio de (al yedei) Elisha. E assim como (ucheshem she) transformaste (hafachta) a maldição (kilelat) de Bilam o ímpio (harasha) em bênção (livracha), assim (ken) transforma (hafoch) todos (kol) os meus sonhos (chalomotai) sobre mim (alai) para o bem (letová)". E termine (umesayem) junto com (bahadei) os sacerdotes (kahanei), quando (de) o público (tzibura) responde (anei) "amém (amen)". E se não (veilo), que diga (leima) assim (hachi): "poderoso (adir) nas alturas (bamarom), que reside (shochen) em força (bigvurá), Tu és (atá) paz (shalom) e Teu nome (veshimcha) é paz (shalom). Seja Teu desejo (yehi ratzon milfanecha) que estabeleças (shetassim) sobre nós (aleinu) paz (shalom)" — isto é, uma oração alternativa e mais curta, para quando não há sacerdotes presentes estendendo as mãos na bênção sacerdotal.
Primeira das três tradições independentes de Amemar, Mar Zutra e Rav Ashi: uma longa oração para quem sonhou e não sabe o que sonhou, a ser recitada diante dos sacerdotes durante a bênção sacerdotal, invocando os sonhos bons de José e as curas de Moshé, Miriam, Chizkiyahu e Elisha, com uma versão alternativa mais breve caso não haja sacerdotes.
Abriu (patach) outro (idach) deles e disse (vaamar): aquele que (hai man) entra (ayel) numa cidade (lemata) e teme (dachel) o olho (meeina) mau (bisha), que segure (linkot) o polegar (zikpa) de sua mão (dida) direita (deyamineih) na mão (bida) esquerda (dismaleih), e o polegar (vezikpa) de sua mão (dida) esquerda (dismaleih) na mão (bida) direita (deyamineih), e diga (veleima) assim (hachi): "eu (ana), fulano (peloni) filho de (bar) fulano (peloni), venho (kaateina) da semente (mizara) de Yosef, sobre quem (deleih) o olho (eina) mau (bisha) não domina (la shalta)", pois foi dito (shenneemar): "filho (ben) frutífero (porat) é Yosef, filho (ben) frutífero (porat) junto à (alei) fonte (ayin), etc." (Bereshit 49:22) — não leias (al tikrei) "junto à fonte" (alei ayin), mas sim (ela) "os que se elevam acima do olho" (olei ayin) — isto é, releitura homilética que transforma a expressão sobre José em uma afirmação de que sua descendência se eleva acima do alcance do olho mau. Rabi Yosei berabi Chanina disse (amar), daqui (mehacha): "e multiplicar-se-ão como peixes (veyidgu) em abundância (larov) no meio (bekerev) da terra (haaretz)" (Bereshit 48:16) — assim como (mah) os peixes (dagim) que estão no mar (shebayam), as águas (mayim) os cobrem (mechasim aleihem) e o olho (ein) mau (raá) não domina (sholetet) sobre eles (bahem), também (af) a semente (zaro) de Yosef o olho (ein) mau (raá) não domina (sholetet) sobre eles (bahem) — isto é, comparação com os peixes, protegidos da vista por estarem cobertos pela água, aplicada à descendência de José. E se (veee) teme (dachel) pelo olho (meeina) mau (bisha) que é dele mesmo (dileih), que olhe (lichzei) para o lado (atarfa) esquerdo (dismaleih) de suas narinas (dinchireih) — isto é, um gesto adicional para quem teme que seu próprio olhar tenha efeito nocivo, direcionando o olhar para o lado da narina esquerda.
"Zikpa" — o polegar (godal). "'Junto à fonte' — 'os que se elevam acima do olho'" — dominantes (shalitin) sobre (al) o olho (haayin), e não (velo) o olho (haayin) domina (olá) sobre eles (bahen). "O lado esquerdo de suas narinas" — a parede (dofen) esquerda (hasmali) de seu nariz (shel chotmo).
Segunda tradição: fórmula e gesto com os polegares contra o olho mau ao entrar numa cidade, invocando a descendência de José, comparada aos peixes que a água protege da vista — com a variante para quando se teme o próprio olhar.
