O terceiro tratado de Seder Nashim — as leis dos votos, sua formulação por expressões substitutas, e sua anulação
Massechet Nedarim, o terceiro tratado de Seder Nashim, trata do nêder — o voto pelo qual uma pessoa proíbe sobre si mesma algo que lhe era permitido. O Perek Alef abre com as expressões substitutas (kinuyim) que valem como o próprio termo do voto, mesmo quando distorcidas ou tomadas de outras línguas; o Perek Bet distingue o voto do juramento — o que cada um pode ou não proibir — e trata dos votos formulados sem explicação; o Perek Guimel reúne os quatro tipos de votos que os sábios declararam sem força vinculante (de incentivo, de exagero, por engano e por coação), e uma série de votos formulados contra categorias de pessoas, encerrando com a grandeza da mitsvá da circuncisão; o Perek Dalet examina o que ainda é permitido entre um votado e seu companheiro na vida prática — dívidas, achados, doentes, o ano sabático — e os mecanismos indiretos para que o votado não passe fome; o Perek Hei trata do voto de proveito entre sócios de um pátio comum, da fórmula do cherem entre companheiros, e fecha com o caso de Beit Choron sobre a doação que não é doação verdadeira; o Perek Vav examina a linguagem exata dos votos sobre alimentos — cozido e assado, feito de panela e o que desce à panela, pickle e salgado, peixe e seus derivados, leite e soro, carne e seu molho, vinho e frutos, nomes emprestados como "vinho de maçãs", e fecha com repolho, grão e o guisado de lentilhas; o Perek Zayin passa das categorias de alimentos para as categorias de verdura, grão, vestimenta, casa e cama, e fecha com a sintaxe exata da expressão "até o Pessach" — tanto no voto simples do marido contra a obra da esposa quanto no voto condicional sobre sua ida à casa do pai; o Perek Chet muda de eixo para a extensão temporal das expressões do voto — "hoje", "este mês", "até o Pessach", épocas agrícolas sem data fixa, chuvas, o ano embolismado, o jejum e o alho —, e fecha com quatro casos em que a intenção real por trás de um voto exagerado ("para sempre", "que eu não entro em tua casa") limita seu alcance à situação concreta que o gerou; o Perek Tet passa para o mecanismo pelo qual um sábio anula um voto — a "abertura" (pétach), motivo que teria impedido o voto se conhecido a tempo —, debatendo a honra dos pais, o "nascido" (nolad), os versículos da Torá contra ódio e vingança, a ketubá da esposa, os sábados e festas, votos contra múltiplas pessoas, premissas médicas refutadas, a própria honra do votante, e fecha com o voto por engano e o comovente episódio da sobrinha embelezada na casa de Rabi Ishmael; o Perek Yud passa para o segundo mecanismo de anulação — não pela abertura de um sábio, mas pela autoridade direta de pai e marido —, tratando da jovem noiva sob dupla autoridade, da assimetria entre a morte do pai e a do marido, e fecha com a regra de que a anulação vale o dia inteiro; e o Perek Yud-Alef, último do tratado, define os votos de aflição da alma que o marido pode anular, os votos que envolvem terceiros, a precisão exigida na anulação, e fecha com o catálogo das nove jovens cujos votos ninguém mais pode anular, e o caso-limite entre voto e direito matrimonial na fórmula "removida sou dos judeus".