Abriu (patach) outro (idach) deles e disse (vaamar): aquele que (hai man) adoece (dachalish), no primeiro (kama) dia (yoma) não (la) revele (legalei), para que (ki heichi de) não (la) piore (litra) sua sorte (mazaleih), a partir daí (mikan veeilach) que revele (legalei) — isto é, quem cai doente deve manter isso oculto no primeiro dia, para que a notícia não agrave sua sorte, revelando-a apenas depois. Como (ki ha) aquele caso de Rava, que quando (ki havá) adoecia (chalish), no primeiro (kama) dia (yoma) não revelava (la megalei); a partir daí (mikan veeilach) dizia (amar leih) a seu servo (leshamaeih): sai (pok) e anuncia (achraz): "Rava adoeceu (chalash)". Quem (man) me ama (derachim li) — que peça (livei) por mim (alai) misericórdia (rachamei), e quem (uman) me odeia (desanei li) — que se alegre (lichdei li) — isto é, Rava preferia anunciar sua doença apenas depois do primeiro dia, e ao fazê-lo pedia que seus amigos orassem por ele e permitia mesmo que seus inimigos se alegrassem. E está escrito (uchtiv): "quando cair (binfol) teu inimigo (oyvecha) não (al) te alegres (tismach), e quando tropeçar (uvikasholo) não (al) exulte (yagel) teu coração (libecha), para que não (pen) veja (yireh) o Eterno (Hashem) e seja mau (vera) a Seus olhos (beeinav), e afaste (veheshiv) dele (mealav) Sua ira (apo)" (Mishlei 24:17-18) — isto é, Rava aceitava que seus inimigos se alegrassem, citando este versículo que adverte contra alegrar-se com a queda do inimigo, pois isso pode levar D'us a poupar o inimigo, entendendo que a alegria do inimigo com seu próprio sofrimento já lhe traz algum benefício, sem essa preocupação.
"Aquele que adoece" — quem (mi) que (she) caiu doente (chala). "Quem me odeia, que se alegre" — e por meio disso (umitoch kach) se afastará (yashuv) a ira (charon af) de sobre mim (mealai) — isto é, Rashi explica a lógica de Rava: permitir que o inimigo se alegre com sua doença faz com que a ira Divina, que poderia recair sobre esse inimigo por sua alegria maldosa, se afaste dele.
Terceira tradição: quem adoece deve ocultar isso no primeiro dia, para não piorar sua sorte, revelando depois — como fazia Rava, que ao anunciar sua doença pedia orações dos amigos e tolerava a alegria dos inimigos, citando o versículo de Mishlei sobre não se alegrar com a queda do inimigo.
Shmuel, quando (ki havá) via (chazei) um sonho (chelma) ruim (bisha), dizia (amar): "e sonhos (vachalomot) vãos (hashav) falam (yedaberu)" (Zecharyá 10:2) — isto é, ao ter um sonho ruim, Shmuel recitava este versículo para desconsiderá-lo como algo vão, sem valor real. Quando (ki havá) via (chazei) um sonho (chelma) bom (tava), dizia (amar): acaso (vechi) os sonhos (hachalomot) vãos (hashav) falam (yedaberu)? Mas não (vehachtiv) está escrito (chtiv) "em sonho (bachalom) falarei (adaber) com ele (bo)" (Bemidbar 12:6) — isto é, ao ter um sonho bom, Shmuel citava, ao contrário, este versículo que afirma que D'us fala com o homem por meio do sonho, reconhecendo assim valor real ao sonho bom!
Prática de Shmuel: descartava o sonho ruim citando o versículo sobre sonhos vãos, mas atribuía valor ao sonho bom citando o versículo sobre D'us falar por meio de sonhos.
Rava contrapôs (ramei): está escrito (ktiv) "em sonho (bachalom) falarei (adaber) com ele (bo)", e está escrito (uchtiv): "e sonhos (vachalomot) vãos (hashav) falam (yedaberu)" — isto é, Rava formula explicitamente a contradição entre os dois versículos usados por Shmuel! Não (la) é difícil (kashya): aqui (kan), por meio de (al yedei) um anjo (malach); aqui (kan), por meio de (al yedei) um demônio (shed) — isto é, Rava resolve a contradição distinguindo a origem do sonho: quando é transmitido por um anjo, a mensagem é verdadeira, como diz o versículo de Bemidbar; quando é transmitido por um demônio, é vão, como diz o versículo de Zecharyá.
Resolução de Rava para a contradição entre os dois versículos sobre sonhos: o sonho verdadeiro vem por meio de um anjo, o sonho vão vem por meio de um demônio.
Disse (amar) Rabi Bizna bar Zavda em nome de (amar) Rabi Akiva em nome de (amar) Rabi Panda em nome de (amar) Rav Nachum em nome de (amar) Rabi Birim, em nome de (mishum) um certo ancião (zaken echad) — e quem é (umanu)? Rabi Benaá: vinte e quatro (esrim vearba) intérpretes (potrei) de sonhos (chalomot) havia (hayu) em Yerushalayim, certa vez (paam achat) sonhei (chalamti) um sonho (chalom) e fui (vehalachti) a (etzel) todos eles (kulam), e o que (umah) me interpretou (patar li) um (zeh) não (lo) me interpretou (patar li) o outro (zeh), e todos (vechulam) se cumpriram (nitkaymu) em mim (bi) — isto é, Rabi Benaá relata que, ao consultar todos os vinte e quatro intérpretes com o mesmo sonho, cada um deu uma interpretação diferente das dos demais, e ainda assim todas se cumpriram nele, sem exceção. Para cumprir (lekayem) o que (mah) foi dito (shenneemar): "todos (kol) os sonhos (hachalomot) seguem (holchim) a boca (achar hapeh)" — isto é, o episódio demonstra concretamente o princípio de que o cumprimento de um sonho é determinado pela interpretação dada, e não por um único significado fixo e objetivo.
Relato de Rabi Benaá: consultou vinte e quatro intérpretes de sonhos em Jerusalém com o mesmo sonho, recebeu vinte e quatro interpretações diferentes, e todas se cumpriram nele — demonstrando que todos os sonhos seguem a boca de quem os interpreta.
Mas acaso (atu) "todos (kol) os sonhos (hachalomot) seguem (holchim) a boca (achar hapeh)" é um versículo (kra hu)? — isto é, a Guemará questiona a fonte citada, pois essa frase não aparece literalmente em nenhum lugar da Escritura. Sim (in) — e é como (vechid) ensinou Rabi Elazar. Pois disse (deamar) Rabi Elazar: de onde (minayin) que todos (shekol) os sonhos (hachalomot) seguem (holchin) a boca (achar hapeh)? — pois foi dito (shenneemar): "e foi (vayehi), assim como (kaasher) ele nos interpretou (patar lanu), assim (ken) foi (hayá)" (Bereshit 41:13) — isto é, o versículo sobre o copeiro de Paró, cujo sonho se cumpriu exatamente como José o interpretou, é a base para o princípio de que a interpretação determina o cumprimento. Disse (amar) Rava: e isso é (vehu) quando (di) se interpreta (mefashar leih) conforme o teor (meein) do próprio sonho (chelmeih), pois foi dito (shenneemar) "cada um (ish) conforme seu sonho (kachalomo) interpretou (patar)" (Bereshit 41:12) — isto é, Rava restringe o princípio: ele só se aplica quando a interpretação dada tem relação genuína com o conteúdo do sonho, não a qualquer interpretação arbitrária.
Fonte bíblica do princípio "todos os sonhos seguem a boca": o versículo sobre o cumprimento exato da interpretação de José ao copeiro, com a ressalva de Rava de que isso vale apenas quando a interpretação corresponde ao teor real do sonho.
"E viu (vayar) o chefe (sar) dos padeiros (haofim)" (Bereshit 40:16) — isto é, ao ver que a interpretação de José ao copeiro havia sido boa, o padeiro se sentiu encorajado a relatar seu próprio sonho — de onde (mena) ele sabia (yada) — isto é, como o padeiro poderia saber que a interpretação dada ao copeiro fora boa, se cada sonho e sua interpretação são coisas privadas? Disse (amar) Rabi Elazar: ensina (melamed) que a cada um (shekol echad veechad) deles foi mostrado (hiruhu) seu próprio sonho (chalomo) e a interpretação (ufitron) do sonho (chalomo) de seu companheiro (shel chaveiro) — isto é, tanto o copeiro quanto o padeiro sonharam, na mesma noite, não apenas seu próprio sonho, mas também viram em sonho a interpretação que seria dada ao sonho do outro, o que permitiu ao padeiro saber que a interpretação de José ao copeiro fora favorável.
Explicação de como o padeiro soube que a interpretação dada ao copeiro fora boa: cada um dos dois viu em sonho, além do próprio sonho, também a interpretação do sonho do companheiro.
Disse (amar) Rabi Yochanan: quem acorda cedo (hishkim) e cai (venafal) para ele (lo) um versículo (pasuk) dentro de (letoch) sua boca (piv), eis que (harei) isto é (zo) uma pequena (ketaná) profecia (nevuá) — isto é, quando alguém, ao acordar de manhã, se vê recitando espontaneamente um versículo, sem tê-lo buscado deliberadamente, isso é considerado uma forma menor de inspiração profética.
Ensinamento de Rabi Yochanan: um versículo que vem espontaneamente à boca ao amanhecer é considerado uma pequena profecia.
E disse (veamar) Rabi Yochanan: três (shlosha) sonhos (chalomot) se cumprem (mitkaymin): o sonho (chalom) da manhã (shel shacharit), e o sonho (vachalom) que (she) seu companheiro (chaveiro) sonhou (chalam) para ele (lo), e o sonho (vachalom) que (she) foi interpretado (niftar) dentro de (betoch) um sonho (chalom) — isto é, três categorias específicas de sonho têm garantia especial de se cumprir: o sonhado próximo do amanhecer, o que outra pessoa sonha a respeito de alguém, e o sonho cuja interpretação é revelada dentro de outro sonho. E há quem diga (veyesh omer): também (af) o sonho (chalom) que (she) se repete (nishná), pois foi dito (shenneemar): "e sobre (veal) se repetir (hishanot) o sonho (hachalom), etc." (Bereshit 41:32) — isto é, uma quarta opinião acrescenta o sonho que se repete, apoiando-se no versículo em que José explica a Paró que a repetição do sonho da fartura e da fome indica a certeza de seu cumprimento.
Os três sonhos que sempre se cumprem, segundo Rabi Yochanan: o da manhã, o sonhado por outra pessoa, e o interpretado dentro de outro sonho — com a opinião adicional de que também o sonho repetido se cumpre, apoiada no versículo sobre o sonho de Paró.
Disse (amar) Rabi Shmuel bar Nachmani em nome de (amar) Rabi Yonatan: não (ein) se mostra (marin) a ele (lo), ao homem (leadam), senão (ela) os pensamentos (mehirhurei) de seu coração (libo), pois foi dito (shenneemar): "tu (ant), rei (malka), teus pensamentos (rayonach) sobre (al) teu leito (mishkevach) subiram (seliku)" (Daniel 2:29) — isto é, o versículo dito a Nevuchadnetzar mostra que seu sonho refletia os pensamentos que já o ocupavam antes de dormir. E se quiseres (veibaeit), diga-se (eima) daqui (mehacha): "e os pensamentos (verayonei) de teu coração (livevach) saberás (tinda)" (Daniel 2:30). Disse (amar) Rava: sabe-se disso (tida), pois (de) não (la) se mostra (machavu leih) a um homem (leinish) nem (la) uma palmeira (dikla) de ouro (dedahava), nem (vela) um elefante (pila) que (de) passa (ayel) pelo buraco (bekufa) de uma agulha (demachta) — isto é, Rava traz a prova final e conclusiva: como ninguém jamais viu ou concebeu em pensamento uma palmeira de ouro ou um elefante passando pelo fino buraco de uma agulha, tais imagens nunca aparecem em sonho algum, confirmando que o sonho só reflete aquilo que já existia, de algum modo, nos pensamentos de quem sonha.
"Os pensamentos de seu coração" — aquilo que (mah) ele pensa (meharher) durante o dia (bayom). "Teus pensamentos" — tuas cogitações (machshevotecha), e assim (vechen) toda (kol) expressão (lashon) de "rayon" (rayon) na Escritura (shebamikra) não (eino) é expressão (lashon) de vontade (ratzon), mas sim (ela) expressão (lashon) de pensamento (machshavá), e isto (vezeh) prova (yochiach): "e seus pensamentos (verayonohi) o apavoravam (yevahalunehi)" (Daniel 4) — acaso (vechi) a vontade (retzono) de um homem (shel adam) o apavora (mevahalo)? Mas sim (ela) seus pensamentos (machshevotav) o apavoram (mevahalin oto) — isto é, Rashi demonstra, a partir de outro versículo de Daniel, que "rayon" sempre significa pensamento, não vontade ou desejo. "Palmeira de ouro" — coisa (davar) que (she) não (lo) se costuma (hurgal) ver (lirot) nem (velo) se pensou (hirher bo) nela jamais (meolam). "Buraco da agulha" — o furo (nekev) da agulha (hamachat).
Encerramento do daf e da sugya sobre sonhos: só se mostra ao homem aquilo que já habitava seus pensamentos, como prova o caso de Nevuchadnetzar em Daniel; e por isso ninguém jamais sonha com uma palmeira de ouro ou um elefante passando pelo buraco de uma agulha — imagens que a mente humana nunca concebeu.